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Previsão para maio: frio, geadas e chuva abaixo da média no Centro-Sul do Brasil

Frio e chuva
Frio e chuva - Foto: Oleg Elkov/Shutterstock.com Frio e chuva - Foto: Oleg Elkov/Shutterstock.com

Maio, conhecido como o mês mais frio do outono climático, marca uma transição significativa para condições mais próximas do inverno, especialmente em sua segunda quinzena. Em 2025, as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil devem enfrentar um cenário de temperaturas acima da média, chuvas abaixo do esperado e aumento de fenômenos como geadas e nevoeiros. Porto Alegre, por exemplo, registra uma média mínima histórica de 13,6°C em maio, bem inferior aos 16,8°C de abril, enquanto a máxima média cai para 22,6°C, contra 26,4°C no mês anterior. Em São Paulo, a mínima média é de 14,7°C e a máxima de 23,4°C, refletindo a chegada de noites mais frias e tardes ainda agradáveis. A neutralidade climática no Pacífico Equatorial, sem a influência de El Niño ou La Niña, deve moldar um mês com características distintas, incluindo riscos para a agricultura devido a possíveis geadas e a redução da umidade do solo. Apesar de chuvas escassas no Centro-Oeste e Sudeste, o Rio Grande do Sul pode registrar precipitações próximas ou acima da média, enquanto o Paraná enfrenta um período mais seco. A previsão, baseada em modelos climáticos, aponta para um maio com calor persistente em algumas áreas, mas com episódios de frio que podem surpreender, especialmente em regiões de maior altitude.

O aumento de nevoeiros e cerrações, que em alguns dias podem se prolongar até a tarde, é uma característica marcante de maio. Esses fenômenos, comuns em áreas como a Serra Gaúcha e o Planalto Sul de Santa Catarina, afetam a visibilidade e demandam atenção no trânsito e na aviação. A agricultura, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste, enfrenta desafios com a redução das chuvas, que pode impactar culturas de segunda safra, como o milho. No Sul, embora a chuva seja mais presente, os volumes não devem repetir os extremos de maio de 2024, quando Porto Alegre registrou 539,9 mm, o maior volume já observado na capital gaúcha. A possibilidade de geadas, especialmente em áreas de maior altitude, também preocupa produtores, já que eventos históricos, como os de 2022, causaram danos significativos às lavouras.

Em termos de temperatura, o Centro-Sul deve registrar valores acima da média, com desvios mais expressivos no Centro-Oeste, Triângulo Mineiro e interior paulista. No Sul, o Paraná deve enfrentar as temperaturas mais elevadas, enquanto o Rio Grande do Sul terá registros mais próximos da média histórica. Episódios isolados de calor, com máximas acima de 30°C, são esperados, mas a ocorrência de um veranico, caracterizado por pelo menos quatro dias consecutivos de altas temperaturas, não é garantida. A baixa frequência de frentes frias intensas deve manter as tardes agradáveis, mas noites frias em áreas de altitude, como Campos do Jordão (SP) e São Joaquim (SC), podem registrar mínimas próximas de 5°C.

  • Principais características de maio de 2025:
    • Temperaturas acima da média no Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul.
    • Chuvas abaixo da média no Centro-Oeste e Sudeste, com risco de seca.
    • Aumento de geadas e nevoeiros, especialmente em áreas de altitude.

Neutralidade climática e seus impactos

A ausência de influência de fenômenos como El Niño ou La Niña, confirmada pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), define o cenário climático de maio de 2025. Essa neutralidade no Pacífico Equatorial Central resulta em um padrão menos previsível, com chuvas e temperaturas variando significativamente entre as regiões. No Centro-Oeste e Sudeste, a redução das precipitações, com médias de 26,9 mm em Brasília e 28,1 mm em Belo Horizonte, intensifica a transição para a estação seca, característica do inverno. Essa diminuição da umidade do solo pode comprometer o desenvolvimento de culturas agrícolas, especialmente em áreas como o norte de Minas Gerais e o oeste de São Paulo, onde os níveis de água no solo já estão reduzidos.

No Sul, a situação é contrastante. O Rio Grande do Sul, que sofreu com chuvas extremas em maio de 2024, deve registrar precipitações próximas ou ligeiramente acima da média, com acumulados entre 120 e 150 mm no centro-leste do estado. Santa Catarina apresenta um padrão misto, com chuvas mais intensas no litoral e menos no interior, enquanto o Paraná enfrenta um cenário de precipitações abaixo da média, com acumulados inferiores a 100 mm em muitas áreas. Essa variabilidade reflete a influência de sistemas de alta pressão atmosférica, que reduzem a formação de chuvas no interior do Brasil, e a passagem de frentes frias, que trazem precipitações esporádicas ao Sul.

A neutralidade climática também influencia as temperaturas. No Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Goiás devem registrar máximas acima de 30°C, com desvios positivos em relação à média histórica. No Sudeste, o interior paulista e o Triângulo Mineiro enfrentam condições semelhantes, com tardes quentes e noites amenas. No Sul, o Paraná se destaca com temperaturas mais elevadas, enquanto o Rio Grande do Sul e Santa Catarina terão dias com maior variabilidade, alternando entre calor e episódios de frio. A ausência de frentes frias intensas reduz a probabilidade de ondas de frio prolongadas, mas eventos pontuais, como geadas, seguem sendo uma preocupação.

Chuva Frio
Chuva Frio – Foto: Cris Faga / Shutterstock.com

Riscos de geadas e impactos na agricultura

O aumento do risco de geadas em maio de 2025 é uma das principais preocupações para a agricultura, especialmente no Sul, Centro-Oeste e partes do Sudeste. Em áreas de maior altitude, como a Serra Gaúcha, o Planalto Sul de Santa Catarina e o sul de Minas Gerais, as temperaturas mínimas podem cair para valores próximos de 0°C, favorecendo a formação de geada. Eventos históricos, como os de maio de 2022, quando a passagem do ciclone subtropical Yakecan causou geadas amplas e até neve em algumas áreas, mostram o potencial de impacto dessas condições. Naquele ano, culturas de milho e hortaliças sofreram perdas significativas, com prejuízos estimados em milhões de reais.

No Centro-Oeste, a redução das chuvas, com acumulados abaixo de 30 mm em estados como Goiás e Mato Grosso do Sul, agrava a situação para culturas de segunda safra. A baixa umidade do solo, combinada com o risco de geadas, pode comprometer a produtividade de lavouras como milho e algodão. No Sudeste, o norte de Minas Gerais e o oeste de São Paulo enfrentam desafios semelhantes, com chuvas insuficientes para manter os níveis de água no solo. Produtores já começam a adotar medidas como o uso de irrigação suplementar e o plantio de variedades mais resistentes ao frio, mas os custos elevados dessas práticas podem limitar sua adoção.

No Sul, a previsão de chuvas próximas ou acima da média no Rio Grande do Sul pode beneficiar o manejo de culturas de inverno, como trigo e cevada, mas também traz riscos. Precipitações excessivas no início do mês, especialmente entre os dias 5 e 10 de maio, podem interromper a colheita de culturas tardias e dificultar o preparo do solo. Em Santa Catarina, o padrão misto de chuvas exige monitoramento constante, enquanto no Paraná, a escassez de precipitações pode afetar a produtividade em áreas dependentes de chuva. A variabilidade climática, aliada ao risco de geadas, reforça a importância de estratégias de adaptação para o setor agrícola.

  • Riscos para a agricultura em maio de 2025:
    • Geadas em áreas de altitude, com potencial de danos a culturas sensíveis.
    • Redução da umidade do solo no Centro-Oeste e Sudeste, afetando a segunda safra.
    • Chuvas esporádicas no Sul, com risco de interrupção da colheita.

Nevoeiros e desafios para mobilidade

O aumento de nevoeiros e cerrações é uma característica marcante de maio, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em cidades como Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, esses fenômenos podem reduzir a visibilidade a menos de 500 metros, impactando o tráfego rodoviário e a aviação. Em 2024, por exemplo, o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, registrou 12 dias com operações afetadas por nevoeiro em maio, com voos atrasados ou redirecionados. A Serra Gaúcha e o Planalto Sul de Santa Catarina são particularmente propensas a esses eventos, com cerrações que podem persistir até o início da tarde.

A formação de nevoeiros está associada à combinação de noites frias, alta umidade e ventos fracos, condições comuns em maio. Em áreas urbanas, como São Paulo e Belo Horizonte, a poluição atmosférica pode intensificar o problema, criando uma camada de smog que prejudica a qualidade do ar. Motoristas são orientados a usar faróis baixos, manter distância segura e evitar ultrapassagens em trechos com baixa visibilidade. Nos aeroportos, tecnologias como sistemas de pouso por instrumentos ajudam a minimizar os impactos, mas cancelamentos e atrasos ainda são frequentes.

No Centro-Oeste, o nevoeiro é menos comum, mas pode ocorrer em áreas próximas a rios e lagos, como no Pantanal mato-grossense. A baixa umidade do solo, agravada pela escassez de chuvas, também contribui para a formação de poeira em estradas não pavimentadas, criando desafios adicionais para a mobilidade. A previsão para maio de 2025 indica que os nevoeiros serão mais frequentes na primeira quinzena, especialmente em dias com temperaturas mínimas abaixo de 10°C, exigindo atenção redobrada de motoristas e operadores logísticos.

Previsão regional detalhada

A previsão climática para maio de 2025 aponta para padrões distintos nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. No Centro-Oeste, a redução das chuvas, com acumulados inferiores a 30 mm em estados como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, marca o início da estação seca. Brasília, com uma média histórica de 26,9 mm, deve registrar precipitações ainda mais escassas, com impacto direto na agricultura e no abastecimento de água. As temperaturas, por outro lado, permanecem elevadas, com máximas frequentemente acima de 30°C, especialmente no norte de Mato Grosso.

No Sudeste, a situação é semelhante, com chuvas abaixo da média em São Paulo (66,3 mm), Minas Gerais (28,1 mm em Belo Horizonte) e Rio de Janeiro. O interior paulista e o Triângulo Mineiro enfrentam as temperaturas mais altas, com desvios positivos de até 2°C em relação à média histórica. Áreas de altitude, como Campos do Jordão e Monte Verde, registram mínimas próximas de 5°C, com risco de geadas na segunda quinzena. A passagem de frentes frias, embora menos frequente, pode trazer chuvas esporádicas ao litoral, especialmente no leste de São Paulo.

No Sul, o Rio Grande do Sul se destaca com chuvas próximas ou acima da média, com acumulados entre 120 e 150 mm no centro-leste do estado. Porto Alegre, com uma média histórica de 112,8 mm, deve registrar precipitações concentradas na primeira quinzena, entre os dias 5 e 10 de maio. Santa Catarina apresenta um padrão misto, com chuvas mais intensas no litoral e escassas no interior, enquanto o Paraná enfrenta precipitações abaixo da média, com acumulados inferiores a 100 mm. As temperaturas no Sul variam, com o Paraná registrando os maiores desvios positivos e o Rio Grande do Sul mantendo valores mais próximos da média.

  • Previsão regional para maio de 2025:
    • Centro-Oeste: chuvas abaixo de 30 mm, temperaturas acima de 30°C.
    • Sudeste: precipitações escassas, com geadas em áreas de altitude.
    • Sul: chuvas acima da média no Rio Grande do Sul, padrão misto em Santa Catarina.

Cronograma climático de maio de 2025

A seguir, um cronograma dos principais eventos climáticos esperados para maio de 2025, com base em modelos meteorológicos:

  • 1 a 5 de maio: Início do mês com temperaturas amenas e chuvas esporádicas no Sul. Nevoeiros frequentes no Sudeste e Sul.
  • 5 a 10 de maio: Chuvas mais intensas no Rio Grande do Sul, com acumulados de até 100 mm. Risco de geadas em áreas de altitude.
  • 10 a 15 de maio: Redução das precipitações no Centro-Oeste e Sudeste, com aumento de nevoeiros. Temperaturas acima da média no Paraná.
  • 15 a 20 de maio: Possibilidade de frentes frias no Sul, trazendo chuvas ao litoral de Santa Catarina. Calor persistente no Centro-Oeste.
  • 20 a 31 de maio: Consolidação da estação seca no Centro-Oeste e Sudeste. Risco de geadas no Sul e Sudeste em áreas de altitude.

Impactos históricos e lições aprendidas

Maio tem um histórico de eventos climáticos marcantes, que servem como referência para a previsão de 2025. Em 1979, um evento raro de neve foi registrado no Rio Grande do Sul, durante um jogo do Grêmio em Bento Gonçalves, marcando a história climática do estado. Mais recentemente, em maio de 2022, o ciclone subtropical Yakecan trouxe geadas amplas e neve em áreas do Sul, com temperaturas mínimas abaixo de 0°C em cidades como São Joaquim e Bom Jardim da Serra. Esses eventos destacam o potencial de frio intenso em maio, mesmo em um contexto de aquecimento global.

Em 2024, maio quebrou recordes de chuva no Rio Grande do Sul, com 539,9 mm em Porto Alegre, causando enchentes e prejuízos estimados em bilhões de reais. A tragédia, que afetou mais de 200 municípios, reforçou a importância de sistemas de alerta e planejamento urbano para lidar com eventos extremos. Para 2025, embora os volumes de chuva no Sul não devam atingir esses patamares, a previsão de precipitações acima da média exige monitoramento constante, especialmente em áreas propensas a alagamentos.

No Centro-Oeste e Sudeste, a redução das chuvas em maio de 2024 já trouxe desafios para a agricultura, com perdas em culturas de segunda safra devido à baixa umidade do solo. A repetição desse padrão em 2025 reforça a necessidade de investimentos em irrigação e tecnologias agrícolas. A experiência de anos anteriores também destaca a importância de campanhas de conscientização sobre os riscos de nevoeiro, que frequentemente causam acidentes em rodovias como a BR-101 e a Régis Bittencourt.

Perspectivas para o setor agrícola

O setor agrícola enfrenta um cenário desafiador em maio de 2025, com a combinação de chuvas escassas, risco de geadas e temperaturas acima da média. No Centro-Oeste, a redução da umidade do solo pode comprometer a produtividade de culturas como milho e algodão, especialmente em Goiás e Mato Grosso do Sul. Produtores já buscam alternativas, como o uso de sementes resistentes à seca e a ampliação de sistemas de irrigação, mas os custos elevados limitam o acesso a essas tecnologias.

No Sudeste, o norte de Minas Gerais e o oeste de São Paulo enfrentam condições semelhantes, com chuvas insuficientes para manter os níveis de água no solo. A cafeicultura, importante na região, pode sofrer com a falta de umidade, especialmente durante a fase de desenvolvimento dos grãos. No Sul, o Rio Grande do Sul pode se beneficiar das chuvas para culturas de inverno, como trigo e cevada, mas precipitações excessivas no início do mês trazem riscos para a colheita. Em Santa Catarina, o padrão misto exige planejamento cuidadoso, enquanto o Paraná enfrenta desafios com a escassez de chuvas.

A previsão de temperaturas acima da média também influencia o manejo agrícola. No Centro-Oeste e Sudeste, o calor persistente pode acelerar o ciclo de algumas culturas, exigindo ajustes no calendário de plantio e colheita. No Sul, a variabilidade térmica exige monitoramento constante, especialmente em áreas suscetíveis a geadas. A adoção de práticas sustentáveis, como rotação de culturas e conservação do solo, é cada vez mais necessária para mitigar os impactos climáticos.

  • Medidas para o setor agrícola em maio de 2025:
    • Ampliação de sistemas de irrigação no Centro-Oeste e Sudeste.
    • Uso de sementes resistentes ao frio e à seca.
    • Monitoramento de geadas em áreas de altitude no Sul e Sudeste.
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