A tecnologia de smartphones dobráveis avança a passos largos, e a Samsung, líder no segmento, prepara uma novidade que promete transformar o mercado. Durante a apresentação de seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2025, a empresa sul-coreana deixou escapar uma pista importante sobre seus planos para um dispositivo inovador. A menção a “inovação no formato” e “experiências de tela grande” acendeu a curiosidade de especialistas, que apontam para o lançamento do Galaxy G Fold, o primeiro celular de dobra tripla da marca. O aparelho, aguardado com expectativa, deve competir diretamente com o Huawei Mate XT, pioneiro no formato tri-fold.
Rumores sobre o Galaxy G Fold circulam há meses, mas a confirmação velada da Samsung trouxe novo fôlego às especulações. O dispositivo, que deve chegar ao mercado no segundo semestre de 2025, promete um design revolucionário, com uma tela de 9,9 polegadas quando totalmente aberta. A produção em massa, segundo fontes do setor, está programada para começar em agosto, o que sugere um lançamento no terceiro ou quarto trimestre.
O mercado de dispositivos dobráveis, embora promissor, enfrenta desafios, como preços elevados e dúvidas sobre durabilidade. A Samsung, no entanto, parece determinada a consolidar sua liderança, apostando em formatos inovadores para atrair consumidores. O Galaxy G Fold deve trazer avanços em portabilidade, desempenho e integração com a inteligência artificial da linha Galaxy AI, segundo a empresa.
- Tela expansiva: Display de 9,9 polegadas, ideal para multitarefa e entretenimento.
- Design tri-fold: Dobradiças duplas para maior versatilidade no uso.
- Lançamento estratégico: Foco inicial em mercados asiáticos, como Coreia do Sul e China.
- Concorrência acirrada: Rivalidade com o Huawei Mate XT, que possui tela de 10,2 polegadas.
Detalhes do anúncio surpreendem mercado
A declaração da Samsung durante a teleconferência de resultados financeiros, realizada em 30 de abril de 2025, pegou analistas de surpresa. Ao responder sobre estratégias para dobráveis, a empresa destacou a intenção de “maximizar a competitividade com base na inovação do formato”. A frase, embora vaga, foi interpretada como uma referência clara ao Galaxy G Fold. Diferentemente das linhas Galaxy Z Fold e Z Flip, que já seguem formatos estabelecidos, o novo dispositivo promete uma abordagem inédita, com duas dobradiças que permitem três configurações de tela.
A sul-coreana reforçou que os dobráveis oferecerão “experiências de tela grande”, sugerindo que o Galaxy G Fold será voltado para usuários que buscam produtividade e entretenimento em um único aparelho. A menção à portabilidade indica esforços para reduzir a espessura e o peso, desafios comuns em dispositivos tri-fold. A integração com o Galaxy AI, que já é destaque em modelos como o Galaxy S25, também foi citada como prioridade, com otimizações para multitarefa e comandos de voz.
- Foco em produtividade: Recursos de multitarefa aprimorados para trabalho e estudo.
- Inteligência artificial: Galaxy AI otimizado para comandos contextuais.
- Portabilidade: Design mais fino e leve em comparação com concorrentes.
Cronologia do projeto Galaxy G Fold
O desenvolvimento de um celular de dobra tripla pela Samsung não é novidade para quem acompanha o setor. Vazamentos sobre o projeto começaram a surgir em meados de 2024, quando patentes da empresa revelaram conceitos de dispositivos com duas dobradiças. Em janeiro de 2025, durante o evento Galaxy Unpacked, a Samsung exibiu um teaser sutil do aparelho, mostrando um dispositivo com design inovador, mas sem revelar detalhes técnicos. A apresentação na Mobile World Congress (MWC) 2025, realizada em março, trouxe mais pistas, com o Galaxy G Fold aparecendo em um estande da empresa.
A produção do aparelho, segundo rumores, enfrentou desafios técnicos, especialmente na durabilidade das dobradiças e na proteção da tela. A Samsung, conhecida por sua expertise em displays AMOLED, teria investido pesado em soluções para minimizar vincos e aumentar a resistência do painel. A escolha por um design que dobra duas vezes para dentro, ao contrário do Huawei Mate XT, que deixa parte da tela exposta, reflete a preocupação com a longevidade do dispositivo.
Especificações técnicas em destaque
O Galaxy G Fold deve chegar com especificações robustas, alinhadas aos padrões da linha premium da Samsung. A tela principal, de 9,9 polegadas, será um painel Dynamic AMOLED 2X com resolução QHD+ e taxa de atualização de 120 Hz. Quando fechado, o dispositivo oferecerá uma tela externa de aproximadamente 6,7 polegadas, ideal para uso casual. O chipset Exynos 2500, esperado para estrear no segundo semestre de 2025, deve equipar o aparelho, garantindo desempenho superior em jogos, multitarefa e aplicações de inteligência artificial.
A configuração de câmeras também promete impressionar. O conjunto traseiro deve incluir um sensor principal de 50 MP, uma ultrawide de 12 MP e uma telefoto de 10 MP com zoom óptico de 3x. A câmera frontal, voltada para selfies e chamadas de vídeo, terá 12 MP. A bateria, com capacidade estimada em 4.600 mAh, suporta carregamento rápido de 25W, um ponto que gerou críticas, já que modelos intermediários, como o Galaxy A36, oferecem recarga de 45W.
- Tela principal: Dynamic AMOLED 2X de 9,9 polegadas, QHD+, 120 Hz.
- Tela externa: 6,7 polegadas para uso rápido e prático.
- Câmeras: Conjunto triplo traseiro com 50 MP + 12 MP + 10 MP.
- Bateria: 4.600 mAh com carregamento de 25W.
- Chipset: Exynos 2500 com foco em eficiência energética.

Estratégia de mercado e concorrência
A Samsung planeja uma abordagem cautelosa com o Galaxy G Fold, limitando a produção inicial a 200.000 unidades. A estratégia, semelhante à adotada no lançamento do primeiro Galaxy Z Fold em 2019, visa testar a recepção do mercado antes de expandir a oferta. Os mercados prioritários serão Coreia do Sul e China, onde a demanda por dispositivos dobráveis é mais consolidada. Um lançamento global, embora não descartado, deve ocorrer apenas em gerações futuras do aparelho.
A principal concorrente do Galaxy G Fold será a Huawei, que lançou o Mate XT em 2024 e já domina o segmento de tri-fold na China. O dispositivo da Huawei, com tela de 10,2 polegadas, é maior, mas seu design, que deixa parte do display exposta, tem sido criticado por especialistas. A Samsung, ao optar por um formato que protege a tela, espera atrair consumidores preocupados com durabilidade. Outras marcas, como a TCL, também demonstraram conceitos de celulares tri-fold na MWC 2025, mas ainda não têm produtos prontos para o mercado.
Exibição na MWC 2025
A Mobile World Congress 2025, realizada em Barcelona, foi um marco para a Samsung. Além de apresentar os novos intermediários Galaxy A26, A36 e A56, a empresa aproveitou o evento para exibir o Galaxy G Fold em seu estande. O aparelho, ainda em fase de protótipo, chamou atenção pelo design elegante e pela promessa de versatilidade. Visitantes puderam ver demonstrações do dispositivo em diferentes configurações, desde totalmente aberto, como um tablet, até parcialmente dobrado, para uso em modo laptop.
A Samsung também exibiu conceitos de telas roláveis e displays com pico de brilho de até 5.000 nits, sinalizando que a inovação em displays permanece no centro de sua estratégia. O Galaxy G Fold, com suas dobradiças duplas, foi destacado como um exemplo de como a empresa planeja integrar portabilidade e funcionalidade em um único dispositivo. A ausência de uma data oficial de lançamento, no entanto, manteve o público na expectativa.
Limitações do carregamento rápido
O suporte para carregamento rápido de apenas 25W no Galaxy G Fold gerou debates entre especialistas e consumidores. Enquanto modelos intermediários da Samsung, como o Galaxy A36 e A56, já oferecem recarga de 45W, a escolha por uma velocidade menor no dispositivo tri-fold foi considerada decepcionante. A justificativa da empresa, segundo vazamentos, é a priorização da eficiência energética e da durabilidade da bateria em um aparelho com design complexo.
A capacidade de 4.600 mAh, embora suficiente para um dia de uso moderado, está abaixo da média de 5.000 mAh vista em outros flagships. A Samsung, no entanto, aposta em otimizações de software e no chipset Exynos 2500 para compensar o consumo energético. A certificação do aparelho, em andamento desde abril de 2025, também confirmou a ausência de carregamento sem fio, uma decisão que pode afastar alguns consumidores premium.
- Carregamento com fio: 25W, inferior aos 45W de modelos intermediários.
- Bateria: 4.600 mAh, otimizada para eficiência.
- Certificação: Em fase final, com foco em segurança e durabilidade.
Design e durabilidade em foco
A proteção da tela é um dos maiores desafios em celulares de dobra tripla, e a Samsung parece ter dedicado esforços significativos a esse aspecto. O Galaxy G Fold utiliza vidro ultrafino (UTG) com camadas adicionais de proteção para minimizar danos por quedas e arranhões. As dobradiças, peça central do design, foram redesenhadas para suportar milhares de ciclos de abertura e fechamento, garantindo resistência a longo prazo.
O design que dobra duas vezes para dentro, ao contrário do Mate XT, evita a exposição da tela, mas aumenta a complexidade do mecanismo. A Samsung teria trabalhado em parceria com fornecedores asiáticos para desenvolver dobradiças mais finas e robustas. O peso do aparelho, estimado em cerca de 250 gramas, é outro ponto de atenção, já que dispositivos tri-fold tendem a ser mais pesados que os dobráveis tradicionais.
Integração com Galaxy AI
A inteligência artificial é um pilar central da estratégia da Samsung para 2025, e o Galaxy G Fold não será exceção. O dispositivo deve trazer recursos avançados de multitarefa, como divisão de tela para até três aplicativos simultâneos, e comandos de voz otimizados pelo Galaxy AI. A S Pen, compatível com o aparelho, permitirá anotações e edições diretamente na tela, ampliando as possibilidades para profissionais e criativos.
A interface One UI 7.0, baseada no Android 15, será otimizada para o formato tri-fold, com transições suaves entre os modos de uso. A Samsung também planeja integrar ferramentas de produtividade, como o Samsung Notes e o DeX, que transforma o celular em um desktop quando conectado a um monitor. Esses recursos visam posicionar o Galaxy G Fold como uma alternativa a tablets e laptops compactos.
- Multitarefa: Suporte para três aplicativos abertos simultaneamente.
- S Pen: Compatibilidade para anotações e desenhos.
- One UI 7.0: Interface adaptada ao formato tri-fold.
- DeX: Modo desktop para produtividade.
Preço estimado e acessibilidade
O Galaxy G Fold deve chegar ao mercado com um preço elevado, refletindo sua posição como um dispositivo premium e experimental. Estimativas apontam para um valor inicial de cerca de US$ 2.800 (aproximadamente R$ 15.000 em conversão direta, sem impostos), o que o tornará mais caro que o Galaxy Z Fold 6. O alto custo, combinado com a produção limitada, sugere que o aparelho será voltado para entusiastas de tecnologia e profissionais que buscam o que há de mais avançado em dispositivos móveis.
A Samsung pode oferecer promoções iniciais, como descontos na compra de acessórios, como o Galaxy Watch 7 ou os Galaxy Buds 3, para atrair consumidores. No entanto, a disponibilidade restrita a mercados asiáticos no lançamento inicial pode limitar o acesso de usuários em regiões como Europa e Américas. A expansão para outros países dependerá da recepção do aparelho e da capacidade da Samsung de escalar a produção.
Recepção inicial e expectativas
A comunidade tecnológica reagiu com entusiasmo ao anúncio velado do Galaxy G Fold, mas também com cautela. Postagens em redes sociais, como o X, destacam o potencial do dispositivo para redefinir o mercado de dobráveis, mas criticam o carregamento de 25W e o preço elevado. Influenciadores e analistas esperam que a Samsung revele mais detalhes no próximo evento Unpacked, previsto para julho de 2025, quando os Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7 também serão apresentados.
A comparação com o Huawei Mate XT é inevitável, e a Samsung precisará destacar os diferenciais do Galaxy G Fold, como a proteção da tela e a integração com o ecossistema Galaxy. A empresa também enfrenta a pressão de inovar em um mercado onde marcas chinesas, como Huawei e Honor, têm ganhado terreno com dispositivos ultrafinos e formatos experimentais.
Inovações em telas e tendências futuras
A aposta da Samsung em telas dobráveis vai além do Galaxy G Fold. Durante a MWC 2025, a empresa apresentou conceitos de displays roláveis e telas com brilho de até 5.000 nits, que podem equipar futuros dispositivos. A tecnologia de dobra tripla, embora complexa, é vista como um passo natural na evolução dos smartphones, que buscam combinar a portabilidade de um celular com a funcionalidade de um tablet.
Outras fabricantes, como a TCL, também exploram o formato tri-fold, mas a Samsung, com sua experiência em displays AMOLED e dobradiças, está em posição de liderança. O sucesso do Galaxy G Fold pode pavimentar o caminho para uma nova categoria de dispositivos, influenciando tendências na indústria mobile. A empresa já testa aplicações de telas dobráveis em consoles portáteis e dispositivos domésticos, indicando um futuro diversificado para a tecnologia.
- Telas roláveis: Conceitos apresentados na MWC 2025.
- Brilho elevado: Displays com até 5.000 nits em desenvolvimento.
- Novas aplicações: Telas dobráveis em consoles e dispositivos domésticos.
Produção e cadeia de suprimentos
A fabricação do Galaxy G Fold representa um desafio logístico para a Samsung. A produção de telas de 9,9 polegadas com vidro ultrafino e dobradiças duplas exige precisão e materiais de alta qualidade. A empresa teria informado parceiros da cadeia de suprimentos sobre o início da produção em massa em agosto de 2025, com foco em fornecedores asiáticos. A escolha por uma tiragem inicial de 200.000 unidades reflete a cautela da Samsung em um mercado ainda incerto.
A certificação do aparelho, iniciada em abril de 2025, está em fase final, com testes de segurança e resistência em andamento. A Samsung também enfrenta pressão para manter custos de produção sob controle, já que o preço elevado do Galaxy G Fold pode limitar seu alcance. A parceria com fornecedores de chips, como a TSMC, garante o fornecimento do Exynos 2500, mas atrasos na cadeia de suprimentos poderiam impactar o cronograma de lançamento.
Histórico de dobráveis da Samsung
A Samsung lidera o mercado de smartphones dobráveis desde o lançamento do primeiro Galaxy Z Fold em 2019. A empresa refinou a tecnologia ao longo dos anos, reduzindo vincos, aprimorando dobradiças e integrando recursos como a S Pen e o Galaxy AI. A linha Galaxy Z, que inclui os modelos Fold e Flip, é referência em inovação, mas enfrenta concorrência crescente de marcas chinesas, como Huawei, Honor e Oppo.
O Galaxy G Fold representa a próxima etapa dessa jornada, combinando a expertise da Samsung em displays com um formato ousado. A empresa já experimentou conceitos semelhantes em patentes, incluindo um dispositivo Flip de dobra tripla com suporte a S Pen, registrado em fevereiro de 2025. Embora esse modelo ainda não tenha previsão de lançamento, ele indica que a Samsung explora múltiplas direções para o futuro dos dobráveis.