Em maio de 2025, o italiano Jannik Sinner mantém a liderança do ranking mundial masculino de tênis, consolidando sua posição como número 1 do ATP com 10.380 pontos, conforme atualização divulgada pela Associação dos Tenistas Profissionais. A lista, que reflete o desempenho dos atletas nos últimos 12 meses, também destaca Carlos Alcaraz na segunda posição e Alexander Zverev em terceiro, enquanto novos nomes surgem entre os dez melhores. A temporada, marcada por torneios como o Aberto da Austrália e o Masters de Roma, trouxe mudanças significativas nas colocações. As alterações no ranking ocorrem semanalmente, baseadas nos pontos acumulados em até 19 torneios, incluindo os quatro Grand Slams e os Masters 1000. Este cenário competitivo aponta para uma fase de transição no esporte, com jovens talentos desafiando veteranos. A atualização foi publicada em 26 de maio, após o Masters de Roma, e já projeta expectativas para Roland Garros.
A força de Sinner no circuito é evidente desde sua vitória no Aberto da Austrália em janeiro, onde derrotou Zverev em sets diretos. O italiano, de 23 anos, também alcançou a final do Masters de Roma, somando 650 pontos adicionais. Alcaraz, por sua vez, conquistou o título em Roma, superando Sinner na final, o que o levou a ultrapassar Zverev e retomar o segundo lugar.
- Principais destaques do ranking:
- Jannik Sinner: 10.380 pontos, líder absoluto após título em Melbourne.
- Carlos Alcaraz: 8.850 pontos, impulsionado pela vitória em Roma.
- Alexander Zverev: 7.285 pontos, consistente em torneios de quadra dura e saibro.
Evolução recente do ranking
A temporada de 2025 trouxe mudanças notáveis no topo do ranking ATP. Sinner, que assumiu a liderança em 2024 após vencer o ATP Finals, manteve a posição com atuações sólidas em torneios de alto nível. Sua campanha no Aberto da Austrália, onde venceu Zverev por 6-4, 6-3, 6-2, marcou seu segundo título de Grand Slam. O italiano acumula 85 vitórias em 92 partidas desde o início de 2024, um desempenho que o coloca como favorito em Roland Garros.
Alcaraz, de 22 anos, retomou o segundo lugar após um início de ano irregular. Sua vitória no Masters de Roma, em uma final contra Sinner decidida por 7-5, 6-4, foi crucial para ultrapassar Zverev. O espanhol, que já venceu quatro Grand Slams, incluindo Roland Garros em 2024, soma 8.850 pontos e busca reduzir a diferença de 1.530 pontos para o líder.
Zverev, com 7.285 pontos, permanece como uma força consistente. O alemão chegou às semifinais do Aberto da Austrália e do Masters de Miami, mas perdeu pontos após uma derrota precoce em Monte Carlo. Sua campanha em 2023, com semifinais em Cincinnati e Miami, já indicava sua capacidade de competir em alto nível, mas 2025 tem sido um ano de consolidação, sem novos títulos de grande porte.
Nomes em ascensão
O top 10 de maio de 2025 também revela jogadores que ganharam destaque. Taylor Fritz, dos Estados Unidos, ocupa a quarta posição com 4.675 pontos, sua melhor colocação na carreira. O americano, que alcançou o número 5 em 2023, teve atuações sólidas em torneios como Indian Wells e Miami, onde chegou às quartas de final.
Jack Draper, britânico de 23 anos, é outra surpresa, ocupando o quinto lugar com 4.610 pontos. Sua ascensão começou com uma semifinal em Cincinnati em 2024 e continuou com quartas de final no Aberto da Austrália. Draper é apontado como uma das promessas do tênis britânico, especialmente após a saída de Emma Raducanu dos holofotes.
- Jogadores em destaque:
- Taylor Fritz: Primeiro americano no top 5 desde Andy Roddick em 2009.
- Jack Draper: Jovem britânico com evolução rápida em quadras duras.
- Lorenzo Musetti: Italiano na nona posição, com estilo técnico apurado.
Veteranos ainda competitivos
Novak Djokovic, de 38 anos, aparece na sexta posição com 4.130 pontos. O sérvio, recordista com 428 semanas como número 1, teve um 2025 marcado por lesões, incluindo uma desistência no Aberto da Austrália. Apesar disso, Djokovic venceu torneios menores, como o ATP 250 de Belgrado, e chegou às quartas de final em Genebra, mantendo-se competitivo. Sua participação em Roland Garros é aguardada, especialmente por sua experiência em torneios de cinco sets.
Casper Ruud, norueguês de 26 anos, subiu para a sétima posição com 3.715 pontos. Finalista em Roland Garros em 2022 e 2023, Ruud teve um 2025 sólido no saibro, com vitórias em Barcelona e quartas de final em Roma. Sua consistência em quadras lentas o torna um nome a ser observado no Grand Slam francês.
Sistema de pontuação do ATP
O ranking ATP é calculado com base nos pontos acumulados nos últimos 52 semanas, considerando os 19 melhores resultados de cada jogador. Os Grand Slams oferecem até 2.000 pontos ao campeão, enquanto os Masters 1000 concedem 1.000 pontos. Torneios ATP 500 e 250, além do ATP Finals, também contribuem para a pontuação.
- Critérios de pontuação:
- Grand Slams: 2.000 pontos (campeão), 1.200 (finalista), 720 (semifinalista).
- Masters 1000: 1.000 pontos (campeão), 600 (finalista), 360 (semifinalista).
- ATP Finals: Até 1.500 pontos para o campeão invicto.
Jogadores que se qualificam para o ATP Finals, como Sinner e Alcaraz, podem somar pontos extras, o que explica a liderança consolidada do italiano. A exclusão de torneios menores para os top 10 garante que apenas desempenhos em eventos de alto nível sejam considerados.
Mudanças no top 10
A atualização de maio trouxe alterações significativas. Alex de Minaur, australiano, caiu para o oitavo lugar com 3.635 pontos, após um início de ano com resultados modestos. Lorenzo Musetti, italiano, subiu para o nono posto com 3.550 pontos, beneficiado por uma semifinal em Barcelona. Holger Rune, dinamarquês, fecha o top 10 com 3.440 pontos, mas enfrenta pressão após derrotas precoces em Miami e Monte Carlo.
- Movimentações recentes:
- Casper Ruud: Subiu oito posições após campanha no saibro.
- Alex de Minaur: Perdeu terreno com eliminações rápidas.
- Holger Rune: Mantém top 10, mas precisa de consistência.
Influência dos torneios de saibro
A temporada de saibro, que inclui os Masters de Monte Carlo, Madri e Roma, além de Roland Garros, tem impacto direto no ranking. Sinner, embora dominante em quadras duras, mostrou evolução no saibro, com quartas de final em Monte Carlo e final em Roma. Alcaraz, conhecido por sua versatilidade, venceu Roma e é um dos favoritos para o Grand Slam parisiense.
Ruud e Musetti, especialistas em quadras lentas, ganharam posições com atuações sólidas. Por outro lado, jogadores como Djokovic, que enfrentaram lesões ou optaram por menos torneios no saibro, perderam pontos. A proximidade de Roland Garros, que começa em 25 de maio, intensifica a disputa por posições no ranking.
Desempenho feminino em paralelo
No ranking WTA, Aryna Sabalenka lidera com 10.683 pontos, seguida por Coco Gauff e Jessica Pegula. A bielorrussa, que venceu o US Open de 2024, consolidou a primeira posição com uma semifinal no WTA Finals. Iga Swiatek, ex-número 1, caiu para o quinto lugar após não defender títulos em Madri e Roma.
- Top 5 WTA:
- Aryna Sabalenka: 10.683 pontos, líder após WTA Finals.
- Coco Gauff: Segunda colocada, com consistência em Grand Slams.
- Jessica Pegula: Terceira, com títulos em Charleston.
A presença de Jasmine Paolini no quarto lugar, após vencer o Masters de Roma, destaca a ascensão de novas jogadoras. A competição feminina, assim como a masculina, reflete um equilíbrio entre veteranas e jovens talentos.
Preparação para Roland Garros
Com Roland Garros em andamento, o ranking de maio serve como base para a definição das cabeças de chave. Sinner, Alcaraz e Zverev são os principais favoritos no masculino, enquanto Sabalenka e Swiatek lideram as expectativas no feminino. A competição, que distribui 2.000 pontos ao campeão, pode alterar significativamente as posições no topo.
Djokovic, apesar da sexta posição, permanece como uma ameaça devido à sua experiência em Grand Slams. Jogadores como Draper e Musetti, em ascensão, buscam surpreender em Paris, onde as condições do saibro favorecem estilos técnicos e resistência física.
Torneios menores e novos talentos
Além dos Grand Slams e Masters 1000, torneios ATP 500 e 250 têm revelado novos nomes. O ATP 250 de Belgrado, vencido por Djokovic, e o torneio de Barcelona, conquistado por Ruud, foram palcos para atuações de jovens como Arthur Fils e Coleman Wong, que, embora fora do top 10, já aparecem no top 50.
A renovação no tênis é evidente, com jogadores como Fils, de 20 anos, alcançando vitórias expressivas, como contra Zverev em Miami. A média de idade do top 10 masculino, de 27 anos, reflete uma transição gradual, com veteranos como Djokovic convivendo com talentos como Draper e Musetti.

