Renan Lodi, lateral-esquerdo do Al-Hilal, está fora da seleção brasileira desde novembro de 2023 e não escondeu sua frustração com as recentes convocações do técnico Dorival Júnior. Em entrevista exclusiva, o jogador de 27 anos criticou a ausência nas listas, sugeriu preconceito contra a liga saudita e expressou esperança em conquistar uma vaga com o novo treinador, Carlo Ancelotti. A declaração foi dada em Serrana, São Paulo, onde Lodi passa férias antes de retornar ao clube para a Copa do Mundo de Clubes. O atleta, que já disputou 19 jogos pela seleção, acredita que seus números na temporada – com gols e assistências – justificariam sua presença. A meta descrição começa aqui: Renan Lodi critica ausência na seleção, aponta preconceito com liga saudita e confia em Ancelotti para chance por merecimento.
O jogador destacou sua trajetória no Al-Hilal, onde soma 51 partidas, quatro gols e nove assistências em duas temporadas. Ele também mencionou a expectativa por uma convocação na primeira lista de Ancelotti, anunciada em 26 de maio para jogos contra Equador e Paraguai.
- Números de Lodi na temporada: quatro gols e nove assistências em 51 jogos.
- Último jogo pela seleção: derrota para a Colômbia, em 16 de novembro de 2023.
- Foco atual: preparação para a Copa do Mundo de Clubes com o Al-Hilal.
Lodi enfatizou que segue focado no clube, mas não deixou de comentar a situação de outros jogadores, como Neymar, e o cenário das eliminatórias sul-americanas.
Números falam por ele
Renan Lodi acredita que suas estatísticas na liga saudita deveriam pesar a seu favor. Com quatro gols e nove assistências em 51 jogos pelo Al-Hilal, ele se destaca como um dos laterais mais produtivos da competição. Comparando com outros convocados, o jogador questionou os critérios adotados pela CBF. “Se for por números, poderiam ver meus números. Eu merecia uma oportunidade”, afirmou.
O lateral também apontou um possível preconceito contra a liga saudita, que, segundo ele, não recebe o mesmo reconhecimento que competições europeias. Apesar da crítica, Lodi mantém o foco no Al-Hilal, onde é titular absoluto. Sua versatilidade em campo, atuando tanto na defesa quanto no apoio ao ataque, tem sido um diferencial.
⚠️ Fora da lista, Renan Lodi critica convocação da Seleção Brasileira e diz que laterais que foram convocados não têm seus números:
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) June 3, 2025
“Eu pensava que ia ter oportunidade de novo. Não sei se a CBF ou quem faz as convocações tem preconceito com a Liga Saudita, porque na temporada eu… pic.twitter.com/lFT9siIJNP
Experiência com Neymar no Al-Hilal
Lodi compartilhou vestiário com Neymar no Al-Hilal e lamentou as lesões que atrapalharam o craque. Neymar sofreu uma grave lesão no joelho, que o afastou por cerca de um ano, seguida por outro problema físico durante a recuperação. “Ele teve azar, estava no melhor momento quando se machucou”, disse o lateral.
Apesar das dificuldades, Lodi acredita no potencial de Neymar para a seleção. “Ele é o Neymar, dispensa comentários. Está recuperando aos poucos e vai agregar muito”, afirmou. O lateral elogiou a postura profissional do atacante, com quem mantém uma relação próxima.
- Lesões de Neymar: ruptura de ligamento no joelho e complicações pós-cirurgia.
- Relação com Lodi: amizade e convivência no Al-Hilal.
- Expectativa: recuperação gradual para voltar ao nível de destaque.
Ancelotti como esperança
A chegada de Carlo Ancelotti ao comando da seleção brasileira é vista por Lodi como uma oportunidade. O lateral nunca trabalhou diretamente com o italiano, mas o enfrentou em jogos pelo Atlético de Madrid. Ele destacou o estilo de gestão de Ancelotti, conhecido por ser próximo dos jogadores. “Ele é um paizão para os atletas. Trata todos de forma igual”, disse.
Lodi citou o exemplo de Vinícius Júnior, que cresceu sob o comando de Ancelotti no Real Madrid. “Quando o Vini não estava bem, Ancelotti o abraçou, deu oportunidade. Hoje ele é um dos melhores do mundo”, afirmou. O lateral acredita que o treinador priorizará o merecimento nas convocações, o que reforça sua confiança em voltar à seleção.
Preparação para a Copa do Mundo de Clubes
De folga em Serrana, sua cidade natal, Lodi aproveita para descansar antes de retornar ao Al-Hilal. O clube está no grupo H da Copa do Mundo de Clubes, ao lado de Real Madrid, Salzburg e Pachuca. O torneio, disputado nos Estados Unidos, é uma das prioridades do time saudita.
Lodi está otimista com a campanha do Al-Hilal, mas também destacou o Palmeiras como um dos brasileiros com maior potencial na competição. “O Palmeiras tem um treinador que conhece bem o grupo, está há anos no clube. Isso faz diferença”, afirmou. Ele também mencionou Real Madrid e PSG como favoritos, mas colocou o Al-Hilal como sua principal aposta.
Critérios de convocação em debate
As declarações de Lodi reacendem o debate sobre os critérios de convocação da seleção brasileira. O lateral questionou se os escolhidos realmente refletem o desempenho em campo. “Não sei se convocam quem merece”, disse, reforçando sua confiança nos próprios números.
A liga saudita, apesar de atrair grandes nomes, ainda enfrenta desconfiança em relação ao nível técnico. Lodi defende que a competição é exigente e que seus números comprovam sua relevância. A discussão sobre o peso de diferentes ligas nas convocações deve continuar sob o comando de Ancelotti.
Homenagem às raízes
Lodi mantém uma forte conexão com suas origens. Nascido em Serrana, ele tatuou o escudo do Athletico-PR, clube onde foi revelado, como forma de homenagem. “O Athletico foi onde tudo começou. Tenho um carinho enorme”, declarou.
Durante as férias, o jogador tem passado tempo com a família e amigos na cidade, recarregando as energias para a temporada. Ele também acompanha o futebol brasileiro e torce pelos clubes do país na Copa do Mundo de Clubes.
- Raízes de Lodi: nascido em Serrana, revelado pelo Athletico-PR.
- Homenagem: tatuagem com o escudo do clube paranaense.
- Férias: descanso com família antes de voltar ao Al-Hilal.
Competitividade na lateral
A posição de lateral-esquerdo na seleção brasileira é disputada. Jogadores como Alex Telles, também na liga saudita, e outros que atuam na Europa, como Wendell, têm sido preferidos por Dorival Júnior. Lodi, no entanto, acredita que sua regularidade e números o colocam em vantagem.
O jogador evita comparações diretas, mas reforça que seu desempenho no Al-Hilal é consistente. “Foco no meu trabalho. Se a chance vier, vou aproveitar”, disse. A concorrência deve se intensificar com Ancelotti, que pode trazer novos critérios para a posição.
Eliminatórias e o futuro
As eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo seguem como um desafio para a seleção brasileira. Os jogos contra Equador e Paraguai, sob o comando de Ancelotti, marcam o início de uma nova fase. Lodi acompanha a competição de longe, mas mantém o sonho de voltar a representar o Brasil.
O lateral destacou a importância de um ambiente coeso, algo que acredita ser uma das forças de Ancelotti. “Ele sabe gerenciar o grupo. Isso faz a diferença em competições longas”, afirmou.
Resumo da notícia
Renan Lodi, lateral do Al-Hilal, criticou sua ausência na seleção brasileira desde novembro de 2023, apontando possível preconceito contra a liga saudita. Em Serrana, São Paulo, onde passa férias, ele destacou seus números – quatro gols e nove assistências em 51 jogos – e questionou os critérios de Dorival Júnior. Lodi confia na gestão de Carlo Ancelotti, novo técnico, para uma convocação por merecimento. Ele também lamentou as lesões de Neymar, elogiou o Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes e homenageou o Athletico-PR, seu clube formador.