Marquinhos exalta força mental do PSG para final da Champions contra Inter

Marquinho

Marquinho - Foto: Instagram

No coração de Munique, o Paris Saint-Germain se prepara para a final da Liga dos Campeões 2024/25 contra a Internazionale, marcada para 31 de maio de 2025, às 16h, na Allianz Arena. Liderado pelo capitão Marquinhos, único titular remanescente da final de 2020, o time francês busca seu primeiro título na competição. A decisão opõe o PSG, que já conquistou a Ligue 1 e a Copa da França, à Inter, que tenta o tetracampeonato após uma temporada sem troféus. A preparação mental, destacada pelo zagueiro brasileiro, é apontada como diferencial sob o comando de Luis Enrique. O jogo, em um estádio conhecido por consagrar campeões inéditos, promete ser um marco no futebol europeu.

A trajetória até a final foi marcada por desafios. O PSG superou adversários como Liverpool, Aston Villa e Arsenal, enquanto a Inter eliminou gigantes como Bayern de Munique e Barcelona. A Allianz Arena, palco da decisão, já sediou finais históricas, como a de 2012, quando o Chelsea venceu o Bayern nos pênaltis.

  • Fatores-chave da final:
    • PSG busca título inédito após vice em 2020.
    • Inter almeja quarta conquista, a primeira desde 2010.
    • Allianz Arena tem histórico de campeões estreantes.

A expectativa em Munique é alta, com torcedores das duas equipes ocupando as ruas e pontos turísticos da cidade.

Preparação mental em foco

O zagueiro Marquinhos, em entrevista na véspera da final, destacou o trabalho psicológico implementado por Luis Enrique. O técnico espanhol, desde sua chegada em 2023, priorizou o fortalecimento mental dos jogadores, complementando os aspectos táticos e físicos. O capitão enfatizou que as conversas com o treinador durante a semana da final reforçaram a confiança do elenco. A preparação incluiu dinâmicas de grupo para manter o equilíbrio emocional, essencial em uma partida de alta pressão.

O brasileiro, aos 31 anos, traz a experiência de 12 temporadas no PSG. Ele participou da final de 2020, quando o time perdeu por 1 a 0 para o Bayern de Munique, em um jogo sem público devido à pandemia. Marquinhos destacou que o contexto atual é diferente, com estádio lotado e um elenco mais coeso. A coletiva de imprensa, realizada em uma sala equipada para 300 jornalistas, refletiu a magnitude do evento.

Histórico na Allianz Arena

A Allianz Arena, inaugurada em 2005, sedia pela segunda vez uma final da Liga dos Campeões. Com capacidade para 70 mil torcedores em competições internacionais, o estádio é conhecido por sua arquitetura moderna e iluminação externa que muda de cor. Em 2012, o Chelsea conquistou seu primeiro título no local, derrotando o Bayern de Munique nos pênaltis após empate em 1 a 1.

Munique tem um retrospecto peculiar: todas as quatro finais anteriores da Champions na cidade coroaram campeões inéditos. Em 1979, o Nottingham Forest venceu o Malmo; em 1993, o Olympique de Marselha superou o Milan; em 1997, o Borussia Dortmund bateu a Juventus; e, em 2012, o Chelsea marcou sua estreia no rol de campeões. Esse histórico alimenta a esperança do PSG, que busca quebrar a barreira de nunca ter vencido o torneio.

  • Finais em Munique:
    • 1979: Nottingham Forest 1 x 0 Malmo.
    • 1993: Olympique de Marselha 1 x 0 Milan.
    • 1997: Borussia Dortmund 3 x 1 Juventus.
    • 2012: Chelsea 1 x 1 Bayern (4 a 3 nos pênaltis).

Caminhada até a final

O PSG chegou à final após uma campanha sólida. Na fase de grupos, o time terminou entre os primeiros colocados na nova liga de 36 equipes, introduzida na temporada 2024/25. Nas oitavas de final, superou o Liverpool, seguido por uma vitória convincente contra o Aston Villa nas quartas. A semifinal contra o Arsenal foi decidida com um agregado de 3 a 1, com destaque para o desempenho de Fabián Ruiz, que marcou na vitória por 2 a 1 em Paris.

A Internazionale, por sua vez, enfrentou um caminho igualmente desafiador. Após liderar a fase inicial, o time italiano eliminou o Feyenoord nas oitavas e o Bayern de Munique nas quartas. A semifinal contra o Barcelona foi um dos confrontos mais emocionantes da competição, com um agregado de 7 a 6. O gol de Davide Frattesi na prorrogação do jogo de volta garantiu a vaga na final.

Escalações e estratégias

As escalações divulgadas para a final mostram times equilibrados. O PSG entra em campo com Gianluigi Donnarumma no gol, uma linha defensiva formada por Achraf Hakimi, Marquinhos, Willian Pacho e Nuno Mendes, e um meio-campo com João Neves, Vitinha e Fabián Ruiz. No ataque, Ousmane Dembélé, Khvicha Kvaratskhelia e Désiré Doué são as apostas de Luis Enrique.

A Inter, comandada por Simone Inzaghi, alinha com Yann Sommer no gol, uma defesa com Benjamin Pavard, Francesco Acerbi e Alessandro Bastoni, e laterais Denzel Dumfries e Federico Dimarco. O meio-campo conta com Nicolò Barella, Hakan Çalhanoglu e Henrikh Mkhitaryan, enquanto Marcus Thuram e Lautaro Martínez formam a dupla ofensiva.

  • Pontos fortes de cada time:
    • PSG: Ataque rápido com Dembélé e Kvaratskhelia.
    • Inter: Solidez defensiva e eficiência de Martínez.
    • Ambos: Meio-campo criativo e tático.

Clima em Munique

A cidade de Munique está mobilizada para receber a final. Hotéis e restaurantes registram alta demanda, e a prefeitura anunciou a mobilização de 2.500 policiais para garantir a segurança. A Fan Zone, montada próximo à Allianz Arena, espera receber 20 mil torcedores com telões, shows e atividades interativas. Pontos turísticos, como a Marienplatz, já são ocupados por fãs do PSG e da Inter, que buscam ingressos, mesmo com preços elevados no mercado secundário.

Os ingressos oficiais, vendidos pela Uefa, variaram de € 70 a € 950, mas esgotaram semanas antes do evento. Cambistas oferecem entradas a valores muito acima do original, prática comum em decisões de grande porte. A organização reforçou o transporte público, com linhas de metrô e ônibus operando em horários estendidos.

Detalhes da transmissão

No Brasil, a final será transmitida pelo SBT na TV aberta, com narração de Tiago Leifert e comentários de Mauro Beting e Alexandre Pato. Na TV por assinatura, a TNT Sports cobre o jogo com André Henning e comentários de Vitor Sergio Rodrigues, Bruno Formiga e Rafinha. Para streaming, as plataformas SBT+ e Max oferecem acesso ao vivo. A audiência global é estimada em milhões, seguindo a tendência de finais anteriores, como a de 2023/24, que alcançou 350 milhões de espectadores.

A cerimônia de abertura contará com show do Linkin Park, banda de rock alternativo conhecida por sucessos como “Numb” e “What I’ve Done”. A apresentação promete elevar a atmosfera antes do apito inicial, unindo esporte e entretenimento.

Experiência de Marquinhos

Marquinhos, como capitão, é o pilar do PSG na final. Sua trajetória no clube começou em 2013, e ele acumula 10 títulos da Ligue 1, além de outras conquistas domésticas. Na Champions, o zagueiro disputou 93 jogos e marcou sete gols até a temporada 2024/25. Sua experiência em finais, apesar do vice em 2020, é vista como um trunfo para orientar o elenco mais jovem.

O defensor destacou o senso de coletividade do time atual. Diferentemente de elencos anteriores, que contavam com estrelas como Neymar e Kylian Mbappé, o PSG de 2025 aposta em um grupo mais equilibrado, sem grandes nomes individuais, mas com forte conexão em campo. Marquinhos afirmou que a harmonia do elenco é um dos pontos altos da temporada.

  • Números de Marquinhos no PSG:
    • 12 temporadas (2013-2025).
    • 10 títulos da Ligue 1.
    • 93 jogos na Champions League.

Expectativa tática

Luis Enrique, técnico do PSG, é conhecido por sua abordagem ofensiva, mas também por ajustes táticos precisos. Na final, o treinador deve priorizar a posse de bola e jogadas pelas pontas, explorando a velocidade de Dembélé e Kvaratskhelia. A Inter, sob o comando de Inzaghi, tende a adotar uma postura mais compacta, com contra-ataques liderados por Martínez e Thuram.

Ambos os técnicos têm experiência em competições europeias. Enrique venceu a Champions em 2015 com o Barcelona, enquanto Inzaghi levou a Inter à final em 2023, embora tenha perdido para o Manchester City. A batalha tática entre os dois promete ser um dos destaques do jogo.

Premiação em jogo

A Uefa distribuirá € 25 milhões ao campeão da edição 2024/25, equivalente a cerca de R$ 162,32 milhões. O vice-campeão receberá € 18,5 milhões, ou R$ 120,11 milhões. Esses valores se somam às premiações acumuladas nas fases anteriores, que elevaram os ganhos de PSG e Inter na competição. Além do troféu, o vencedor garante vaga na Supertaça Europeia de 2025, contra o campeão da Europa League, e na fase de liga da Champions 2025/26.

A final também tem peso simbólico. Para o PSG, é a chance de superar o estigma de não vencer a Champions, apesar dos investimentos bilionários. Para a Inter, é a oportunidade de reaffirmar sua tradição europeia, interrompida desde 2010.

Curiosidades da final

A decisão de 2025 marca o primeiro confronto oficial entre PSG e Inter na Champions League. Em amistosos, os clubes se enfrentaram duas vezes: em 2011, a Inter venceu por 1 a 0, e em 2016, o PSG levou a melhor por 3 a 1. A final também é a segunda entre um clube francês e um italiano, após Olympique de Marselha x Milan em 1993.

  • Fatos históricos:
    • Itália tem 12 títulos da Champions, com Milan (7), Inter (3) e Juventus (2).
    • França tem apenas um, com o Olympique em 1993.
    • Munique sediou cinco finais, todas com campeões inéditos.

A Allianz Arena, com sua capacidade reduzida para 70 mil em jogos internacionais, estará lotada. A Uefa implementou medidas de segurança rigorosas, incluindo controle de fluxo de público e áreas exclusivas para a imprensa, com 500 jornalistas credenciados.

Mobilização em Munique

A cidade alemã vive dias de fervor futebolístico. A Fan Fest organizada pela Uefa, na região próxima ao estádio, inclui shows musicais e espaços interativos, atraindo torcedores de diversas nacionalidades. O comércio local, especialmente bares e lojas de souvenirs, registra movimento intenso. A prefeitura ampliou os horários do transporte público para facilitar o acesso ao estádio, que fica na Werner-Heisenberg-Allee.

A segurança é prioridade, com barreiras e pontos de revista ao redor da Allianz Arena. A mobilização policial visa garantir a tranquilidade em um evento que atrai atenção global. A expectativa é que a final consolide Munique como um dos principais palcos do futebol europeu, igualando a Alemanha a Itália e Inglaterra, com nove finais de Champions sediadas.

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