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Pagamento do PIS/PASEP 2025 começa para nascidos em março e abril; veja como sacar até R$ 1.518

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A liberação do abono salarial de 2025, benefício aguardado por milhões de trabalhadores brasileiros, já movimenta a economia com pagamentos que iniciaram em 15 de abril para nascidos em março e abril. Neste terceiro lote, cerca de 4,3 milhões de pessoas, entre trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos, terão acesso a valores que variam de R$ 127 a R$ 1.518, dependendo do tempo trabalhado em 2023. O montante destinado a esses beneficiários supera R$ 5,1 bilhões, reforçando a importância do programa para a complementação de renda de quem recebe até dois salários mínimos.

O abono salarial, instituído pela Constituição Federal, é um direito garantido aos trabalhadores que cumprem requisitos específicos, como estar inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos e ter exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias no ano-base. Em 2025, o programa beneficia 25,8 milhões de pessoas, com um investimento total de R$ 30,7 bilhões. A Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do PIS, e o Banco do Brasil, que gerencia o PASEP, organizam os depósitos de forma escalonada, seguindo o mês de nascimento dos beneficiários.

Para muitos, o abono representa um alívio financeiro, especialmente em um contexto de inflação persistente e aumento do custo de vida. O valor máximo, equivalente ao salário mínimo de R$ 1.518, é pago a quem trabalhou os 12 meses de 2023, enquanto períodos menores geram valores proporcionais. A consulta para verificar a elegibilidade está disponível desde 5 de fevereiro, por meio de plataformas digitais como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e o portal Gov.br, facilitando o acesso às informações.

Quem tem direito ao benefício

O abono salarial é direcionado a trabalhadores que atendem a critérios rigorosos estabelecidos pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT). Esses requisitos garantem que o benefício alcance quem realmente depende dele para complementar a renda. Abaixo, os principais pontos para verificar a elegibilidade:

  • Inscrição no PIS/PASEP: O trabalhador deve estar cadastrado no programa há pelo menos cinco anos, contados a partir do primeiro vínculo formal.
  • Atividade remunerada: É necessário ter trabalhado, com carteira assinada, por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base de 2023.
  • Remuneração média: A média salarial mensal em 2023 deve ser de até dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.640 à época.
  • Declaração do empregador: Os dados do trabalhador precisam ter sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.

Esses critérios excluem trabalhadores autônomos, empregados domésticos sem vínculo formal e aqueles cujos empregadores não contribuem para o PIS/PASEP. A exigência de cinco anos de inscrição, por exemplo, impede que trabalhadores recém-ingressados no mercado formal recebam o benefício, enquanto a limitação de dois salários mínimos reforça o caráter social do programa.

Como funciona o pagamento

O pagamento do abono salarial é proporcional ao tempo de trabalho no ano-base. Cada mês trabalhado, com pelo menos 15 dias de atividade, equivale a R$ 126,50. Assim, quem atuou por apenas um mês recebe R$ 127, enquanto o valor máximo de R$ 1.518 é reservado para quem completou 12 meses. Essa lógica garante equidade na distribuição, beneficiando tanto trabalhadores com contratos longos quanto os que tiveram vínculos temporários.

Na iniciativa privada, a Caixa Econômica Federal prioriza o crédito automático em contas correntes, poupanças ou contas digitais no aplicativo Caixa Tem. Para quem não possui conta na instituição, o saque pode ser realizado em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento ou correspondentes Caixa Aqui, utilizando o Cartão do Cidadão. Servidores públicos, por sua vez, recebem o PASEP diretamente em contas do Banco do Brasil ou por transferência via TED, PIX ou atendimento presencial nas agências.

A unificação do calendário por mês de nascimento, instituída pela Resolução CODEFAT nº 1.011 de 2024, simplificou o acesso ao benefício. Os valores ficam disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025, prazo final para todos os lotes. Caso o trabalhador não realize o saque até essa data, será necessário aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho e Emprego.

Calendário de pagamento do abono salarial 2025

O cronograma de pagamento do abono salarial 2025 é organizado por mês de nascimento, com seis lotes escalonados entre fevereiro e agosto. Confira as datas:

  • Janeiro: A partir de 17 de fevereiro
  • Fevereiro: A partir de 17 de março
  • Março e abril: A partir de 15 de abril
  • Maio e junho: A partir de 15 de maio
  • Julho e agosto: A partir de 16 de junho
  • Setembro e outubro: A partir de 15 de julho
  • Novembro e dezembro: A partir de 15 de agosto

Os valores permanecem disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025, independentemente do lote. A organização por mês de nascimento facilita a gestão dos pagamentos e evita congestionamentos nos canais de atendimento da Caixa e do Banco do Brasil.

Impacto econômico do abono

O abono salarial desempenha um papel significativo na economia brasileira, injetando bilhões de reais no consumo e no comércio local. Em 2025, os R$ 30,7 bilhões destinados ao programa beneficiam diretamente 25,8 milhões de trabalhadores, dos quais 22 milhões são da iniciativa privada (PIS) e 3,8 milhões são servidores públicos, empregados de estatais ou militares (PASEP). Esse montante representa um aumento em relação a 2024, quando R$ 27 bilhões foram pagos a 25,6 milhões de pessoas.

A distribuição desses recursos tem impacto direto nas cidades, especialmente nas regiões onde a renda média é mais baixa. Pequenos comércios, supermercados e prestadores de serviços costumam registrar aumento nas vendas nos meses de pagamento do abono. Além disso, o benefício ajuda a reduzir desigualdades, já que é voltado para trabalhadores de baixa renda, muitos dos quais utilizam o dinheiro para quitar dívidas ou realizar compras essenciais.

O programa também reflete o compromisso do governo com políticas de transferência de renda. Diferentemente de outros benefícios, como o Bolsa Família, o abono salarial está vinculado à formalidade do trabalho, incentivando a regularização de vínculos empregatícios. A exigência de dados corretos no eSocial, por exemplo, reforça a importância de empregadores manterem registros atualizados, contribuindo para a transparência no mercado de trabalho.

Como consultar o benefício

A consulta ao abono salarial é simples e pode ser feita por canais digitais, reduzindo a necessidade de deslocamento a agências bancárias. Desde 5 de fevereiro, os trabalhadores podem verificar se têm direito ao benefício, o valor disponível, a data de pagamento e o banco responsável. As principais opções incluem:

  • Carteira de Trabalho Digital: Após atualizar o aplicativo, basta acessar a aba “Benefícios”, selecionar “Abono Salarial” e clicar em “Pagamentos” para obter as informações.
  • Portal Gov.br: A plataforma permite consultar o benefício com login único, utilizando CPF e senha.
  • Aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem: Exclusivos para trabalhadores da iniciativa privada, oferecem detalhes sobre o PIS, incluindo calendário e parcelas liberadas.
  • Central Alô Trabalho: O telefone 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, com atendimento gratuito.
  • Superintendências Regionais do Trabalho: Unidades presenciais estão disponíveis para consultas em todo o país.

Para servidores públicos, o Banco do Brasil disponibiliza consulta pelo site bb.com.br/pasep, com CPF ou número de inscrição no PASEP, além da central de atendimento nos números 4004-0001 ou 0800-729-0001. Essas ferramentas digitais e presenciais garantem acesso amplo, mas é fundamental que o trabalhador verifique se os dados foram corretamente informados pelo empregador.

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Cuidados com golpes envolvendo o PIS/PASEP

A popularidade do abono salarial atrai golpistas que se aproveitam da expectativa dos trabalhadores. Nos últimos meses, foram registrados casos de fraudes envolvendo mensagens falsas, ligações e sites que prometem consulta ou liberação antecipada do benefício. Essas abordagens geralmente solicitam dados pessoais, como CPF, número do PIS/PASEP ou senhas bancárias, com o objetivo de roubar informações ou acessar contas.

Para evitar cair em golpes, os trabalhadores devem adotar algumas precauções. Canais oficiais, como os aplicativos Carteira de Trabalho Digital, Caixa Tem e o portal Gov.br, são os únicos confiáveis para consulta. Mensagens via WhatsApp, SMS ou e-mails que solicitam cliques em links devem ser ignoradas. Além disso, a Caixa e o Banco do Brasil nunca pedem senhas ou códigos de verificação por telefone. Em caso de dúvida, o trabalhador pode contatar a Central Alô Trabalho (158) ou as agências bancárias.

A orientação é clara: desconfie de qualquer promessa de pagamento antecipado ou de sites que exigem cadastro com informações sensíveis. A consulta oficial é gratuita e não requer intermediários. Manter o aplicativo Carteira de Trabalho Digital atualizado também ajuda a monitorar tentativas de acesso não autorizado.

Diferenças entre PIS e PASEP

Embora o abono salarial seja um benefício único, ele é operacionalizado por dois programas distintos: o PIS, voltado para trabalhadores da iniciativa privada, e o PASEP, destinado a servidores públicos, militares e empregados de estatais. A principal diferença está na administração: a Caixa Econômica Federal gerencia o PIS, enquanto o Banco do Brasil é responsável pelo PASEP. Apesar disso, os critérios de elegibilidade e o cálculo do valor são idênticos para ambos.

O PIS é cadastrado automaticamente quando o trabalhador assina a carteira de trabalho pela primeira vez, geralmente no primeiro emprego formal. O número do PIS acompanha o trabalhador por toda a vida profissional e é usado para acessar benefícios como o abono salarial e o seguro-desemprego. Já o PASEP é registrado para servidores públicos, com um número de inscrição específico, que pode ser consultado no contracheque ou no site do Banco do Brasil.

Outra distinção está nos canais de pagamento. Enquanto o PIS prioriza contas digitais e o aplicativo Caixa Tem, o PASEP favorece depósitos em contas bancárias ou transferências via PIX e TED. Essa divisão reflete a estrutura dos programas, criados na década de 1970 para integrar trabalhadores ao desenvolvimento econômico e formar patrimônio para servidores.

Histórico e evolução do programa

O abono salarial foi instituído pela Lei nº 7.998/1990, mas suas raízes remontam aos anos 1970, com a criação do PIS e do PASEP. Inicialmente, os programas tinham como objetivo principal arrecadar recursos para financiar projetos sociais e infraestrutura, com os trabalhadores recebendo cotas proporcionais às contribuições dos empregadores. A partir de 1988, com a Constituição Federal, o abono salarial foi transformado em um benefício anual, pago a trabalhadores de baixa renda.

Até 2020, o calendário de pagamento seguia um modelo que ia de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. A pandemia de Covid-19, no entanto, alterou essa dinâmica, com antecipações e ajustes para atender à crise econômica. Desde então, o governo optou por unificar o calendário por mês de nascimento, facilitando a organização e reduzindo filas nas agências bancárias.

A digitalização também marcou a evolução do programa. A introdução do aplicativo Caixa Tem e da Carteira de Trabalho Digital tornou o acesso mais rápido e seguro, especialmente para trabalhadores da iniciativa privada. O uso do eSocial, que unifica as obrigações trabalhistas dos empregadores, aumentou a precisão na identificação dos beneficiários, reduzindo erros e fraudes.

Desafios na liberação do benefício

Apesar dos avanços, o abono salarial enfrenta desafios que afetam sua eficácia. Um dos principais problemas é a falta de atualização dos dados pelos empregadores. Muitos trabalhadores deixam de receber o benefício porque as informações enviadas à RAIS ou ao eSocial estão incompletas ou incorretas. Esse problema é mais comum em pequenas empresas, que podem não ter estrutura para cumprir as exigências do sistema.

Outro obstáculo é o desconhecimento sobre o direito ao abono. Milhares de trabalhadores, especialmente em áreas rurais ou com baixo acesso à internet, não sabem que têm valores disponíveis. Campanhas de conscientização têm sido realizadas, mas a dependência de canais digitais ainda limita o alcance. Além disso, cerca de R$ 218,9 milhões de abonos de anos anteriores permanecem não sacados, afetando 239.142 trabalhadores que têm até 27 de dezembro de 2025 para resgatar os valores.

A complexidade do calendário também gera confusão. Embora a unificação por mês de nascimento tenha simplificado o processo, trabalhadores com múltiplos vínculos empregatícios ou que mudaram de emprego frequentemente podem enfrentar dificuldades para calcular o valor devido. A orientação é buscar apoio nas Superintendências Regionais do Trabalho ou nos canais oficiais de atendimento.

Perspectivas para 2026

O abono salarial de 2026 já está em discussão, com possíveis mudanças nas regras de elegibilidade e no calendário de pagamento. Uma das propostas é ampliar o acesso ao benefício, incluindo categorias que hoje estão excluídas, como trabalhadores temporários com contratos inferiores a 30 dias. Outra ideia é ajustar o valor do abono com base em índices de inflação, garantindo que o poder de compra dos beneficiários seja preservado.

O governo também avalia a integração total do PIS/PASEP com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que poderia simplificar a gestão dos recursos. Essa medida, no entanto, enfrenta resistência de sindicatos, que temem a perda de direitos trabalhistas. Enquanto isso, o programa segue como um dos pilares da política de transferência de renda, com impacto direto na vida de milhões de brasileiros.

A digitalização deve continuar sendo um foco. A ampliação do uso de aplicativos como o Caixa Tem e a Carteira de Trabalho Digital pode reduzir custos operacionais e agilizar os pagamentos. Além disso, parcerias com empresas de tecnologia podem facilitar o acesso em regiões com baixa conectividade, garantindo que mais trabalhadores sejam alcançados.

Dicas para garantir o recebimento

Para evitar problemas no acesso ao abono salarial, os trabalhadores podem adotar algumas medidas práticas. Abaixo, uma lista com orientações essenciais:

  • Atualize seus dados: Verifique se o empregador informou corretamente seus dados no eSocial ou na RAIS. Erros como CPF incorreto podem impedir o pagamento.
  • Monitore os canais oficiais: Use apenas o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o portal Gov.br ou os aplicativos da Caixa e do Banco do Brasil para consultas.
  • Proteja-se contra fraudes: Não compartilhe senhas, números do PIS/PASEP ou dados bancários com terceiros, especialmente em mensagens suspeitas.
  • Acompanhe o calendário: Fique atento às datas de pagamento e ao prazo final de saque (29 de dezembro de 2025).
  • Busque ajuda se necessário: Em caso de dúvidas, contate a Central Alô Trabalho (158) ou visite uma agência da Caixa ou do Banco do Brasil.

Essas precauções ajudam a garantir que o benefício chegue ao trabalhador sem contratempos, maximizando o impacto positivo do abono na vida financeira.

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