Alan Patrick tenta cavadinha e perde pênalti em jogo da Copa do Brasil entre Maracanã e Internacional

Alan Patrick Internacional

Alan Patrick Internacional - Foto: Instagram

A bola rola no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, e o Internacional impõe seu ritmo contra o Maracanã, do Ceará, em um confronto eletrizante pela terceira fase da Copa do Brasil. Aos 40 minutos do primeiro tempo, o placar segue zerado, mas o Colorado cria as melhores chances, com destaque para um pênalti desperdiçado por Alan Patrick. O jogo, que ocorre em campo neutro após o Maracanã vender o mando, atrai uma maioria de torcedores gaúchos, transformando o estádio catarinense em um Beira-Rio improvisado.

A partida, iniciada às 19h, reflete a vantagem do Inter, que venceu o jogo de ida por 1 a 0, no Beira-Rio. A atmosfera vibrante, com cerca de 18 mil torcedores esperados, mantém a tensão alta, enquanto o Maracanã busca surpreender com contra-ataques. O duelo, ainda em aberto, promete emoções até o apito final.

  • Fatores em destaque no jogo: Predominância do Inter nas ações ofensivas, com maior posse de bola.
  • Pênalti perdido: Alan Patrick tentou uma cavadinha, mas Rayr defendeu com segurança.
  • Cenário incomum: Jogo em Florianópolis favorece o Colorado devido à torcida.
  • Lesão precoce: Victor Gabriel deixou o campo aos 24 minutos, substituído por Juninho.

Venda do mando de campo define palco

O Maracanã optou por vender o mando de campo por R$ 300 mil à empresa Metrópoles Sports, transferindo o jogo de Fortaleza para Florianópolis. A decisão, aprovada pela CBF, foi motivada por razões financeiras, já que o clube cearense previa baixo público no Estádio Presidente Vargas. Em Florianópolis, a presença massiva de torcedores do Inter garante maior arrecadação na bilheteria, além de cobrir despesas de viagem e hospedagem do elenco cearense, custeadas pelo Colorado.

A mudança de local beneficia o Inter logisticamente, com uma viagem menos desgastante em comparação ao Nordeste. O clima ameno de Florianópolis, com ventos sul de cerca de 14 km/h, também é um fator favorável ao time gaúcho, que enfrenta um ambiente menos hostil. O Orlando Scarpelli, casa do Figueirense, tem capacidade para 19.584 pessoas, e a expectativa é de estádio lotado, com quase todos os ingressos destinados aos colorados.

Linha do tempo dos principais lances

O primeiro tempo, até os 40 minutos, foi marcado por momentos intensos, com o Inter dominando as ações ofensivas e o Maracanã se defendendo com garra. Abaixo, os principais lances que definiram o ritmo da partida:

  • 2’: Gustavo Prado cruza da esquerda, mas Rayr faz a interceptação com segurança.
  • 11’: Bernabei cruza pela esquerda, a bola desvia em Mandacaru e passa por cima do gol de Rayr.
  • 15’: Bruno Henrique arrisca de fora da área após passe de Fernando, e a bola passa rente à trave.
  • 31’: Após revisão no VAR, Edna Alves Batista marca pênalti para o Inter por mão de Wilker na área.
  • 32’: Alan Patrick cobra o pênalti com uma cavadinha, mas Rayr permanece no centro do gol e defende.

Esses instantes mostram a pressão do Colorado, que busca abrir o placar, enquanto o Maracanã resiste com defesas sólidas e tentativas esporádicas de contra-ataque.

Torcida colorada transforma o Scarpelli

A presença da torcida do Inter é um dos destaques do confronto. Com quase 18 mil colorados esperados, o Orlando Scarpelli se torna um ambiente favorável ao time gaúcho, mesmo sendo oficialmente visitante. A venda de ingressos, realizada pelo site Minha Entrada, oferece entradas a partir de R$ 79 (ingresso solidário, com doação de 1 kg de alimento) até R$ 296,70, com setores majoritariamente ocupados por torcedores do Inter. O setor E, reservado para até 2 mil torcedores do Maracanã, é a única área destinada aos cearenses.

A atmosfera remete a um jogo do Inter no Beira-Rio, com cânticos e bandeiras vermelhas dominando as arquibancadas. Torcedores como João, um gaúcho residente em Florianópolis, organizaram grupos para apoiar o time, relembrando a experiência de 2024, quando o Inter enfrentou o Corinthians no Scarpelli durante as reformas do Beira-Rio, vencendo por 1 a 0. A forte presença colorada eleva a pressão sobre o Maracanã, que enfrenta não apenas o adversário em campo, mas também o apoio maciço ao Colorado.

Fator climático influencia estratégias

O vento sul, característico do Orlando Scarpelli, desempenha um papel estratégico na partida. Com velocidade de 14 km/h, classificado como brisa suave, o vento pode afetar cruzamentos e chutes de longa distância, especialmente para o Inter, que aposta em jogadas pelas laterais com Bernabei e Aguirre. O Maracanã, por sua vez, tenta explorar bolas longas para surpreender a defesa colorada, mas a exposição do estádio ao vento exige precisão.

No passado, o fator climático já influenciou jogos no Scarpelli, e os técnicos ajustaram suas táticas. Roger Machado, treinador do Inter, orientou o time a manter a bola no chão, evitando lançamentos altos suscetíveis ao vento. Júnior Cearense, técnico do Maracanã, reforçou a necessidade de compactação defensiva para neutralizar as investidas do Colorado, especialmente nas bolas aéreas.

Substituição precoce altera planos do Inter

Aos 24 minutos, o zagueiro Victor Gabriel deixou o campo após sentir dores, sendo substituído por Juninho. A mudança forçada impacta a estratégia do Inter, que perde um jogador experiente na defesa. Juninho, jovem da base, assume a responsabilidade de marcar os atacantes do Maracanã, como Luís Soares e Bravo, que buscam espaços em contra-ataques.

Victor Gabriel já havia sentido desconforto aos 20 minutos, mas tentou permanecer em campo. A substituição precoce obriga Roger Machado a reorganizar o sistema defensivo, com Vitão assumindo maior liderança na zaga. A entrada de Juninho, embora traga frescor, exige adaptação rápida em um jogo de alta intensidade, com o Inter pressionando pelo gol.

Pênalti desperdiçado agita o confronto

O momento mais crítico do primeiro tempo ocorreu aos 32 minutos, quando Alan Patrick desperdiçou um pênalti. Após revisão no VAR, a árbitra Edna Alves Batista confirmou mão de Wilker na área ao tentar bloquear um cabeceio de Ricardo Mathias. Alan Patrick, capitão do Inter, optou por uma cavadinha na cobrança, mas o goleiro Rayr, do Maracanã, permaneceu no centro do gol e defendeu com facilidade.

O lance gerou reações imediatas nas arquibancadas, com a torcida colorada lamentando a oportunidade perdida. No banco, Roger Machado gesticulou, enquanto Júnior Cearense celebrou a defesa de Rayr, que já havia se destacado no jogo de ida ao defender outro pênalti de Alan Patrick. O episódio reforça a solidez do goleiro cearense e mantém o Maracanã vivo no confronto.

Escalação do Inter mescla titulares e jovens

Roger Machado escalou o Inter com uma formação que combina experiência e juventude, visando administrar a vantagem do jogo de ida. O time entrou em campo com Anthoni; Aguirre, Vitão, Victor Gabriel (Juninho), Bernabei; Fernando, Bruno Henrique, Alan Patrick, Gustavo Prado; Wesley e Ricardo Mathias. A estratégia prioriza a posse de bola e a velocidade pelas laterais, com Gustavo Prado e Wesley explorando os flancos.

A presença de jovens como Anthoni, Ricardo Mathias e Gustavo Prado reflete a aposta do treinador em rodar o elenco, preservando nomes como Thiago Maia e Bruno Tabata para compromissos futuros no Brasileirão e na Libertadores. A mescla permite ao Inter manter intensidade, mas a substituição de Victor Gabriel exige ajustes táticos para conter eventuais contra-ataques do Maracanã.

Maracanã aposta na defesa e em contra-ataques

O Maracanã, comandado por Júnior Cearense, entrou em campo com Rayr; Rafael Mandacaru, Edimar, Leandro Cerqueira; Michel Pires, Wilker Souza, Davi Torres, Rogério; Luís Soares, Testinha e Bravo. A formação prioriza a solidez defensiva, com Edimar e Leandro Cerqueira formando uma dupla de zaga experiente, enquanto Michel Pires e Davi Torres tentam avançar pelos lados.

A estratégia cearense é clara: fechar espaços e buscar transições rápidas com Luís Soares e Bravo. Apesar da desvantagem no placar agregado, o time mantém a disciplina tática, como demonstrado na defesa do pênalti e em cortes precisos, como o de Jairo aos 7 minutos. A resistência do Maracanã, mesmo sob pressão, mantém o jogo equilibrado aos 40 minutos.

Histórico do Scarpelli favorece o Inter

O Estádio Orlando Scarpelli não é um palco desconhecido para o Internacional. Em 2024, o Colorado enfrentou o Corinthians no mesmo estádio, durante as reformas do Beira-Rio após enchentes no Rio Grande do Sul, vencendo por 1 a 0, com gol de Wesley. A vitória passada reforça a confiança do time gaúcho, que se sente à vontade no ambiente catarinense.

A familiaridade com o gramado e o apoio da torcida local, composta majoritariamente por colorados, criam um cenário favorável. O Maracanã, por outro lado, enfrenta o desafio de jogar em um estádio onde nunca atuou, o que pode influenciar o desempenho em momentos decisivos. A experiência prévia do Inter no Scarpelli é um trunfo psicológico aos 40 minutos do primeiro tempo.

Arbitragem experiente comanda o duelo

A arbitragem do jogo está sob responsabilidade de Edna Alves Batista, de São Paulo, auxiliada por Neuza Ines Back e Fabrini Bevilaqua Costa. No VAR, Wagner Reway, de Santa Catarina, revisa os lances. A atuação de Edna foi decisiva no lance do pênalti, confirmado após análise no vídeo, demonstrando precisão na condução do jogo.

A equipe de arbitragem enfrenta um confronto dinâmico, com faltas duras, como a de Ricardo Mathias sobre Jairo aos 39 minutos, e lances polêmicos, como a mão de Wilker. A experiência de Edna, uma das principais árbitras do país, garante controle em um jogo de alta tensão, com as duas equipes disputando cada bola com intensidade.

Ingressos acessíveis atraem grande público

A venda de ingressos para o confronto reflete o interesse da torcida colorada. Os preços, que variam de R$ 79 (ingresso solidário) a R$ 296,70, tornaram o jogo acessível, especialmente para os torcedores do Inter em Santa Catarina. A opção de ingresso solidário, com doação de alimentos, incentivou a participação de famílias e grupos, aumentando a ocupação do estádio.

A organização do evento, realizada pela Metrópoles Sports, priorizou a torcida do Inter, liberando quase todos os setores para os colorados. O cadastro de biometria facial, exigido para o acesso ao Scarpelli, agilizou a entrada dos torcedores, garantindo um ambiente seguro e organizado. A expectativa de 18 mil a 19 mil pessoas reforça a importância do jogo para a região.

Jogo de ida define vantagem colorada

No confronto de ida, disputado em 29 de abril no Beira-Rio, o Internacional venceu por 1 a 0, com gol de Gustavo Prado aos 47 minutos do segundo tempo. O lance, originado de um rebote após cabeceio de Wesley, deu ao Colorado a vantagem no placar agregado. O Maracanã, apesar da derrota, mostrou resistência, com Rayr defendendo um pênalti cobrado por Alan Patrick.

A vitória mínima mantém o confronto aberto, com o Inter precisando apenas de um empate para avançar às oitavas de final. O Maracanã, por sua vez, precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar diretamente ou por um gol para levar a decisão aos pênaltis. Aos 40 minutos do primeiro tempo, a postura defensiva cearense indica a busca por esse cenário.

Foco no ataque colorado

O Internacional concentra suas ações ofensivas nas jogadas pelas laterais, com Bernabei e Aguirre subindo ao ataque. Gustavo Prado, autor do gol no jogo de ida, é uma das principais armas, enquanto Ricardo Mathias busca abrir espaços na área. A pressão do Colorado resulta em escanteios e cruzamentos, como o de Alan Patrick aos 29 minutos, que gerou o pênalti.

Apesar da intensidade, o Inter enfrenta dificuldades para superar a defesa do Maracanã, que se fecha com eficiência. A defesa de Rayr no pênalti e cortes precisos de Edimar e Jairo dificultam as finalizações coloradas. Aos 40 minutos, o jogo segue equilibrado, com o Inter dominando, mas sem conseguir traduzir a superioridade em gols.

Maracanã busca o imponderável

O Maracanã, apesar da desvantagem, mantém a esperança de reverter o placar. A equipe cearense, que disputa a Série D do Brasileirão, enfrenta um adversário tecnicamente superior, mas aposta no espírito de superação. Júnior Cearense, no pré-jogo, destacou a importância de “desfrutar” o momento, reconhecendo a dificuldade de enfrentar o Inter de igual para igual.

Jogadores como Luís Soares e Bravo são as principais esperanças no ataque, enquanto Rayr se consolida como peça-chave na defesa. A disciplina tática, vista em lances como o corte de Jairo aos 7 minutos, mantém o Maracanã competitivo, mesmo sob pressão constante do Inter aos 40 minutos do primeiro tempo.

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