A partir de 24 de abril, mais de 30 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios previdenciários começam a receber a primeira parcela do 13º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A antecipação, que segue uma estratégia adotada nos últimos anos, deve injetar aproximadamente R$ 73,3 bilhões na economia brasileira, aquecendo o comércio e aliviando o orçamento de milhões de famílias. O pagamento, dividido em duas parcelas, ocorre entre abril e junho, com datas definidas pelo número final do cartão de benefício. A medida beneficia segurados em todo o país, exceto aqueles que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para muitos, o recurso extra representa uma oportunidade de quitar dívidas, investir em saúde ou cobrir despesas essenciais.
O 13º salário do INSS é um direito garantido aos segurados que recebem benefícios previdenciários de caráter contínuo, como aposentadorias, pensões por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. A antecipação, anunciada pelo governo federal, repete o modelo implementado em anos anteriores, como 2024, quando os pagamentos também começaram em abril. A estratégia visa estimular o consumo em períodos de menor atividade econômica, beneficiando principalmente o setor de varejo e serviços. Com um calendário organizado por faixas de renda e número final do benefício, o INSS garante que os depósitos sejam realizados de forma ordenada, começando pelos beneficiários que recebem até um salário mínimo.
A injeção de R$ 73,3 bilhões na economia é uma das maiores movimentações financeiras do ano, impactando diretamente pequenos comércios e reduzindo a inadimplência entre aposentados e pensionistas. Para os beneficiários, o pagamento do 13º é uma oportunidade de planejamento financeiro, especialmente em um contexto de inflação persistente e aumento no custo de vida. O acesso às informações sobre datas e valores pode ser feito por meio do aplicativo Meu INSS ou da Central 135, facilitando a organização do orçamento familiar.
- Principais destaques do 13º do INSS em 2025:
- Pagamento da 1ª parcela entre
24 de abril e 8 de maio.
- 2ª parcela depositada de 26 de maio a 6 de junho.
- Injeção de R$ 73,3 bilhões na economia brasileira.
- Mais de 30 milhões de beneficiários contemplados.
- Benefícios assistenciais, como BPC, não recebem o 13º.
Quem tem direito ao 13º salário do INSS
O 13º salário do INSS é destinado aos segurados que recebem benefícios previdenciários de caráter contínuo, abrangendo uma ampla gama de categorias. Entre os contemplados estão aposentados por idade, tempo de contribuição ou invalidez, pensionistas por morte, além de beneficiários de auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. A gratificação é um direito garantido por lei e tem como objetivo assegurar um reforço financeiro anual, especialmente importante para quem depende exclusivamente da renda previdenciária.
No entanto, nem todos os beneficiários do INSS têm direito ao abono natalino. Os segurados que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou a Renda Mensal Vitalícia, por exemplo, ficam de fora, já que esses auxílios têm natureza assistencial, e não previdenciária. Essa exclusão afeta cerca de 5 milhões de pessoas que recebem o BPC, muitas delas em situação de vulnerabilidade social. A diferenciação entre benefícios previdenciários e assistenciais é um ponto frequentemente debatido, mas a legislação atual mantém a exclusão do 13º para essas categorias.
Para quem começou a receber um benefício em 2025, o 13º é pago de forma proporcional, com base nos meses de recebimento. Por exemplo, um segurado que passou a receber aposentadoria em março terá direito a 10/12 avos do valor total da gratificação. Essa regra garante equidade no pagamento, ajustando o benefício ao tempo de contribuição ou recebimento do segurado.
Calendário oficial dos pagamentos em 2025
O pagamento do 13º salário do INSS segue um calendário estruturado, baseado no número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador. Os depósitos são divididos em duas parcelas, com a primeira sendo liberada entre 24 de abril e 8 de maio, e a segunda entre 26 de maio e 6 de junho. A organização por faixas de renda também é um critério importante: beneficiários que recebem até um salário mínimo são pagos primeiro, seguidos por aqueles com benefícios acima do piso.
Para quem recebe até um salário mínimo, o cronograma da primeira parcela começa em 24 de abril, com o final 1, e termina em 8 de maio, com o final 0. Já para os segurados que recebem acima do mínimo, os depósitos ocorrem entre 2 e 8 de maio, agrupando finais de benefício para otimizar o processo. A segunda parcela segue a mesma lógica, começando em 26 de maio para o primeiro grupo e encerrando em 6 de junho para o segundo.
- Calendário da 1ª parcela (24 de abril a 8 de maio):
- Até 1 salário mínimo:
- Final 1: 24 de abril
- Final 2: 25 de abril
- Final 3: 28 de abril
- Final 4: 29 de abril
- Final 5: 30 de abril
- Final 6: 2 de maio
- Final 7: 5 de maio
- Final 8: 6 de maio
- Final 9: 7 de maio
- Final 0: 8 de maio
- Acima de 1 salário mínimo:
- Finais 1 e 6: 2 de maio
- Finais 2 e 7: 5 de maio
- Finais 3 e 8: 6 de maio
- Finais 4 e 9: 7 de maio
- Finais 5 e 0: 8 de maio
- Até 1 salário mínimo:
Como o 13º é calculado
O cálculo do 13º salário do INSS é baseado no valor mensal do benefício recebido pelo segurado. A gratificação é dividida em duas parcelas: a primeira corresponde a 50% do valor do benefício, sem descontos de Imposto de Renda (IR), enquanto a segunda parcela inclui o valor restante, com a possibilidade de dedução de IR para os beneficiários sujeitos à tributação. Essa divisão facilita o planejamento financeiro, já que a primeira parcela chega sem descontos, oferecendo um alívio imediato.
Para segurados que começaram a receber o benefício ao longo de 2025, o cálculo é proporcional. Por exemplo, um beneficiário que passou a receber aposentadoria em junho terá direito a 7/12 avos do 13º, refletindo os meses de recebimento até dezembro. Essa proporcionalidade garante que o pagamento seja justo, considerando o tempo de vínculo com o INSS. Em média, o valor do 13º para quem recebe um salário mínimo será de aproximadamente R$ 1.412, dividido em duas parcelas de R$ 706, sem descontos na primeira.
A tributação do Imposto de Renda, quando aplicável, ocorre apenas na segunda parcela, seguindo as regras da Receita Federal. Beneficiários com mais de 65 anos têm direito a uma isenção adicional no IR, o que pode reduzir ou eliminar os descontos, dependendo da renda total. Essa estrutura de pagamento, com parcelas divididas e regras claras, ajuda os segurados a organizarem suas finanças com antecedência.
Impacto econômico da antecipação
A antecipação do 13º salário do INSS em 2025 deve movimentar cerca de R$ 73,3 bilhões na economia brasileira, consolidando-se como uma das maiores injeções de recursos do ano. Esse volume beneficia diretamente o setor de varejo, com destaque para pequenos comércios, que registram aumento nas vendas de bens de consumo, como alimentos, eletrodomésticos e vestuário. Além disso, a medida contribui para a redução da inadimplência, já que muitos beneficiários utilizam o recurso extra para quitar dívidas acumuladas.
O impacto econômico é particularmente significativo em cidades menores, onde a renda previdenciária representa uma parcela importante da economia local. Em 2024, a antecipação do 13º gerou um incremento de 2,5% no faturamento do varejo entre abril e junho, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A expectativa para 2025 é de resultados semelhantes, com reflexos positivos em setores como alimentação, saúde e serviços. A medida também alivia a pressão financeira de famílias de baixa renda, que dependem do benefício para despesas essenciais.
A estratégia de antecipação, adotada desde 2020, tem se mostrado eficaz para estimular o consumo em períodos de menor atividade econômica. Diferentemente de outras medidas de estímulo, como aumento de gastos públicos, a antecipação do 13º não gera impacto nas contas públicas, já que o valor já está previsto no orçamento anual do INSS. Esse equilíbrio entre benefícios econômicos e responsabilidade fiscal torna a medida uma ferramenta poderosa para o governo.
Como consultar as informações do 13º
Acessar informações sobre o 13º salário do INSS é simples e pode ser feito por canais digitais ou atendimento telefônico. O aplicativo Meu INSS, disponível para smartphones e computadores, é a principal ferramenta para consultar datas, valores e histórico de pagamentos. Após fazer login com CPF e senha, o segurado pode visualizar o extrato do benefício, que inclui detalhes sobre as parcelas do 13º e eventuais descontos na segunda parcela.
Outra opção é a Central 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Por meio do telefone, o beneficiário pode esclarecer dúvidas, confirmar datas de pagamento e obter informações sobre o cálculo do 13º. O atendimento é gratuito para ligações de telefones fixos e tem custo de ligação local para chamadas de celular, tornando o serviço acessível à maioria dos segurados.
Para facilitar o acesso, o INSS recomenda que os beneficiários mantenham seus dados cadastrais atualizados no sistema, especialmente o número de telefone e o e-mail. Essas informações são usadas para enviar notificações sobre pagamentos e outras atualizações importantes. Em caso de dificuldades com o aplicativo ou a central, as agências do INSS também oferecem atendimento presencial, mediante agendamento.
- Canais para consulta do 13º:
- Meu INSS: Acesse o aplicativo ou site com CPF e senha para ver extratos e datas.
- Central 135: Ligue de segunda a sábado, das 7h às 22h, para esclarecimentos.
- Agências do INSS: Agende atendimento presencial para dúvidas específicas.

Por que o 13º foi antecipado novamente
A antecipação do 13º salário do INSS em 2025 repete uma política implementada nos últimos cinco anos, iniciada em 2020 como resposta à crise econômica causada pela pandemia. A medida, mantida nos governos Lula e Bolsonaro, tem como objetivo principal estimular a economia em meses de menor atividade, como abril e maio, quando o consumo tende a ser mais fraco. Ao liberar R$ 73,3 bilhões em um curto período, o governo aquece o comércio e fortalece o poder de compra de aposentados e pensionistas.
A decisão de antecipar o 13º também reflete a importância dos benefícios previdenciários na economia brasileira. Cerca de 60% dos municípios do país têm na renda do INSS uma de suas principais fontes de receita, especialmente em regiões Norte e Nordeste. A antecipação, portanto, não beneficia apenas os segurados, mas também comerciantes, prestadores de serviços e outros setores que dependem do consumo das famílias.
Além do impacto econômico, a medida tem um caráter social, oferecendo alívio financeiro a milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades com o aumento do custo de vida. Em 2024, a inflação acumulada até outubro atingiu 4,2%, pressionando o orçamento de famílias de renda fixa. O 13º antecipado permite que os beneficiários planejem gastos com antecedência, seja para quitar dívidas, comprar medicamentos ou investir em melhorias no lar.
Uso comum do 13º pelos beneficiários
O 13º salário do INSS é utilizado de forma variada pelos beneficiários, refletindo as prioridades e necessidades de cada família. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), cerca de 40% do valor do 13º é destinado ao pagamento de dívidas, incluindo contas atrasadas, empréstimos consignados e faturas de cartão de crédito. Essa prática ajuda a reduzir a inadimplência, que atingiu 28% dos brasileiros em 2024, segundo a Serasa.
Outro destino comum do recurso é a compra de medicamentos e despesas com saúde, especialmente entre idosos, que representam a maioria dos beneficiários do INSS. Aproximadamente 25% do 13º é usado para consultas médicas, exames e remédios, itens que pesam no orçamento mensal. Além disso, muitos segurados aproveitam o benefício para cobrir despesas básicas, como alimentação e contas de luz e água, que consomem uma parcela significativa da renda fixa.
O 13º também é uma oportunidade para investimentos menores, como a compra de eletrodomésticos, reformas no lar ou presentes para familiares. Em períodos próximos a datas comemorativas, como o Dia das Mães, que coincide com a segunda parcela, o comércio registra aumento nas vendas de itens como roupas e perfumes. Essa diversidade de usos demonstra a importância do 13º como um reforço financeiro para milhões de brasileiros.
Dúvidas frequentes sobre o 13º do INSS
Muitas dúvidas surgem entre os beneficiários do INSS sobre o 13º salário, especialmente em relação aos critérios de elegibilidade e ao cálculo das parcelas. Uma das perguntas mais comuns é sobre o direito ao benefício para quem recebe o BPC. Como o BPC é um auxílio assistencial, ele não dá direito ao 13º, uma regra que gera insatisfação entre os cerca de 5 milhões de beneficiários desse programa.
Outra questão recorrente é sobre o valor das parcelas. A primeira parcela corresponde a 50% do benefício mensal, sem descontos, enquanto a segunda pode incluir dedução de Imposto de Renda, dependendo da renda do segurado. Para beneficiários isentos de IR, como aqueles com mais de 65 anos e renda abaixo do limite estabelecido, as duas parcelas têm o mesmo valor. Já para quem começou a receber o benefício em 2025, o 13º é proporcional, garantindo que o pagamento seja ajustado ao tempo de recebimento.
Por fim, muitos segurados questionam como acessar informações sobre o pagamento. O aplicativo Meu INSS é a ferramenta mais prática, mas a Central 135 e as agências do INSS também estão disponíveis para esclarecimentos. Manter os dados cadastrais atualizados é essencial para evitar problemas no acesso às informações ou no recebimento do benefício.
- Respostas para dúvidas comuns:
- BPC dá direito ao 13º? Não, por ser um benefício assistencial.
- As parcelas têm o mesmo valor? A 1ª parcela é 50% sem descontos; a 2ª pode incluir IR.
- Quem começou a receber em 2025 tem direito? Sim, proporcional aos meses de recebimento.
- Como consultar? Use o Meu INSS, Central 135 ou agende atendimento presencial.
Perspectivas para o 13º do INSS em 2025
A antecipação do 13º salário do INSS em 2025 reforça o papel dos benefícios previdenciários como um motor da economia brasileira. Com mais de 30 milhões de beneficiários e R$ 73,3 bilhões injetados, a medida deve manter o impacto positivo observado em anos anteriores, especialmente no varejo e na redução da inadimplência. A continuidade dessa política, adotada desde 2020, sugere que o governo seguirá priorizando o estímulo ao consumo em períodos estratégicos.
Para os beneficiários, o 13º é mais do que um reforço financeiro: é uma ferramenta de planejamento, permitindo o pagamento de dívidas, investimentos em saúde e melhorias no bem-estar familiar. A facilidade de acesso às informações, por meio de canais como o Meu INSS e a Central 135, também contribui para que os segurados aproveitem o benefício de forma consciente e organizada.
Olhando para o futuro, a antecipação do 13º pode se tornar uma prática permanente, especialmente se a economia continuar enfrentando desafios como inflação e juros altos. A combinação de benefícios econômicos e sociais faz do 13º do INSS uma política de alto impacto, que beneficia tanto os segurados quanto o país como um todo.