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Bonner esclarece desconforto de Ilze Scamparini no JN e destaca sua dedicação

Willian Bonner
Willian Bonner - Foto :reprodução TV Globo Willian Bonner - Foto :reprodução TV Globo

Na noite de 7 de maio, a Praça de São Pedro, no Vaticano, foi palco de uma transmissão ao vivo do Jornal Nacional que chamou a atenção do público. A correspondente Ilze Scamparini, conhecida por suas entradas icônicas nos terraços de Roma, apareceu ao lado do âncora William Bonner. A interação entre os dois, marcada por um aparente desconforto da jornalista, gerou memes e debates nas redes sociais. No dia seguinte, Bonner usou o telejornal para esclarecer a situação, revelando detalhes sobre as condições enfrentadas por Ilze durante a cobertura do conclave.

A transmissão fazia parte da cobertura especial da Globo sobre a escolha do novo papa, após a morte de Francisco em 21 de abril. Ilze, com 26 anos de experiência como correspondente na Itália, é uma figura central nas reportagens sobre o Vaticano. No entanto, sua expressão séria e os movimentos para evitar contato físico com Bonner durante o ao vivo intrigaram os telespectadores. A reação da jornalista, que costuma aparecer em cenários elevados com a Basílica de São Pedro ao fundo, alimentou especulações sobre os bastidores da produção.

O que aconteceu durante a entrada ao vivo?

  • Ilze se esquivou de um abraço de Bonner no encerramento da transmissão.
  • A jornalista manteve um semblante fechado, olhando pouco para o âncora.
  • Internautas apontaram um “climão” e criaram memes comparando Ilze a personagens como Juma Marruá, de Pantanal.
  • Bonner tocou no ombro de Ilze, o que ela inicialmente aceitou, mas desviou o corpo em tentativas posteriores de aproximação.

Na noite seguinte, Bonner dedicou um momento do Jornal Nacional para explicar o ocorrido, destacando o profissionalismo de Ilze e as dificuldades enfrentadas por ela durante a cobertura. A atitude do âncora foi vista como uma tentativa de esclarecer o público e valorizar a colega, enquanto a Globo reforçava sua cobertura do conclave, um dos eventos mais aguardados do ano.

Reações nas redes sociais

A interação entre Ilze Scamparini e William Bonner no Jornal Nacional de 7 de maio rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados no X. Internautas compartilharam vídeos do momento, apontando o desconforto da jornalista e criando teorias sobre o motivo de sua reação. Alguns brincaram que Ilze, acostumada a trabalhar sozinha em seu terraço, teria ficado incomodada com a presença de Bonner no Vaticano. Outros destacaram a formalidade da correspondente, que vive na Itália há mais de duas décadas e pode ter se sentido desconfortável com o estilo mais descontraído do âncora.

Os memes surgiram em grande quantidade, com comparações bem-humoradas. Um usuário escreveu que Ilze parecia “querer voltar para o telhado dela”, enquanto outro a comparou à personagem Juma Marruá, que repetia “quero ir embora” na novela Pantanal. Alguns internautas foram mais críticos, apontando que Bonner teria forçado uma simpatia que não combinava com o momento. “Ele quis ser amigão, mas Ilze estava claramente sem paciência”, escreveu um seguidor. Apesar das brincadeiras, muitos elogiaram a postura profissional de Ilze, que continuou a transmissão mesmo em condições adversas.

Houve também quem defendesse Bonner, destacando sua intenção de ser acolhedor com uma colega que raramente aparece em transmissões conjuntas. Um internauta escreveu que o âncora “só quis ser simpático, mas talvez não tenha percebido que Ilze prefere um estilo mais reservado”. A polarização nas opiniões refletiu a atenção que o público dedica aos detalhes das transmissões ao vivo, especialmente em eventos de grande repercussão como o conclave.

Bastidores da cobertura

Na edição do Jornal Nacional de 8 de maio, William Bonner revelou os desafios enfrentados por Ilze Scamparini durante a transmissão da véspera. Segundo o âncora, a correspondente estava lidando com uma lesão no joelho, que dificultava sua mobilidade. Além disso, as temperaturas baixas na Praça de São Pedro, típicas do início de maio no Vaticano, aumentaram o desconforto da jornalista. Bonner destacou que, apesar dessas adversidades, Ilze permaneceu no ar até o final da transmissão, demonstrando seu compromisso com a profissão.

A lesão de Ilze não havia sido mencionada publicamente antes, o que pegou muitos espectadores de surpresa. A jornalista, que tem 66 anos, é conhecida por sua dedicação à cobertura do Vaticano, mas raramente compartilha detalhes sobre sua vida pessoal ou saúde. Bonner elogiou a colega, chamando-a de “exemplo de profissionalismo” e reforçando que sua participação na transmissão foi um esforço significativo dadas as circunstâncias. A explicação do âncora foi bem recebida por parte do público, que passou a valorizar ainda mais a trajetória de Ilze na Globo.

A cobertura do conclave exigiu um esforço logístico considerável da emissora. Bonner viajou ao Vaticano após a morte de Francisco, enquanto outros repórteres, como Gerson Camarotti e Murilo Salviano, também foram mobilizados. Ilze, que costuma ser a principal voz da Globo em assuntos relacionados à Igreja Católica, dividiu espaço com colegas enviados especialmente para o evento. Essa dinâmica, segundo alguns internautas, pode ter contribuído para a percepção de desconforto, já que Ilze está habituada a liderar as reportagens sobre o Vaticano sozinha.

Trajetória de Ilze Scamparini

Ilze Lia Scamparini nasceu em 26 de dezembro de 1958, em Araras, interior de São Paulo. Desde jovem, demonstrou interesse por escrita e pintura, mas sua timidez era uma característica marcante. Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, ela começou sua carreira como estagiária no Diário do Povo, onde se destacou pela qualidade de suas redações. Sua transição para a televisão ocorreu em 1981, quando passou em um teste para o programa TV Mulher, em Campinas. Apesar de preferir o jornalismo impresso, Ilze se adaptou ao meio audiovisual e logo ingressou na TV Campinas, hoje afiliada da Globo.

Na Globo, Ilze construiu uma carreira sólida como correspondente internacional. Desde 1999, ela vive em Roma, onde cobre os principais eventos relacionados ao Vaticano. Sua experiência inclui a cobertura de três papados, incluindo os conclaves que elegeram Bento XVI e Francisco, além da renúncia de Bento XVI em 2013. A jornalista também publicou um romance, “Atirem Direto no Meu Coração”, inspirado em uma soldada da guerra do Kosovo, mostrando sua versatilidade além do jornalismo. Casada com o escritor italiano Domenico Saverni, Ilze vive em um apartamento na Piazza Navona, cujo terraço se tornou um cenário famoso em suas reportagens.

Principais marcos da carreira de Ilze:

  • Início no jornalismo impresso no Diário do Povo, em Campinas.
  • Entrada na TV Globo como correspondente em Roma, em 1999.
  • Cobertura de eventos históricos, como a eleição de Bento XVI em 2005.
  • Publicação de seu primeiro romance em 2021.
  • Participação em reportagens que marcaram a história da Globo, como a viagem com Chico Mendes pelo Acre.

Cenário icônico de Roma

O terraço do apartamento de Ilze Scamparini na Piazza Navona é um dos elementos mais reconhecíveis de suas reportagens. Com a Basílica de São Pedro ao fundo, o local virou uma marca registrada da jornalista, que passou a utilizá-lo com frequência durante a pandemia. Em 2023, Ilze abriu as portas de seu apartamento para uma reportagem do Fantástico, apresentada por Sabrina Sato. Na ocasião, ela revelou que já celebrou o Carnaval três vezes no terraço, mostrando um lado mais descontraído de sua personalidade.

A escolha do terraço como cenário não foi planejada inicialmente. Durante a pandemia, as restrições de deslocamento levaram Ilze a buscar alternativas para suas entradas ao vivo. O apartamento, localizado em uma área privilegiada de Roma, oferecia uma vista impressionante e se tornou uma solução prática. Desde então, o local conquistou o público brasileiro, que passou a associar Ilze ao cenário elevado. “É como se ela fosse a guardiã dos telhados de Roma”, brincou um internauta em uma postagem no X.

O cenário também gerou comparações criativas. Ilze já foi chamada de “Batman” e comparada a personagens do jogo Assassin’s Creed por sua habilidade de aparecer em locais elevados. A popularidade do terraço reforça a conexão da jornalista com o público, que valoriza sua autenticidade e o cuidado com os detalhes em suas reportagens. Mesmo com a fama do local, Ilze mantém uma postura reservada, evitando exposições desnecessárias sobre sua vida pessoal.

Cobertura do conclave

O conclave de maio de 2025 foi um dos eventos mais aguardados do ano, reunindo 133 cardeais na Capela Sistina para escolher o sucessor de Francisco. A morte do papa, aos 88 anos, mobilizou a imprensa mundial, e a Globo investiu em uma cobertura robusta. William Bonner apresentou o Jornal Nacional diretamente da Praça de São Pedro, enquanto Ilze Scamparini ofereceu análises detalhadas sobre os cardeais favoritos. A primeira votação, realizada no dia 7, terminou sem um novo papa, aumentando a expectativa para os dias seguintes.

No dia 8, a fumaça branca anunciou a eleição de Robert Francis Prevost, um cardeal americano de 69 anos, que assumiu o nome de Leão XIV. A transmissão do anúncio, feita em um plantão da Globo, contou com Bonner e Gerson Camarotti, mas Ilze só apareceu no Jornal Hoje, o que gerou questionamentos nas redes sociais. “Ela é a especialista em Vaticano, merecia estar no plantão”, escreveu um internauta. Apesar da ausência inicial, Ilze participou de reportagens posteriores, detalhando o perfil do novo pontífice e o contexto da eleição.

A cobertura destacou a importância do conclave para a Igreja Católica. Os cardeais, isolados do mundo durante o processo, analisaram os desafios enfrentados pela instituição, como a queda no número de fiéis em algumas regiões e a necessidade de diálogo com outras religiões. Ilze, com sua experiência de 26 anos cobrindo o Vaticano, trouxe informações precisas sobre os bastidores, incluindo as qualidades e possíveis fragilidades dos candidatos. Sua participação, mesmo com as dificuldades físicas, reforçou sua relevância na equipe da Globo.

Especulações sobre o desconforto

A reação de Ilze Scamparini ao lado de William Bonner gerou diversas teorias nas redes sociais. Alguns internautas sugeriram que a jornalista, acostumada a trabalhar sozinha, teria se sentido invadida com a chegada de Bonner ao Vaticano. “Ela era a dona do pedaço, e agora dividiu o espaço”, escreveu um seguidor. Outros apontaram que a formalidade de Ilze, influenciada por mais de duas décadas vivendo na Itália, contrastou com o estilo mais caloroso do âncora. “Ela é reservada, e Bonner quis ser próximo demais”, opinou outro usuário.

Uma teoria levantada por Valmir Moratelli, colunista da revista Veja, apontou que Ilze teria ficado incomodada com uma brincadeira de Bonner na edição de 6 de maio. O âncora disse que a correspondente “desceria do telhado” para a cobertura do conclave, o que, segundo uma fonte da produção, foi interpretado como uma piada desnecessária. Ilze, que valoriza sua presença nas ruas como repórter, teria visto o comentário como uma redução de seu trabalho aos cenários elevados. A informação, publicada em 7 de maio, alimentou ainda mais os debates online.

Houve também especulações sobre questões de saúde. Um post no X, de 8 de maio, sugeriu que um problema de saúde poderia ter contribuído para o “climão” entre os jornalistas. A revelação de Bonner sobre a lesão no joelho de Ilze confirmou parte dessas suspeitas, mas sem detalhes adicionais sobre a gravidade do quadro. A combinação de frio, dor e a pressão de uma cobertura ao vivo pode ter influenciado a postura da correspondente, que, mesmo assim, cumpriu seu papel com profissionalismo.

Participações históricas

Ilze Scamparini tem uma longa história de coberturas marcantes na Globo. Além dos conclaves de 2005 e 2013, ela acompanhou momentos como a renúncia de Bento XVI, um evento raro na história da Igreja Católica. Sua experiência também inclui reportagens sobre conflitos internacionais, como a guerra do Kosovo, que inspirou seu romance. Em 2013, quando Patrícia Poeta foi enviada a Roma para cobrir o conclave, Ilze participou do Jornal Nacional, mostrando sua capacidade de trabalhar em equipe mesmo em eventos de grande porte.

Entre os momentos mais memoráveis de sua carreira, Ilze destaca uma viagem com Chico Mendes pelo Acre, em um pequeno avião, para conhecer a vida dos seringueiros. A experiência, relatada em uma entrevista ao Globo em 2013, marcou sua trajetória como repórter. Ela também trabalhou como estagiária de Henfil nos anos 1980, transcrevendo entrevistas com operários do ABC paulista. Essas vivências mostram a versatilidade de Ilze, que transitou entre o jornalismo investigativo, a cobertura internacional e a literatura.

Momentos marcantes da trajetória de Ilze:

  • Viagem com Chico Mendes pelo Acre, em uma cobertura sobre os seringueiros.
  • Cobertura da renúncia de Bento XVI, em 2013, um marco histórico.
  • Participação na guerra do Kosovo, que inspirou seu romance.
  • Trabalho com Henfil, transcrevendo entrevistas nos anos 1980.
  • Presença constante nos conclaves, consolidando-se como especialista em Vaticano.

Dinâmica da Globo no conclave

A cobertura do conclave de 2025 exigiu uma mobilização significativa da Globo. Além de William Bonner, outros jornalistas, como Gerson Camarotti e Murilo Salviano, foram enviados ao Vaticano para reforçar a equipe. A emissora interrompeu sua programação no dia 8 de maio para anunciar a eleição de Leão XIV, com um plantão comandado por Bonner e Camarotti. Ilze, que costuma ser a principal referência em assuntos do Vaticano, apareceu apenas no Jornal Hoje, o que surpreendeu parte do público.

A ausência de Ilze no plantão gerou críticas nas redes sociais. “Ela cobre o Vaticano há 26 anos, merecia estar no momento do anúncio”, escreveu um internauta. A Globo, no entanto, optou por uma divisão de papéis, com Bonner liderando as transmissões ao vivo e Ilze focando em análises detalhadas. A estratégia reflete o peso do evento, que atraiu a atenção de milhões de espectadores no Brasil e no mundo. A emissora também destacou a importância de Leão XIV, um cardeal americano, para o futuro da Igreja Católica.

A logística da cobertura incluiu a montagem de um estúdio improvisado na Praça de São Pedro, onde Bonner e Ilze realizaram suas entradas. As condições climáticas, com temperaturas abaixo de 10°C à noite, desafiaram a equipe. Ilze, que enfrentava uma lesão no joelho, precisou se adaptar ao ambiente ao ar livre, diferente de seu terraço protegido. A dedicação da correspondente, mesmo em um momento de desconforto, foi reconhecida por Bonner, que usou o Jornal Nacional para enaltecer sua colega.

Perfil do novo papa

Robert Francis Prevost, agora Leão XIV, foi eleito no segundo dia do conclave, em 8 de maio. O cardeal americano, de 69 anos, é conhecido por sua experiência administrativa e sua atuação em questões sociais. Antes de assumir o papado, ele ocupava o cargo de prefeito da Congregação para os Bispos, uma das posições mais influentes no Vaticano. Sua escolha foi vista como um sinal de renovação, já que Prevost representa uma liderança fora do eixo europeu, algo que Francisco também simbolizava como argentino.

Leão XIV fez seu primeiro discurso na sacada da Basílica de São Pedro, pedindo unidade entre os fiéis e diálogo com outras religiões. A eleição de um americano, a primeira na história da Igreja Católica, gerou debates sobre o futuro do Vaticano em um cenário global polarizado. Ilze Scamparini, em suas reportagens no Jornal Hoje, destacou o perfil de Prevost, mencionando sua habilidade em lidar com crises internas e sua visão progressista em temas como justiça social. A correspondente também abordou os desafios que o novo papa enfrentará, como a secularização em países ocidentais.

Aspectos do papado de Leão XIV:

  • Primeiro papa americano, marcando uma mudança geográfica na liderança.
  • Experiência administrativa na Congregação para os Bispos.
  • Foco em justiça social e diálogo inter-religioso.
  • Desafio de enfrentar a secularização e a queda de fiéis em algumas regiões.

Legado de Ilze na Globo

A participação de Ilze Scamparini no conclave de 2025 reforçou sua posição como uma das jornalistas mais respeitadas da Globo. Apesar do desconforto notado na transmissão de 7 de maio, sua trajetória de 26 anos como correspondente internacional continua a inspirar colegas e espectadores. A dedicação de Ilze, que enfrentou uma lesão e temperaturas baixas para cumprir seu papel, foi destacada por William Bonner como um exemplo de profissionalismo. A jornalista, que prefere manter um perfil discreto, segue sendo uma referência em coberturas sobre o Vaticano.

A popularidade de Ilze também se reflete nas redes sociais, onde ela é celebrada por seu cenário único e sua competência. Os memes e comparações bem-humoradas, como as referências a Batman e Assassin’s Creed, mostram o carinho do público pela correspondente. Mesmo com a chegada de outros jornalistas ao Vaticano, Ilze manteve sua relevância, oferecendo análises precisas e detalhadas. Sua história, marcada por coberturas históricas e contribuições literárias, consolida seu lugar na história do jornalismo brasileiro.

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