A noite de 7 de maio de 2025 ficará marcada na história do Vasco da Gama, mas não por um feito positivo. Em um confronto válido pela fase de grupos da Copa Sul-Americana, o time carioca foi surpreendido por uma goleada de 4 a 1 aplicada pela Academia Puerto Cabello, no Estádio Misael Delgado, na Venezuela. O resultado expôs fragilidades defensivas e erros individuais que custaram caro ao clube brasileiro, que agora enfrenta pressão para se recuperar na competição continental.
O jogo começou equilibrado, mas logo os donos da casa mostraram eficiência nas oportunidades criadas. A torcida venezuelana, que lotou as arquibancadas, vibrou com a atuação inspirada de jogadores como Paredes e Padrón, enquanto o Vasco lutava para encontrar ritmo.
- Pontos-chave do confronto:
- Puerto Cabello aproveitou falhas defensivas do Vasco.
- Paredes marcou dois gols, incluindo um de pênalti.
- João Victor fez o único gol vascaíno, de cabeça.
- O Vasco teve dificuldades em criar chances claras.
Apesar do empate parcial no primeiro tempo, o segundo tempo foi dominado pelo Puerto Cabello, que soube explorar os espaços deixados pela defesa adversária. A partida serve como alerta para o Vasco, que precisará ajustar sua estratégia para os próximos jogos.
Primeiro tempo marcado por erros
O início da partida no Estádio Misael Delgado revelou um Vasco desorganizado. Aos 25 minutos do primeiro tempo, um erro de Mateus Carvalho na saída de bola gerou um pênalti para o Puerto Cabello. Paredes, com calma, converteu a cobrança e abriu o placar, colocando os venezuelanos em vantagem. A torcida local, empolgada, passou a pressionar ainda mais, enquanto o time carioca tentava se encontrar em campo.
Minutos depois, aos 33, Guerrero teve uma chance clara de ampliar, mas parou em uma grande defesa de Léo Jardim. O goleiro vascaíno, um dos poucos destaques do time na partida, evitou um placar ainda mais elástico no primeiro tempo. No entanto, a resposta do Vasco veio aos 37 minutos, quando Lucas Piton cobrou uma falta com precisão, e João Victor cabeceou para empatar.
O gol trouxe alívio momentâneo, mas não mudou o cenário de domínio venezuelano. O Puerto Cabello continuou rondando a área adversária, enquanto o Vasco esbarrava em erros técnicos e pouca criatividade no ataque.
- Momentos decisivos do primeiro tempo:
- Pênalti convertido por Paredes aos 25 minutos.
- Defesa crucial de Léo Jardim aos 33 minutos.
- Gol de empate de João Victor aos 37 minutos.
- Vasco com apenas 4 finalizações, contra 7 do Puerto Cabello.
Segundo tempo desastroso para o Vasco
A segunda etapa começou com o Puerto Cabello mantendo a pressão. Logo aos 3 minutos, Padrón, de apenas 1,59m, marcou um gol de cabeça após cobrança de escanteio, surpreendendo a defesa vascaína. O lance evidenciou a fragilidade na bola aérea, uma das principais críticas ao desempenho defensivo do time carioca.
O Vasco tentou reagir com substituições, como a entrada de Philippe Coutinho e Nuno Moreira, mas as mudanças não surtiram efeito. Aos 14 minutos, Guerrero ampliou para os venezuelanos, aproveitando mais um erro de saída de bola, dessa vez de João Victor. O camisa 10 do Puerto Cabello finalizou com categoria, sem chances para Léo Jardim.
Cinco minutos depois, aos 19, Paredes marcou seu segundo gol na partida, consolidando a goleada. O atacante recebeu passe de Padrón após uma falha de Hugo Moura e finalizou com precisão. O Vasco, atordoado, não conseguiu esboçar uma reação significativa, limitando-se a cruzamentos mal sucedidos e finalizações sem direção.
Atuação apagada dos principais jogadores
Philippe Coutinho, uma das esperanças do Vasco para a temporada, teve atuação discreta. O meia entrou no segundo tempo, mas não conseguiu criar jogadas de perigo. Vegetti, centroavante argentino, também passou em branco, finalizando apenas uma vez em posição de impedimento.
Lucas Piton, um dos poucos a se destacar, foi responsável pela assistência do gol de João Victor, mas não conseguiu repetir o mesmo impacto no ataque. No meio-campo, Tchê Tchê e Paulinho tiveram dificuldades para conter os avanços do Puerto Cabello, que explorava bem os lados do campo.
- Jogadores do Vasco com atuação abaixo da média:
- Philippe Coutinho: sem finalizações ou passes decisivos.
- Vegetti: apenas uma finalização, em impedimento.
- Hugo Moura: errou passe que resultou no quarto gol.
Destaques do Puerto Cabello
Do lado venezuelano, Paredes foi o grande nome da partida. O atacante marcou dois gols e participou diretamente de outro, sendo uma ameaça constante à defesa vascaína. Padrón, com sua habilidade e oportunismo, também se destacou, especialmente no gol de cabeça que abriu o placar no segundo tempo.
Guerrero, outro pilar do Puerto Cabello, mostrou visão de jogo e precisão na finalização, enquanto Contreras comandou o meio-campo com passes precisos. A equipe venezuelana, apesar de menos tradicional, demonstrou organização tática e aproveitou as brechas deixadas pelo adversário.
Números revelam superioridade venezuelana
A partida foi marcada por uma clara vantagem do Puerto Cabello em estatísticas. Os donos da casa finalizaram 12 vezes, contra apenas 6 do Vasco. Na posse de bola, o equilíbrio prevaleceu, com 52% para os venezuelanos e 48% para os brasileiros, mas a eficiência nas finalizações fez a diferença.
- Estatísticas do jogo:
- Finalizações: Puerto Cabello 12, Vasco 6.
- Escanteios: Puerto Cabello 5, Vasco 4.
- Posse de bola: Puerto Cabello 52%, Vasco 48%.
- Cartões amarelos: 2 para Puerto Cabello, 1 para Vasco.
O Puerto Cabello também se destacou na bola aérea, vencendo 60% dos duelos aéreos, enquanto o Vasco sofreu com a marcação frouxa em jogadas de escanteio.

