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Colapso do vórtice polar traz nevascas e temperaturas abaixo de -30°C

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snow - Photo: Andrey-Filippov.ru/Shutterstock.com snow - Photo: Andrey-Filippov.ru/Shutterstock.com

Um fenômeno climático extremo está prestes a transformar o cenário da América do Norte em maio de 2025, desafiando as expectativas para uma primavera amena. O colapso do vórtice polar, uma estrutura atmosférica que regula o clima no Hemisfério Norte, promete liberar massas de ar ártico, trazendo temperaturas congelantes e nevascas intensas aos Estados Unidos e ao Canadá. Cidades como Chicago, Minneapolis, Toronto e Winnipeg já se preparam para condições adversas, com projeções indicando mínimas que podem alcançar -30°C em algumas regiões.

Autoridades locais intensificam esforços para mitigar os impactos, enquanto moradores estocam suprimentos essenciais.

  • Cidades em alerta: Chicago, Toronto e Winnipeg reforçam infraestrutura.
  • Previsão de duração: Efeitos podem se estender até meados de junho.
  • Riscos associados: Nevascas, apagões e paralisações no transporte.

O evento, impulsionado por um aquecimento estratosférico súbito, expõe a vulnerabilidade de regiões urbanas e rurais a mudanças climáticas abruptas.

Neve, New york, Nevasca, Clima, tempo Polar
Neve, New york, Nevasca, Clima, tempo Polar – Foto: Nick Starichenko/shutterstock.com

Origem do fenômeno

O vórtice polar é uma massa de ar frio e de baixa pressão que gira ao redor do Ártico, situada na estratosfera, a cerca de 30 quilômetros de altitude. Durante o inverno, seus ventos, que podem ultrapassar 250 km/h, formam uma barreira que mantém o ar gelado confinado às regiões polares. Um aquecimento estratosférico súbito, caracterizado por uma elevação de até 50°C na estratosfera em poucos dias, desestabiliza essa estrutura. Em maio de 2025, esse fenômeno foi detectado no início do mês, com sinais de enfraquecimento dos ventos polares registrados por volta do dia 5.

A ruptura do vórtice permite que o jato polar, uma corrente de ventos em alta altitude, se torne ondulado, liberando o ar ártico para latitudes mais ao sul. Regiões como o Meio-Oeste americano e o leste do Canadá, que normalmente experimentam temperaturas mais amenas em maio, enfrentam agora um retorno inesperado do inverno. O evento atual marca o terceiro colapso significativo do vórtice polar em 2025, um ano que já registrou episódios semelhantes em fevereiro e março.

Preparativos intensificados

Nos Estados Unidos, cidades do Meio-Oeste e do Nordeste mobilizam recursos para enfrentar o frio extremo. Em Minneapolis, equipes de emergência estocam sal para descongelar estradas e testam geradores para evitar apagões, uma medida adotada após falhas na rede elétrica durante o colapso de fevereiro. Chicago, que enfrentou nevascas intensas no início do ano, reforça abrigos para proteger populações vulneráveis, como idosos e pessoas em situação de rua.

No Canadá, províncias como Ontário e Manitoba ampliam a capacidade de abrigos aquecidos. Em Toronto, o transporte público passa por adaptações para operar em condições de neve pesada, enquanto Manitoba organiza comboios para garantir o acesso a suprimentos em áreas rurais.

  • Medidas preventivas nos EUA: Estoques de sal e manutenção de linhas elétricas.
  • Ações no Canadá: Comboios e abrigos aquecidos em áreas urbanas e rurais.
  • Foco em vulneráveis: Prioridade para idosos e moradores de rua.
  • Transporte afetado: Cancelamentos de voos previstos em Chicago e Toronto.

A preparação reflete lições aprendidas com eventos anteriores, que deixaram milhares sem energia e isolaram comunidades rurais.

Impactos no transporte

O colapso do vórtice polar promete desafios significativos para o setor de transporte. Aeroportos em hubs como Chicago e Toronto preveem cancelamentos de voos devido a nevascas e ventos fortes. Em fevereiro, mais de 2.300 voos foram cancelados nos Estados Unidos, e as autoridades agora intensificam operações de degelo para minimizar transtornos. Rodovias importantes, como a I-90 no Meio-Oeste americano, enfrentam riscos de bloqueios por acúmulo de neve.

No Canadá, províncias como Alberta e Manitoba alertam para a possibilidade de estradas rurais ficarem intransitáveis. A chuva congelante, esperada em áreas costeiras dos Estados Unidos, aumenta o risco de acidentes em pontes e viadutos.

Efeitos na infraestrutura elétrica

A demanda por aquecimento deve sobrecarregar as redes elétricas, especialmente em regiões já afetadas por eventos climáticos em 2025. Nos Estados Unidos, estados como Illinois e Pensilvânia reforçam linhas de transmissão expostas a ventos intensos. Em fevereiro, cerca de 190 mil pessoas ficaram sem eletricidade devido a falhas na infraestrutura.

No Canadá, a Hydro-Québec estima que 1,2 milhão de residências podem ser impactadas se ventos derrubarem linhas de energia. As empresas do setor testam redes para suportar um aumento de até 30% no consumo, uma precaução adotada após apagões em 2023.

  • Riscos no Meio-Oeste: Falhas em linhas de transmissão.
  • Preocupação no Canadá: 1,2 milhão de residências em risco.
  • Ações preventivas: Testes para picos de consumo energético.

Áreas mais afetadas

O Meio-Oeste e o Nordeste dos Estados Unidos estão entre as regiões mais vulneráveis. Cidades como Chicago e Minneapolis podem registrar temperaturas de -34°C, enquanto Nova York enfrenta mínimas de -20°C. No sul, estados como Tennessee e as Carolinas, menos acostumados a condições extremas, preveem chuvas congelantes que podem danificar infraestruturas despreparadas.

No Canadá, Ontário e Manitoba lideram as preocupações. Winnipeg enfrenta projeções de -42°C, e Toronto pode registrar -25°C. A região dos Grandes Lagos, compartilhada entre os dois países, espera acumulados de neve de até 50 centímetros.

Frequência crescente do fenômeno

Os colapsos do vórtice polar têm se tornado mais frequentes nos últimos anos. Desde 2010, eventos desse tipo aumentaram, com 2025 registrando três episódios até maio. O aquecimento do Ártico, que reduz a diferença de temperatura entre as regiões polares e as latitudes médias, é apontado como um fator que enfraquece o vórtice.

Em 2019, um colapso deixou dezenas de milhões de pessoas sob temperaturas negativas nos Estados Unidos e no Canadá. Em 2021, uma onda de frio no Texas, causada por um evento semelhante, expôs fragilidades na infraestrutura elétrica. O padrão de 2025 reforça a percepção de um clima cada vez mais instável.

Medidas de proteção à população

Autoridades emitem alertas para que moradores evitem deslocamentos desnecessários e mantenham kits de emergência com cobertores, alimentos não perecíveis e carregadores portáteis. Em Chicago, equipes trabalham na manutenção de tubulações para evitar congelamentos, enquanto Toronto adapta o transporte público para operar em condições adversas.

No Canadá, Manitoba emite avisos sobre riscos de hipotermia, especialmente em áreas rurais. Escolas em Michigan e Ohio avaliam a suspensão de aulas presenciais, uma medida já adotada em fevereiro.

  • Kits de emergência: Cobertores, alimentos e carregadores recomendados.
  • Prevenção de hipotermia: Alertas em Manitoba e áreas rurais.
  • Suspensão de aulas: Michigan e Ohio avaliam medidas.
  • Transporte público: Toronto adapta operações para neve pesada.

Influência no turismo

O colapso do vórtice polar também afeta o turismo em regiões próximas ao Ártico. Operadoras no Canadá oferecem pacotes para observar nevascas e auroras boreais, que podem se intensificar com as mudanças atmosféricas. Apesar do interesse crescente, os riscos climáticos exigem precauções adicionais para viajantes.

Nos Estados Unidos, destinos de inverno, como estações de esqui em Wisconsin, antecipam um aumento na procura, mas enfrentam desafios logísticos devido às condições climáticas.

Lições dos eventos anteriores

O colapso de fevereiro de 2025, que afetou mais de 150 milhões de pessoas, deixou lições valiosas. Nos Estados Unidos, apagões no Meio-Oeste expuseram fragilidades nas redes elétricas, enquanto no Canadá, nevascas em Alberta isolaram comunidades rurais por dias. Esses episódios levaram a uma resposta mais robusta para o evento de maio, com autoridades e moradores agindo com maior antecipação.

Em Detroit, o trânsito foi paralisado por nevascas em fevereiro, e agora a cidade reforça equipes de manutenção viária. Alberta, no Canadá, organiza comboios para evitar o isolamento de áreas remotas.

Preparação do setor de energia

O setor energético enfrenta um teste crítico com o aumento da demanda por aquecimento. Nos Estados Unidos, empresas realizam manutenção preventiva em linhas expostas a ventos fortes. No Canadá, a Hydro-Québec reforça a infraestrutura após apagões em 2023, que afetaram milhares de residências.

A previsão de ventos intensos, que podem derrubar linhas de transmissão, mantém as autoridades em alerta. O consumo de energia deve atingir picos históricos em regiões como Illinois e Ontário.

Riscos para a saúde

O frio extremo representa um risco significativo para a saúde, especialmente para idosos e pessoas com condições preexistentes. Autoridades recomendam o uso de roupas adequadas e a manutenção de ambientes aquecidos. Em Manitoba, alertas de hipotermia são divulgados em áreas rurais, onde o acesso a serviços médicos pode ser limitado.

Nos Estados Unidos, abrigos aquecidos são abertos em cidades como Chicago e Minneapolis, com prioridade para populações vulneráveis. A exposição prolongada ao frio pode causar congelamento em minutos, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.

  • Riscos de hipotermia: Alertas para idosos e áreas rurais.
  • Congelamento: Exposição ao frio pode causar danos em minutos.
  • Abrigos aquecidos: Chicago e Minneapolis priorizam vulneráveis.

Padrões climáticos globais

O colapso do vórtice polar em maio de 2025 não é um evento isolado, mas parte de um padrão de extremos climáticos. O aquecimento estratosférico súbito, que desencadeia o fenômeno, foi registrado três vezes desde 2020, sugerindo uma frequência crescente. O derretimento do gelo ártico, intensificado pelas mudanças climáticas, reduz a estabilidade dos ventos polares, permitindo que o ar frio alcance latitudes mais baixas.

Enquanto a América do Norte enfrenta frio extremo, outras regiões, como partes da Europa e da Ásia, podem registrar períodos de calor anômalo devido às ondulações do jato polar. Esse contraste evidencia a complexidade das interações climáticas globais.

Mobilização comunitária

Comunidades locais também se organizam para enfrentar o frio. Em Toronto, a procura por aquecedores portáteis e materiais isolantes dispara, enquanto em Chicago, moradores estocam suprimentos para evitar deslocamentos durante nevascas. Escolas e empresas ajustam cronogramas, com algumas optando por operações remotas.

No Canadá, voluntários em Ontário ajudam a distribuir cobertores e alimentos em abrigos, uma iniciativa que ganhou força após os desafios de fevereiro. A solidariedade comunitária desempenha um papel crucial na resposta ao evento climático.

Previsões para as próximas semanas

Meteorologistas alertam que os efeitos do colapso podem se prolongar até meados de junho, dependendo da interação entre a estratosfera e a troposfera. O pico do frio é esperado entre 15 e 20 de maio, com temperaturas despencando em grande parte dos Estados Unidos e do Canadá.

Cidades como Winnipeg e Minneapolis devem registrar as condições mais severas, enquanto áreas costeiras enfrentam riscos de chuva congelante. A imprevisibilidade do fenômeno exige monitoramento constante por parte dos serviços meteorológicos.

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