A partir de 15 de maio, trabalhadores nascidos em maio e junho começam a receber o abono salarial PIS/Pasep referente ao ano-base 2023. O benefício, gerido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, é voltado para quem trabalhou com carteira assinada e recebeu até dois salários mínimos. Com um orçamento de R$ 30,7 bilhões, o programa atenderá 25,8 milhões de pessoas em 2025.
O pagamento, que varia conforme os meses trabalhados, estará disponível até 29 de dezembro. A iniciativa, criada em 1970, segue como uma das principais políticas de transferência de renda para trabalhadores formais. O calendário escalonado organiza a liberação para evitar filas em agências.
Para esclarecer o funcionamento do programa, destacam-se os pontos principais:
- Elegibilidade: Atividade remunerada por pelo menos 30 dias em 2023.
- Valor: Até R$ 1.518, proporcional ao tempo trabalhado.
- Consulta: Disponível no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
- Saque: Realizado em canais da Caixa, Banco do Brasil ou lotéricas.
O programa reforça a importância de consultar datas e valores com antecedência, especialmente em regiões com alta demanda por atendimento presencial.
Regras de acesso ao benefício
O abono salarial exige que o trabalhador tenha exercido atividade formal por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração média de até dois salários mínimos. A inscrição no programa por pelo menos cinco anos e dados atualizados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) são condições obrigatórias. Em 2025, aproximadamente 25,8 milhões de pessoas cumprem esses requisitos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
Erros na RAIS, como informações desatualizadas, afetam cerca de 5% dos beneficiários anualmente. O governo recomenda verificar pendências no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou em postos do Ministério do Trabalho. Para servidores públicos, o Pasep é administrado pelo Banco do Brasil, enquanto o PIS, voltado para a iniciativa privada, fica a cargo da Caixa.
Cronograma detalhado
O calendário de pagamentos do PIS/Pasep 2025 é organizado por mês de nascimento ou número final da inscrição, garantindo distribuição ordenada:
- Janeiro: 17 de fevereiro.
- Fevereiro: 17 de março.
- Março e abril: 15 de abril.
- Maio e junho: 15 de maio.
- Julho e agosto: 16 de junho.
- Setembro e outubro: 15 de julho.
- Novembro e dezembro: 15 de agosto.
Os valores permanecem disponíveis até 29 de dezembro, retornando ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) se não forem sacados. A Caixa e o Banco do Brasil orientam o uso de canais digitais para evitar aglomerações em agências. Em 2024, a adesão a aplicativos bancários reduziu em 30% as filas presenciais.

Valores e cálculos
O abono é calculado com base no tempo de trabalho em 2023. Um ano completo garante o teto de R$ 1.518, enquanto períodos menores geram frações, como R$ 126,50 por mês trabalhado. Em 2024, o valor médio foi de R$ 780, refletindo a prevalência de contratos temporários.
A Caixa deposita o PIS diretamente em contas correntes, poupanças ou contas digitais acessíveis pelo aplicativo Caixa Tem. O Banco do Brasil oferece opções como Pix e TED para o Pasep, além de saques presenciais. Em 2025, o orçamento do programa cresceu 8% em relação ao ano anterior, acompanhando a inflação e o aumento de elegíveis.
Regiões rurais, especialmente no Norte, enfrentam dificuldades no acesso a terminais bancários. O governo planeja instalar 200 novos caixas eletrônicos em municípios remotos até o fim de 2025, priorizando áreas com baixa infraestrutura.
Ferramentas de consulta
Verificar a elegibilidade é acessível por canais digitais. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital permite checar valores, datas e bancos responsáveis na aba “Benefícios”. Outras opções incluem:
- Portal Gov.br, com login unificado.
- Aplicativo Caixa Tem, para beneficiários do PIS.
- Telefone 158 (Alô Trabalho), para dúvidas.
- Agências da Caixa e Banco do Brasil, com atendimento presencial.
Em 2024, mais de 10 milhões de consultas foram realizadas digitalmente, reduzindo a necessidade de deslocamentos. O Ministério do Trabalho alerta para o uso exclusivo de plataformas oficiais, evitando golpes que exploram dados pessoais.
Métodos de recebimento
O PIS é creditado automaticamente em contas da Caixa ou em contas digitais no Caixa Tem, que permitem transferências, pagamentos e saques em lotéricas. Terminais de autoatendimento exigem o cartão cidadão. Para o Pasep, o Banco do Brasil prioriza depósitos em contas correntes, com alternativas como Pix ou saques presenciais.
Em 2024, 60% dos beneficiários usaram canais digitais, um avanço impulsionado pela popularização de aplicativos bancários. Áreas com baixa conectividade, como o Centro-Oeste, ainda dependem de agências físicas, onde filas são comuns em datas de pagamento.
Perfil dos beneficiários
O programa atende majoritariamente trabalhadores de setores como comércio, serviços e construção civil. Em 2024, 55% dos beneficiários eram homens, e 70% tinham entre 25 e 45 anos. Mulheres predominam em ocupações como empregadas domésticas e varejistas.
O Sudeste concentra 40% dos beneficiários, seguido pelo Nordeste (30%) e Sul (15%). A média de sete meses trabalhados explica os valores abaixo do teto. Em 2025, cerca de 3 milhões de trabalhadores recebem o abono pela primeira vez, reflexo da formalização de empregos em 2023.
Evolução histórica
Criado em 1970, o PIS/Pasep visava integrar trabalhadores ao desenvolvimento econômico, com cotas depositadas em fundos individuais. Desde 1988, o abono passou a ser pago anualmente, focando na complementação de renda. A unificação das regras em 2020 simplificou o acesso, embora a administração permaneça dividida entre Caixa e Banco do Brasil.
Em 2024, o programa atingiu o maior número de beneficiários desde 2010, beneficiado pela recuperação do mercado formal após a pandemia. O Conselho Deliberativo do FAT gerencia os recursos, que também financiam seguro-desemprego e capacitação profissional.
Medidas contra fraudes
Golpes envolvendo o PIS/Pasep aumentaram, com mensagens falsas prometendo saques antecipados. O Ministério do Trabalho recomenda:
- Usar apenas aplicativos oficiais, como Carteira de Trabalho Digital.
- Desconfiar de links recebidos por WhatsApp ou e-mail.
- Proteger dados pessoais, como CPF e senhas.
- Denunciar fraudes pelo telefone 158.
Em 2024, o governo bloqueou 50 mil tentativas de saques indevidos, reforçando a validação de dados via RAIS. Campanhas em rádios e redes sociais orientam sobre a segurança digital.
Recursos e financiamento
O PIS/Pasep é financiado pelo FAT, que arrecada cerca de R$ 80 bilhões anuais de contribuições patronais. O abono consome 38% do orçamento, seguido por seguro-desemprego (40%) e capacitação (10%). Em 2025, os R$ 30,7 bilhões destinados ao programa refletem o aumento do salário mínimo e do número de elegíveis.
Auditorias regulares garantem a transparência, com 98% dos pagamentos realizados sem problemas em 2024. O Ministério do Trabalho planeja ajustes no orçamento para 2026, caso haja novo reajuste salarial.
Operações e desafios
A distribuição do abono enfrenta obstáculos em regiões com baixa conectividade, como o Norte, onde trabalhadores rurais dependem de agências físicas. Parcerias com os Correios criarão 500 pontos de saque temporários em 2025.
A desatualização da RAIS afeta 5% dos beneficiários, e um sistema online foi lançado para facilitar correções. A adesão, porém, permanece baixa, exigindo maior divulgação. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital é uma prioridade para ampliar o acesso.
Avanços digitais
A digitalização do PIS/Pasep reduz a dependência de atendimento presencial. O aplicativo Caixa Tem ganhará novas funcionalidades em 2025, como agendamento de saques. O Banco do Brasil planeja expandir o uso de Pix para 80% dos pagamentos do Pasep.
Em 2024, 15 milhões de trabalhadores usaram canais digitais, um aumento de 20% em relação a 2023. A meta é alcançar 90% de adesão digital até 2027, com foco em jovens e moradores de áreas urbanas.