A partir de 26 de maio, milhões de aposentados e pensionistas do INSS começarão a receber a segunda parcela do 13º salário. O pagamento, que acompanha os benefícios de maio, segue um calendário escalonado baseado no penúltimo dígito do Número de Benefício (NB).
Essa liberação, aguardada por segurados em todo o país, promete trazer alívio financeiro em um período de desafios econômicos. O governo organizou o cronograma para evitar transtornos, priorizando quem recebe até um salário mínimo.
O processo, estruturado para atender diferentes grupos de beneficiários, reflete o esforço do INSS em manter a eficiência na distribuição dos recursos. Abaixo, alguns pontos principais sobre o pagamento:
- Datas escalonadas: Começam em 26 de maio para salário mínimo e 2 de junho para valores acima.
- Consulta de valores: Disponível entre 19 e 23 de maio pelo Meu INSS.
- Quem recebe: Aposentados, pensionistas e segurados de auxílios específicos.
A organização do calendário visa garantir que todos os beneficiários tenham acesso aos valores de forma ordenada, com datas claras para cada grupo.
Regras do pagamento
O calendário de pagamentos da segunda parcela do 13º salário foi planejado com base no penúltimo dígito do Número de Benefício. Para quem recebe até um salário mínimo, as datas começam em 26 de maio e seguem até 6 de junho. Já para os segurados com benefícios acima do salário mínimo, os depósitos ocorrem entre 2 e 6 de junho.
Essa divisão permite que o INSS gerencie o fluxo de pagamentos sem sobrecarregar o sistema bancário. Cada beneficiário deve verificar o penúltimo dígito do NB para confirmar a data exata do depósito. O sistema escalonado é uma prática consolidada, usada em anos anteriores para facilitar a logística financeira.
Abaixo, as datas detalhadas para quem recebe até um salário mínimo:
- Final 1: 26 de maio
- Final 2: 27 de maio
- Final 3: 28 de maio
- Final 4: 29 de maio
- Final 5: 30 de maio
- Final 6 a 0: 2 a 6 de junho
Para valores acima do salário mínimo, o cronograma é igualmente preciso, com depósitos agrupados por grupos de dígitos, garantindo que todos recebam dentro do prazo estipulado.
Cálculo do valor
A segunda parcela do 13º salário é calculada com base no valor total do abono anual, subtraindo a primeira parcela, já paga anteriormente. Esse montante é depositado junto ao benefício mensal de maio, o que simplifica o acesso dos segurados aos recursos.
Por exemplo, um aposentado que recebe R$ 1.412 (salário mínimo em 2025) e já teve a primeira parcela de R$ 706 depositada, receberá os R$ 706 restantes na segunda parcela. Para benefícios acima do mínimo, o cálculo segue a mesma lógica, mas o valor final varia conforme o benefício.
Beneficiários que começaram a receber o benefício após a primeira parcela terão o 13º proporcional ao período de concessão. Isso garante que o pagamento seja justo, refletindo o tempo de vínculo com o INSS.
Elegibilidade para o benefício
Nem todos os segurados do INSS têm direito ao 13º salário. A segunda parcela é destinada a aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios como doença, acidente ou reclusão. Programas assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), não incluem o abono, pois não têm natureza trabalhista.
Cerca de 30 milhões de segurados devem receber o pagamento em 2025, segundo estimativas baseadas em dados do INSS. A exclusão do BPC gera debates, já que muitos beneficiários de baixa renda esperam algum tipo de suporte extra no período.
Abaixo, os principais grupos elegíveis:
- Aposentados por idade, tempo de contribuição ou invalidez
- Pensionistas por morte
- Segurados de auxílios temporários ou permanentes
- Exceções: BPC e auxílio-inclusão não recebem
Essa clareza na definição de elegibilidade ajuda a evitar confusões entre os beneficiários.
Como consultar o pagamento
Entre 19 e 23 de maio, os segurados poderão verificar o valor exato da segunda parcela pelo portal ou aplicativo Meu INSS. O acesso exige login no sistema GOV.BR, com CPF e senha cadastrados. No menu, a opção “Extrato de Pagamento” exibe os detalhes do depósito, incluindo data e valor.
O processo é simples, mas exige que o beneficiário tenha familiaridade com as plataformas digitais. Para quem enfrenta dificuldades, o INSS recomenda buscar apoio em agências ou pela Central 135. O download do extrato em PDF permite guardar as informações para referência futura.
A digitalização do acesso a informações tem facilitado a vida de muitos segurados, mas idosos com menos acesso à tecnologia ainda enfrentam barreiras. O INSS tem ampliado campanhas para orientar esses grupos, com foco em inclusão digital.

Canais de atendimento
Dúvidas sobre o pagamento podem ser resolvidas pela Central 135, disponível 24 horas para serviços automáticos. O atendimento humano funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, exceto em feriados. O canal é essencial para esclarecer questões como datas, valores ou problemas no depósito.
Além da central telefônica, as agências do INSS oferecem atendimento presencial, mediante agendamento pelo Meu INSS. Esse serviço é especialmente útil para casos complexos, como erros no cálculo do benefício ou falhas no pagamento.
Abaixo, opções de suporte:
- Central 135: Atendimento automático e humano
- Meu INSS: Agendamento e consulta online
- Agências: Atendimento presencial com hora marcada
O INSS recomenda que os segurados entrem em contato o quanto antes para resolver pendências e garantir o recebimento correto.
Histórico do 13º salário
O pagamento do 13º salário aos segurados do INSS começou em 2006, como parte de um acordo entre o governo e centrais sindicais. Desde então, o abono é pago em duas parcelas, geralmente antecipadas para o primeiro e segundo semestres. Em 2025, o governo optou por manter a segunda parcela junto ao benefício de maio, seguindo a prática de anos recentes.
A antecipação do 13º tem sido uma estratégia para aquecer a economia, especialmente em períodos de inflação alta. O impacto financeiro do pagamento é significativo, injetando bilhões de reais no mercado. Dados históricos mostram que o abono beneficia diretamente o comércio e serviços, com aumento no consumo de bens essenciais.
O cronograma escalonado, adotado desde o início, foi ajustado ao longo dos anos para atender ao crescimento do número de beneficiários. Em 2025, a expectativa é que o sistema continue eficiente, com base na experiência acumulada.
Cuidados com fraudes
Com a proximidade do pagamento, o INSS alerta para o aumento de golpes direcionados a aposentados e pensionistas. Criminosos utilizam mensagens falsas, e-mails ou ligações para obter dados pessoais, como senhas do Meu INSS ou informações bancárias.
O órgão reforça que nunca solicita informações sensíveis por telefone ou mensagens. Qualquer comunicação oficial é feita pelo Meu INSS ou por correspondência oficial. Beneficiários devem desconfiar de links suspeitos ou pedidos de depósito para “liberar” o 13º.
Dicas para evitar fraudes:
- Não clique em links recebidos por WhatsApp ou e-mail
- Verifique comunicações no Meu INSS
- Denuncie tentativas de golpe à Central 135
- Consulte apenas canais oficiais
Essas orientações são cruciais para proteger os segurados, especialmente os mais vulneráveis.
Planejamento financeiro
A chegada da segunda parcela do 13º salário representa uma oportunidade para os beneficiários organizarem suas finanças. Muitos aposentados utilizam o valor para quitar dívidas, pagar contas essenciais ou investir em despesas médicas. O pagamento em maio coincide com um período de gastos sazonais, como impostos e taxas.
Especialistas recomendam que os segurados priorizem o uso do abono para necessidades básicas, como alimentação e moradia. Para quem está endividado, negociar descontos com credores pode ser uma estratégia eficaz. O valor extra também pode ser direcionado a reservas de emergência, especialmente para imprevistos.
A gestão cuidadosa do 13º é ainda mais relevante em um cenário de alta nos preços de bens e serviços. O INSS não oferece orientações financeiras, mas parcerias com órgãos de defesa do consumidor têm promovido campanhas de educação financeira para aposentados.
Benefícios adicionais
Além do 13º salário, alguns segurados podem ter direito a outros benefícios ou revisões do INSS. Recentemente, o órgão anunciou esforços para corrigir pagamentos indevidos e devolver valores a aposentados lesados por fraudes. Esses processos, porém, exigem consulta individual pelo Meu INSS ou nas agências.
Outra questão em destaque é a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que pode afetar milhares de beneficiários. Embora o BPC não inclua o 13º, mudanças nas regras de elegibilidade têm gerado atenção. Segurados devem acompanhar comunicados oficiais para evitar surpresas.
Abaixo, ações recentes do INSS:
- Revisão de benefícios para corrigir erros
- Devolução de valores a segurados lesados
- Campanhas contra golpes financeiros
Essas iniciativas reforçam o compromisso do INSS com a proteção dos direitos dos beneficiários, mesmo em um contexto de desafios operacionais.