Atlético-MG

Gol contra define: Atlético-MG bate Caracas por 1 a 0 e lidera Grupo H na Sul-Americana

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Atlético - Foto: Instagram Atlético - Foto: Instagram

Em um confronto marcado por tensão e equilíbrio, o Atlético-MG conquistou uma vitória magra por 1 a 0 sobre o Caracas, no Estádio Olímpico da UCV, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. O único gol da partida veio de um lance infeliz do volante Vicente Rodríguez, que desviou contra o próprio patrimônio aos 23 minutos do primeiro tempo, após cruzamento preciso de Bernard. O resultado mantém o Galo na liderança do Grupo H, com sete pontos, enquanto o Caracas, com quatro pontos, segue na vice-liderança, mas pressionado pela irregularidade no torneio continental e no campeonato venezuelano. A partida, disputada sob o comando do técnico Cuca, revelou um Atlético sólido defensivamente, mas com dificuldades para ampliar o placar diante de um adversário que, apesar da má fase, mostrou resistência.

O jogo começou com o Caracas imprimindo pressão nos minutos iniciais, aproveitando o fator casa para tentar surpreender. Aos cinco minutos, De Santis arriscou de longe, obrigando o goleiro Everson a fazer uma defesa segura, espalmando para escanteio. O Atlético, por sua vez, demorou a encontrar seu ritmo, com trocas de passes imprecisas e dificuldade para furar o bloqueio defensivo venezuelano. A equipe mineira, desfalcada de peças importantes como Hulk e Gustavo Scarpa, dependia da criatividade de Bernard e da movimentação de Rony para criar oportunidades. A virada no domínio veio com o gol, que trouxe mais confiança ao Galo, embora o Caracas tenha mantido a postura ofensiva até o intervalo.

No segundo tempo, o Atlético voltou com mais ímpeto, mas esbarrou na falta de precisão nas finalizações. Cuello, um dos destaques do jogo, teve duas chances claras: aos três minutos, chutou cruzado, mas Benítez defendeu; aos 34 minutos, invadiu a área e finalizou para escanteio. O Caracas, por outro lado, tentou reagir com jogadas pelas laterais, mas não conseguiu converter suas oportunidades em gol. A partida ganhou contornos dramáticos com cartões amarelos e lances ríspidos, como o embate entre Lyanco e De Santis, que gerou tensões em campo. Apesar dos esforços finais do time venezuelano, o Atlético segurou o resultado e garantiu os três pontos fora de casa.

Principais momentos da partida

Abaixo, os lances que marcaram o confronto entre Caracas e Atlético-MG:

  • 5’ – 1T: De Santis chuta de longe pela esquerda, e Everson espalma para escanteio, evitando o gol do Caracas.
  • 23’ – 1T: Bernard cruza da esquerda, Rony não alcança, mas Rodríguez desvia contra o próprio gol, abrindo o placar para o Atlético.
  • 34’ – 1T: Cuello invade a área pela direita e chuta forte, mas a bola desvia na defesa e sai para escanteio.
  • 41’ – 1T: Heráldez rouba a bola de Lyanco, mas De Santis é flagrado em impedimento antes de finalizar.
  • 3’ – 2T: Cuello avança e chuta cruzado, mas o goleiro Benítez faz defesa segura, mantendo o Caracas no jogo.

Contexto do confronto

O Atlético-MG chegou à Venezuela embalado por uma vitória recente contra o Botafogo, no Campeonato Mineiro, que marcou seu primeiro triunfo na Série A de 2025. Na Sul-Americana, o Galo já havia mostrado força ao golear o Deportes Iquique por 4 a 0 na segunda rodada, após um empate sem gols com o Cienciano na estreia. A liderança do Grupo H, com sete pontos, reflete a consistência do time, que busca avançar às oitavas de final com a melhor campanha possível. A ausência de jogadores como Hulk, poupado para fortalecimento físico, e Gustavo Scarpa, liberado pelo nascimento do filho, obrigou Cuca a escalar uma equipe alternativa, com destaque para a improvisação de Caio Paulista na lateral e a entrada de Rony no ataque.

Por outro lado, o Caracas vive um momento delicado. O time venezuelano, quarto pior colocado no campeonato local, acumula quatro jogos sem vencer, incluindo uma goleada sofrida por 4 a 1 para o Monagas. Na Sul-Americana, os quatro pontos conquistados (uma vitória contra o Iquique e um empate com o Cienciano) mantêm a equipe na briga pela classificação, mas o saldo de gols inferior ao do Atlético coloca o Caracas em desvantagem. A equipe, comandada pelo técnico Fernando Aristeguieta, apostou em uma postura agressiva nos minutos iniciais, mas não conseguiu sustentar o ritmo ao longo da partida.

Destaques individuais

Bernard foi o grande nome do Atlético na partida. O meia, escalado na ponta esquerda, foi decisivo ao cruzar para o gol contra de Rodríguez e criou outras oportunidades com sua visão de jogo. Sua capacidade de driblar e encontrar espaços na defesa adversária foi essencial para o Galo, que sentiu falta de um articulador no meio-campo com as ausências de Scarpa e Igor Gomes. No lado defensivo, Everson se destacou com a defesa crucial aos cinco minutos, garantindo a solidez da meta atleticana. Lyanco, apesar do cartão amarelo, foi importante na contenção das investidas de De Santis, principal ameaça do Caracas.

No time venezuelano, De Santis chamou atenção pela movimentação e pela tentativa de abrir o placar logo no início. O atacante, no entanto, pecou na finalização e acabou recebendo um cartão amarelo por falta em Lyanco. Hernández, outro destaque do Caracas, tentou organizar o meio-campo, mas esbarrou na marcação forte de Fausto Vera e Gabriel Menino. O goleiro Benítez também teve atuação sólida, com defesas importantes que evitaram uma derrota mais elástica.

Tática e estratégias

Cuca optou por uma formação cautelosa, com Natanael e Caio Paulista nas laterais e um meio-campo reforçado por Fausto Vera e Gabriel Menino. A estratégia inicial era controlar a posse de bola e explorar os contra-ataques, mas o Atlético encontrou dificuldades para furar a defesa do Caracas nos primeiros minutos. O gol contra de Rodríguez mudou a dinâmica do jogo, permitindo que o Galo adotasse uma postura mais reativa, apostando na velocidade de Cuello e Rony pelas pontas. A substituição precoce de Gabriel Menino por Iván Román, aos 15 minutos, devido a problemas físicos, não alterou significativamente o esquema tático, mas reforçou a solidez defensiva.

O Caracas, por sua vez, começou com uma postura ofensiva, buscando pressionar o Atlético com jogadas pelas laterais, especialmente com Yendis e Echenique. A equipe venezuelana tentou explorar os erros de Lyanco e Caio Paulista, mas faltou precisão nas finalizações. No segundo tempo, Aristeguieta ajustou o time para buscar o empate, com maior presença no ataque, mas a falta de criatividade no meio-campo limitou as chances criadas. A defesa, liderada por La Mantía e Mago, conseguiu conter as investidas do Atlético, mas o erro de Rodríguez no primeiro tempo foi decisivo.

Lances que agitaram o jogo

Além do gol, outros momentos aqueceram a partida:

  • Cartão amarelo para Lyanco (11’ – 1T): O zagueiro foi advertido por falta em Hernández, gerando reclamações do banco atleticano.
  • Cartão amarelo para De Santis (22’ – 1T): O atacante do Caracas recebeu a advertência por falta em Lyanco, intensificando a rivalidade entre os dois.
  • Cartão amarelo para José Hernández (38’ – 1T): O meia venezuelano foi punido após se enroscar com Cuello, em lance que gerou pedido de revisão do VAR por Cuca.
  • Chance perdida por Caio Paulista (21’ – 1T): O lateral dominou na área, driblou Rito, mas finalizou por cima do gol, desperdiçando uma grande oportunidade.
  • Defesa de Benítez (3’ – 2T): O goleiro do Caracas brilhou ao defender chute cruzado de Cuello, evitando o segundo gol do Atlético.

Panorama do Grupo H

O Grupo H da Copa Sul-Americana segue equilibrado, com Atlético-MG na liderança, somando sete pontos, seguido pelo Caracas, com quatro. Cienciano, com dois pontos, e Deportes Iquique, com um, completam a chave. A vitória do Galo fora de casa reforça sua posição como favorito à classificação direta para as oitavas de final, enquanto o Caracas precisa de resultados positivos nas próximas rodadas para manter viva a esperança de avançar. O saldo de gols (quatro contra um) dá vantagem ao Atlético, que agora se prepara para enfrentar o Iquique fora de casa, no dia 8 de maio.

O próximo compromisso do Caracas será contra o Cienciano, no Peru, no dia 8 de maio, em um confronto direto pela vice-liderança do grupo. A equipe venezuelana precisa melhorar sua consistência ofensiva e corrigir os erros defensivos, como o gol contra de Rodríguez, para sonhar com a classificação. Já o Atlético-MG retorna ao Brasil com a confiança renovada, mas ciente de que precisa recuperar seus lesionados para manter o ritmo na competição continental e no Brasileirão.

Histórico e invencibilidade

O Atlético-MG mantém um retrospecto impressionante contra times venezuelanos. Em 12 confrontos históricos, o Galo venceu 10 e empatou dois, com um aproveitamento de 88,9%. A média de 2,75 gols por jogo reflete o domínio ofensivo do time mineiro nesses duelos. A partida contra o Caracas foi o primeiro encontro oficial entre as duas equipes na Sul-Americana, mas o Galo já havia enfrentado o Caracas na Libertadores de 2024, com vitórias por 4 a 1 fora de casa e 4 a 0 em Belo Horizonte. Esses resultados reforçam a superioridade atleticana, que agora busca ampliar sua invencibilidade na competição continental.

Desafios do Atlético-MG

Apesar da vitória, o Atlético enfrenta desafios para manter o desempenho. A lista de desfalques é extensa: além de Hulk e Scarpa, jogadores como Guilherme Arana, Alan Franco, Igor Gomes, Patrick, Júnior Santos, Cadu, Caio Maia e Brahian Palacios estão no departamento médico. A improvisação de Caio Paulista na lateral esquerda e a saída precoce de Gabriel Menino evidenciam a necessidade de recuperação do elenco. Cuca, conhecido por sua capacidade de extrair o melhor de elencos limitados, terá o desafio de manter a competitividade em duas frentes: a Sul-Americana e o Brasileirão. A vitória em Caracas, mesmo com um placar magro, demonstra a resiliência do time, mas a falta de poder de fogo no ataque preocupa para os próximos jogos.

Pressão sobre o Caracas

O Caracas, por sua vez, vive um momento de reconstrução. Maior campeão venezuelano, com 12 títulos, o clube não conquista o torneio local desde 2019 e enfrenta dificuldades para se reerguer. A campanha na Sul-Americana é vista como uma oportunidade de recuperar a confiança da torcida, mas os quatro jogos sem vitória no campeonato local aumentam a pressão sobre o técnico Fernando Aristeguieta. A equipe mostrou potencial em lances isolados, como a jogada de De Santis no início do jogo, mas a falta de consistência e os erros defensivos comprometem o desempenho. A torcida, presente no Estádio Olímpico da UCV, apoiou o time até o fim, mas a derrota para o Atlético expôs as fragilidades do elenco.

Calendário do Grupo H

As próximas rodadas serão decisivas para o futuro de Atlético-MG e Caracas na Copa Sul-Americana. Confira o cronograma do Grupo H:

  • 8 de maio: Deportes Iquique x Atlético-MG, às 19h, no Estádio Tierra de Campeones, Chile.
  • 8 de maio: Cienciano x Caracas, às 23h, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, Peru.
  • 15 de maio: Atlético-MG x Caracas, às 21h30, na Arena MRV, Belo Horizonte.
  • 24 de maio: Deportes Iquique x Cienciano, às 21h30, no Estádio Tierra de Campeones, Chile.
  • 29 de maio: Caracas x Deportes Iquique, às 21h30, no Estádio Olímpico da UCV, Caracas.

Impacto no cenário continental

A vitória do Atlético-MG reforça a força dos clubes brasileiros na Copa Sul-Americana. Além do Galo, equipes como Cruzeiro, Vasco, Vitória, Fluminense e Grêmio também disputam o torneio, aumentando a expectativa por um representante do Brasil nas fases finais. O desempenho do Atlético, mesmo com desfalques, destaca a profundidade do elenco e a capacidade de Cuca em lidar com adversidades. Para o Caracas, a derrota em casa é um alerta para a necessidade de ajustes urgentes, especialmente na defesa, que cometeu erros cruciais contra um adversário de alto nível. A competição continental, que reúne 32 equipes na fase de grupos, promete confrontos cada vez mais disputados à medida que se aproxima das oitavas de final.

Expectativas para o próximo confronto

O Atlético-MG agora volta suas atenções para o Brasileirão, onde busca consolidar sua posição após a vitória contra o Botafogo. Na Sul-Americana, o duelo contra o Deportes Iquique, no Chile, será mais um teste para a equipe, que tenta manter a liderança do Grupo H. A expectativa é que Cuca possa contar com o retorno de alguns lesionados, como Guilherme Arana, para reforçar o time. O Caracas, por outro lado, terá um confronto direto contra o Cienciano, no Peru, que pode definir sua permanência na briga pela classificação. A equipe venezuelana precisa melhorar sua eficiência ofensiva e corrigir os erros defensivos para evitar novos tropeços.

Números que contam a história

O jogo entre Caracas e Atlético-MG foi marcado por estatísticas que refletem o equilíbrio da partida. O Atlético teve 53% de posse de bola, contra 47% do Caracas, mas finalizou menos (nove contra 11 do adversário). O Galo acertou quatro chutes no alvo, enquanto o Caracas teve apenas dois. Em escanteios, o time venezuelano levou vantagem (cinco contra três). A disciplina também foi um fator: o Caracas recebeu dois cartões amarelos (De Santis e Hernández), enquanto o Atlético teve um (Lyanco). Esses números mostram que, apesar da vitória, o Galo precisou se adaptar a um jogo truncado, com forte marcação e poucas chances claras de gol.

Jogadores em foco no segundo tempo

O segundo tempo trouxe novos protagonistas. Cuello, que já havia se destacado no primeiro tempo, continuou sendo a principal válvula de escape do Atlético, com jogadas de velocidade pela direita. Sua tentativa de gol aos três minutos, defendida por Benítez, foi um dos momentos mais perigosos da etapa final. Rony, embora menos efetivo, participou de lances importantes, como o cruzamento para Caio Paulista aos 21 minutos do primeiro tempo. No Caracas, Yendis tentou liderar as investidas pela direita, mas esbarrou na marcação de Saravia. A entrada de Iván Román, substituindo Gabriel Menino, trouxe mais segurança ao sistema defensivo do Galo, que conseguiu neutralizar as poucas chances criadas pelo adversário.

Importância do resultado

A vitória fora de casa é um passo importante para o Atlético-MG na busca pela classificação direta às oitavas de final da Sul-Americana. O resultado dá tranquilidade ao time, que agora pode focar em recuperar seus lesionados e ajustar o sistema ofensivo, que ainda depende muito de jogadas individuais. Para o Caracas, a derrota em casa aumenta a pressão por resultados nas próximas rodadas, especialmente no confronto contra o Cienciano. O time venezuelano precisa encontrar um equilíbrio entre sua postura agressiva e a solidez defensiva para evitar novos erros como o gol contra de Rodríguez.

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