A quadra de saibro em Roma testemunhou um marco no tênis feminino nesta quarta-feira. Qinwen Zheng, a jovem chinesa de 22 anos, conquistou sua primeira vitória sobre a número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, em um confronto eletrizante pelas quartas de final do WTA 1000. A partida, que terminou com parciais de 6/4 e 6/3, marcou o fim de uma sequência de seis derrotas de Zheng contra a bielorrussa, todas em pisos duros. O triunfo no Foro Itálico colocou a oitava do ranking na semifinal, onde enfrentará a norte-americana Coco Gauff.
Zheng demonstrou consistência e frieza em momentos cruciais. Apesar de um início desafiador, com três break-points contra nos primeiros games, ela encontrou seu ritmo e dominou o fundo de quadra. A chinesa, campeã olímpica em Paris no ano passado, agora busca sua primeira final da temporada e um título inédito em torneios de nível 1000.
- Desempenho sólido: Zheng não sofreu quebras em toda a partida.
- Estatísticas do jogo: A chinesa fez 19 winners contra 15 de Sabalenka e cometeu 20 erros não-forçados, sete a menos que a adversária.
- Histórico superado: Foi a primeira vez que Zheng venceu Sabalenka em sete confrontos.
Sabalenka, por sua vez, enfrentou dificuldades para manter a regularidade. A bielorrussa, que disputou seis finais em 2025, incluindo títulos em Brisbane, Miami e Madri, viu suas chances de um troféu inédito em Roma escaparem nas quartas.
She's certified gold 😉
— wta (@WTA) May 14, 2025
Zheng Qinwen never let up, delivering a masterclass performance as she powered past Sabalenka 6-4, 6-3!#IBI25 pic.twitter.com/EgCcY6mHV0
Um marco no saibro
O confronto em Roma foi o primeiro entre Zheng e Sabalenka no saibro, um piso que parece favorecer a chinesa. Nos seis duelos anteriores, todos em quadras duras, Sabalenka havia dominado, com destaque para a final do Australian Open de 2024, onde venceu em sets diretos. Desta vez, Zheng aproveitou as condições mais lentas do saibro para impor seu jogo de base, com rallies longos e maior controle nos pontos.
A chinesa começou a partida sob pressão, salvando break-points nos dois primeiros games de saque. No entanto, após consolidar seu serviço, ela encontrou uma brecha no quarto game, quebrando o saque de Sabalenka com uma devolução precisa. O primeiro set foi decidido por essa única quebra, com Zheng mantendo a vantagem até o fim.
- Chave do set: Zheng venceu 10 pontos a mais no fundo de quadra.
- Erros da bielorrussa: Sabalenka cometeu 14 erros não-forçados contra 10 da chinesa.
- Regularidade: A chinesa confirmou todos os games de saque após o início instável.
No segundo set, Sabalenka tentou reagir, mas continuou enfrentando games longos e break-points. Zheng, por outro lado, manteve a calma, salvando um 15-40 em um momento crítico e fechando a partida com uma dupla falta da adversária.
A ascensão de Zheng
Qinwen Zheng vive um momento de consolidação no circuito. Aos 22 anos, ela acumula cinco títulos na carreira, incluindo a medalha de ouro nos Jogos de Paris em 2024. Sua campanha em Roma reforça sua versatilidade, já que o saibro não era, até então, seu piso de maior destaque. A chinesa já disputou 10 finais no circuito profissional, mas busca em Roma sua primeira decisão em um torneio de nível 1000.
O desempenho contra Sabalenka mostrou evolução em aspectos técnicos e mentais. Zheng foi impecável na defesa de break-points, salvando todos os cinco que enfrentou. Além disso, sua capacidade de variar golpes e manter a agressividade em rallies longos colocou Sabalenka em uma posição desconfortável, algo raro contra a líder do ranking.
A chinesa também se beneficia do momento positivo no circuito asiático. Sua única final em 2025 foi em Wuhan, onde perdeu para Sabalenka, mas mostrou sinais de que poderia competir de igual para igual com as melhores do mundo. Agora, em Roma, ela dá um passo além ao superar a bielorrussa em um palco prestigiado.
Sabalenka enfrenta revés
Aryna Sabalenka chegou a Roma com um currículo impressionante em 2025. A bielorrussa, de 27 anos, disputou seis finais na temporada, conquistando três títulos e ficando com o vice-campeonato em outras três ocasiões. Em Roma, ela buscava repetir a campanha de 2024, quando chegou à final, mas foi derrotada por Iga Swiatek.
Nesta quarta-feira, Sabalenka enfrentou dificuldades para lidar com a consistência de Zheng. A bielorrussa, conhecida por seu estilo agressivo, cometeu 27 erros não-forçados ao longo da partida, um número elevado para seus padrões. Além disso, sua interação com a torcida italiana gerou uma advertência da árbitra Marija Cicak, após uma reclamação por linguagem inadequada.
- Games disputados: Sabalenka enfrentou break-points em cinco de seus oito games de saque.
- Dupla falta decisiva: O jogo terminou com um erro não-forçado da bielorrussa.
- Desgaste recente: A campanha vitoriosa em Madri pode ter influenciado seu desempenho.
Apesar da derrota, Sabalenka segue como uma das favoritas para Roland Garros, que começa em menos de duas semanas. Sua capacidade de recuperação em grandes torneios é bem documentada, e a bielorrussa deve usar a experiência em Roma para ajustar seu jogo no saibro.
Semifinal contra Gauff
Na próxima fase, Qinwen Zheng enfrentará Coco Gauff, número 3 do mundo, em uma semifinal marcada para quinta-feira, às 15h30 (horário de Brasília). Gauff, de 21 anos, venceu os dois confrontos anteriores contra Zheng, incluindo um duelo em Roma no ano passado e outro no WTA Finals. A norte-americana vem de uma vitória sólida nas quartas e busca sua primeira final em Roma.
O confronto promete ser um teste de resistência para Zheng. Gauff é conhecida por sua velocidade e capacidade defensiva, características que podem desafiar o jogo agressivo da chinesa. No entanto, o saibro favorece jogadoras com boa movimentação e paciência, algo que Zheng demonstrou contra Sabalenka.
- Histórico: Gauff venceu Zheng por 6/4 e 7/5 em Roma 2024.
- Estilo de jogo: A norte-americana aposta em rallies longos e contra-ataques.
- Fator físico: Ambas jogadoras chegam desgastadas após partidas intensas nas quartas.
A outra semifinal, às 10h, colocará a italiana Jasmine Paolini contra a norte-americana Peyton Stearns. Paolini, embalada pelo apoio da torcida local, tenta alcançar sua primeira final de WTA 1000, enquanto Stearns busca surpreender como zebra do torneio.
O peso do saibro em Roma
O WTA 1000 de Roma é um dos torneios mais tradicionais do circuito, servindo como preparação crucial para Roland Garros. O saibro do Foro Itálico exige paciência, resistência e adaptação, qualidades que Qinwen Zheng exibiu em sua vitória sobre Sabalenka. Para a chinesa, o torneio representa uma oportunidade de consolidar sua ascensão entre as melhores do mundo.
Zheng não é a primeira jovem a brilhar em Roma. Nos últimos anos, o torneio revelou talentos como Iga Swiatek, que conquistou o título em 2021 e 2022, e Elena Rybakina, campeã em 2023. A chinesa, com seu jogo agressivo e mentalidade competitiva, pode seguir o mesmo caminho.
A vitória desta quarta-feira também reforça a competitividade do circuito feminino. Com Sabalenka eliminada, o torneio segue aberto, com jogadoras como Gauff, Paolini e Stearns na disputa. O saibro italiano continua sendo um palco de surpresas e revelações.
Momentos decisivos da partida
A partida entre Zheng e Sabalenka teve momentos de alta intensidade. No primeiro set, a chinesa precisou de resiliência para salvar break-points nos games iniciais. Sua quebra no quarto game, com uma devolução profunda, foi o turning point da parcial. Sabalenka, apesar de tentar variar com subidas à rede, não encontrou respostas para a regularidade da adversária.
No segundo set, a bielorrussa começou desconcentrada, permitindo uma quebra logo no primeiro game. Zheng, por sua vez, enfrentou um momento de pressão no sétimo game, quando salvou um 15-40 com winners precisos. A dupla falta de Sabalenka no game final selou a vitória da chinesa, que vibrou com o público italiano.
- Ponto de virada: A quebra no quarto game do primeiro set.
- Resiliência: Zheng salvou cinco break-points ao longo do jogo.
- Erro crucial: A dupla falta de Sabalenka no último ponto.
A torcida em Roma, conhecida por sua paixão, aplaudiu ambas as jogadoras. Zheng, em particular, conquistou o apoio dos italianos com sua entrega em quadra e carisma após a partida.
O caminho até as quartas
Qinwen Zheng chegou às quartas de Roma com uma campanha sólida. Ela venceu suas três partidas anteriores sem perder sets, derrotando jogadoras como Alizé Cornet, Naomi Osaka e Linda Noskova. Contra Osaka, em especial, Zheng mostrou força mental ao fechar o jogo em um tiebreak disputado no segundo set.
Sabalenka, por sua vez, teve um caminho mais irregular. A bielorrussa precisou de três sets para superar Elina Svitolina nas oitavas, em um jogo que testou sua resistência física. Sua vitória em Madri, no início de maio, colocou-a como uma das favoritas em Roma, mas o desgaste acumulado pode ter influenciado sua performance contra Zheng.
O torneio de Roma também viu outras surpresas. A eliminação precoce de Iga Swiatek, bicampeã do evento, abriu espaço para novas protagonistas. Jogadoras como Paolini e Stearns aproveitaram a oportunidade para avançar, enquanto Zheng e Gauff reforçam seu status como estrelas em ascensão.
A força do circuito feminino
O WTA 1000 de Roma reflete a profundidade do tênis feminino atual. Com várias jogadoras capazes de vencer grandes torneios, o circuito está mais imprevisível do que nunca. Qinwen Zheng, com sua vitória sobre Sabalenka, entra de vez na conversa como uma candidata a títulos importantes.
A chinesa não está sozinha. Coco Gauff, aos 21 anos, já é uma veterana em torneios de alto nível, enquanto Jasmine Paolini representa a força do tênis italiano. Peyton Stearns, menos cotada, mostra que o saibro pode ser um terreno de zebras. Roma, como sempre, destaca a diversidade de estilos e personalidades no circuito.
Zheng, em particular, carrega a expectativa de representar a China no cenário global. Sua medalha olímpica em Paris e sua ascensão no ranking mostram que ela está pronta para desafios maiores. O confronto contra Gauff será mais um teste de sua capacidade de competir com a elite.
Preparação para Roland Garros
O torneio de Roma é o último grande evento no saibro antes de Roland Garros, que começa no final de maio. Para Qinwen Zheng, a campanha na capital italiana é um indicativo de que ela pode chegar longe em Paris. Sua adaptação ao saibro, um piso historicamente dominado por jogadoras como Swiatek e Rafael Nadal no masculino, é um passo importante.
Sabalenka, apesar da derrota, segue como uma das favoritas para o Grand Slam francês. Sua experiência em finais e sua potência em quadra a colocam entre as principais candidatas. No entanto, a bielorrussa precisará ajustar pequenos detalhes, como a consistência no saque, para evitar surpresas em Paris.
Gauff e Paolini também chegam a Roland Garros com confiança. A norte-americana já venceu o Grand Slam francês em 2022, enquanto Paolini busca seu primeiro título de grande porte. O saibro, com suas exigências físicas e táticas, continua sendo um desafio para todas as jogadoras.