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Ferrari Purosangue lidera SUVs mais gastadores de 2025 com 4,1 km/l

Ferrari Purosangue
Ferrari Purosangue - Foto: Divulgação Ferrari Purosangue - Foto: Divulgação

A busca por SUVs de alto desempenho no Brasil em 2025 revela um cenário onde potência e luxo muitas vezes vêm acompanhados de alto consumo de combustível. Modelos como Ferrari Purosangue, Mercedes-Benz AMG G63 e Lamborghini Urus Performante lideram a lista dos veículos menos eficientes, com números que surpreendem até os mais acostumados ao mercado de carros premium. Esses automóveis, que chegam a registrar apenas 4,1 km/l em trechos urbanos, combinam motores potentes, design arrojado e preços que podem ultrapassar os R$ 7 milhões. A seguir, um panorama detalhado dos SUVs que mais consomem combustível no país, com base em dados oficiais do Inmetro.

Os números apresentados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) mostram que a eficiência energética, medida em megajoules por quilômetro (MJ/km), varia significativamente entre os modelos. SUVs de marcas como Porsche, Audi e BMW dominam o ranking, com valores que refletem o custo elevado de manter esses veículos. Para os consumidores, a escolha por esses modelos envolve pesar o desempenho excepcional contra os gastos frequentes com combustível.

O mercado automotivo brasileiro, que viu as vendas de SUVs crescerem 12% em 2024 segundo a Fenabrave, continua a atrair compradores para modelos de luxo, mesmo com os desafios de eficiência. Esses veículos, muitas vezes equipados com motores V8 ou até V12, são projetados para oferecer experiências de condução únicas, mas o preço pago no posto de gasolina é um fator a considerar.

  • Ferrari Purosangue: Consumo de 4,1 km/l na cidade, motor V12 de 725 cv, preço a partir de R$ 7,4 milhões.
  • Mercedes-Benz AMG G63: Registra 5,4 km/l na cidade, com motor V8 biturbo de 585 cv, custando R$ 1,989 milhões.
  • Lamborghini Urus Performante: Faz 5,4 km/l na cidade, com 666 cv, e preço estimado em R$ 4,3 milhões.
  • Porsche Cayenne Turbo GT: Consome 5,8 km/l na cidade, motor V8 de 659 cv, a partir de R$ 1,45 milhão.

Preços elevados e consumo energético

O ranking dos SUVs menos eficientes de 2025 traz à tona uma relação direta entre potência e consumo energético. A Ferrari Purosangue, com seu motor V12 aspirado de 6.5 litros, lidera com 4,88 MJ/km, o que a torna o veículo mais gastador disponível no mercado brasileiro. Esse modelo, que combina o DNA esportivo da marca italiana com a praticidade de um SUV, alcança 725 cv, mas paga o preço com apenas 4,1 km/l em trechos urbanos e 5,6 km/l na estrada. Seu valor inicial, de R$ 7,4 milhões, reflete a exclusividade, mas também os custos operacionais elevados.

Em segundo lugar, a Mercedes-Benz AMG G63, com 3,95 MJ/km, apresenta números semelhantes em ambiente urbano (5,4 km/l), mas surpreende com apenas 5,2 km/l na estrada, um desempenho inferior a outros concorrentes. Equipado com um motor V8 biturbo de 585 cv, o modelo é uma referência em robustez e status, com preço inicial de R$ 1,989 milhões. A diferença de eficiência entre cidade e estrada evidencia a dificuldade de SUVs pesados em otimizar o consumo em longas distâncias.

A Lamborghini Urus Performante, na terceira posição, registra 3,77 MJ/km e consome 5,4 km/l na cidade e 6,9 km/l na estrada. Com 666 cv e preço estimado em R$ 4,3 milhões, o modelo é uma escolha para quem prioriza aceleração e design agressivo, mas os gastos com combustível são inevitáveis.

Lamborghini Urus Performante
Lamborghini Urus Performante – Foto: Divulgação

Motores potentes impulsionam consumo

Motores de alta cilindrada são uma característica comum entre os SUVs do ranking. A Porsche Cayenne Turbo GT Coupe, por exemplo, utiliza um V8 biturbo de 4.0 litros que entrega 659 cv, mas consome apenas 5,8 km/l na cidade. Com preço inicial de R$ 1,45 milhão, o modelo atrai pelo desempenho, com aceleração de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos, mas os 3,44 MJ/km refletem o custo energético desse dinamismo.

A BMW X6 M Competition, com 3,53 MJ/km, também aposta em um V8 biturbo de 4.4 litros, gerando 625 cv. O consumo de 5,7 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada, aliado ao preço de R$ 1,298 milhão, posiciona o modelo como uma opção de alto desempenho, mas com eficiência limitada. A tecnologia de tração integral e os sistemas eletrônicos avançados ajudam na dirigibilidade, mas não conseguem compensar o peso e a potência do motor.

  • Motores predominantes: V8 biturbo em modelos como Mercedes, BMW e Porsche; V12 na Ferrari Purosangue.
  • Faixa de potência: Entre 340 cv (Audi Q7) e 725 cv (Ferrari Purosangue).
  • Consumo médio na cidade: Varia de 4,1 km/l a 6,8 km/l entre os 10 modelos.
  • Preços: De R$ 691 mil (Audi Q7) a R$ 7,4 milhões (Ferrari Purosangue).
Mercedes-Benz AMG GLE 63
Mercedes-Benz AMG GLE 63 – Foto: Divulgação

Marcas de luxo dominam o ranking

Porsche, Audi, BMW, Mercedes-Benz, Lamborghini e Ferrari são as marcas que compõem a lista dos SUVs menos eficientes de 2025. A presença dessas fabricantes reflete a demanda por veículos premium no Brasil, mesmo em um contexto de alta nos preços dos combustíveis. A Porsche, por exemplo, aparece com dois modelos: o Macan GTS (10º lugar, 3,0 MJ/km) e o Cayenne Turbo GT Coupe (6º lugar, 3,44 MJ/km), que juntos representam a busca por SUVs compactos e full-size com desempenho esportivo.

A Audi, com os modelos Q7 e Q8, ocupa a 9ª e 8ª posições, respectivamente. O Q7, com motor V6 3.0 TFSI de 340 cv, registra 6,6 km/l na cidade e custa a partir de R$ 691 mil, sendo o mais acessível da lista. Já o Q8, com o mesmo motor, consome 6,4 km/l na cidade e tem preço inicial de R$ 774 mil. Ambos os modelos utilizam tecnologia híbrida leve, mas isso não é suficiente para melhorar significativamente a eficiência.

A Mercedes-Benz também marca presença com dois modelos. Além do AMG G63, o GLE 63 S aparece em 5º lugar, com 3,48 MJ/km e consumo de 5,9 km/l na cidade. Seu motor V8 biturbo de 612 cv e preço de R$ 1,299 milhão reforçam a posição da marca no segmento de SUVs de alto desempenho.

Fatores que influenciam a eficiência

O consumo elevado desses SUVs está diretamente ligado a fatores como peso, potência e design aerodinâmico. Veículos como o BMW X7 M60i, com 3,24 MJ/km, enfrentam o desafio de mover uma estrutura pesada, com mais de 2,5 toneladas, utilizando um motor V8 biturbo de 530 cv. O consumo de 6,3 km/l na cidade e o preço de R$ 1,282 milhão refletem essa combinação de robustez e ineficiência energética.

A aerodinâmica também desempenha um papel crucial. Modelos como o Mercedes-Benz AMG G63, com seu design quadrado e alto coeficiente de arrasto, sofrem para otimizar o consumo em altas velocidades. Mesmo com tecnologias como desativação de cilindros e sistemas start-stop, o impacto no consumo é limitado.

  • Peso médio: Entre 2,2 e 2,8 toneladas, com destaque para o BMW X7 e Mercedes G63.
  • Aerodinâmica: Designs robustos e menos otimizados, como o G63, afetam a eficiência.
  • Tecnologias de economia: Híbridos leves e desativação de cilindros presentes, mas com impacto reduzido.
  • Combustível: Todos os modelos utilizam gasolina premium, com custos elevados.

Demanda por SUVs no Brasil

A popularidade dos SUVs no Brasil segue em alta, com o segmento representando 53% das vendas de veículos leves em 2024, segundo a Fenabrave. Apesar do alto consumo, os modelos de luxo continuam a atrair consumidores de alta renda, que valorizam status, conforto e desempenho. A Ferrari Purosangue, por exemplo, tem lista de espera no Brasil, mesmo com seu preço de R$ 7,4 milhões e consumo de 4,1 km/l.

Marcas como Porsche e BMW também relatam crescimento nas vendas de SUVs premium. A Porsche vendeu 4.200 unidades no Brasil em 2024, com o Cayenne respondendo por 35% desse total. A BMW, por sua vez, registrou aumento de 8% nas vendas do X7 e X6, impulsionado pela demanda por modelos esportivos.

Comparação com SUVs econômicos

Enquanto os SUVs do ranking se destacam pelo consumo elevado, outros modelos no mercado brasileiro oferecem maior eficiência. O Omoda 5, por exemplo, chega a 21 km/l, segundo testes da Autoesporte, e compete com SUVs médios como o Jeep Compass. A BYD, que superou a Honda em vendas no Brasil em 2024, também oferece opções híbridas com consumos abaixo de 3 MJ/km.

A diferença entre os SUVs premium e os modelos econômicos está no público-alvo. Enquanto os primeiros priorizam potência e exclusividade, os segundos buscam atender consumidores preocupados com custos operacionais. A escolha entre um Lamborghini Urus e um BYD Song Plus, por exemplo, reflete prioridades distintas no mercado.

  • Omoda 5: 21 km/l, motor híbrido, preço a partir de R$ 180 mil.
  • BYD Song Plus: Consumo abaixo de 3 MJ/km, tecnologia híbrida plug-in.
  • Jeep Compass: Média de 10 km/l na versão diesel, preço a partir de R$ 200 mil.
  • Toyota Corolla Cross: Versão híbrida faz até 15 km/l, custando cerca de R$ 190 mil.

Custos operacionais elevados

Manter um SUV como os do ranking envolve gastos significativos além do preço de compra. Com a gasolina premium custando em média R$ 7,50 por litro em maio de 2025, o custo por quilômetro rodado pode ser elevado. A Ferrari Purosangue, por exemplo, consome cerca de 24,4 litros para cada 100 km na cidade, resultando em um gasto de R$ 183 por 100 km.

Outros modelos, como o Porsche Macan GTS, que faz 6,8 km/l na cidade, geram custos de cerca de R$ 110 por 100 km. Esses valores contrastam com SUVs econômicos, como o Toyota Corolla Cross híbrido, que custa cerca de R$ 50 por 100 km em condições urbanas.

Cronologia dos SUVs premium no Brasil

A chegada de SUVs de alto desempenho ao Brasil acompanhou a expansão do mercado de luxo. A Porsche Cayenne, lançada globalmente em 2002, chegou ao país em 2004 e desde então é um dos modelos mais vendidos da marca. A Ferrari Purosangue, por sua vez, marcou a estreia da marca italiana no segmento de SUVs em 2023, com entregas no Brasil iniciadas em 2024.

  • 2004: Porsche Cayenne estreia no Brasil.
  • 2010: BMW X6 ganha versão M, ampliando o segmento de SUVs esportivos.
  • 2018: Lamborghini Urus chega ao mercado brasileiro.
  • 2023: Ferrari Purosangue é anunciada, com vendas iniciadas em 2024.
  • 2025: Mercado de SUVs premium cresce 10%, segundo projeções da Anfavea.

Estratégias das montadoras

As fabricantes dos SUVs menos eficientes investem em tecnologias para mitigar o consumo, mas o foco permanece no desempenho. A Porsche, por exemplo, utiliza sistemas híbridos leves no Cayenne, enquanto a BMW aposta em desativação de cilindros no X7 e X6. A Ferrari, por outro lado, mantém o motor V12 aspirado na Purosangue, priorizando a tradição da marca.

A Audi, com os modelos Q7 e Q8, incorpora tração integral quattro e tecnologias de assistência ao motorista, mas os motores V6 TFSI ainda consomem significativamente. A Mercedes-Benz, com o GLE 63 S e o G63, combina potência com sistemas eletrônicos avançados, mas o peso elevado limita a eficiência.

Curiosidades sobre os SUVs do ranking

Os SUVs menos eficientes de 2025 também se destacam por características únicas que justificam sua popularidade, apesar do alto consumo. A Lamborghini Urus Performante, por exemplo, é capaz de atingir 305 km/h, uma das maiores velocidades máximas do segmento. A Ferrari Purosangue, por sua vez, é o primeiro SUV da marca italiana, combinando elementos de design dos esportivos clássicos da Ferrari.

  • Ferrari Purosangue: Único SUV com motor V12 aspirado no mercado brasileiro.
  • Lamborghini Urus: Acelera de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos.
  • Porsche Cayenne Turbo GT: Detém o recorde de volta mais rápida para SUVs no circuito de Nürburgring.
  • Mercedes-Benz AMG G63: Ícone off-road com design inalterado desde os anos 1970.
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