No coração de Belém, o estádio Mangueirão foi palco de um confronto memorável na noite desta quarta-feira. O clássico Re-Pa, válido pela primeira partida da final do Campeonato Paraense, terminou com vitória do Remo por 3 a 2 sobre o Paysandu, em um jogo marcado por reviravoltas, gols e muita emoção. A partida, disputada sob olhares atentos de milhares de torcedores, colocou o Leão Azul em vantagem na briga pelo título estadual, mas a disputa segue aberta para o jogo de volta.
A intensidade do confronto foi evidente desde os primeiros minutos, com ambos os times buscando o ataque. O Remo, comandado pelo técnico Ricardo Catalá, abriu o placar cedo, enquanto o Paysandu, sob o comando de Luizinho Lopes, mostrou resiliência ao buscar o empate ainda no primeiro tempo. A segunda etapa trouxe ainda mais drama, com o gol decisivo vindo de uma cobrança de falta.
- Destaques do jogo: Janderson, Klaus e Sávio marcaram para o Remo; Rossi e Benítez fizeram os gols do Paysandu.
- Público presente: Cerca de 30 mil torcedores lotaram o Mangueirão, criando uma atmosfera vibrante.
- Próximo confronto: O jogo de volta está marcado para o próximo domingo, às 17h, no mesmo estádio.
Com o resultado, o Remo agora precisa apenas de um empate na próxima partida para conquistar o título paraense, enquanto o Paysandu terá que vencer por dois gols de diferença para reverter a vantagem adversária. A rivalidade histórica entre os dois clubes promete mais um duelo acirrado.
Primeiro tempo define ritmo intenso
O jogo começou com o Remo impondo pressão. Aos 10 minutos, Sávio cruzou rasteiro pela esquerda, e Janderson, bem posicionado na segunda trave, completou para o gol, incendiando a torcida azulina. O Paysandu tentou responder rapidamente, com Rossi levantando a bola na área, mas a defesa remista se mostrou sólida. O Leão Azul continuou dominando as ações ofensivas, aproveitando a velocidade de seus atacantes.
Aos 22 minutos, o Remo ampliou a vantagem. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Klaus subiu mais alto que a defesa bicolor e cabeceou com precisão, marcando o segundo gol. O Paysandu, porém, não se abateu. Aos 27 minutos, o técnico Luizinho Lopes promoveu uma substituição que mudou o rumo da partida: Jorge Benítez entrou no lugar de Borasi, trazendo mais presença ofensiva ao time.
- Mudança tática: A entrada de Benítez deu ao Paysandu maior poder de finalização.
- Faltas cometidas: O primeiro tempo registrou 12 infrações, com cinco cartões amarelos distribuídos.
- Chances criadas: O Remo teve três finalizações perigosas, enquanto o Paysandu acertou o gol em duas ocasiões.
Aos 37 minutos, Benítez sofreu um pênalti após falta de Giovanni Pavani dentro da área. Rossi cobrou com categoria, no canto esquerdo, diminuindo a vantagem para 2 a 1. O empate veio logo depois, aos 44 minutos, quando Benítez arriscou um chute de longa distância, surpreendendo o goleiro Marcelo Rangel. O primeiro tempo terminou com o placar de 2 a 2, refletindo a equilíbrio do confronto.
Segundo tempo traz gol decisivo
A etapa complementar começou com o Paysandu buscando manter o ímpeto ofensivo. Nicolas, que entrou no intervalo, quase marcou ao cair na área após disputa com um zagueiro, mas o árbitro Anderson Daronco mandou seguir. O Remo, por sua vez, ajustou a marcação e passou a explorar contra-ataques, especialmente pela esquerda, com Pedro Rocha e Sávio.
Aos 15 minutos, o momento decisivo do jogo. Sávio, em uma cobrança de falta perto da área, surpreendeu o goleiro Matheus Nogueira ao chutar direto para o gol, recolocando o Remo à frente no placar. A torcida azulina explodiu no Mangueirão, enquanto o Paysandu sentiu o golpe, mas continuou tentando reagir.
O jogo ganhou contornos dramáticos nos minutos finais. Aos 24 minutos, Jaderson, do Remo, e Novillo, do Paysandu, se chocaram de cabeça, paralisando a partida por alguns minutos. Ambos receberam atendimento médico e continuaram em campo, mas o lance aumentou a tensão no gramado. O Paysandu pressionou, com Benítez e Cavalleri criando chances, mas a defesa remista, liderada por Klaus e Reynaldo, segurou o resultado.
Substituições moldam estratégias
Ambos os técnicos usaram substituições para tentar mudar o panorama do jogo. Pelo lado do Remo, Ricardo Catalá promoveu a entrada de Adaílton no lugar de Felipe Vizeu no início do segundo tempo, buscando mais velocidade no ataque. Mais tarde, Daniel Cabral e Alvariño entraram para reforçar o meio-campo e a defesa, enquanto Thalys, que retornou após 11 meses afastado por lesão, trouxe frescor à lateral-direita.
O Paysandu também mexeu bastante. Além da entrada de Benítez no primeiro tempo, Luizinho Lopes colocou Giovanni, Cavalleri e Dudu Vieira no segundo tempo, tentando aumentar a criatividade no meio-campo e a agressividade no ataque. Apesar das mudanças, o time bicolor não conseguiu converter as chances criadas em gol.
- Impacto das trocas: As substituições do Remo reforçaram a solidez defensiva, enquanto as do Paysandu buscaram maior volume ofensivo.
- Jogadores poupados: Nenhum atleta foi preservado, com ambos os times utilizando seus principais nomes.
- Minutagem: As substituições ocorreram majoritariamente após os 20 minutos do segundo tempo.
As alterações táticas mostraram o empenho dos dois treinadores em buscar a vitória, mas o Remo soube administrar melhor o tempo e segurar a vantagem até o apito final.
Público vibra com clássico histórico
O Mangueirão recebeu um público expressivo, com cerca de 30 mil torcedores divididos entre as torcidas de Remo e Paysandu. A atmosfera foi marcada por cânticos, bandeiras e uma energia que reflete a importância do clássico Re-Pa para o futebol paraense. A rivalidade, que já ultrapassa um século, ganhou mais um capítulo memorável nesta final.
A segurança no estádio foi reforçada, com presença de policiais militares e bombeiros garantindo a tranquilidade dos torcedores. Não foram registrados incidentes graves, e o fluxo de entrada e saída do Mangueirão ocorreu sem maiores problemas.
Arbitragem sob os holofotes
O árbitro Anderson Daronco, conhecido por sua experiência em jogos de alta tensão, conduziu a partida com autoridade, mas algumas decisões geraram reclamações. O pênalti marcado a favor do Paysandu, aos 37 minutos do primeiro tempo, foi contestado pela torcida remista, que alegou exagero na falta cometida por Pavani. No segundo tempo, a não marcação de uma possível penalidade sobre Nicolas, do Paysandu, também gerou protestos.
- Cartões distribuídos: Cinco amarelos no primeiro tempo e um no segundo, totalizando seis advertências.
- Faltas marcadas: O jogo teve 25 infrações, com equilíbrio entre os dois times.
- Tempo de acréscimo: Sete minutos no primeiro tempo e 11 no segundo, refletindo as paralisações.
Apesar das polêmicas, a atuação de Daronco foi considerada consistente pela maioria dos analistas, com a equipe de arbitragem mantendo o controle em um jogo de alta voltagem emocional.
Remo capitaliza vantagem inicial
O gol de Janderson, logo aos 10 minutos, deu ao Remo a tranquilidade para ditar o ritmo nos primeiros momentos. A jogada, construída com precisão por Sávio, mostrou a força do Leão Azul nas bolas cruzadas. A equipe azulina soube explorar as laterais, especialmente com Sávio e Pedro Rocha, que criaram as principais chances de gol no primeiro tempo.
A vantagem de 2 a 0, construída com o gol de Klaus, colocou o Paysandu em uma posição desconfortável, mas a reação bicolor antes do intervalo mostrou que o jogo estava longe de estar decidido. A capacidade do Remo de retomar a liderança no segundo tempo, com o gol de Sávio, foi crucial para o resultado final.
Paysandu mostra resiliência
Mesmo saindo atrás no placar, o Paysandu demonstrou garra para buscar o empate. A entrada de Jorge Benítez foi um divisor de águas no primeiro tempo, com o paraguaio participando diretamente dos dois gols bicolores. O pênalti convertido por Rossi e o chute de longa distância de Benítez evidenciaram a qualidade ofensiva do time.
No segundo tempo, o Paysandu tentou manter a pressão, mas esbarrou na defesa bem postada do Remo. Cavalleri e Giovanni, que entraram na etapa final, trouxeram dinamismo, mas faltou precisão nas finalizações. O time bicolor agora precisará de uma atuação impecável no jogo de volta para reverter a desvantagem.
Sávio rouba a cena
O lateral-esquerdo Sávio foi o grande destaque da partida. Além de participar do primeiro gol, com um cruzamento preciso para Janderson, ele marcou o gol da vitória em uma cobrança de falta aos 15 minutos do segundo tempo. Sua atuação combinou solidez defensiva com contribuições decisivas no ataque, consolidando-o como peça-chave do Remo.
Sávio, que já havia se destacado em outros jogos do Parazão, mostrou calma e precisão em momentos cruciais. Sua capacidade de cobrar faltas com perigo será um fator a ser observado pelo Paysandu no próximo confronto.
- Números de Sávio: Um gol, uma assistência e três cruzamentos certos.
- Posicionamento: Atuou como ala, com liberdade para apoiar o ataque.
- Histórico: É o segundo gol de Sávio no campeonato, ambos em jogos contra o Paysandu.
A torcida remista celebrou intensamente a atuação do jogador, que deixou o campo ovacionado.
Retorno de Thalys emociona torcida
A entrada de Thalys, aos 43 minutos do segundo tempo, marcou um momento especial no jogo. O lateral-direito do Remo, que ficou 11 meses afastado por uma grave lesão no joelho, voltou aos gramados em grande estilo, participando da reta final da partida. Sua presença trouxe emoção aos torcedores, que aplaudiram o jogador assim que ele entrou em campo.
Thalys substituiu Sávio, que saiu para ser poupado após o gol decisivo. A volta do jogador reforça o elenco remista para o jogo de volta, trazendo mais opções para a lateral-direita.
Jogo de volta promete mais emoções
Com o resultado de 3 a 2, o Remo entra em campo no próximo domingo com a vantagem do empate para conquistar o título do Campeonato Paraense. O Paysandu, por outro lado, precisará vencer por dois gols de diferença para levar o troféu diretamente ou por um gol para forçar a decisão por pênaltis. O Mangueirão deve receber novamente um grande público, com a rivalidade Re-Pa prometendo mais um capítulo inesquecível.
O técnico Luizinho Lopes terá a semana para ajustar o Paysandu, especialmente na defesa, que sofreu com bolas aéreas. Já Ricardo Catalá, do Remo, deve manter a estratégia de explorar as laterais e a solidez defensiva para garantir o resultado. A expectativa é de um jogo ainda mais disputado, com ambos os times buscando a glória estadual.
Preparação para o segundo confronto
Os treinos durante a semana serão fundamentais para os dois clubes. O Remo deve focar na manutenção do ritmo ofensivo, com atenção especial às jogadas de bola parada, que foram decisivas na primeira partida. O Paysandu, por sua vez, precisará trabalhar a compactação defensiva e a eficiência nas finalizações, já que desperdiçou chances importantes no jogo de ida.
A condição física dos jogadores também será um fator determinante. O choque de cabeça entre Jaderson e Novillo, embora sem consequências graves, levanta a necessidade de monitoramento médico. Além disso, a volta de Thalys pode dar ao Remo mais opções táticas, enquanto o Paysandu espera contar com o faro de gol de Benítez para reverter o placar.
- Cronograma de treinos: O Remo treina no Baenão, enquanto o Paysandu utiliza a Curuzu.
- Recuperação: Jogadores como Jaderson e Novillo passarão por avaliações médicas.
- Estratégia: O Remo deve priorizar a defesa, enquanto o Paysandu buscará maior volume ofensivo.
A rivalidade entre os dois clubes, que já protagonizaram mais de 700 confrontos na história, segue viva e promete um desfecho emocionante na final do Parazão.