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Carlo Ancelotti reforça Seleção com auxiliar inglês e planeja convocação

Ancelotti
Ancelotti - Foto: Oleh Dubyna / Shutterstock.com Ancelotti - Foto: Oleh Dubyna / Shutterstock.com

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou Carlo Ancelotti como o novo técnico da Seleção Brasileira, marcando o início de uma nova fase para o futebol nacional. O italiano, conhecido por sua trajetória vitoriosa em clubes como Real Madrid e Milan, assume o comando com a missão de preparar o time para as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Sua chegada, após longas negociações, trouxe expectativas elevadas entre torcedores e dirigentes. A formação da comissão técnica, com nomes de peso, é um dos primeiros passos para estruturar a equipe.

Ancelotti, aos 65 anos, deixou o Real Madrid após uma temporada sem títulos, mas com um legado de 15 conquistas em suas duas passagens pelo clube. A CBF, liderada por Ednaldo Rodrigues, vê no treinador a peça-chave para recuperar o protagonismo do Brasil no cenário mundial. A escolha de profissionais experientes para sua equipe técnica reforça a estratégia de unir expertise internacional com conhecimento local. A seguir, alguns detalhes iniciais sobre a nova comissão técnica:

  • Paul Clement: Ex-treinador de clubes ingleses, como Swansea e Derby County, será auxiliar técnico.
  • Davide Ancelotti: Filho do treinador, já confirmado como auxiliar.
  • Kaká: Ex-jogador e ídolo brasileiro, cotado para integrar a equipe em um papel de adaptação cultural.
  • Mino Fulco: Genro de Ancelotti, atuará como auxiliar e preparador físico.

A reunião com Rodrigo Caetano e Juan, dirigentes da CBF, está marcada para ajustar os últimos detalhes da convocação. O foco agora é a preparação para os jogos contra Equador e Paraguai, em junho.

Comissão técnica ganha forma

A formação da comissão técnica de Carlo Ancelotti reflete sua abordagem meticulosa para o comando da Seleção Brasileira. Paul Clement, um nome de destaque no futebol europeu, foi escolhido como auxiliar técnico devido à sua experiência com Ancelotti em clubes como Chelsea, PSG e Bayern de Munique. O inglês, que também dirigiu equipes como Swansea e Reading, traz um conhecimento tático aprofundado, com passagens por diferentes ligas europeias. Sua inclusão na equipe foi confirmada por fontes próximas à CBF, que destacam a sinergia entre os dois profissionais.

Davide Ancelotti, filho do treinador, mantém sua posição como auxiliar, uma função que desempenha há anos ao lado do pai. Com 35 anos, Davide optou por adiar sua carreira solo como técnico para integrar o projeto da Seleção até a Copa de 2026. Outro nome confirmado é Mino Fulco, genro de Ancelotti, que acumulará as funções de auxiliar e preparador físico. A presença de Simone Montanaro, analista de desempenho que acompanha Ancelotti desde o Napoli, reforça a estrutura técnica com foco em dados e estratégias.

  • Experiência internacional: Clement e Montanaro trazem vivência em ligas competitivas.
  • Proximidade familiar: Davide e Fulco garantem confiança e continuidade no trabalho de Ancelotti.
  • Análise de desempenho: Montanaro será responsável por relatórios detalhados de adversários.

A CBF planeja anunciar oficialmente todos os membros da comissão técnica nos próximos dias, após reuniões em Madri. A inclusão de um ex-jogador brasileiro, como Kaká, é vista como um diferencial para conectar a equipe técnica ao contexto cultural do país.

Reunião em Madri define próximos passos

Rodrigo Caetano, coordenador geral das Seleções Masculinas, e Juan, coordenador técnico, desembarcaram em Madri para um encontro com Ancelotti. A reunião, agendada para quinta-feira, foca na elaboração da primeira lista de convocados e na logística dos jogos de junho. O treinador italiano, que ainda comanda o Real Madrid nas últimas rodadas da LaLiga, deve apresentar uma pré-lista com até 50 nomes, que será reduzida a 23 atletas para os confrontos contra Equador, em Guayaquil, e Paraguai, em São Paulo.

A viagem dos dirigentes brasileiros a Madri marca o início de uma fase de transição. Ancelotti, que encerrará sua passagem pelo Real Madrid no dia 25 de maio, contra a Real Sociedad, planeja assumir a Seleção no dia seguinte. A CBF trabalha para garantir que todos os detalhes operacionais, como treinamentos e viagens, estejam alinhados antes da Data Fifa. A pressa se justifica pela necessidade de iniciar o trabalho com antecedência, considerando a pressão por resultados nas Eliminatórias.

O encontro também aborda a integração de Kaká à comissão técnica. O ex-meia, campeão do mundo em 2002, é visto como uma ponte entre o treinador italiano e os jogadores brasileiros. Sua experiência em Copas do Mundo e no futebol europeu, especialmente no Milan sob o comando de Ancelotti, agrega valor ao projeto.

Kaká como elo cultural

A possível inclusão de Kaká na comissão técnica de Ancelotti desperta entusiasmo entre os torcedores. O ex-jogador, que brilhou no Milan e foi eleito o melhor do mundo em 2007, é um nome de peso para auxiliar na adaptação do treinador italiano ao futebol brasileiro. Kaká, que se aposentou em 2017, tem se dedicado a estudos na área de gestão esportiva, com cursos na Fifa, Uefa e até em Harvard. Sua presença na equipe técnica visa facilitar a comunicação e o entendimento cultural entre Ancelotti e os atletas.

Durante sua passagem pelo Milan, Kaká foi peça central no esquema tático de Ancelotti, conquistando a Liga dos Campeões em 2007. A relação de confiança entre os dois é um fator determinante para a escolha. Além disso, a experiência do ex-meia em três Copas do Mundo (2002, 2006 e 2010) oferece uma perspectiva única sobre a pressão de representar a Seleção Brasileira.

  • Gestão esportiva: Kaká concluiu cursos que o qualificam para funções estratégicas.
  • Histórico com Ancelotti: A parceria vitoriosa no Milan fortalece a colaboração.
  • Conexão com jogadores: Sua trajetória inspira respeito entre os atletas convocados.
  • Cultura brasileira: Kaká pode orientar Ancelotti sobre nuances do futebol local.

A CBF ainda não confirmou oficialmente a participação de Kaká, mas fontes próximas ao treinador indicam que ele é o favorito para o papel de consultor técnico. A decisão final será tomada após as reuniões em Madri.

Paul Clement e a experiência inglesa

Paul Clement, o ex-comandante de clubes ingleses, é uma das apostas de Ancelotti para reforçar a comissão técnica. Com 53 anos, o inglês acumula passagens como treinador principal em equipes como Swansea, Derby County e Reading, além de ter trabalhado como auxiliar de Ancelotti em clubes de elite. Sua experiência em diferentes contextos do futebol europeu, incluindo a Premier League e a Bundesliga, agrega versatilidade à equipe técnica da Seleção.

Clement estava sem clube desde que deixou o Cercle Brugge, na Bélgica, em 2024. Sua chegada à Seleção Brasileira representa uma oportunidade de retomar o trabalho em alto nível. O auxiliar é conhecido por sua habilidade em análise tática e por sua capacidade de implementar estratégias defensivas sólidas, algo que Ancelotti valoriza em seus projetos. A parceria entre os dois começou no Chelsea, em 2009, e se consolidou em outras equipes, como PSG e Bayern de Munique.

A escolha de Clement reflete a intenção de Ancelotti de montar uma equipe técnica com diversidade de experiências. Enquanto Davide e Fulco garantem a continuidade de seu método de trabalho, Clement traz uma perspectiva externa que pode enriquecer as dinâmicas táticas da Seleção. Sua adaptação ao futebol sul-americano, no entanto, será observada de perto pelos torcedores.

Primeira convocação em foco

A primeira convocação de Ancelotti está marcada para o dia 26 de maio, quando o treinador anunciará os 23 jogadores que enfrentarão Equador e Paraguai. A lista inicial, com até 50 nomes, será submetida à Fifa até o dia 18 de maio, exigindo rapidez na definição dos atletas. A CBF espera que a experiência de Ancelotti, aliada à sua familiaridade com jogadores brasileiros, resulte em uma seleção equilibrada entre jovens talentos e veteranos.

Jogadores que atuaram sob o comando de Ancelotti, como Vinicius Jr., Rodrygo e Casemiro, são nomes praticamente certos na convocação. Outros atletas, como Antony, do Betis, e Gabriel Jesus, do Arsenal, também estão no radar do treinador devido ao seu desempenho em ligas europeias. A dúvida recai sobre Neymar, que se recupera de uma lesão na coxa e enfrenta incertezas sobre sua condição física para os jogos de junho.

  • Favoritos: Vinicius Jr., Rodrygo e Casemiro têm vaga quase garantida.
  • Possíveis surpresas: Antony e Gabriel Jesus podem retornar à Seleção.
  • Incerteza com Neymar: A recuperação do camisa 10 será avaliada até o último momento.

A convocação será um termômetro do estilo de Ancelotti à frente da Seleção. Sua preferência por jogadores que atuam na Europa pode reduzir o espaço para atletas do Campeonato Brasileiro, como ocorreu nas últimas listas de Dorival Júnior.

Ancelotti e os brasileiros no exterior

Ao longo de sua carreira, Ancelotti comandou 43 jogadores brasileiros, dos quais 19 ainda estão em atividade. Sua experiência com atletas do país começou no Milan, onde trabalhou com nomes como Dida, Cafu e Kaká. No Real Madrid, o treinador teve sob seu comando Vinicius Jr., Rodrygo, Casemiro e Endrick, entre outros. Essa familiaridade com o futebol brasileiro é vista como um trunfo para sua adaptação à Seleção.

No Everton, Ancelotti treinou Richarlison, que destacou a influência positiva do italiano em sua carreira. O atacante, em entrevista em 2023, revelou que se sentia confiante sob o comando do treinador, chegando a marcar gols com frequência. A relação próxima com jogadores brasileiros, construída ao longo de décadas, facilita a comunicação e o planejamento tático para os jogos das Eliminatórias.

A preferência de Ancelotti por atletas que atuam na Europa, no entanto, gera debates entre os torcedores. Jogadores do futebol brasileiro, como Gerson e Estêvão, convocados por Dorival Júnior, podem perder espaço na nova gestão. A CBF, ciente dessa tendência, aposta na expertise do treinador para montar um elenco competitivo.

Logística para os jogos de junho

A preparação para os confrontos contra Equador e Paraguai exige uma logística detalhada. O jogo contra o Equador, no dia 5 de junho, será disputado em Guayaquil, exigindo uma viagem longa e adaptação ao clima local. Já a partida contra o Paraguai, no dia 10, será na Neo Química Arena, em São Paulo, marcando a estreia de Ancelotti em solo brasileiro como técnico da Seleção.

A CBF planeja concentrar os jogadores a partir do dia 2 de junho, com treinamentos no Rio de Janeiro antes da viagem ao Equador. Ancelotti deve acompanhar as sessões de treino remotamente até sua chegada ao Brasil, no dia 26 de maio. A comissão técnica, liderada por Clement e Davide, será responsável por coordenar os trabalhos iniciais com os atletas.

  • Treinamentos: Sessões no Rio de Janeiro priorizarão entrosamento tático.
  • Viagem ao Equador: Adaptação ao clima será crucial para o desempenho.
  • Estreia em São Paulo: Jogo em casa deve atrair grande público.

A logística também inclui a integração de analistas de desempenho, como Simone Montanaro, que fornecerão dados sobre os adversários. A CBF espera que a preparação minuciosa resulte em vitórias convincentes nas Eliminatórias.

Histórico de Ancelotti em seleções

Embora Ancelotti seja mais conhecido por sua carreira em clubes, ele tem experiência em seleções. Em 1994, o italiano integrou a comissão técnica da Itália, sob o comando de Arrigo Sacchi, durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos. A Azzurra chegou à final, mas perdeu para o Brasil nos pênaltis, em um jogo marcante para a história do futebol brasileiro.

Carlo Ancelotti
Carlo Ancelotti – Foto: X

Em 2018, Ancelotti recusou uma proposta para assumir o comando da seleção italiana, optando por treinar o Napoli. Sua decisão à época foi motivada pelo desejo de continuar trabalhando em clubes, mas a oportunidade de comandar a Seleção Brasileira, pentacampeã mundial, mudou sua perspectiva. A CBF destaca que a experiência do treinador em competições de alto nível será fundamental para o sucesso do Brasil em 2026.

A passagem de Ancelotti pela Itália em 1994 também marcou sua despedida como jogador. Em um amistoso contra a Seleção Brasileira, em 1992, ele encerrou sua carreira como atleta, enfrentando nomes como Romário e Bebeto. Agora, 33 anos depois, ele retorna ao Brasil como técnico, em um momento simbólico de sua trajetória.

Expectativas para a estreia

A estreia de Ancelotti contra o Equador, no dia 5 de junho, será acompanhada de perto por torcedores e analistas. O Brasil, atualmente na quarta colocação das Eliminatórias com 21 pontos, precisa de vitórias para consolidar sua vaga na Copa do Mundo de 2026. A Argentina, líder com 31 pontos, é a referência na competição, enquanto Equador e Paraguai ocupam posições intermediárias.

O jogo em Guayaquil apresenta desafios adicionais, como a altitude e o calor. Ancelotti, acostumado a lidar com condições adversas em ligas europeias, deve priorizar uma estratégia defensiva sólida, com transições rápidas no ataque. A presença de jogadores como Vinicius Jr. e Rodrygo, que conhecem seu estilo de jogo, pode facilitar a implementação de suas ideias táticas.

O confronto contra o Paraguai, em São Paulo, terá um peso simbólico. A Neo Química Arena, casa do Corinthians, espera receber um público expressivo para apoiar a Seleção na estreia de Ancelotti em solo brasileiro. A CBF planeja ações de marketing para engajar os torcedores, incluindo eventos com ex-jogadores.

Estrutura tática em construção

A abordagem tática de Ancelotti para a Seleção Brasileira começa a ser delineada. Conhecido por sua flexibilidade, o treinador já utilizou formações como 4-3-3 e 4-2-3-1 em clubes como Real Madrid e Milan. Para o Brasil, ele deve adaptar seu esquema às características dos jogadores disponíveis, priorizando a velocidade no ataque e a solidez defensiva.

Vinicius Jr. e Rodrygo, peças-chave no Real Madrid, provavelmente ocuparão as pontas do ataque, com liberdade para explorar jogadas individuais. No meio-campo, Casemiro deve atuar como volante de contenção, enquanto Bruno Guimarães pode assumir um papel mais criativo. A dúvida está no centroavante, com nomes como Gabriel Jesus e Richarlison competindo pela vaga.

  • Formação preferida: 4-3-3 com ênfase em transições rápidas.
  • Pontas dinâmicas: Vinicius Jr. e Rodrygo serão os protagonistas no ataque.
  • Meio-campo equilibrado: Casemiro e Bruno Guimarães formam a base tática.
  • Concorrência no ataque: Gabriel Jesus e Richarlison disputam a titularidade.

A comissão técnica, com o apoio de Clement e Montanaro, trabalhará na análise de adversários para ajustar o esquema tático. A expectativa é que Ancelotti consiga implementar sua filosofia de jogo já nos primeiros confrontos.

Salário e contrato

Ancelotti assinou contrato com a CBF até a Copa do Mundo de 2026, com um salário mensal de R$ 5 milhões, o que o torna o técnico de seleção mais bem pago do mundo. O valor supera os vencimentos de Thomas Tuchel, da Inglaterra, e Mauricio Pochettino, dos Estados Unidos. Além do salário, o treinador terá bônus de até R$ 31 milhões caso conquiste o título mundial, segundo informações divulgadas pela CBF.

O contrato inclui uma opção de renovação, mas o foco inicial é a preparação para o Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México. A CBF investiu pesado na contratação de Ancelotti, considerando sua experiência em competições internacionais e sua capacidade de liderar elencos estrelados.

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