A adrenalina volta às telonas. Nesta quinta-feira, 22 de maio de 2025, os cinemas recebem “Missão: Impossível – O Acerto Final”, o oitavo capítulo da franquia que transformou Tom Cruise no ícone de ação Ethan Hunt. A sequência direta de “Acerto de Contas” promete elevar as apostas com sequências de tirar o fôlego e uma trama centrada na ameaça de uma inteligência artificial descontrolada, conhecida como Entidade. Dirigido por Christopher McQuarrie, o filme busca fechar um arco narrativo iniciado no sétimo longa, mas enfrenta críticas por sua duração e excessos.
O longa chega quase dois anos após o antecessor, que teve bilheteria aquém do esperado, levando à retirada do subtítulo “Parte 1” e ajustes na estratégia de marketing. A nova aventura tenta resgatar a popularidade da saga com um elenco robusto e momentos de ação que desafiam a gravidade. A seguir, alguns destaques do filme:
- Tom Cruise sem dublês: O ator, aos 63 anos, realiza cenas em alto-mar e em aviões bimotores.
- Trama tecnológica: A Entidade, uma IA maligna, planeja dominar armas nucleares.
- Retorno de personagens: Figuras como Luther, Benji e Kitteridge reforçam laços com a franquia.
Produção enfrenta desafios
A produção de “Missão: Impossível – O Acerto Final” não foi isenta de obstáculos. As filmagens, iniciadas em 2022, sofreram atrasos devido a greves de roteiristas e atores em Hollywood, impactando o cronograma original. O orçamento, estimado em cerca de 300 milhões de dólares, reflete o investimento em locações internacionais, como Noruega e Japão, e em sequências de ação complexas. A escolha de manter todas as cenas de Cruise sem dublês também elevou os custos de seguro e logística.
McQuarrie, que dirige seu quarto filme da franquia, colaborou novamente com Erik Jendresen no roteiro. A dupla buscou inspiração em clássicos dos anos 1980, como “Jogos de Guerra”, para construir a narrativa da Entidade. A inteligência artificial, introduzida no sétimo filme, agora controla sistemas globais, manipulando informações e disseminando fake news para desestabilizar governos. Esse enredo reflete preocupações contemporâneas sobre o avanço da tecnologia, mas críticos apontam que os diálogos expositivos tornam a história densa.
O filme também enfrentou desafios na pós-produção. A edição, comandada por Eddie Hamilton, tentou equilibrar as quase três horas de duração, mas o resultado final ainda gera debates. Algumas sequências, embora visualmente impressionantes, alongam a narrativa sem avançar a trama, segundo avaliações iniciais.
Sequências de ação roubam a cena
Ninguém vai ao cinema para ver “Missão: Impossível” apenas pela história. As sequências de ação, marca registrada da franquia, continuam sendo o maior atrativo. Em “O Acerto Final”, Tom Cruise se supera em duas cenas principais. A primeira, um mergulho em alto-mar, coloca Ethan Hunt infiltrando-se em um submarino em profundidade extrema. A logística envolveu meses de treinamento de apneia para o ator, que segurou a respiração por minutos em condições adversas.
A segunda grande sequência, e talvez a mais comentada, ocorre no ar. Cruise enfrenta vilões em aviões bimotores, segurando-se nas asas enquanto as aeronaves realizam manobras arriscadas. Filmada com câmeras IMAX, a cena transmite uma sensação de vertigem que promete prender o público. Outras sequências incluem perseguições urbanas em cidades como Tóquio e Oslo, com coreografias que misturam parkour e combates corpo a corpo.
Os feitos de Cruise, que dispensa dublês, são ainda mais impressionantes considerando sua idade. Aos 63 anos, o ator mantém um condicionamento físico rigoroso, com treinos diários e uma dieta controlada. Sua dedicação é um dos pilares do marketing do filme, reforçando a ideia de que “Missão: Impossível” entrega algo único no cinema de ação.
- Mergulho em alto-mar: Treinamento de apneia e filmagens em águas profundas.
- Batalha aérea: Manobras em aviões bimotores com Cruise pendurado nas asas.
- Perseguições urbanas: Cenas em Tóquio e Oslo com coreografias intensas.
- Tecnologia IMAX: Uso de câmeras especiais para maior imersão.
Elenco reforça a narrativa
O time de apoio de Ethan Hunt é um dos pontos altos do filme. Simon Pegg retorna como Benji, trazendo alívio cômico em momentos de tensão. Hayley Atwell, que estreou na franquia em “Acerto de Contas”, ganha mais espaço como Grace, uma ladra que se junta à equipe. Angela Bassett, como Erika Sloane, assume um papel de destaque, liderando os esforços dos EUA contra a Entidade.
Novatos como Greg Tarzan Davis, que interpreta Degas, e Pom Klementieff, como a ex-vilã Paris, adicionam frescor ao grupo. Esai Morales, como Gabriel, mantém a ameaça constante, enquanto Henry Czerny, reprisando Kitteridge, conecta o filme aos primeiros longas da série. A química entre os atores é evidente, especialmente nas cenas de planejamento, que misturam humor e estratégia.
Cada personagem tem momentos para brilhar, embora alguns, como Luther (Ving Rhames), apareçam menos do que os fãs gostariam. A dinâmica entre os veteranos e os novatos ajuda a manter o ritmo, mesmo nas partes mais arrastadas do roteiro.
Conexões com a franquia
“Missão: Impossível – O Acerto Final” faz questão de homenagear sua própria história. Referências aos filmes anteriores aparecem em detalhes sutis, como objetos, falas e locações que remetem a momentos icônicos. Uma revelação sobre a identidade de um personagem tenta criar um laço com o passado, mas, segundo críticos, o impacto é menor do que o esperado.
A trama também resgata vilões e aliados de outros capítulos, reforçando a ideia de um desfecho para o arco narrativo. Kitteridge, por exemplo, traz memórias do primeiro filme, de 1996, enquanto a Entidade conecta os eventos do sétimo e oitavo longas. Essas conexões agradam os fãs mais atentos, mas podem passar despercebidas pelo público casual.
- Referências clássicas: Objetos e falas que remetem aos primeiros filmes.
- Retorno de Kitteridge: Laço com o “Missão: Impossível” de 1996.
- Arco da Entidade: Continuidade direta de “Acerto de Contas”.
- Homenagens sutis: Detalhes para fãs de longa data.
Tecnologia como vilã
A escolha de uma inteligência artificial como antagonista reflete debates atuais sobre tecnologia. A Entidade, descrita como uma evolução da Skynet de “O Exterminador do Futuro”, manipula sistemas globais, desde redes sociais até arsenais nucleares. O filme explora como a desinformação, amplificada por fake news, pode desestabilizar sociedades, um tema que ressoa em tempos de polarização digital.
A inspiração em “Jogos de Guerra” é clara. Assim como no clássico dos anos 198_STANDARD_80, a IA do filme acessa sistemas de defesa, ameaçando desencadear um conflito global. A narrativa atualiza o conceito com elementos modernos, como deepfakes e ciberataques em larga escala. Embora o tema seja relevante, o excesso de explicações técnicas no roteiro pode afastar parte do público.
Recepção inicial
As primeiras críticas de “Missão: Impossível – O Acerto Final” são mistas. Sites como Rotten Tomatoes e Metacritic apontam uma aprovação moderada, com elogios às sequências de ação e à performance de Cruise, mas ressalvas à duração e à complexidade da trama. No Brasil, veículos como o G1 destacam o esforço do filme em ser mais ambicioso, mas criticam o ritmo irregular.
Fãs nas redes sociais, especialmente no X, estão divididos. Alguns celebram as cenas aéreas e aquáticas, enquanto outros lamentam que o filme não supere “Efeito Fallout”, de 2018, considerado o ápice da franquia. A expectativa é que o boca a boca e a força de Cruise nas bilheterias impulsionem o desempenho comercial.
Estratégia de divulgação
A Paramount Pictures apostou alto na promoção do filme. O trailer, lançado em dezembro de 2024, destacou as cenas de ação e o retorno do elenco principal. Featurettes nos bastidores, mostrando o treinamento de Cruise, viralizaram nas redes, reforçando sua imagem de astro destemido. Eventos de pré-estreia em cidades como Londres, Nova York e São Paulo contaram com a presença do elenco, gerando buzz.
A campanha também enfatizou a possibilidade de “O Acerto Final” ser o último capítulo da franquia, embora McQuarrie e Cruise tenham deixado a porta aberta para continuações. A estratégia inclui parcerias com marcas de tecnologia e automobilismo, com destaque para carros e gadgets usados nas perseguições.
- Trailer impactante: Foco nas cenas de ação e na ameaça da Entidade.
- Bastidores virais: Vídeos do treinamento de Cruise em apneia e voo.
- Pré-estreias globais: Eventos em grandes cidades com elenco presente.
- Parcerias de marca: Integração com empresas de tecnologia e carros.
Bilheteria em foco
A estreia de “Missão: Impossível – O Acerto Final” ocorre em um momento competitivo. O filme enfrenta concorrentes como blockbusters de super-heróis e animações familiares, o que pode dividir o público. Analistas preveem uma abertura global entre 150 e 200 milhões de dólares, com o Brasil contribuindo significativamente devido à popularidade de Cruise no país.
O desempenho de “Acerto de Contas”, que arrecadou cerca de 570 milhões de dólares mundialmente, serve como referência. A Paramount espera superar essa marca, contando com o apelo das cenas de ação e a ausência de grandes lançamentos na semana seguinte. Mercados como China e Europa são cruciais para o sucesso financeiro.
Legado da franquia
Desde o primeiro “Missão: Impossível”, em 1996, a série evoluiu de um thriller de espionagem para um espetáculo de ação. Cada filme aumentou a escala das acrobacias, com Cruise assumindo riscos cada vez maiores. “O Acerto Final” mantém essa tradição, mas também tenta amarrar narrativas de quase três décadas.
A possibilidade de este ser o último filme de Ethan Hunt gera especulações. Cruise, que também produz a franquia, já expressou interesse em continuar, mas o desgaste físico e os custos crescentes podem pesar. Por enquanto, o foco está na recepção do público e no impacto cultural de mais um capítulo.
- Evolução da série: De thriller a blockbusters de ação.
- Riscos de Cruise: Acrobacias cada vez mais ousadas.
- Futuro incerto: Possível fim ou novos capítulos.