Retrô elimina Fortaleza nos pênaltis e avança às oitavas da Copa do Brasil

Retro copa do brasil

Retro copa do brasil

Na noite de 21 de maio de 2025, a Arena Castelão, em Fortaleza, foi palco de um duelo eletrizante entre Fortaleza e Retrô pela partida de volta da terceira fase da Copa do Brasil. O jogo, que terminou empatado em 1 a 1, foi decidido nos pênaltis, com o Retrô vencendo por 4 a 1 e garantindo a classificação para as oitavas de final. Após o empate no jogo de ida em Pernambuco, também por 1 a 1, a expectativa era alta para o confronto, que reuniu uma torcida apaixonada e um clima de decisão. A partida, iniciada às 19h, trouxe emoções do início ao fim, com lances decisivos e atuações destacadas de ambos os lados.

O Fortaleza, sob o comando de Juan Pablo Vojvoda, buscava a classificação em casa, contando com o apoio de milhares de torcedores. O Retrô, liderado pelo auxiliar Wires Souza, enfrentava desfalques, mas chegava motivado por uma vitória recente na Série C. A arbitragem, conduzida por Flávio Rodrigues de Souza, teve momentos de pressão, especialmente em lances polêmicos. O jogo foi marcado por equilíbrio, com os dois times criando chances e os goleiros João Ricardo e Fabian Volpi se destacando.

Principais momentos do confronto incluíram:

  • Gol de Breno Lopes, aos 11 minutos do segundo tempo, abrindo o placar para o Fortaleza.
  • Gol de Mike, aos 20 minutos do segundo tempo, empatando para o Retrô.
  • Defesas cruciais de João Ricardo e Volpi, mantendo o empate até o fim.
  • Decisão nos pênaltis, com Volpi defendendo dois chutes do Fortaleza.

Polêmica na arbitragem

Um lance aos 32 minutos do primeiro tempo gerou reclamações do Fortaleza. Bruno Pacheco cruzou pela esquerda, e a bola tocou o braço de Rayan, zagueiro do Retrô. Os jogadores tricolores pediram pênalti, mas o árbitro não marcou infração, nem mesmo uma falta fora da área. O replay indicou que o lance ocorreu fora da área, mas a decisão de não marcar nada irritou a torcida. O jogo seguiu com intensidade, e o Fortaleza pressionou, mas esbarrou na defesa adversária.

No primeiro tempo, a posse de bola foi equilibrada, com 51% para o Fortaleza e 49% para o Retrô. As finalizações, porém, foram escassas, com o Fortaleza registrando sete chutes e o Retrô, 5,3, em média. O Retrô assustou com Mascote, que chutou por cima aos 21 minutos, enquanto Marinho respondeu pelo Fortaleza, mas parou em Volpi. O intervalo trouxe ajustes táticos, com Vojvoda e Wires Souza planejando mudanças para o segundo tempo.

Gols agitam o segundo tempo

Aos 11 minutos do segundo tempo, o Fortaleza abriu o placar. Marinho cruzou pela direita, Deyverson desviou de cabeça, e Breno Lopes, da marca do pênalti, chutou forte, sem chances para Volpi. O gol incendiou o Castelão, e a torcida passou a acreditar na classificação. O Retrô, no entanto, respondeu rapidamente. Aos 20 minutos, Eduardo Porto cruzou pela direita, e Mike, sem marcação, finalizou com precisão, empatando o jogo em 1 a 1. O gol trouxe nova energia ao time pernambucano, que passou a explorar contra-ataques.

Vojvoda promoveu substituições aos 27 minutos, com Kervin Andrade, Lucero e Calebe entrando nos lugares de Breno Lopes, Deyverson e Pochettino. As mudanças tornaram o Fortaleza mais ofensivo, mas a defesa do Retrô, liderada por Mendonça, se mantinha sólida. O Retrô também mexeu, com Bruno Marques e Mike entrando aos 22 minutos, dando mais presença ofensiva. O jogo seguiu aberto, com chances para os dois lados, mas os goleiros brilhavam, garantindo o empate até o apito final.

Goleiros em destaque

João Ricardo, do Fortaleza, foi crucial com defesas importantes. Aos 24 minutos, Bruno Marques cabeceou forte, mas o goleiro fez uma defesa espetacular, de mão trocada. Aos 29 minutos, Júnior Fialho saiu na cara do gol, mas João Ricardo salvou novamente. Fabian Volpi, do Retrô, também se destacou, neutralizando chutes de Marinho e Calebe. Aos 39 minutos, Volpi defendeu uma finalização perigosa de Calebe, mantendo o empate. A atuação dos goleiros foi decisiva para levar o jogo aos pênaltis.

O Fortaleza pressionava, mas esbarrava na organização defensiva do Retrô. Aos 37 minutos, Calebe perdeu uma grande chance, finalizando na cara de Volpi, que defendeu. O Retrô respondia com contra-ataques, e João Ricardo precisava estar atento. A torcida tricolor, mesmo com o empate, apoiava sem parar, transformando o Castelão em um caldeirão. O jogo chegou aos acréscimos com cinco minutos adicionais, mas o placar não mudou, e a decisão foi para as penalidades.

Linha do tempo dos principais lances

O confronto foi marcado por momentos que levantaram a torcida. Abaixo, os lances mais importantes:

  • 21 minutos, 1º tempo: Mascote chuta por cima, desperdiçando chance clara para o Retrô.
  • 22 minutos, 1º tempo: Marinho chuta, mas Volpi defende pelo Fortaleza.
  • 11 minutos, 2º tempo: Breno Lopes marca para o Fortaleza após jogada de Marinho e Deyverson.
  • 20 minutos, 2º tempo: Mike empata para o Retrô com gol após cruzamento de Eduardo Porto.
  • 39 minutos, 2º tempo: Volpi defende chute de Calebe, garantindo o empate.

Decisão nos pênaltis

Com o empate em 1 a 1, a classificação foi decidida nas penalidades. O Retrô mostrou eficiência, enquanto o Fortaleza falhou em momentos cruciais. A sequência das cobranças foi:

  • Bruno Marques converteu para o Retrô.
  • Lucero, do Fortaleza, teve seu pênalti defendido por Volpi.
  • Júnior Fialho marcou para o Retrô.
  • Yago Pikachu converteu para o Fortaleza.
  • Radsley fez o gol para o Retrô.
  • Kervin Andrade, do Fortaleza, chutou no meio, e Volpi defendeu, com a bola batendo no travessão.
  • Richard Franco fechou a série, garantindo a vitória do Retrô por 4 a 1.

Volpi foi o herói da noite, com duas defesas decisivas. A torcida do Retrô, presente em menor número, comemorava a classificação histórica, enquanto os torcedores do Fortaleza lamentavam a eliminação. O resultado repetiu o confronto de 2024, quando o Fortaleza avançou nos pênaltis contra o Retrô, mas desta vez a Fênix levou a melhor.

Intensidade marca o jogo

A partida foi disputada com muita garra, refletida nos cartões amarelos. No primeiro tempo, Pol Fernández (Fortaleza) e Mike (Retrô) foram advertidos aos 40 e 41 minutos. No segundo tempo, Rayan Ribeiro (15 minutos), Mendonça (32 minutos) e Gustavo Mancha (48 minutos) também receberam amarelos. O Retrô terminou com quatro cartões, contra dois do Fortaleza. A arbitragem precisou controlar os ânimos, mas o jogo não teve expulsões, mantendo o equilíbrio em campo.

O Fortaleza explorava as laterais, com Marinho e Bruno Pacheco criando jogadas. Aos 41 minutos, Tinga finalizou pela direita, mas a bola passou por todos. O Retrô, mais retraído, apostava em lançamentos para Mike e Júnior Fialho. A posse de bola no segundo tempo ficou em 54% para o Fortaleza e 46% para o Retrô, com o Leão liderando em escanteios (7 contra 3). As faltas foram equilibradas, com 12 para cada lado, mostrando a intensidade do confronto.

Torcida transforma o Castelão

A torcida do Fortaleza lotou o Castelão, criando um ambiente vibrante. Faixas e bandeiras tricolores dominavam as arquibancadas, e os cânticos não paravam, mesmo após o empate do Retrô. Os torcedores do Retrô, em menor número, também marcaram presença, apoiando a Fênix. O clima de decisão era evidente, com cada lance levando emoção às arquibancadas. Mesmo com a derrota nos pênaltis, a torcida tricolor aplaudiu o esforço do time, enquanto os pernambucanos celebravam a classificação.

O Retrô, apesar dos desfalques, mostrou organização tática. A equipe, que vive uma temporada de ajustes após a saída do técnico Milton Mendes, contou com a liderança de Wires Souza. A vitória na Série C contra o Itabaiana deu moral ao time, que enfrentou o Fortaleza sem medo. A Copa do Brasil, com sua importância financeira, motivava o Retrô a buscar a classificação, e o resultado nos pênaltis premiou a determinação da Fênix.

Números do confronto

Os dados da partida reforçaram o equilíbrio. O Fortaleza teve 54% de posse de bola, contra 46% do Retrô. Em finalizações, o Leão somou oito chutes, contra seis do Retrô. Os escanteios favoreceram o Fortaleza, com sete contra três. Os cartões amarelos pendiam para o Retrô, com quatro contra dois do Fortaleza. A média de faltas foi idêntica, com 12 para cada lado. O Fortaleza tentou acelerar o jogo, mas o Retrô se defendeu com inteligência, levando a decisão para os pênaltis.

Aos 42 minutos do segundo tempo, Kervin Andrade desperdiçou uma cobrança de falta, chutando por cima do gol. O Retrô respondeu com uma falta cobrada por Diego aos 50 minutos, mas João Ricardo defendeu. As substituições, como a entrada de Yago Pikachu no Fortaleza e Richard Franco no Retrô, tentaram mudar o panorama, mas o empate persistiu. A eficiência do Retrô nas penalidades fez a diferença, com Volpi se destacando como o grande nome da noite.

Pressão nos minutos finais

Nos acréscimos, o Fortaleza pressionou com tudo. Aos 47 minutos, Lucero errou um passe para Pikachu, desperdiçando uma chance. Aos 51 minutos, Calebe avançou, mas foi desarmado. O Retrô se defendia com segurança, e a arbitragem acrescentou mais um minuto, levando o jogo até os 52 minutos. O empate levou a decisão para os pênaltis, onde o Retrô foi impecável. A torcida do Fortaleza, apesar da eliminação, reconheceu o esforço do time, que lutou até o fim.

O Retrô celebrou a classificação histórica, avançando às oitavas de final da Copa do Brasil. A vitória nos pênaltis, liderada por Volpi, marcou um momento especial para o clube pernambucano, que enfrenta uma temporada desafiadora. O Fortaleza, por sua vez, agora foca no Brasileirão, buscando recuperar o ritmo após a eliminação. A partida no Castelão foi um exemplo da emoção que a Copa do Brasil proporciona, com lances decisivos e um desfecho inesquecível.

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