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Pagamento do PIS começa em maio para nascidos em maio e junho; veja como sacar

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Pis Pasep - Foto: rafapress/Shutterstock.com Pis Pasep - Foto: rafapress/Shutterstock.com

A distribuição do abono salarial PIS/Pasep de 2025 já movimenta milhões de trabalhadores no país. A Caixa Econômica Federal, responsável pelos repasses, organiza os pagamentos conforme o mês de nascimento, garantindo que os valores cheguem aos beneficiários de forma escalonada. Em maio, o foco está nos nascidos em maio e junho, que começam a receber a partir do dia 15. Este processo, estruturado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), assegura que cerca de 25,8 milhões de pessoas sejam contempladas ao longo do ano.

O abono salarial, um benefício anual, é direcionado a trabalhadores que atenderam a requisitos específicos no ano-base de 2023. A organização do calendário visa facilitar o acesso ao benefício, com depósitos automáticos para quem possui conta na Caixa ou no Banco do Brasil. Para os demais, a Poupança Social Digital é uma solução prática, criada automaticamente. O valor, que pode chegar a R$ 1.518, varia conforme o tempo trabalhado no ano-base.

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PIS-PASEP: Foto: rafastockbr/Shutterstock.com

Para esclarecer os principais pontos do processo, seguem informações-chave:

  • Elegibilidade: Trabalhar ao menos 30 dias em 2023 com carteira assinada e renda de até dois salários mínimos.
  • Inscrição: Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
  • Dados empregador: Informações enviadas corretamente via RAIS ou eSocial.
  • Consulta: Disponível pelo app Carteira de Trabalho Digital, portal Gov.br ou pelo telefone 158.

O pagamento do PIS/Pasep é um dos principais programas de transferência de renda do governo federal, com repasses que totalizam R$ 30,7 bilhões em 2025. A seguir, detalhes sobre o processo, valores e curiosidades do programa.

Regras definem quem recebe em maio

As normas para o abono salarial de 2025 são claras e exigem que o trabalhador tenha exercido atividade formal, seja no setor público ou privado, por pelo menos 30 dias em 2023. A remuneração média mensal não pode ultrapassar dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.640,00 naquele ano. Além disso, o cadastro no programa PIS/Pasep deve ter pelo menos cinco anos, e os dados do trabalhador precisam estar corretamente registrados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.

O quarto lote, destinado aos nascidos em maio e junho, inicia os depósitos em 15 de maio. A Caixa Econômica Federal prioriza a agilidade, especialmente para quem já possui conta no banco. Trabalhadores que não têm conta na Caixa ou no Banco do Brasil recebem o valor por meio da Poupança Social Digital, que pode ser acessada pelo aplicativo Caixa Tem. Este mecanismo facilita o saque0

Valores variam conforme meses trabalhados

O valor do abono salarial é calculado com base no salário mínimo vigente no momento do pagamento, que em 2025 é de R$ 1.518. O montante recebido é proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base. Por exemplo, quem trabalhou apenas um mês recebe R$ 127, enquanto quem trabalhou os 12 meses tem direito ao valor integral de R$ 1.518.

A fórmula de cálculo é simples:

  • 1 mês trabalhado: R$ 127
  • 6 meses trabalhados: R$ 759
  • 12 meses trabalhados: R$ 1.518

Esse sistema garante que o benefício seja justo, refletindo o tempo de contribuição do trabalhador. A Caixa disponibiliza ferramentas para consulta, como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que permite verificar o valor exato a ser recebido. O pagamento é feito de uma só vez, e o trabalhador tem até o final do calendário anual para sacar o valor.

Para os nascidos em maio e junho, o depósito ocorre automaticamente para correntistas da Caixa. Quem possui conta no Banco do Brasil pode receber via PIX, TED ou presencialmente. A Poupança Social Digital, por sua vez, é uma alternativa para os não correntistas, com movimentação facilitada pelo Caixa Tem.

Como consultar o direito ao benefício

Verificar a elegibilidade ao abono salarial é um processo acessível. Os trabalhadores podem usar diferentes canais para confirmar se têm direito ao benefício e qual será o valor. A Carteira de Trabalho Digital, disponível para smartphones, é uma das opções mais práticas, permitindo acesso rápido às informações.

Outras formas de consulta incluem:

  • Portal Gov.br: Plataforma oficial do governo para serviços digitais.
  • Central Alô Trabalho (158): Atendimento telefônico gratuito.
  • Superintendências Regionais do Trabalho: Consulta presencial.

A consulta antecipada evita surpresas, já que erros no envio de dados pelo empregador podem impedir o recebimento. Caso o trabalhador identifique problemas, é possível entrar em contato com o empregador ou com o Ministério do Trabalho para regularizar a situação antes do prazo final de envio da RAIS ou eSocial.

Pagamentos automáticos agilizam o processo

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil priorizam a comodidade no pagamento do abono salarial. Para quem já possui conta corrente ou poupança na Caixa, o valor é creditado automaticamente, sem necessidade de ação adicional. O mesmo ocorre para correntistas do Banco do Brasil, que recebem via depósito direto, PIX ou TED, dependendo da preferência.

Trabalhadores sem conta em nenhum dos dois bancos têm o valor depositado na Poupança Social Digital, criada automaticamente pela Caixa. Essa conta pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem, que permite transferências, pagamentos e saques em caixas eletrônicos. A iniciativa reduz a necessidade de deslocamentos às agências, especialmente em áreas urbanas com alta demanda.

Em 2024, cerca de R$ 218,9 milhões do abono salarial não foram sacados, impactando 239.142 trabalhadores. Para evitar que isso se repita, a Caixa intensificou a divulgação do calendário de 2025, com campanhas em redes sociais e parcerias com empregadores.

Histórico do programa PIS/Pasep

O programa PIS/Pasep foi criado na década de 1970 com o objetivo de integrar o trabalhador ao desenvolvimento das empresas e do setor público. Inicialmente, os valores eram depositados em cotas, que podiam ser sacadas em situações específicas, como aposentadoria ou compra de imóvel. A partir de 1988, o abono salarial passou a ser pago anualmente, beneficiando trabalhadores de baixa renda.

O PIS (Programa de Integração Social) é voltado para empregados do setor privado, enquanto o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) atende servidores públicos. Ambos são geridos pela Caixa e pelo Banco do Brasil, respectivamente, mas seguem as mesmas regras de elegibilidade e pagamento. O programa é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que também custeia outros benefícios, como o seguro-desemprego.

Ao longo dos anos, o programa passou por ajustes, como a unificação do calendário de pagamentos e a ampliação do acesso via meios digitais. Em 2025, a expectativa é que o programa alcance um número recorde de beneficiários, impulsionado pelo aumento do salário mínimo e pela recuperação do mercado de trabalho formal.

Organização do calendário de 2025

O calendário do PIS/Pasep de 2025 foi definido em dezembro de 2024 pelo Codefat, durante reunião que estabeleceu as datas de pagamento para cada grupo de beneficiários. Os depósitos começaram em 17 de fevereiro, contemplando os nascidos em janeiro, e seguem até dezembro, com o último lote voltado para os nascidos em novembro e dezembro.

As datas de pagamento são:

  • Janeiro: 17 de fevereiro
  • Fevereiro: 17 de março
  • Março e abril: 15 de abril
  • Maio e junho: 15 de maio
  • Julho e agosto: 17 de junho
  • Setembro e outubro: 15 de agosto
  • Novembro e dezembro: 17 de outubro

O escalonamento por mês de nascimento evita sobrecarga no sistema bancário e facilita o atendimento nas agências. A Caixa recomenda que os trabalhadores acompanhem o calendário para não perderem os prazos de saque, que se estendem até o final do ano.

Importância do ano-base 2023

O ano de 2023 é a referência para o abono salarial de 2025, o que significa que apenas o trabalho formal realizado naquele período é considerado. Isso inclui empregos com carteira assinada, no setor público ou privado, desde que a remuneração média mensal não tenha ultrapassado R$ 2.640,00. O cálculo da média leva em conta o total recebido ao longo do ano, dividido pelo número de meses trabalhados.

Trabalhadores que mudaram de emprego em 2023 ou que tiveram períodos de informalidade podem ter direito ao benefício, desde que cumpram o mínimo de 30 dias de trabalho formal. A exigência de cinco anos de cadastro no PIS/Pasep garante que apenas trabalhadores com vínculo consolidado no programa sejam beneficiados.

Os empregadores têm papel crucial, já que a ausência de dados na RAIS ou no eSocial pode bloquear o pagamento. O prazo para envio dessas informações terminou em 15 de maio de 2024 (RAIS) e 19 de agosto de 2024 (eSocial), mas correções ainda podem ser feitas em alguns casos, mediante contato com o Ministério do Trabalho.

Movimentação econômica gerada pelo programa

Os repasses do abono salarial injetam R$ 30,7 bilhões na economia em 2025, beneficiando diretamente 25,8 milhões de trabalhadores. Esse volume de recursos tem impacto significativo em setores como comércio e serviços, especialmente em cidades menores, onde o benefício representa uma renda extra para muitas famílias.

Os pagamentos de maio, voltados para nascidos em maio e junho, devem movimentar cerca de R$ 5 bilhões, considerando a média de beneficiários por lote. Lojistas e pequenos comerciantes já se preparam para o aumento na demanda, especialmente em datas próximas ao depósito. A circulação desse montante também contribui para o pagamento de dívidas e investimentos em bens de consumo, como eletrodomésticos e material escolar.

A distribuição escalonada ao longo do ano ajuda a manter a economia aquecida, com picos de consumo em meses como maio, junho e agosto, quando os lotes contemplam maior número de trabalhadores. A Caixa monitora o impacto econômico dos repasses, mas não divulga projeções detalhadas por região.

Soluções digitais facilitam acesso

A digitalização do abono salarial trouxe mudanças significativas para os trabalhadores. O aplicativo Caixa Tem, lançado em 2020, tornou-se a principal ferramenta para movimentação da Poupança Social Digital. Com ele, é possível pagar contas, fazer transferências e até realizar compras com cartão virtual, sem necessidade de saque em dinheiro.

Outros aplicativos, como a Carteira de Trabalho Digital e o portal Gov.br, centralizam informações e serviços, reduzindo a dependência de atendimento presencial. A Caixa também ampliou o número de caixas eletrônicos habilitados para saques da Poupança Social Digital, especialmente em regiões com menor acesso a agências bancárias.

Para trabalhadores em áreas rurais ou com dificuldade de acesso à internet, as agências da Caixa e do Banco do Brasil mantêm atendimento presencial. A rede de lotéricas também é uma opção para saques, com limite de R$ 3.000 por operação. Essas alternativas garantem que o benefício chegue a todos os públicos, independentemente de localização ou familiaridade com tecnologia.

Cuidados para evitar fraudes

A popularidade do abono salarial atrai a atenção de golpistas, que utilizam mensagens falsas e sites fraudulentos para roubar dados dos trabalhadores. A Caixa alerta que não envia links por SMS, e-mail ou WhatsApp, e que todas as consultas devem ser feitas pelos canais oficiais, como o aplicativo Caixa Tem, a Carteira de Trabalho Digital ou o portal Gov.br.

Dicas para se proteger incluem:

  • Verificar o remetente: Mensagens oficiais vêm de números institucionais, não de celulares pessoais.
  • Evitar links suspeitos: Sites falsos imitam os oficiais, mas geralmente têm erros de formatação ou URLs estranhas.
  • Não compartilhar dados: Senhas, CPF e números de conta nunca são solicitados por telefone ou mensagem.
  • Denunciar fraudes: Casos de tentativa de golpe podem ser reportados à Central Alô Trabalho (158).

Em 2024, a Caixa registrou aumento nas tentativas de fraude, especialmente durante os meses de maior volume de pagamentos. A orientação é que os trabalhadores desconfiem de promessas de liberação antecipada do benefício ou de valores maiores que o estipulado.

Papel dos empregadores no processo

Os empregadores têm responsabilidade direta no sucesso do programa PIS/Pasep. A entrega correta e pontual dos dados na RAIS ou no eSocial é essencial para que os trabalhadores sejam incluídos na lista de beneficiários. Empresas que descumprem os prazos ou enviam informações incompletas podem causar transtornos, como a exclusão do empregado do calendário de pagamentos.

Pequenas e médias empresas, em particular, enfrentam desafios para cumprir as exigências, devido à falta de estrutura administrativa. O Ministério do Trabalho oferece suporte técnico para regularização, com canais de atendimento dedicados. Em 2023, cerca de 5% dos trabalhadores elegíveis não receberam o abono devido a erros nos dados enviados pelos empregadores.

A RAIS, obrigatória para todas as empresas com CNPJ ativo, deve ser enviada até 15 de maio do ano seguinte ao ano-base. Já o eSocial, voltado para empregadores domésticos e pequenas empresas, tem prazo até 19 de agosto. A unificação desses sistemas nos últimos anos facilitou o processo, mas ainda exige atenção para evitar falhas.

Benefícios para trabalhadores informais

Embora o abono salarial seja restrito a trabalhadores formais, o programa tem impacto indireto na economia informal. Muitos beneficiários utilizam o valor para investir em pequenos negócios, como vendas de alimentos, artesanato ou serviços autônomos. Essa dinâmica é especialmente visível em comunidades de baixa renda, onde o benefício complementa a renda familiar.

Em 2025, o governo federal planeja ampliar programas de capacitação para trabalhadores informais, mas essas iniciativas não estão diretamente ligadas ao PIS/Pasep. A formalização do trabalho, incentivada pelo programa, também é uma meta de longo prazo, com campanhas voltadas para empregadores e trabalhadores sobre os benefícios do registro em carteira.

A expectativa é que a recuperação do mercado de trabalho, observada desde 2023, aumente o número de trabalhadores elegíveis nos próximos anos. Dados do IBGE mostram que o desemprego caiu para 6,9% no último trimestre de 2024, o que pode refletir em maior participação no programa em 2026.

Ajustes no salário mínimo e seus efeitos

O salário mínimo de R$ 1.518, vigente em 2025, é a base para o cálculo do abono salarial. O reajuste, definido pelo governo federal, considera a inflação acumulada e o crescimento do PIB, garantindo que o benefício mantenha seu poder de compra. Em comparação com 2024, quando o salário mínimo era de R$ 1.412, o aumento de 7,5% eleva o valor máximo do abono em cerca de R$ 106.

Esse incremento beneficia diretamente os trabalhadores de baixa renda, que representam a maioria dos contemplados pelo programa. No entanto, o reajuste também pressiona o orçamento do Fundo de Amparo ao Trabalhador, que precisa equilibrar os gastos com o abono, o seguro-desemprego e outros benefícios. Em 2025, o FAT destinou R$ 30,7 bilhões ao abono salarial, um aumento de 13,7% em relação aos R$ 27 bilhões de 2024.

O impacto do novo salário mínimo é sentido principalmente pelos trabalhadores que recebem o valor integral, já que o cálculo proporcional amplifica o efeito do reajuste. A Caixa prevê que cerca de 30% dos beneficiários de maio e junho terão direito ao teto de R$ 1.518, devido ao tempo de trabalho integral em 2023.

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