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Fim de atualizações para POCO, Redmi e Xiaomi: 7 celulares param em 2025

Poco X6
Poco X6 - Foto: Divulgação Poco X6 - Foto: Divulgação

A decisão da Xiaomi de encerrar o suporte para sete smartphones em abril de 2025 marca um momento significativo para milhões de usuários ao redor do mundo. Modelos populares das linhas POCO, Redmi e Xiaomi, lançados entre 2021 e 2022, não receberão mais atualizações de sistema operacional ou patches de segurança, conforme anunciado pela gigante chinesa. Essa medida, alinhada à política de ciclo de vida da empresa, reflete práticas comuns na indústria, mas também reacende debates sobre a durabilidade de dispositivos móveis. Para os consumidores, a notícia traz implicações práticas que vão desde questões de segurança até a funcionalidade de aplicativos.

O fim do suporte, conhecido como EOL (end of life), é uma etapa planejada no ciclo de vida de smartphones. A Xiaomi, como outras fabricantes, define prazos para atualizações com base em fatores como capacidade de hardware e estratégias comerciais. Os sete modelos afetados, que incluem desde aparelhos de entrada até opções voltadas para gamers, já atingiram o limite de seus cronogramas de suporte. Abaixo, alguns pontos centrais sobre a decisão:

  • Encerramento em abril de 2025 para atualizações de segurança e sistema.
  • Modelos impactados incluem POCO F4 GT, Redmi 10A e Xiaomi 11i, entre outros.
  • Usuários podem enfrentar riscos de segurança e incompatibilidade com apps modernos.

Essa mudança afeta diretamente a experiência de uso, especialmente para quem depende dos aparelhos para tarefas sensíveis, como transações bancárias. Enquanto a Xiaomi recomenda a substituição por modelos mais recentes, alternativas como ROMs personalizadas também ganham espaço entre usuários mais técnicos. A notícia, amplamente discutida em fóruns e redes sociais, destaca a necessidade de planejamento na compra de smartphones, priorizando dispositivos com suporte prolongado.

Modelos atingidos pela decisão

A lista de smartphones que perderão suporte em 2025 abrange diferentes segmentos de mercado, desde aparelhos acessíveis até dispositivos com foco em desempenho. Cada modelo será congelado em uma versão específica do sistema operacional, sem acesso a melhorias futuras. Abaixo, os sete aparelhos afetados:

  • POCO F4 GT: Última versão será HyperOS 2, baseada no Android 14.
  • Redmi K50 Gaming: Também para na HyperOS 2, com Android 14.
  • Redmi 10A: Permanece no MIUI 12.5, sem migração para HyperOS.
  • Redmi Note 11S 5G: Congelado na HyperOS 1, com Android 13.
  • Redmi Note 11 Pro Plus 5G: Fica na HyperOS 1, baseada no Android 13.
  • Xiaomi 11i: Última versão é HyperOS 1, com Android 13.
  • Xiaomi 11i HyperCharge: Também para na HyperOS 1, com Android 13.

Esses dispositivos, lançados entre 2021 e 2022, atenderam a diferentes públicos, desde consumidores preocupados com custo-benefício até entusiastas de jogos. O POCO F4 GT, por exemplo, foi projetado para oferecer alto desempenho com gatilhos retráteis, enquanto o Redmi 10A conquistou o mercado de entrada com preço acessível. A interrupção do suporte, embora esperada, levanta questões sobre como os usuários lidarão com as limitações impostas.

Implicações para a segurança

O fim das atualizações de segurança é uma das principais preocupações para os proprietários dos sete modelos. Sem patches regulares, os aparelhos ficam vulneráveis a exploits e malwares, que evoluem constantemente. Essa realidade é especialmente crítica para quem utiliza os smartphones para atividades como acesso a bancos, e-mails corporativos ou armazenamento de dados pessoais.

Smartphones sem suporte não recebem correções para falhas descobertas após abril de 2025, o que aumenta o risco de invasões. Por exemplo, vulnerabilidades no Android 13, usado por modelos como o Redmi Note 11S 5G, podem ser exploradas por hackers se não forem corrigidas. Para minimizar esses riscos, especialistas recomendam evitar o download de apps de fontes não confiáveis e manter um antivírus atualizado.

Além disso, a falta de atualizações pode impactar a usabilidade. Aplicativos modernos, como redes sociais e serviços de streaming, frequentemente exigem versões mais recentes do Android para funcionar corretamente. O Redmi 10A, preso ao MIUI 12.5, já enfrenta dificuldades com alguns apps, e essa situação tende a piorar com o tempo.

Desafios de compatibilidade com aplicativos

A ausência de novas versões do sistema operacional traz outro problema: a incompatibilidade com aplicativos atualizados. Muitos desenvolvedores ajustam seus softwares para rodar em sistemas mais recentes, como o Android 15 ou 16, que estarão disponíveis em 2025. Dispositivos congelados em versões mais antigas, como o Android 13 ou o MIUI 12.5, podem apresentar falhas, lentidão ou até mesmo a impossibilidade de instalar certos aplicativos.

O Redmi Note 11 Pro Plus 5G, por exemplo, oferece bom desempenho para sua categoria, mas sua limitação ao HyperOS 1 pode dificultar o uso de jogos ou ferramentas que demandam otimizações mais recentes. Para os usuários, isso significa que tarefas cotidianas, como edição de fotos ou acesso a plataformas de trabalho, podem se tornar menos fluidas.

Modelos voltados para jogos, como o POCO F4 GT e o Redmi K50 Gaming, enfrentam desafios adicionais. Esses aparelhos, equipados com processadores potentes como o Snapdragon 8 Gen 1, dependem de atualizações para manter a compatibilidade com títulos exigentes, como Genshin Impact ou Call of Duty Mobile. Sem suporte, a experiência de jogo pode ser comprometida, frustrando os fãs de desempenho.

Poco X6
Poco X6 – Foto: Divulgação: xiaomi

Estratégia de atualizações da Xiaomi

A Xiaomi adota uma política de atualizações que varia conforme o segmento do dispositivo. Modelos de entrada, como o Redmi 10A, geralmente recebem duas atualizações principais do Android e cerca de três anos de patches de segurança. Intermediários, como o Redmi Note 11S 5G, podem contar com até três atualizações, enquanto os premium, como o Xiaomi 11i, têm suporte mais longo. Recentemente, a empresa anunciou uma mudança significativa, com modelos como o Redmi Note 14 4G recebendo até seis anos de atualizações de segurança.

Essa evolução reflete a crescente pressão por maior longevidade, impulsionada por concorrentes como Samsung e Google, que oferecem até sete anos de suporte para seus dispositivos premium. No entanto, os sete modelos afetados em 2025 pertencem a uma geração anterior, lançada antes da nova política, e seguem o cronograma original, que previa suporte até o próximo ano.

A transição do MIUI para o HyperOS, iniciada em 2023, também molda o cenário de atualizações. O HyperOS, projetado para unificar smartphones, tablets e dispositivos IoT, trouxe melhorias em desempenho e personalização. Porém, nem todos os modelos suportam o novo sistema. O Redmi 10A, por exemplo, ficou limitado ao MIUI 12.5 devido a restrições de hardware, enquanto o POCO F4 GT e o Redmi K50 Gaming receberam a HyperOS 2.

Alternativas para os usuários

Os proprietários dos sete modelos têm algumas opções para lidar com o fim do suporte. A escolha depende de fatores como orçamento, necessidades de uso e familiaridade com tecnologia. Abaixo, algumas possibilidades práticas:

  • Troca por um modelo novo: Adquirir um smartphone com suporte prolongado, como o Xiaomi 14 ou o Redmi Note 14, garante segurança e compatibilidade.
  • Uso de ROMs personalizadas: Sistemas como LineageOS ou Pixel Experience permitem instalar versões mais recentes do Android, mas exigem conhecimento técnico.
  • Manutenção do aparelho: Continuar usando o dispositivo para tarefas básicas, como chamadas e mensagens, é viável, desde que se evitem atividades sensíveis.
  • Reciclagem ou reaproveitamento: Transformar o smartphone em um dispositivo secundário, como media player ou câmera de segurança, dá nova utilidade ao hardware.

Cada alternativa tem vantagens e limitações. A troca por um modelo novo é a solução mais segura, mas pode ser inviável para alguns consumidores devido ao custo. ROMs personalizadas, por outro lado, oferecem flexibilidade, mas podem causar instabilidades ou anular garantias.

Realidade do mercado brasileiro

No Brasil, a Xiaomi mantém uma posição forte no mercado de smartphones, competindo com marcas como Samsung e Motorola. Modelos como o Redmi Note 11S 5G e o Redmi 10A foram bem recebidos por oferecerem bom custo-benefício, enquanto o POCO F4 GT conquistou jogadores. O fim do suporte para esses aparelhos pode impactar uma base significativa de usuários, especialmente em um mercado onde o custo de substituição é um fator importante.

A percepção da marca no país também pode ser afetada. Consumidores que priorizam longevidade podem optar por concorrentes que oferecem ciclos de suporte mais longos, como a Samsung, que garante até sete anos para seus modelos premium. A recente promessa da Xiaomi de seis anos de atualizações para novos modelos é um passo positivo, mas não beneficia os usuários dos aparelhos afetados em 2025.

Outro aspecto relevante é o impacto econômico. Smartphones mais recentes, mesmo no segmento de entrada, representam um investimento considerável para muitos brasileiros. Isso reforça a importância de alternativas como reaproveitamento ou manutenção cuidadosa dos dispositivos para prolongar sua vida útil.

Papel do HyperOS na estratégia da empresa

O HyperOS representa uma evolução significativa na estratégia de software da Xiaomi. Lançado em 2023, o sistema foi projetado para integrar dispositivos do ecossistema da empresa, oferecendo uma experiência unificada. Além de smartphones, o HyperOS suporta tablets, wearables e até carros elétricos, como o SU7, lançado pela Xiaomi em 2024.

Para os sete modelos afetados, o impacto do HyperOS varia. O POCO F4 GT e o Redmi K50 Gaming receberam a HyperOS 2, baseada no Android 14, o que os coloca em uma posição mais vantajosa. Já o Redmi 10A, limitado ao MIUI 12.5, não pôde fazer a transição devido a restrições de hardware. Modelos intermediários, como o Redmi Note 11S 5G, estão na HyperOS 1, mas não acompanharão futuras atualizações.

A introdução do HyperOS também destaca os desafios de suportar dispositivos mais antigos. Processadores e memórias de modelos como o Redmi 10A não conseguem rodar sistemas mais pesados sem comprometer a performance, o que explica a exclusão de alguns aparelhos. Essa realidade reforça a importância de escolher dispositivos com hardware robusto para garantir suporte prolongado.

Práticas para prolongar a vida útil

Os usuários que desejam continuar usando seus smartphones após abril de 2025 podem adotar algumas práticas para maximizar a funcionalidade. Essas estratégias focam em segurança, desempenho e reaproveitamento. Abaixo, algumas sugestões:

  • Medidas de segurança: Evitar apps de fontes não confiáveis e instalar um antivírus confiável.
  • Otimização do sistema: Desinstalar aplicativos desnecessários e limpar arquivos temporários para melhorar o desempenho.
  • Reaproveitamento: Usar o aparelho como câmera de segurança, media player ou controle remoto.
  • ROMs personalizadas: Instalar sistemas alternativos, como LineageOS, para acessar versões mais recentes do Android.

Essas práticas podem prolongar a vida útil dos dispositivos, especialmente para usuários menos exigentes. No entanto, para quem depende de aplicativos modernos ou realiza transações sensíveis, a substituição por um modelo novo pode ser a melhor opção.

Sustentabilidade na indústria de smartphones

O fim do suporte para smartphones levanta questões sobre o impacto ambiental da indústria de tecnologia. A produção de novos dispositivos consome recursos naturais, como minerais raros, e gera resíduos eletrônicos, que muitas vezes não são descartados corretamente. A Xiaomi tem implementado iniciativas para enfrentar esses desafios, como programas de reciclagem em diversos países.

No Brasil, pontos de coleta em lojas parceiras permitem que os consumidores descartem seus aparelhos antigos de forma responsável. Esses programas garantem que os dispositivos sejam desmontados e reciclados, reduzindo o impacto ambiental. Além disso, a empresa incentiva o reaproveitamento de smartphones, sugerindo usos alternativos para aparelhos que ainda funcionam.

A pressão por maior sustentabilidade também vem dos consumidores, que demandam ciclos de suporte mais longos e políticas transparentes. A decisão da Xiaomi de oferecer seis anos de atualizações para novos modelos é uma resposta a essas expectativas, mas ainda não beneficia os aparelhos mais antigos.

Especificações dos modelos afetados

Cada um dos sete modelos da Xiaomi tem características únicas, atendendo a diferentes necessidades. Entender suas especificações ajuda a contextualizar o impacto do fim do suporte.

O POCO F4 GT, equipado com o Snapdragon 8 Gen 1, é voltado para gamers, com gatilhos retráteis e tela AMOLED de 120 Hz. Sua última versão, HyperOS 2, garante bom desempenho, mas a ausência de suporte futuro pode limitar sua competitividade. O Redmi K50 Gaming, com especificações semelhantes, também foi projetado para jogos, sendo popular em mercados asiáticos.

O Redmi 10A, com processador MediaTek Helio G25, é um modelo de entrada focado em custo-benefício. Sua limitação ao MIUI 12.5 reflete as restrições de hardware, que não suportam sistemas mais recentes. O Redmi Note 11S 5G e o Redmi Note 11 Pro Plus 5G, com processadores Dimensity, oferecem câmeras de qualidade e suporte ao 5G, mas param na HyperOS 1.

Os Xiaomi 11i e 11i HyperCharge, equipados com o Dimensity 920, são modelos premium com carregamento rápido de até 120W. Apesar de seu hardware robusto, também ficam limitados à HyperOS 1, o que pode frustrar usuários que esperavam maior longevidade.

Cenário global da indústria

O fim do suporte para os sete modelos da Xiaomi reflete uma prática comum na indústria de smartphones. Marcas como Samsung, Apple e Google também definem ciclos de suporte, geralmente alinhados ao desempenho do hardware e às demandas do mercado. A Samsung, por exemplo, oferece até sete anos de atualizações para seus modelos premium, enquanto a Apple mantém suporte por cerca de cinco a seis anos para iPhones.

Essa dinâmica reflete o equilíbrio entre inovação e sustentabilidade. As fabricantes precisam lançar novos modelos para acompanhar avanços tecnológicos, mas também enfrentam pressão por maior longevidade. A Xiaomi, embora tenha melhorado sua política, ainda enfrenta críticas por ciclos mais curtos em modelos de entrada e intermediários.

A concorrência no mercado global também influencia as estratégias das empresas. Marcas como Realme e Oppo, que competem diretamente com a Xiaomi, têm adotado políticas de suporte mais generosas para atrair consumidores. Essa tendência sugere que o futuro da indústria será marcado por ciclos de suporte mais longos, especialmente para dispositivos premium.

Dicas para escolher um novo aparelho

Para os usuários que planejam substituir seus smartphones, algumas dicas podem ajudar a fazer uma escolha informada. Abaixo, sugestões práticas:

  • Política de atualizações: Escolha modelos com pelo menos quatro anos de suporte, como o Redmi Note 14.
  • Desempenho: Opte por processadores compatíveis com suas necessidades, como o Snapdragon 7 Gen 1 para intermediários.
  • Conectividade: Priorize aparelhos com 5G para redes futuras.
  • Bateria: Modelos com 4.500 mAh ou mais oferecem maior autonomia.
  • Programas de troca: Pesquise varejistas que oferecem descontos na entrega de aparelhos antigos.

Essas dicas ajudam a garantir um investimento duradouro, especialmente em um mercado onde a longevidade dos dispositivos é cada vez mais valorizada.

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