O Estádio Mangueirão, em Belém, vibra com o clássico Re-Pa #778, que define o campeão do Campeonato Paraense 2025. Iniciado às 17h deste domingo, 11 de maio, o jogo de volta da final coloca Remo e Paysandu em um duelo eletrizante, com o Leão levando a vantagem de 3 a 2 conquistada na partida de ida. As arquibancadas, divididas entre torcedores azulinos e bicolores, criam um espetáculo de cores e cânticos, refletindo a paixão pela rivalidade paraense.
A chuva que caiu mais cedo deu lugar a um céu aberto, proporcionando condições ideais para o confronto. Cerca de 45 mil torcedores lotam o estádio, que exibe mosaicos e bandeiras em apoio aos times. O Remo, embalado por uma sequência invicta, busca o 48º título estadual, enquanto o Paysandu, em busca de recuperação, almeja o 51º troféu.
A partida está em andamento, com os primeiros minutos mostrando equilíbrio e intensidade. O Remo tenta controlar o ritmo, enquanto o Paysandu pressiona pelas laterais.
- Cenário da decisão: O Remo pode empatar ou vencer para ser campeão; o Paysandu precisa de uma vitória por um gol para levar aos pênaltis ou por dois ou mais para conquistar o título diretamente.
- Rivalidade histórica: O clássico Re-Pa é o mais disputado do mundo, com 778 confrontos até hoje.
- Torcida: Metade do estádio apoia o Leão, e a outra metade, o Papão, criando um ambiente único.
Escalação e ajustes táticos
O Remo entra em campo com uma mudança em relação ao jogo de ida: Pedro Castro substitui Jaderson, lesionado. A escalação azulina é: Marcelo Rangel; Kadu, Rafael Castro, Klaus, Sávio; Marcelinho, Pedro Castro, Thiago Potiguar; Dodô, Maxwell, Felipe Vizeu. Rodrigo Santana, técnico do Leão, aposta na solidez defensiva e na velocidade pelos flancos, com Dodô e Maxwell explorando contra-ataques. A estratégia é manter a posse de bola e evitar erros que deem chances ao rival.
O Paysandu, comandado por Hélio dos Anjos, promove a entrada de Jorge Benítez no ataque, no lugar de Borasi, que sentiu desconforto muscular. O time bicolor está escalado com: Matheus Nogueira; Bryan Borges, Quintana, Martínez, PK; Leandro Vilela, Espinoza, Matheus Vargas; Rossi, Benítez, Nicolas. A tática do Papão é pressionar desde o início, com Vargas e Espinoza criando jogadas para os atacantes. O time busca jogadas verticais para superar a defesa do Remo.
A arbitragem, liderada por Rodrigo José Pereira, da FIFA, conta com o VAR para lances decisivos. A presença de assistentes experientes, como Brigida Cirilo Ferreira e Luanderson Lima dos Santos, reforça a confiança em um jogo bem apitado. O confronto tático promete ser disputado, com o meio-campo como principal palco de embates.
Primeiros lances da partida
A bola rola desde às 17h, e o jogo começa com cautela de ambos os lados. O Remo troca passes no meio-campo, tentando impor seu ritmo, enquanto o Paysandu avança pelas laterais, especialmente com Bryan Borges e Rossi. A torcida, dividida no Mangueirão, mantém o estádio pulsando com cânticos que ecoam pelas arquibancadas modernas. O gramado, em ótimas condições, favorece um futebol técnico.
Nos minutos iniciais, o Paysandu cria a primeira chance, com Rossi finalizando de fora da área, mas a bola vai por cima do gol de Marcelo Rangel. O Remo responde com uma jogada de Dodô, que cruza pela direita, mas Quintana intercepta antes de Maxwell completar. A intensidade é alta, com faltas no meio-campo e disputas acirradas.
- Minuto 3: Benítez tenta jogada na área, mas Klaus desarma com precisão.
- Minuto 5: Sávio cobra falta, e Felipe Vizeu cabeceia, mas a bola sai pela linha de fundo.
- Minuto 7: Rossi avança pela esquerda, mas Kadu bloqueia a jogada.
- Minuto 9: Matheus Vargas chuta de longe, e Marcelo Rangel defende sem dificuldade.
- Minuto 12: Dodô cruza, mas Matheus Nogueira afasta antes de Maxwell chegar.
Rivalidade Re-Pa em números
O clássico Re-Pa é um marco do futebol brasileiro, com 778 confrontos registrados. O equilíbrio é impressionante: 263 vitórias do Remo, 260 do Paysandu e 255 empates. No Campeonato Paraense, os clubes se enfrentaram 63 vezes em finais, com o Papão liderando com 50 títulos contra 47 do Leão. O jogo de hoje é mais um capítulo dessa rivalidade, que mobiliza Belém e paralisa o Pará.
A final de 2025 carrega peso histórico. O Remo busca repetir o feito de 2008, quando conquistou seu último Parazão, enquanto o Paysandu aposta na memória do título de 2024, vencido com uma vitória por 2 a 0 na ida e um empate na volta. A torcida azulina vibra com a quebra do tabu na partida de ida, mas os bicolores confiam na experiência de Hélio dos Anjos, invicto em 11 Re-Pas como treinador.
Mangueirão como palco da decisão
O Estádio Olímpico Mangueirão, reformado em 2023, está à altura da importância do clássico. Com capacidade para 45 mil torcedores, o local exibe gramado de padrão FIFA, nova iluminação e cadeiras numeradas. As torcidas, divididas igualmente, transformam as arquibancadas em um show de mosaicos e bandeiras. A segurança é reforçada com mais de 500 agentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, garantindo tranquilidade.
Antes do jogo, o telão homenageou o Dia das Mães, celebrado neste 11 de maio, com uma mensagem que emocionou as torcedoras presentes. A interação entre Sérgio Papellin, executivo do Remo, e Carlos Frontini, recém-chegado ao Paysandu, mostrou um clima amistoso fora de campo. A transmissão pela TV Cultura do Pará e pelo YouTube amplia o alcance do clássico, conectando torcedores em todo o Brasil.
- Estrutura: Gramado de alta qualidade, iluminação moderna e acessibilidade.
- Público: 45 mil torcedores, com ingressos esgotados.
- Transmissão: TV Cultura do Pará e streaming ao vivo.
- Homenagem: Mensagem de Dia das Mães no telão.
- Segurança: Monitoramento ostensivo no estádio e arredores.
Forma atual dos times
O Remo vive seu melhor momento na temporada, ocupando as primeiras posições na Série B e sem perder há nove jogos. A vitória por 3 a 2 na ida, com gols de Janderson, Klaus e Sávio, quebrou um jejum de oito jogos sem vencer o Paysandu, elevando a confiança do elenco. Rodrigo Santana, invicto em Re-Pas, trabalhou a manutenção do foco, mesmo com a vantagem no placar.
O Paysandu, por outro lado, enfrenta uma fase difícil, com 10 jogos sem vitória, a pior sequência do clube no século. A chegada de Carlos Frontini como executivo de futebol trouxe mudanças internas, enquanto Hélio dos Anjos ajustou a tática para explorar jogadas aéreas com Benítez. A pressão por um resultado positivo é grande, mas o time bicolor acredita em sua tradição em finais.
Arbitragem e uso do VAR
Rodrigo José Pereira, árbitro FIFA de Pernambuco, comanda o jogo, auxiliado por Brigida Cirilo Ferreira e Luanderson Lima dos Santos, também da FIFA. O VAR, operado por Gilberto Rodrigues Castro, conta com Lilian da Silva Fernandes Bruno como AVAR. A tecnologia é essencial para revisar lances de gol, pênalti ou expulsão, especialmente em um clássico tão disputado.
Antes do apito inicial, a equipe de arbitragem testou o sistema de comunicação e os monitores do VAR, garantindo agilidade em decisões. A escolha de um trio de fora do Pará visa assegurar imparcialidade, dado o peso da rivalidade. Até agora, o árbitro mantém o controle, com advertências verbais para evitar jogadas mais duras.
- Árbitro: Rodrigo José Pereira, FIFA (PE).
- Assistentes: Brigida Cirilo Ferreira (AL) e Luanderson Lima dos Santos (BA).
- VAR: Gilberto Rodrigues Castro (PE) e Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ).
- Preparação: Testes no sistema de comunicação realizados antes do jogo.
- Imparcialidade: Trio de fora do Pará para evitar polêmicas.
Torcida e clima cultural
A rivalidade Re-Pa é um fenômeno cultural que vai além do futebol. As torcidas dividem o Mangueirão, com cânticos que exaltam suas histórias e provocam o rival. Os azulinos celebram os 47 títulos estaduais, enquanto os bicolores destacam os 50 troféus do Papão. Mosaicos e bandeiras criam um espetáculo visual, reforçando a identidade de cada clube.
Horas antes do jogo, torcedores se reuniram nos arredores do estádio, com churrascos e conversas animadas. A presença de famílias, incluindo mães acompanhadas de filhos, reflete a conexão emocional com os times. A Polícia Militar monitora a movimentação, garantindo que a rivalidade fique nas arquibancadas.
Condições climáticas
Belém, que enfrentou chuva pela manhã, agora tem céu aberto e temperatura de 28°C, ideal para o futebol. O gramado do Mangueirão, elogiado por sua qualidade, está impecável, permitindo trocas de passe e jogadas rápidas. A drenagem do campo, feita após as chuvas, evitou problemas, e a iluminação moderna garante visibilidade perfeita.
A ausência de vento favorece um jogo equilibrado, sem interferências climáticas. Jogadores e torcedores aproveitam as condições para focar no espetáculo dentro de campo, enquanto as câmeras capturam cada detalhe do clássico.
Jogo em andamento
O primeiro tempo avança com o Remo controlando a posse de bola. Aos 15 minutos, Thiago Potiguar encontra Felipe Vizeu na área, mas o chute é bloqueado por Martínez. O Paysandu responde com uma falta cobrada por Espinoza, que passa perto do travessão. A pressão bicolor cresce, com Rossi e Bryan Borges explorando as laterais, mas a defesa azulina se mantém sólida.
O meio-campo é o setor mais disputado, com Marcelinho e Leandro Vilela protagonizando duelos intensos. A torcida reage a cada lance, elevando a atmosfera no Mangueirão. O árbitro controla bem o jogo, evitando que faltas duras escalem. O equilíbrio sugere que o próximo lance decisivo pode mudar o rumo da partida.