Em Munique, a final da Champions League 2024/25 coloca frente a frente Paris Saint-Germain e Inter de Milão, neste sábado, 31 de maio, às 16h (horário de Brasília), na Allianz Arena. Os goleiros Gianluigi Donnarumma, do PSG, e Yann Sommer, da Inter, chegam como peças-chave para a decisão, após atuações decisivas ao longo da competição. A partida, transmitida ao vivo pelo SBT, TNT e Max, opõe o clube francês, que busca seu primeiro título europeu, à equipe italiana, que almeja o tetracampeonato. O confronto inédito promete emoção, com os arqueiros em destaque após campanhas marcadas por defesas cruciais. A Allianz Arena, palco histórico, recebe o jogo que definirá o campeão continental.
A trajetória até a final revelou o peso de Donnarumma e Sommer nos elencos. O italiano, de 26 anos, superou críticas e falhas passadas para se consolidar como líder do PSG. Já o suíço, de 36 anos, encontrou na Inter a chance de brilhar em alto nível, após anos de atuações sólidas, mas discretas.
- Donnarumma: 39 jogos na temporada, 11 sem sofrer gols.
- Sommer: 48 jogos, 21 partidas sem levar gol.
- Histórico: PSG e Inter nunca se enfrentaram em jogos oficiais pela Champions.
O embate entre os dois goleiros reflete estilos distintos. Donnarumma, com sua explosão precoce, carrega a pressão de ser uma aposta milionária. Sommer, com maturidade e experiência, representa a solidez de um veterano que aproveitou oportunidades tardias.
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— UEFA Champions League (@ChampionsLeague) May 31, 2025
Caminho até Munique
A campanha do PSG na Champions League 2024/25 começou com desafios. O time terminou a fase de liga na 15ª posição, precisando passar por um playoff contra o Stade Brestois, onde venceu por 3 a 0 e 7 a 0. Nas oitavas, enfrentou o Liverpool, líder da fase inicial. Após derrota por 1 a 0 em casa, o PSG devolveu o placar em Anfield e avançou nos pênaltis, com Donnarumma defendendo duas cobranças. Nas quartas, superou o Aston Villa, apesar de um susto na volta, e na semifinal, venceu o Arsenal em ambos os jogos, com placares de 1 a 0 e 2 a 1.
A Inter de Milão, por outro lado, teve uma trajetória mais consistente. Terminou a fase de liga em 4º lugar, garantindo vaga direta nas oitavas. Eliminou o Feyenoord com um agregado de 4 a 1, superou o Bayern de Munique nas quartas por 4 a 3 e venceu o Barcelona na semifinal, em dois jogos intensos, com placar agregado de 7 a 6. Sommer foi destaque, especialmente na vitória por 4 a 3 contra o Barça, com sete defesas difíceis.
- PSG: 15º na fase de liga, 13 pontos, 10 gols no playoff.
- Inter: 4º na fase de liga, 6 vitórias, 1 empate, 1 derrota.
- Allianz Arena: Recebe sua segunda final de Champions, após Chelsea x Bayern em 2012.
Donnarumma: redenção em Paris
Gianluigi Donnarumma chegou ao PSG em 2021, após ser eleito o melhor jogador da Eurocopa pela Itália. Com um contrato até 2026, o goleiro enfrentou questionamentos desde o início. Sua primeira temporada foi marcada por uma falha contra o Real Madrid, nas oitavas da Champions 2021/22, quando se atrapalhou com a bola e permitiu o gol que iniciou a eliminação do time. O erro gerou críticas intensas, e Donnarumma passou a conviver com a pressão de provar seu valor.
Na temporada atual, o italiano encontrou estabilidade. Suas atuações nas fases eliminatórias foram cruciais. Contra o Liverpool, defendeu pênaltis de Darwin Nuñez e Curtis Jones, garantindo a classificação. Na semifinal contra o Arsenal, parou ataques perigosos dos ingleses, segurando a vantagem do PSG. Aos 26 anos, Donnarumma vive seu melhor momento no clube, com 11 jogos sem sofrer gols em 39 partidas.
Sommer: experiência em alta
Yann Sommer, ao contrário, construiu sua carreira com passos graduais. Antes de chegar à Inter em 2023, passou dez temporadas no Borussia Mönchengladbach e teve uma breve passagem pelo Bayern de Munique. Sua transferência para a Inter, por um valor considerado baixo após a venda de André Onana, surpreendeu. Aos 36 anos, o suíço se tornou titular absoluto e peça central do time de Simone Inzaghi.
Na Champions, Sommer se destacou na semifinal contra o Barcelona. No jogo de volta, com o placar em 4 a 3, fez sete defesas, incluindo uma em um chute de Lamine Yamal na prorrogação. Sua solidez defensiva contribuiu para os 21 jogos sem sofrer gols em 48 partidas na temporada. A experiência de Sommer, aliada à sua capacidade de atuar sob pressão, o coloca como um dos pilares da Inter.
Perfis opostos em campo
Donnarumma e Sommer representam abordagens distintas no gol. O italiano, com 1,96m, usa sua envergadura para dominar a área e é conhecido por reflexos rápidos. No entanto, sua saída de bola com os pés já foi alvo de críticas, especialmente em jogos de alta pressão. Sommer, com 1,83m, compensa a menor estatura com posicionamento preciso e agilidade. Sua habilidade em jogos com os pés se adapta ao estilo da Inter, que valoriza a construção desde a defesa.
- Donnarumma: Reflexos, envergadura, pressão por falhas passadas.
- Sommer: Posicionamento, agilidade, construção de jogo.
- Estilos: Italiano é mais físico; suíço, mais técnico.
Histórico do confronto
PSG e Inter nunca se enfrentaram em jogos oficiais pela Champions League. O único registro é um amistoso de pré-temporada em 2023, vencido pela Inter por 2 a 1, com gols de Stefano Sensi e Sebastiano Esposito, e Vitinha marcando para o PSG. A final de 2024/25 será, portanto, um marco histórico, com os dois clubes buscando escrever novos capítulos em suas trajetórias.
A Inter, tricampeã em 1964, 1965 e 2010, disputa sua sétima final, tendo enfrentado adversários de seis países diferentes. O PSG, vice-campeão em 2020, busca seu primeiro título em sua segunda decisão. A ausência de confrontos diretos aumenta a imprevisibilidade do jogo.
Palco da decisão
A Allianz Arena, em Munique, é o cenário da final. Inaugurado em 2005, o estádio tem capacidade para 70 mil torcedores e já sediou a final da Champions em 2012, quando o Chelsea venceu o Bayern de Munique nos pênaltis. O local também foi palco de jogos da Copa do Mundo de 2006 e da Eurocopa de 2024. A história do estádio aponta para campeões inéditos: nas quatro finais de Champions em Munique, todos os vencedores conquistaram o título pela primeira vez.
- Finais em Munique: 1979 (Nottingham Forest), 1993 (Marseille), 1997 (Borussia Dortmund), 2012 (Chelsea).
- Capacidade: 70 mil torcedores.
- Curiosidade: PSG será o mandante administrativo na final.
Expectativas táticas
O PSG, sob comando de Luis Enrique, aposta em um jogo ofensivo, com destaque para Ousmane Dembélé, Khvicha Kvaratskhelia e Désiré Doué. A solidez defensiva, liderada por Marquinhos e William Pacho, depende de Donnarumma para evitar surpresas. A Inter, treinada por Simone Inzaghi, adota o 3-5-2, com Lautaro Martínez e Marcus Thuram no ataque. A consistência defensiva, com Francesco Acerbi e Alessandro Bastoni, é reforçada por Sommer.
Ambos os técnicos destacaram a importância dos detalhes. Inzaghi mencionou o aprendizado com o vice-campeonato de 2023, enquanto Enrique enfatizou a confiança do PSG. A final será decidida em jogo único, com prorrogação e pênaltis em caso de empate.
Números da temporada
Os goleiros são reflexos das campanhas de seus times. Donnarumma enfrentou 39 jogos, com 11 clean sheets, enquanto Sommer disputou 48 partidas, com 21 jogos sem sofrer gols. O PSG marcou 19 gols nos oito jogos de mata-mata, enquanto a Inter sofreu apenas 11 gols em 14 partidas na competição.
- PSG: 19 gols em 8 jogos de mata-mata.
- Inter: 11 gols sofridos em 14 jogos.
- Destaques: Donnarumma (pênaltis), Sommer (defesas na semifinal).
Tradição versus ambição
A Inter de Milão carrega uma história de conquistas, com três títulos europeus e uma campanha sólida na atual edição. O PSG, fundado em 1970, busca consolidar seu projeto ambicioso, que já rendeu a Ligue 1 e a Copa da França em 2024/25. A final coloca em choque a experiência italiana contra a determinação francesa, com Donnarumma e Sommer como símbolos dessas narrativas.
O jogo também marca a chance de feitos históricos. William Pacho, do PSG, pode se tornar o primeiro equatoriano a vencer a Champions. Para a Inter, um título seria a consolidação do trabalho de Inzaghi e da gestão da Oaktree Capital.
Transmissão e cobertura
A final será transmitida ao vivo pelo SBT, com pré-jogo a partir das 14h, pela TNT, na TV fechada, e pela Max, via streaming. A cobertura inclui um show da banda Linkin Park antes da partida, aumentando a expectativa no estádio. O pós-jogo no YouTube do SBT Sports trará entrevistas e a cerimônia de premiação.
A Uefa distribuirá € 25 milhões (cerca de R$ 162,32 milhões) ao campeão e € 18,5 milhões (R$ 120,11 milhões) ao vice, além de premiações acumuladas nas fases anteriores. A partida promete atrair milhões de espectadores, com a Allianz Arena lotada.