A terceira parcela de R$ 200 do Programa Pé-de-Meia, voltada para estudantes de baixa renda do ensino médio público, começou a ser paga em 26 de maio de 2025, beneficiando cerca de 3,9 milhões de jovens em todo o país. Gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC) e operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, o pagamento segue um calendário escalonado baseado no mês de nascimento, com depósitos até 2 de junho. A iniciativa, instituída pela Lei nº 14.818/2024, combate a evasão escolar ao oferecer suporte financeiro para despesas educacionais, além de incentivos para participação no Enem e conclusão do ensino médio. Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) também são contemplados, com adaptações específicas.
O programa exige frequência mínima de 80% nas aulas e inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), com valores depositados em contas digitais no Caixa Tem. Desde seu lançamento em novembro de 2023, o Pé-de-Meia tem transformado a realidade de jovens, especialmente em regiões vulneráveis, como o Nordeste, onde a evasão caiu 8% em 2024.
- Público-alvo: Estudantes de 14 a 24 anos no ensino médio ou EJA.
- Benefícios: Até R$ 9.200 ao longo de três anos, incluindo mensalidades e bônus.
- Ferramentas: Aplicativo Jornada do Estudante para acompanhamento.

Objetivo central do programa
O Pé-de-Meia foi criado para reduzir a evasão escolar, um problema histórico no Brasil, onde muitos jovens abandonam o ensino médio para trabalhar. A política combina incentivos financeiros com metas educacionais, como frequência escolar e participação em exames nacionais. Em 2025, o programa ampliou seu alcance, incluindo mais alunos da EJA e ajustando critérios de renda, o que elevou o investimento para R$ 12,5 bilhões.
O MEC identificou que a pressão financeira é um dos principais obstáculos para a permanência escolar. Os R$ 200 mensais ajudam a custear materiais, transporte e até despesas domésticas, aliviando o orçamento familiar. Em Petrolina, Pernambuco, escolas registraram 12% mais alunos no 1º ano, um reflexo direto do programa.
Calendário detalhado de pagamentos
A terceira parcela de 2025 segue um cronograma organizado por mês de nascimento, garantindo eficiência na distribuição dos valores. Os depósitos são feitos diretamente em contas digitais no Caixa Tem, acessíveis para saques ou transferências.
- 26 de maio: Nascidos em janeiro e fevereiro.
- 27 de maio: Nascidos em março e abril.
- 28 de maio: Nascidos em maio e junho.
- 29 de maio: Nascidos em julho e agosto.
- 30 de maio: Nascidos em setembro e outubro.
- 2 de junho: Nascidos em novembro e dezembro.
Estudantes menores de 18 anos precisam de autorização do responsável legal para movimentar os valores, enquanto maiores de idade têm acesso imediato. O MEC orienta a atualização constante dos dados no CadÚnico para evitar bloqueios.
Requisitos para receber o benefício
A elegibilidade ao Pé-de-Meia é baseada em critérios claros, focados em jovens de baixa renda. A integração com o CadÚnico agiliza a identificação dos beneficiários, eliminando a necessidade de inscrição direta.
Os principais requisitos são:
- Matrícula no ensino médio público ou EJA.
- Idade entre 14 e 24 anos (19 a 24 para EJA).
- Renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa.
- Frequência mínima de 80% nas aulas.
Escolas enviam dados de matrícula e frequência pelo Sistema Presença, que cruza informações com o CadÚnico. Em 2025, melhorias no sistema reduziram erros de validação em 30%, garantindo maior agilidade nos pagamentos.
Estrutura financeira do programa
O Pé-de-Meia oferece uma combinação de incentivos imediatos e poupança de longo prazo, com até R$ 9.200 por estudante ao longo do ensino médio. Os valores são divididos em diferentes categorias, adaptadas para o ensino médio regular e a EJA.
- Incentivo-Matrícula: R$ 200 pagos no início do ano.
- Incentivo-Frequência: Nove parcelas anuais de R$ 200 (R$ 1.800).
- Incentivo-Conclusão: R$ 1.000 por ano letivo aprovado, liberado após a formatura.
- Incentivo-Enem: R$ 200 para alunos do 3º ano que participam do Enem.
Para a EJA, os estudantes recebem R$ 200 pela matrícula, quatro parcelas de R$ 225 por frequência e os mesmos incentivos de conclusão e Enem. Os valores de conclusão ficam bloqueados até a formatura, incentivando a permanência escolar.
Mudanças regionais observadas
O programa tem gerado efeitos significativos em diversas regiões. No Nordeste, estados como Bahia e Pernambuco registraram aumento na frequência escolar, com destaque para Petrolina, onde a presença de alunos no 1º ano cresceu 12%. Os R$ 200 mensais são usados para uniformes, materiais e até alimentos, reduzindo a pressão financeira.
No Distrito Federal, estudantes como Renzo Renato Cosmo, de 17 anos, planejam usar a poupança do incentivo de conclusão para investimentos pessoais, como a compra de uma motocicleta. Em São Paulo, mães relatam que o benefício cobre despesas básicas, permitindo maior foco nos estudos. Esses casos mostram o alcance do programa, que também estimula a economia local ao aumentar a demanda por produtos escolares.
Incentivo para o Enem 2025
Alunos do 3º ano do ensino médio recebem um bônus de R$ 200 por participar do Enem 2025, além da isenção automática da taxa de inscrição. As inscrições para o exame começaram em 26 de maio e vão até 6 de junho, oferecendo uma janela para os jovens se prepararem.
O bônus é depositado diretamente no Caixa Tem após a confirmação de presença nos dois dias de prova. Essa medida conecta o ensino médio ao ensino superior, incentivando os beneficiários a planejar carreiras acadêmicas. Em 2024, a participação de alunos do Pé-de-Meia no Enem cresceu 10%, segundo dados do MEC.
Ferramentas digitais de apoio
O aplicativo Jornada do Estudante, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina, é essencial para o acompanhamento dos beneficiários. A ferramenta, acessada via portal Gov.br, permite verificar:
- Status e datas de pagamentos.
- Pendências, como atualização do CadÚnico.
- Notificações sobre frequência e aprovação.
Em 2025, atualizações no aplicativo melhoraram a navegação e adicionaram alertas em tempo real. Escolas utilizam o Sistema Presença para enviar dados ao MEC, garantindo transparência. A plataforma também reduz fraudes ao monitorar irregularidades, como frequência abaixo do exigido.
Ampliação para o ensino superior
O governo federal planeja expandir o Pé-de-Meia para o ensino superior até o final de 2025, focando em universitários de baixa renda. A iniciativa, ainda em desenvolvimento, prevê incentivos para transporte, materiais e outras despesas, com estimativa de alcançar 500 mil estudantes nos primeiros anos.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a expansão usará o modelo do ensino médio, com integração ao CadÚnico e sistemas de monitoramento. A medida responde à evasão nas universidades públicas, onde dificuldades financeiras levam muitos alunos a abandonar os cursos. Detalhes serão divulgados nos próximos meses.
Histórias de beneficiários
Em Recife, João Pedro, de 17 anos, usa os R$ 200 mensais para comprar livros preparatórios para o Enem, visando uma vaga em engenharia. Em São Paulo, Maria Souza, mãe de dois alunos, destina o benefício a uniformes e contas domésticas, aliviando o orçamento familiar.
Diretores escolares relatam maior engajamento, com mais participação em atividades e avaliações. Em cidades pequenas, os valores movimentam comércios locais, como papelarias e lanchonetes, gerando benefícios econômicos. Essas histórias mostram como o programa fortalece a relação dos jovens com a escola.
Gestão e transparência
A administração do Pé-de-Meia envolve o MEC, a Caixa Econômica Federal e secretarias estaduais. Dados de matrícula e frequência são enviados mensalmente pelas escolas e cruzados com o CadÚnico. Apesar de desafios, como atrasos por dados desatualizados, melhorias no Sistema Presença reduziram problemas de validação em 30% em 2025.
O MEC mantém um sistema rigoroso de monitoramento, com o aplicativo Jornada do Estudante e uma seção de perguntas frequentes no site oficial. Casos de frequência insuficiente ou irregularidades suspendem os pagamentos, mas notificações ajudam a corrigir pendências, garantindo transparência.
Adaptação para a EJA
A Educação de Jovens e Adultos tem uma estrutura específica no Pé-de-Meia, com R$ 200 pela matrícula, quatro parcelas de R$ 225 por frequência e R$ 1.000 por ano letivo aprovado. Esses valores atendem às necessidades de adultos que conciliam trabalho e estudos.
Em 2024, a participação de alunos da EJA cresceu 15%, refletindo a demanda por políticas inclusivas. Os recursos são usados para transporte e materiais, facilitando a permanência escolar. A inclusão da EJA reforça o compromisso do programa com a educação em todas as fases da vida.