O preço da gasolina no Brasil, que alcançou a média de R$ 6,33 por litro em 2025, transformou o consumo de combustível em um fator decisivo para quem planeja comprar um carro novo. Modelos que gastam muito, como os superesportivos e picapes robustas, continuam a chamar atenção, mas não pela eficiência. Em um cenário de alta nos custos de abastecimento, a escolha de um veículo econômico ganha ainda mais relevância. A lista dos automóveis mais “beberrões” de 2025, elaborada com base em dados oficiais, revela quais modelos lideram o ranking dos menos eficientes.
Muitos desses carros, com preços que frequentemente superam R$ 1 milhão, são verdadeiros ícones de desempenho e luxo. No entanto, a potência elevada e o design arrojado vêm acompanhados de um apetite voraz por combustível. Para os proprietários, o alto custo de manutenção pode não ser uma preocupação, mas os números impressionam. Confira os principais destaques da lista:
- Ferrari Purosangue: Consumo de apenas 4,1 km/l na cidade, liderando como o mais gastão.
- Mercedes-Benz AMG G63: SUV de luxo com 5,4 km/l em ambiente urbano.
- Chevrolet Silverado: Picape com eficiência de 6 km/l na cidade.
- McLaren 750S: Superesportivo com 5,9 km/l no ciclo urbano.
Preços altos refletem potência
Os veículos menos eficientes de 2025 têm algo em comum: valores que desafiam o orçamento da maioria dos consumidores. A Ferrari Purosangue, por exemplo, custa cerca de R$ 7,4 milhões, enquanto a McLaren 750S não fica muito atrás, com preço estimado em R$ 4 milhões. Esses modelos, voltados para um público que prioriza exclusividade, combinam motores potentes com consumos que chegam a ser comparáveis aos de carros de décadas passadas. A Mercedes-Benz AMG G63, com preço inicial de R$ 1,989 milhão, reforça a tendência de SUVs de luxo entre os mais gastões.
O custo elevado não se restringe aos superesportivos. Picapes como a Chevrolet Silverado, vendida por cerca de R$ 573 mil, e a Ram 1500, a partir de R$ 579 mil, também figuram na lista. Apesar de serem voltadas para o trabalho pesado, essas picapes consomem tanto quanto alguns esportivos de alto desempenho.
Metodologia do ranking
A classificação dos carros mais gastões de 2025 foi elaborada com base nos dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), conduzido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O critério principal é o consumo energético, medido em megajoules por quilômetro (MJ/km). Quanto maior o valor, menos eficiente é o veículo. Além disso, os testes consideram o desempenho com gasolina em ciclos urbano e rodoviário.
Os números do Inmetro são obtidos em laboratório, simulando condições reais de uso. Para cada modelo, apenas a versão menos eficiente foi incluída no ranking. Isso explica por que alguns carros, como a BMW X6 M Competition, aparecem com consumo de 5,7 km/l na cidade, enquanto outras configurações do mesmo modelo podem ser ligeiramente mais econômicas.
Ferrari Purosangue lidera o ranking
A Ferrari Purosangue, primeiro SUV da marca italiana, conquistou o topo da lista como o carro menos eficiente de 2025 no Brasil. Equipada com um motor V12 6.5 de 725 cavalos, ela registra um consumo energético de 4,88 MJ/km. Na cidade, o modelo faz apenas 4,1 km/l, enquanto na estrada alcança 5,6 km/l. O preço, que parte de R$ 7,4 milhões, reflete a exclusividade e o desempenho, mas o gasto com combustível é um fator que os proprietários precisam considerar.
O design imponente e a potência avassaladora da Purosangue a tornam um marco no segmento de SUVs de luxo. No entanto, a combinação de peso elevado e motor de alta cilindrada resulta em números que impressionam pela ineficiência. Mesmo em um mercado onde a economia de combustível ganha destaque, a Ferrari mantém seu foco em performance.
SUVs de luxo dominam a lista
Além da Ferrari Purosangue, outros SUVs de alto desempenho aparecem entre os mais gastões. O Mercedes-Benz AMG G63, com consumo de 5,4 km/l na cidade e 5,2 km/l na estrada, é um exemplo. Seu motor V8 biturbo 4.0 de 585 cavalos garante potência de sobra, mas o consumo energético de 3,95 MJ/km o coloca como o segundo mais ineficiente do ranking.
A BMW X6 M Competition, com 5,7 km/l na cidade, também marca presença. Equipada com um motor V8 4.4 de 625 cavalos, ela combina luxo e esportividade, mas paga o preço na bomba. Esses modelos refletem uma tendência: SUVs de alto desempenho estão cada vez mais populares, mesmo com consumos elevados.
- Mercedes-Benz AMG G63: 5,4 km/l na cidade, R$ 1,989 milhão.
- BMW X6 M Competition: 5,7 km/l na cidade, R$ 1,298 milhão.
- Mercedes-Benz GLE 63 S: 5,9 km/l na cidade, R$ 1,299 milhão.
Picapes robustas entre os gastões
As picapes também têm destaque na lista dos menos eficientes. A Chevrolet Silverado, com motor V8 5.3 de 360 cavalos, consome 6 km/l na cidade e 7,2 km/l na estrada. Já a Ram 1500, equipada com um motor 3.0 biturbo de 420 cavalos, registra números semelhantes: 6 km/l na cidade e 7 km/l na estrada. Ambas têm consumo energético de aproximadamente 3,48 MJ/km.
Esses modelos são projetados para tarefas pesadas, como reboque e transporte de carga, o que justifica parte do alto consumo. Ainda assim, os números chamam atenção em um mercado onde tecnologias híbridas e elétricas começam a ganhar espaço. A Silverado, por exemplo, já tem uma versão elétrica em estudo para o Brasil, o que pode mudar seu perfil no futuro.
Superesportivos e consumo elevado
Os superesportivos, como esperado, figuram entre os mais gastões. A McLaren 750S, com motor V8 4.0 biturbo de 750 cavalos, consome 5,9 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada. Seu consumo energético é de 3,46 MJ/km, colocando-a como a décima colocada no ranking. O preço, próximo de R$ 4 milhões, reforça seu apelo exclusivo.
Outro destaque é o Porsche 718 Cayman GT4 RS, com motor 4.0 boxer de 500 cavalos. O modelo faz 5,6 km/l na cidade e 7,1 km/l na estrada, com consumo energético de 3,62 MJ/km. Esses carros são projetados para desempenho máximo, com eficiência energética em segundo plano.
Fatores que influenciam o consumo
O alto consumo dos veículos listados é resultado de uma combinação de fatores. Motores de grande cilindrada, como os V8 e V12, exigem mais combustível para entregar alta potência. O peso elevado, comum em SUVs e picapes, também contribui para a ineficiência. Além disso, tecnologias como tração integral e sistemas aerodinâmicos ativos aumentam o gasto energético.
Os testes do Inmetro consideram condições padronizadas, mas o consumo real pode variar. Fatores como estilo de direção, tráfego e manutenção do veículo influenciam os números na prática. Proprietários de modelos como a Ferrari Purosangue ou a Chevrolet Silverado devem estar preparados para visitas frequentes aos postos.
- Motores potentes: Cilindradas altas elevam o consumo.
- Peso elevado: SUVs e picapes sofrem com a massa extra.
- Tração integral: Sistemas 4×4 aumentam o gasto energético.
- Aerodinâmica: Designs robustos prejudicam a eficiência.

Alternativas mais econômicas no mercado
Enquanto os carros mais gastões dominam as manchetes, o mercado brasileiro em 2025 oferece opções bem mais econômicas. Modelos como o Renault Kwid, Peugeot 208 e Chevrolet Onix, todos com motores 1.0, lideram o ranking dos mais eficientes, com consumos que superam 13 km/l na cidade. Esses veículos, com preços entre R$ 76 mil e R$ 105 mil, são ideais para quem busca economia.
A crescente presença de híbridos e elétricos também muda o cenário. O BYD King, por exemplo, é o híbrido mais econômico de 2025, com consumo combinado de 27,3 km/l. Essas alternativas contrastam com os modelos gastões, mostrando que é possível aliar tecnologia e eficiência.
Tendências em tecnologia automotiva
A indústria automotiva está em transformação, com foco crescente em sustentabilidade. Apesar disso, os carros mais gastões de 2025 mostram que o mercado ainda valoriza desempenho e luxo. Marcas como Ferrari e Mercedes-Benz continuam a investir em motores de alta potência, enquanto picapes como a Ram 1500 atendem à demanda por robustez.
Novas tecnologias, como sistemas híbridos leves e motores turbo de menor cilindrada, começam a aparecer em modelos premium. A Chevrolet, por exemplo, planeja lançar a Silverado EV no Brasil, uma versão elétrica que promete maior eficiência. Essas inovações podem reduzir a presença de carros gastões nas listas futuras.
Custos de manutenção elevados
Além do consumo de combustível, os carros da lista enfrentam altos custos de manutenção. Peças de reposição para modelos como a Ferrari Purosangue ou a McLaren 750S são importadas e caras. A Mercedes-Benz AMG G63, por exemplo, exige revisões periódicas que podem custar dezenas de milhares de reais.
Para picapes como a Chevrolet Silverado, os custos também são significativos. Pneus, freios e componentes do motor V8 têm preços elevados, especialmente em comparação com modelos compactos. Proprietários desses veículos precisam estar preparados para despesas que vão além do posto de combustível.
Perfil dos compradores
Os compradores dos carros mais gastões de 2025 formam um grupo seleto. Para superesportivos como a Ferrari Purosangue, o público inclui colecionadores e entusiastas de alta performance. SUVs como o Mercedes-Benz AMG G63 atraem executivos e celebridades que buscam status e conforto. Já as picapes, como a Ram 1500, são populares entre fazendeiros e profissionais que precisam de veículos robustos.
Esses consumidores, em geral, não priorizam economia de combustível. A exclusividade, o design e a potência são os principais atrativos. Mesmo com o preço da gasolina em alta, o impacto financeiro do consumo elevado é secundário para esse público.
- Entusiastas: Buscam desempenho e exclusividade.
- Executivos: Valorizam luxo e status.
- Profissionais: Priorizam robustez para o trabalho.
- Colecionadores: Investem em modelos icônicos.
Cenário econômico e combustíveis
O preço médio da gasolina, que subiu para R$ 6,33 em 2025, reflete o impacto do aumento do ICMS e da variação do petróleo no mercado global. Em estados como o Acre, o litro chega a R$ 7,50, enquanto na Paraíba, o valor é de R$ 5,88. Esses números tornam os carros gastões ainda mais caros de manter, especialmente para quem roda muito.
O etanol, alternativa comum no Brasil, também apresenta preços elevados, com média de R$ 4,50 por litro. Para os modelos da lista, que não são flex, a gasolina é a única opção, o que aumenta o custo operacional. A alta nos combustíveis reforça a importância de considerar a eficiência na hora da compra.
Modelos que surpreendem
Alguns carros da lista chamam atenção por motivos além do consumo. A Ferrari Purosangue, por exemplo, é o primeiro SUV da marca, combinando o DNA esportivo com a praticidade de um utilitário. A McLaren 750S, por outro lado, utiliza tecnologias de Fórmula 1, como aerodinâmica ativa, que justificam seu desempenho, mas não sua eficiência.
A presença de picapes como a Chevrolet Silverado e a Ram 1500 também surpreende, já que esses modelos competem com superesportivos em ineficiência. A combinação de motores grandes e peso elevado as coloca em destaque, mesmo em um segmento onde a robustez é mais valorizada que a economia.
Futuro dos carros gastões
A lista de 2025 pode ser uma das últimas a destacar tantos modelos a combustão entre os mais gastões. Com a chegada de elétricos e híbridos, marcas como Ferrari e Mercedes-Benz já planejam versões mais eficientes de seus carros. A Porsche, por exemplo, investe em modelos como o Taycan, que combina desempenho com zero emissões.
As picapes também seguem essa tendência. A Chevrolet Silverado EV e a Ram 1500 elétrica estão em desenvolvimento, com previsão de chegada ao Brasil nos próximos anos. Essas mudanças refletem a pressão por sustentabilidade e eficiência, mesmo em segmentos de alto desempenho.
- Elétricos em alta: Modelos como o Porsche Taycan ganham espaço.
- Híbridos premium: Ferrari e BMW planejam novas opções.
- Picapes elétricas: Chevrolet e Ram preparam lançamentos.
- Regulamentações: Normas de emissões impulsionam mudanças.