O apito inicial ecoou em São Januário, e o Vasco da Gama não perdeu tempo para mostrar sua força diante do Melgar, em um duelo decisivo pela Copa Sul-Americana. Aos 2 minutos, Rayan abriu o placar com um golaço, incendiando a torcida cruzmaltina. A partida, válida pela sexta rodada da fase de grupos, colocou o time carioca em busca da classificação para os playoffs, enquanto os peruanos tentavam segurar a vice-liderança do Grupo G.
A atmosfera no estádio era eletrizante, com a torcida empurrando o Vasco em cada lance. O Melgar, apesar do bom momento no Campeonato Peruano, enfrentava a pressão de jogar fora de casa. A seguir, os principais destaques do confronto até o momento:
- Rayan abre o placar: Tabela com Coutinho e chute preciso no canto do goleiro.
- Pressão do Melgar: Tentativas de empate com chutes de longa distância.
- Defesa sólida: Léo Jardim brilha com defesas cruciais.
O jogo seguia intenso, com o Vasco apostando na velocidade e na força ofensiva para ampliar a vantagem.
#VASxMEL 3⃣-0️⃣ | ⏱ 47' | 1T
— Vasco da Gama (@VascodaGama) May 27, 2025
Fim do primeiro tempo em São Januário.
O Vasco vai vencendo por 3 a 0, com gols de Rayan, Paulo Henrique e Vegetti. #Sudamericana2025#VascoDaGama pic.twitter.com/rg0pB9ly23
Escalação define estratégias
O técnico Fernando Diniz escalou o Vasco com uma formação ofensiva, aproveitando a ausência de Hugo Moura, suspenso, para reforçar o meio-campo com Tchê Tchê e Jair. Léo Jardim, no gol, trouxe segurança, enquanto Paulo Henrique e Lucas Piton ocuparam as laterais. No ataque, Pablo Vegetti se destacou como referência, apoiado por Philippe Coutinho e Rayan. A escolha por um time veloz visava explorar os contra-ataques em São Januário.
Por outro lado, o Melgar, comandado por Walter Ribonetto, optou por uma postura mais cautelosa. O goleiro Cáceda liderava a defesa, com Barrios e González na zaga. No meio, Orzán e Tandazo buscavam controlar o ritmo, enquanto Liza e Rodríguez eram as principais armas ofensivas. A equipe peruana, conhecida por sua disciplina tática, tentava neutralizar o ímpeto vascaíno com marcação alta.
A diferença de abordagens táticas ficou clara nos primeiros minutos. O Vasco dominava a posse de bola, enquanto o Melgar apostava em transições rápidas para surpreender.
Linha do tempo dos principais lances
A partida começou frenética, com o Vasco impondo seu ritmo desde o apito inicial. Abaixo, os momentos que marcaram o primeiro tempo até os 44 minutos:
- 2 minutos: Rayan recebe de Coutinho, tabela na direita e finaliza com precisão, abrindo o placar.
- 12 minutos: Orzán chuta de longe, mas Léo Jardim faz defesa espetacular no ângulo.
- 16 minutos: Jair quase amplia em chute de chapa, que passa rente à trave.
- 32 minutos: Paulo Henrique aproveita falha da defesa e marca o segundo gol do Vasco.
- 43 minutos: Vegetti recebe passe de Tchê Tchê e finaliza na saída de Cáceda, consolidando a vantagem.
Cada gol vascaíno aumentava a confiança do time, enquanto o Melgar lutava para reorganizar sua defesa.
#VASxMEL 2⃣-0️⃣ | ⏱ 32' | 1T
— Vasco da Gama (@VascodaGama) May 27, 2025
GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL DO VASCOOOOOOOOOOOOO!!
PAULO HENRIQUE AMPLIA O PLACAR PARA O GIGANTE NA COLINA HISTÓRICA! ⚽️💪#Sudamericana2025#VascoDaGama pic.twitter.com/jHlibMr83J
Pressão inicial e resposta peruana
Logo após o gol de Rayan, o Melgar tentou reagir. Aos 7 minutos, Liza aproveitou um erro de Tchê Tchê na saída de bola e chutou forte, mas a defesa vascaína bloqueou. A equipe peruana, mesmo atrás no placar, mostrava organização, com Tandazo e Orzán ditando o ritmo no meio-campo. A posse de bola dos visitantes chegou a 48% em alguns momentos, evidenciando sua tentativa de equilibrar o jogo.
O Vasco, porém, não recuava. A torcida vibrava a cada desarme de João Victor e cada avanço de Lucas Piton pela esquerda. A conexão entre Coutinho e Vegetti começava a aparecer, com o argentino sendo uma constante ameaça na área adversária. A estratégia de Diniz, de manter a pressão mesmo após o primeiro gol, mantinha o Melgar sob controle.
Aos 15 minutos, o jogo ganhou emoção com uma possível penalidade. Vegetti caiu na área após disputa com González, e o VAR entrou em ação. Após revisão, o árbitro Derlis Ortiz mandou o jogo seguir, para alívio dos peruanos. O lance, no entanto, inflamou ainda mais a torcida vascaína, que pedia mais intensidade.
Domínio vascaíno no meio-campo
A dupla Tchê Tchê e Jair se destacava na transição ofensiva. Aos 24 minutos, Tchê Tchê arriscou de fora da área, mas a bola parou na defesa. A movimentação constante de Coutinho, caindo pelos lados, confundia a marcação do Melgar. O camisa 11, com sua visão de jogo, criava espaços para os companheiros, especialmente para Rayan, que explorava a ponta direita.
O Melgar, por sua vez, encontrava dificuldades para furar o bloqueio defensivo do Vasco. João Victor e Luiz Gustavo formavam uma zaga sólida, enquanto Léo Jardim mostrava segurança nas saídas de gol. Aos 37 minutos, Tandazo tentou um chute potente de longe, mas o goleiro vascaíno voou para fazer uma defesaça, garantindo a vantagem no placar.
A intensidade do jogo não diminuía. O Vasco seguia buscando o ataque, enquanto o Melgar tentava responder com jogadas pelas laterais. Rodríguez, pela esquerda, levou perigo aos 39 minutos, mas seu chute passou por cima do gol.
Gols que mudam o cenário
O segundo gol, marcado por Paulo Henrique aos 32 minutos, veio em um momento crucial. A jogada começou com uma troca de passes rápida na direita, envolvendo Jair e Coutinho. Piton, bem posicionado, cruzou rasteiro, e a defesa peruana falhou ao tentar afastar. Paulo Henrique, atento, apenas empurrou para o gol vazio, levando São Januário ao delírio.
Onze minutos depois, Vegetti deixou sua marca. O atacante argentino, conhecido por sua força física, recebeu um passe preciso de Tchê Tchê e finalizou com categoria na saída de Cáceda. O gol, aos 43 minutos, consolidava a superioridade vascaína e colocava o time mais perto da classificação. A torcida cantava alto, enquanto os jogadores comemoravam com raça.
O Melgar, abalado, tentava se reorganizar. Ribonetto gesticulava na beira do campo, pedindo mais agressividade. A equipe peruana, no entanto, esbarrava na falta de precisão nas finalizações e na sólida defesa adversária.
A força de São Januário
Jogar em São Januário sempre foi um diferencial para o Vasco. A proximidade da torcida com o gramado cria uma atmosfera única, que pressiona os adversários e motiva os jogadores. Nesta partida, a energia das arquibancadas era visível em cada disputa de bola. Os cânticos ecoavam, especialmente após os gols, impulsionando o time a manter o ritmo.
O Melgar, acostumado a jogar em altitudes elevadas no Peru, parecia sentir o peso do ambiente. A equipe, que teve média de 6,7 escanteios por jogo na Sul-Americana, não conseguia converter suas jogadas em chances reais. A defesa vascaína, bem postada, neutralizava as investidas aéreas dos peruanos.
Aos 21 minutos, um cruzamento de Paulo Henrique encontrou Rayan, que cabeceou desequilibrado. A bola saiu sem perigo, mas o lance mostrava a insistência do Vasco em ampliar. A conexão entre os jogadores ofensivos, especialmente Coutinho e Vegetti, era um dos pontos altos do time.
Momentos de tensão e cartões
O jogo também teve seus momentos de atrito. Aos 36 minutos, Jair recebeu cartão amarelo após uma falta dura no meio-campo. O Melgar, por sua vez, acumulava faltas na tentativa de frear o ataque vascaíno. A arbitragem, liderada por Derlis Ortiz, mantinha o controle, mas a intensidade das disputas indicava que mais cartões poderiam surgir.
A checagem do VAR aos 17 minutos, por possível pênalti, aumentou a tensão. A torcida vaiava, enquanto os jogadores do Melgar se defendiam da acusação. A decisão de seguir o jogo sem penalidade trouxe alívio aos visitantes, mas não diminuiu a pressão do Vasco, que continuava dominando.
O Melgar, mesmo atrás no placar, não desistia. A equipe tentava explorar erros na saída de bola vascaína, como no lance aos 28 minutos, quando João Victor precisou intervir para afastar o perigo. A resiliência peruana mantinha o jogo aberto, apesar da vantagem cruzmaltina.
Aposta no ataque e riscos calculados
A estratégia de Fernando Diniz, de manter a posse e atacar com velocidade, funcionava. O Vasco chegava a 54% de posse de bola, com 5,5 finalizações por jogo na média da Sul-Americana. A movimentação de Rayan e Nuno Moreira pelas pontas abria espaços, enquanto Vegetti se posicionava como homem de área.
O Melgar, por outro lado, apostava em chutes de longa distância. Orzán e Tandazo, com média de 1,2 chutes por partida, eram os responsáveis por arriscar. A equipe peruana, no entanto, sentia a falta de um jogador de referência no ataque, com Liza sendo bem marcado por Luiz Gustavo.
Aos 39 minutos, Nuno tentou uma cabeçada após cruzamento, mas a bola passou por cima. O lance reforçava a superioridade vascaína, que controlava o jogo mesmo com as tentativas de reação do Melgar. A torcida, empolgada, pedia mais um gol antes do intervalo.
O papel dos protagonistas
Philippe Coutinho, com sua experiência europeia, era o maestro do Vasco. Suas assistências e visão de jogo desequilibravam. O gol de Rayan, aos 2 minutos, nasceu de uma tabela com o camisa 11, que mostrava estar em grande forma. Vegetti, por sua vez, consolidava sua importância com o gol aos 43 minutos, sendo aplaudido de pé pelos torcedores.
No Melgar, Kenji Cabrera, embora não tão acionado, era a principal esperança. O jogador, responsável por três dos últimos cinco gols da equipe, tentava se movimentar, mas esbarrava na marcação de João Victor. A equipe peruana dependia de um momento de inspiração para mudar o rumo do jogo.
O primeiro tempo se aproximava do fim com o Vasco em vantagem. Os dois minutos de acréscimos, anunciados aos 45 minutos, prometiam mais emoção, com o Melgar buscando ao menos descontar e o Vasco querendo ampliar.