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Habemus papam: Robert Francis assume como primeiro papa dos EUA

Robert Francis
Rober Francis - Foto: Reprodução/Vatican Pietro Parolin - Foto: Pasquale Senatore / Shutterstock.com

Fumaça branca pairou sobre a Capela Sistina na tarde de 8 de maio de 2025, sinalizando a eleição do novo papa. Milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro explodiram em aplausos, enquanto sinos ecoavam pelo Vaticano. Robert Francis, cardeal americano, foi anunciado como o novo pontífice, marcando a primeira vez que um líder da Igreja Católica vem dos Estados Unidos.

A escolha veio após intensas rodadas de votação no segundo dia do conclave. Na manhã do mesmo dia, a fumaça preta indicava que os cardeais ainda não haviam chegado a um consenso. A expectativa crescia à medida que a tarde avançava, com fiéis de todo o mundo aguardando o anúncio.

O conclave, que reuniu 120 cardeais, seguiu um processo meticuloso. Entre os momentos mais aguardados estavam:

  • A queima das cédulas para gerar a fumaça branca, composta por pirotecnia e produtos químicos como lactose.
  • O pronunciamento de “Habemus papam” pelo cardeal Dominique Mamberti.
  • A aparição do novo papa na varanda da Basílica de São Pedro.

Robert Francis, agora líder da Igreja Católica, assume o comando em um momento de desafios globais. Sua trajetória e visão para o futuro da instituição já despertam curiosidade entre fiéis e analistas.

Perfil do novo pontífice

Robert Francis, nascido nos Estados Unidos, é conhecido por sua abordagem pastoral e engajamento em questões sociais. Aos 67 anos, o cardeal tem uma longa carreira eclesiástica, marcada por sua atuação em dioceses americanas e por seu trabalho em causas humanitárias. Ele foi nomeado cardeal em 2020 pelo papa Francisco, destacando-se como uma figura progressista, mas com raízes em valores tradicionais.

Antes de sua eleição, Francis era visto como um dos favoritos, embora as apostas também apontassem para nomes como Pietro Parolin, da Itália, e Pierbattista Pizzaballa, patriarca de Jerusalém. Sua escolha reflete um desejo dos cardeais por renovação, mantendo a continuidade de algumas reformas iniciadas por seu antecessor.

O novo papa estudou teologia em Roma e possui experiência em diálogo inter-religioso, especialmente com comunidades judaicas e islâmicas. Sua fluência em cinco idiomas, incluindo espanhol e italiano, deve facilitar a comunicação com fiéis de diferentes continentes.

O processo do conclave

O conclave de 2025 começou na quarta-feira, 7 de maio, com a primeira votação resultando em fumaça preta. A ausência de consenso inicial não surpreendeu, já que os conclaves de 2005 e 2013 também exigiram múltiplas rodadas. No segundo dia, as votações da manhã novamente indicaram falta de acordo, com a fumaça preta frustrando as expectativas de fiéis na Praça de São Pedro.

Por volta das 12h30, horário de Brasília, a terceira rodada de votação trouxe a tão esperada fumaça branca. O processo, que envolveu a queima de cédulas e produtos químicos para garantir a cor clara, foi acompanhado por câmeras de todo o mundo. A multidão, estimada em 60 mil pessoas, celebrou o momento com cânticos e orações.

O conclave seguiu tradições centenárias, como:

  • O isolamento dos cardeais na Casa Santa Marta, sem acesso a dispositivos eletrônicos.
  • A queima de cédulas em um forno especial para produzir a fumaça.
  • O juramento de sigilo, garantindo que os detalhes das discussões permaneçam confidenciais.
  • A proclamação do “Habemus papam” na varanda da Basílica.

A eleição de Robert Francis ocorreu em um tempo relativamente curto, comparado a conclaves históricos que duraram dias.

Reações na Praça de São Pedro

A emoção tomou conta da Praça de São Pedro quando a fumaça branca foi avistada. Brasileiros presentes no local descreveram o momento como “arrepiante”. Um grupo de peregrinos de São Paulo, que viajou ao Vaticano especialmente para o conclave, relatou ter sentido uma conexão espiritual única ao ouvir os sinos da Basílica.

Fiéis de outras nacionalidades também expressaram alegria. Uma família mexicana, presente na praça desde o início do conclave, destacou a importância de um papa americano para a Igreja nas Américas. Já um grupo de freiras italianas foi visto celebrando com cânticos tradicionais.

A Guarda Suíça, responsável pela segurança do Vaticano, realizou um desfile cerimonial logo após o anúncio. A presença de 60 mil pessoas, segundo estimativas do Vaticano, superou a do primeiro dia, quando cerca de 50 mil fiéis acompanharam as votações.

Um papa americano: o que significa

A eleição de Robert Francis representa um marco histórico. Pela primeira vez, um papa vem dos Estados Unidos, uma nação com forte influência global, mas sem a tradição católica enraizada de países como Itália ou Polônia. A escolha pode sinalizar uma abertura da Igreja para as Américas, onde o catolicismo enfrenta desafios como a ascensão de igrejas evangélicas.

Francis assume o papado em um contexto de polarização global e questões internas na Igreja. Entre os temas que devem estar em sua agenda estão:

  • A promoção da justiça social, com ênfase em questões como pobreza e migração.
  • O diálogo com outras religiões, especialmente em regiões de conflito.
  • A continuidade das reformas administrativas iniciadas por Francisco.
  • A abordagem de escândalos financeiros e éticos que abalaram o Vaticano nos últimos anos.

Analistas apontam que sua nacionalidade pode trazer uma perspectiva nova, mas também desafios. A Igreja nos Estados Unidos tem enfrentado debates sobre temas como secularismo e liberdade religiosa, que podem influenciar as prioridades do novo pontífice.

Tradições e simbolismo

A eleição de um novo papa é cercada por rituais que remontam a séculos. Após a votação final, Robert Francis passou pela chamada “sala das lágrimas”, onde os novos pontífices têm um momento de reflexão antes de aceitar o cargo. A escolha do nome papal, que será anunciado oficialmente na varanda, ainda não foi confirmada, mas especula-se que ele possa homenagear predecessores como João Paulo ou Francisco.

A fumaça branca, símbolo máximo do conclave, tem uma história de 200 anos. Desde 1914, a tradição foi formalizada, com produtos químicos adicionados para garantir a cor clara. Antes disso, a fumaça era apenas o resultado da queima das cédulas, o que nem sempre deixava o sinal claro para os fiéis.

O anúncio do “Habemus papam” foi feito pelo cardeal Dominique Mamberti, francês nascido no Marrocos. Ele apresentou o novo papa à multidão, seguindo um protocolo que inclui a menção ao nome de batismo e ao nome papal escolhido.

A espera global pelo anúncio

Antes da fumaça branca, a expectativa dominava o Vaticano. Na manhã de 8 de maio, a fumaça preta gerou frustração, mas também aumentou a antecipação para as votações da tarde. Redes sociais foram reverberaram com memes e especulações sobre os possíveis candidatos, com nomes como Pietro Parolin e Robert Sarah entre os mais mencionados.

A Praça de São Pedro tornou-se um ponto de encontro global. Peregrinos de países como México, Filipinas e Nigéria compartilharam histórias de fé enquanto aguardavam o resultado. A presença de grupos de jovens, muitos deles participantes de movimentos católicos, trouxe um clima de renovação à atmosfera do conclave.

A cobertura midiática também foi intensa. Canais de televisão de todo o mundo transmitiram ao vivo, enquanto jornalistas acompanhavam cada movimento na praça. A presença de gaivotas pousando na chaminé da Capela Sistina virou um momento leve, amplificado por memes nas redes sociais.

O papel da Guarda Suíça

A Guarda Suíça, responsável pela segurança do papa, teve um papel de destaque durante o conclave. Após a eleição, os guardas desfilaram pela Praça de São Pedro, atraindo a atenção de turistas e fiéis. Vestidos com seus uniformes coloridos, eles simbolizam a continuidade das tradições vaticanas.

Fundada em 1506, a Guarda Suíça é composta por jovens suíços católicos que passam por um rigoroso processo de seleção. Durante o conclave, eles garantiram a segurança dos cardeais e controlaram o acesso à praça, que contou com detectores de metais e reforço policial.

Os guardas também participam de cerimônias oficiais, como a bênção do novo papa. Sua presença reforça a conexão entre o Vaticano e suas raízes históricas, remontando ao Renascimento.

Cardeais e o processo de votação

Os 120 cardeais elegíveis participaram do conclave, todos com menos de 80 anos, conforme as regras da Igreja. Entre eles, destacavam-se nomes de diferentes continentes, refletindo a diversidade da instituição. A votação exigiu uma maioria de dois terços, o que prolongou as discussões em

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