Com a chegada da 10ª geração da Honda CG 160 em 2024, a motocicleta mais vendida do Brasil, detentora de 22,8% do mercado, enfrenta críticas por mudanças estéticas e mecânicas que não agradaram todos os consumidores. Lançada com freios ABS, farol LED e preços entre R$ 16.440 e R$ 19.520, a CG 160 abriu espaço para concorrentes como Shineray Worker 150, Haojue DK 160, Bajaj Dominar 160, Dafra NHX 190, e Royal Enfield Hunter 350. Essas alternativas, disponíveis no mercado brasileiro em 2025, oferecem potência, tecnologia e custo-benefício atraentes. Fabricantes asiáticas e indianas investem em modelos urbanos para disputar o segmento city, enquanto a Honda ajusta sua líder de vendas para cumprir normas de emissões. A competição acirrada reflete a busca por opções mais acessíveis e equipadas no país.
A Honda CG 160, produzida em Manaus (AM) desde 1976, mantém sua posição de destaque com 3 anos de garantia sem limite de quilometragem e manutenção simplificada. No entanto, a insatisfação com o design atual e o aumento de preços impulsionam a procura por outras marcas. Modelos como a Shineray Worker 150, a mais barata do Brasil, e a Royal Enfield Hunter 350, com motor de 349 cm³, atraem diferentes perfis de motociclistas.
As alternativas à CG 160 apresentam características distintas:
- Shineray Worker 150: Preço de R$ 8.990 e design simplificado.
- Haojue DK 160: Motor de 162,4 cm³ e tanque de 16,5 litros.
- Bajaj Dominar 160: Potência de 17,2 cv e freios ABS.
- Dafra NHX 190: Visual agressivo e motor de 184,4 cm³.
- Royal Enfield Hunter 350: Conforto e 20,2 cv de potência.
Preços impulsionam busca por concorrentes
A faixa de preço da Honda CG 160, que varia de R$ 16.440 na versão Start a R$ 19.520 na Titan, posiciona a moto como uma opção intermediária no segmento city. A Shineray Worker 150, custando R$ 8.990, destaca-se como a segunda moto mais barata do Brasil, atrás apenas da Honda Pop 110i. Seu motor de 150 cm³ entrega desempenho básico, mas suficiente para uso urbano, com baixo custo de manutenção. A acessibilidade da Worker atrai iniciantes e trabalhadores que buscam economia.
A Haojue DK 160, com preço médio de R$ 21.172, compete diretamente com a CG 160 Titan. Lançada no Brasil em 2022, a moto chinesa oferece 15 cv de potência e detalhes como luzes de posição e pintura epóxi resistente a condições climáticas. Seu tanque de 16,5 litros garante maior autonomia em relação à CG 160, que possui 14 litros.

Tecnologia diferencia modelos indianos
A Bajaj Dominar 160, fabricada pela indiana Bajaj Auto, chega ao Brasil com motor de 160,3 cm³ refrigerado a óleo, entregando 17,2 cv de potência e 1,48 kgfm de torque. O modelo, lançado em 2022, inclui freios a disco nas duas rodas, com ABS na traseira, e monoamortecedor traseiro, item incomum em motos de baixa cilindrada. O tanque de 12 litros é menor que o da CG 160, mas a bateria de 12 V e 8 Ah suporta longas jornadas urbanas.
O design da Dominar 160 combina robustez com linhas modernas, atraindo motociclistas que buscam uma estética mais esportiva. A suspensão traseira, com monoamortecedor, melhora a estabilidade em vias irregulares, enquanto os freios ABS garantem segurança em frenagens bruscas. A Bajaj expandiu sua rede de concessionárias no Brasil, facilitando o acesso a peças e serviços.

Dafra NHX 190 eleva cilindrada
A Dafra NHX 190, com preço médio de R$ 20.088, apresenta motor de 184,4 cm³ arrefecido a óleo e ar, gerando 18 cv a 8.500 rpm e 1,64 kgfm de torque. O modelo, lançado recentemente, destaca-se pelo visual street fighter, com carenagens anguladas e painel digital. Equipada com freio ABS na dianteira e tomada USB, a NHX 190 é uma opção para quem busca tecnologia e desempenho superior à CG 160.
A suspensão invertida da NHX 190 melhora a dirigibilidade, enquanto o peso de 158 kg exige maior habilidade do piloto em manobras urbanas. A rede de concessionárias da Dafra, embora menor que a da Honda, cresce em cidades médias, garantindo suporte técnico.
Royal Enfield aposta no conforto
A Royal Enfield Hunter 350, com motor monocilíndrico de 349 cm³, entrega 20,2 cv de potência e 2,75 kgfm de torque. Custando cerca de R$ 20.323, o modelo compete com a CG 160 Titan no segmento premium. Seus bancos largos e posição de pilotagem relaxada priorizam o conforto, enquanto os freios ABS nas duas rodas asseguram segurança.
A Hunter 350 combina visual retrô com tecnologia moderna, incluindo painel semidigital e iluminação LED em algumas versões. Com peso de 181 kg, a moto é mais robusta que a CG 160, mas sua estabilidade compensa em trajetos longos. A Royal Enfield expande sua presença no Brasil, com foco em centros urbanos.
Especificações técnicas em destaque
Cada concorrente da Honda CG 160 oferece características únicas:
- Shineray Worker 150: 150 cm³, 8,5 cv, tanque de 10 litros.
- Haojue DK 160: 162,4 cm³, 15 cv, freios CBS.
- Bajaj Dominar 160: 160,3 cm³, 17,2 cv, monoamortecedor traseiro.
- Dafra NHX 190: 184,4 cm³, 18 cv, suspensão invertida.
- Royal Enfield Hunter 350: 349 cm³, 20,2 cv, bancos largos.
Consumo e autonomia no foco
A Honda CG 160 mantém vantagem no consumo, com média de 45,9 km/l em circuito misto, segundo testes do Instituto Mauá. A Shineray Worker 150, embora econômica, não divulga dados oficiais de consumo, mas sua simplicidade mecânica sugere eficiência semelhante. A Haojue DK 160, com tanque maior, oferece autonomia superior, ideal para entregadores e mototaxistas.
A Bajaj Dominar 160 e a Dafra NHX 190, com motores mais potentes, consomem mais combustível, com médias estimadas entre 35 e 40 km/l. A Royal Enfield Hunter 350, por sua cilindrada maior, registra cerca de 30 km/l, priorizando desempenho em vez de economia.
Rede de assistência varia entre marcas
A Honda lidera com mais de 1.000 concessionárias no Brasil, garantindo facilidade na manutenção da CG 160. A Shineray, com cerca de 200 pontos de venda, foca em cidades menores, enquanto a Haojue, com rede em expansão, atinge 150 concessionárias.
A Bajaj e a Dafra possuem redes menores, com cerca de 100 e 120 pontos, respectivamente, mas investem em treinamento técnico. A Royal Enfield, com 50 concessionárias, concentra-se em capitais, o que pode limitar o acesso em regiões remotas.
Manutenção e peças no mercado
A CG 160 destaca-se pela disponibilidade de peças, com preços acessíveis devido à sua popularidade. A Shineray Worker 150 também oferece manutenção barata, mas a qualidade das peças pode variar. A Haojue DK 160 utiliza componentes duráveis, com pintura epóxi que resiste à corrosão.
A Bajaj Dominar 160 e a Dafra NHX 190 enfrentam maior custo de reposição, especialmente para itens como freios ABS e suspensão invertida. A Royal Enfield Hunter 350, embora robusta, tem peças mais caras, voltadas para o segmento premium.
Demanda reflete preferências urbanas
A procura por motos de até 350 cm³ cresceu 12% no Brasil em 2024, segundo a Fenabrave, impulsionada por trabalhadores de delivery e mototaxistas. A CG 160 mantém 22,8% do mercado, mas marcas como Shineray, Haojue, Bajaj, Dafra e Royal Enfield ganham espaço com modelos que combinam preço, tecnologia e conforto.
A Shineray Worker 150 atrai iniciantes, enquanto a Haojue DK 160 e a Bajaj Dominar 160 conquistam quem busca potência. A Dafra NHX 190 e a Royal Enfield Hunter 350 atendem motociclistas que valorizam design e desempenho, intensificando a competição no segmento city.