Equador x Brasil: escalações, desfalques e arbitragem na 15ª rodada das Eliminatórias

Carlo Ancelotti

Carlo Ancelotti - Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Na noite desta quinta-feira, 5 de junho de 2025, a seleção brasileira, agora sob o comando de Carlo Ancelotti, enfrenta o Equador no Estádio Monumental de Guayaquil, às 20h (de Brasília), pela 15ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O confronto marca a estreia do técnico italiano, que busca reverter o momento instável da equipe após a goleada sofrida contra a Argentina por 4 a 1 em março. Com 21 pontos, o Brasil ocupa a quarta posição na tabela, dois pontos atrás do Equador, vice-líder com 23. A partida, transmitida ao vivo pela TV Globo, SporTV e pelo portal ge, é crucial para a Seleção se aproximar da classificação antecipada para o Mundial, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá. A expectativa é alta para ver as mudanças táticas de Ancelotti e a resposta do time em campo.

O jogo ganha contornos decisivos porque uma vitória pode colocar o Brasil mais perto de garantir uma das seis vagas diretas para a Copa do Mundo. Caso conquiste os três pontos em Guayaquil e venha a vencer também o Paraguai na próxima rodada, a Seleção pode chegar a 27 pontos, ficando a um passo da classificação. Mesmo com resultados menos favoráveis, como um empate, a equipe ainda tem chances de se assegurar ao menos na repescagem, dependendo de tropeços de adversários como Venezuela e Bolívia.

A preparação para o confronto foi intensa, mas curta. Ancelotti teve apenas três treinos para implementar suas ideias, realizados no CT Joaquim Grava, em São Paulo, e no Equador. Durante as atividades, o treinador esboçou uma formação com novidades, sinalizando uma abordagem mais ofensiva e com jogadores que não eram titulares sob o comando anterior.

  • Pontos em jogo: Uma vitória pode levar o Brasil a 24 pontos, ultrapassando o Equador na tabela.
  • Desfalques relevantes: O Brasil não conta com Raphinha, suspenso, enquanto o Equador sente a ausência de Gonzalo Plata, lesionado.
  • Transmissão ao vivo: TV Globo, SporTV e ge oferecem cobertura completa, com narração e comentários especializados.

Nova era sob comando italiano

A chegada de Carlo Ancelotti ao comando da seleção brasileira trouxe uma onda de otimismo entre torcedores e jogadores. O técnico, conhecido por conquistar títulos em clubes como Real Madrid, Milan e Chelsea, assume a equipe em um momento delicado, após resultados irregulares nas Eliminatórias e a eliminação nas quartas de final da Copa América. Em sua primeira entrevista coletiva em Guayaquil, Ancelotti destacou a importância de equilibrar criatividade e organização tática, prometendo um time competitivo e fiel à tradição do futebol brasileiro.

Durante os treinos, o italiano testou uma formação no esquema 4-3-3, com um meio-campo reforçado por Casemiro, de volta após mais de um ano sem convocações, ao lado de Bruno Guimarães e Gerson. A escolha por jogadores experientes mesclada com jovens talentos, como Estêvão, de apenas 18 anos, reflete a intenção de Ancelotti de construir uma equipe versátil. O treinador também elogiou o atacante do Palmeiras, destacando seu “talento extraordinário” e pedindo paciência para sua adaptação ao cenário internacional.

O elenco convocado para os jogos contra Equador e Paraguai trouxe surpresas, como a inclusão de Alexsandro Ribeiro, zagueiro de 25 anos que construiu carreira na Europa após dificuldades no Brasil. A lista, anunciada no dia 26 de maio, contou com 23 jogadores, incluindo nomes como Alisson, Marquinhos e Vini Jr., que seguem como pilares da equipe.

Desafios do Equador em casa

O Equador, sob o comando do técnico argentino Sebastián Beccacece, vive um momento sólido nas Eliminatórias. Com 23 pontos, a seleção equatoriana está na vice-liderança e busca consolidar sua posição entre os classificados para a Copa do Mundo. A equipe, conhecida como “La Tri”, aposta na força de atuar em casa, no Estádio Monumental, onde a torcida promete lotar as arquibancadas.

Beccacece, que assumiu o cargo após a saída de Félix Sánchez, enfrenta desafios no setor ofensivo. A ausência de Gonzalo Plata, cortado por uma lesão no joelho, e a provável reserva de Enner Valencia, que se recupera de problema muscular, limitam as opções de ataque. Apesar disso, a equipe conta com jogadores em grande fase, como o zagueiro Willian Pacho, do PSG, e o volante Moisés Caicedo, destaque do Chelsea.

  • Jogadores-chave: Pacho e Caicedo são fundamentais para a solidez defensiva e a transição rápida.
  • Retrospecto em casa: O Equador venceu três de seus últimos cinco jogos como mandante nas Eliminatórias.
  • Estratégia esperada: Beccacece deve apostar em um meio-campo compacto para neutralizar o ataque brasileiro.

A seleção equatoriana tem se beneficiado de um ciclo de investimentos na base e da experiência de jogadores que atuam em ligas europeias. Dos 23 convocados, nove jogam na Europa, o que dá à equipe uma mistura de juventude e maturidade.

Histórico de confrontos

Brasil e Equador já se enfrentaram 34 vezes na história, com ampla vantagem para a Seleção Brasileira, que venceu 27 partidas, empatou cinco e perdeu apenas duas. As derrotas equatorianas mais marcantes ocorreram em 2001 e 2004, ambas em Eliminatórias. No último encontro, em setembro de 2024, no Couto Pereira, o Brasil venceu por 1 a 0, com gol de Rodrygo, em jogo válido pela sétima rodada.

Apesar do retrospecto favorável, o Brasil enfrenta dificuldades quando joga em Guayaquil. A altitude moderada e o calor da cidade exigem adaptação física, e a torcida equatoriana cria um ambiente hostil. Ancelotti, ciente disso, trabalhou a parte mental do elenco, reforçando a importância de manter a concentração durante os 90 minutos.

Arbitragem chilena no comando

A partida será apitada pelo árbitro chileno Piero Maza, auxiliado por Cláudio Urrutia e Alejandro Molina, também do Chile. O VAR ficará a cargo de José Cabero, com Francisco Gilabert como quarto árbitro. Maza é conhecido por sua rigidez em lances de faltas e tem experiência em jogos de Eliminatórias, o que pode influenciar o ritmo do confronto.

A arbitragem chilena já esteve presente em outros jogos do Brasil nas Eliminatórias, como na vitória por 2 a 0 contra o Peru, em 2021. Jogadores pendurados, como Vini Jr. e Danilo, precisam tomar cuidado para evitar suspensões em rodadas futuras.

Preparação tática de Ancelotti

Nos treinos realizados antes da viagem ao Equador, Ancelotti priorizou a posse de bola e a compactação defensiva. A formação testada, com Casemiro como volante de contenção, permite que Bruno Guimarães e Gerson avancem para apoiar o ataque. No setor ofensivo, Vini Jr. e Estêvão devem atuar abertos pelas pontas, enquanto Richarlison será a referência no centro.

A escolha por Alexsandro na zaga, ao lado de Marquinhos, surpreendeu parte da imprensa, mas reflete a confiança do treinador em jogadores que conhece do futebol europeu. Alex Sandro, na lateral esquerda, traz experiência para conter as investidas de Angelo Preciado, um dos destaques do Equador.

  • Esquema tático: 4-3-3 com transições rápidas e ênfase na posse de bola.
  • Foco defensivo: Neutralizar as jogadas pelos lados, onde o Equador é mais perigoso.
  • Aposta na juventude: Estêvão, de 18 anos, pode ser a surpresa do jogo.

Expectativa da torcida brasileira

A estreia de Ancelotti gerou grande mobilização entre os torcedores. Em São Paulo, durante os treinos abertos no CT Joaquim Grava, centenas de fãs compareceram para apoiar a equipe. A presença de Samir Xaud, novo presidente da CBF, também marcou as atividades, reforçando o apoio institucional ao projeto do treinador italiano.

Nas redes sociais, a convocação de Ancelotti foi amplamente debatida, com elogios à mescla de jogadores experientes e jovens. A ausência de Rodrygo, lesionado, e a suspensão de Raphinha abriram espaço para Estêvão, que já é comparado a grandes nomes do futebol brasileiro.

Cenário das Eliminatórias

As Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2026 estão na reta final, com 10 seleções disputando seis vagas diretas e uma para a repescagem. A Argentina, com 31 pontos, é a única garantida no Mundial. Equador, Brasil, Uruguai, Colômbia e Paraguai ocupam as posições seguintes, mas a disputa segue acirrada, especialmente com a Venezuela, que tem 15 pontos e ainda sonha com a classificação.

O Brasil, que já participou de todas as edições da Copa do Mundo, busca manter sua tradição. Uma vitória contra o Equador pode não apenas melhorar a posição na tabela, mas também trazer confiança para o próximo desafio, contra o Paraguai, em São Paulo.

O que está em jogo

A partida desta quinta-feira é mais do que um teste para Ancelotti. Uma vitória pode reposicionar o Brasil entre os líderes das Eliminatórias e afastar as críticas recentes sobre o desempenho da Seleção. Para o Equador, os três pontos representam a chance de consolidar a vice-liderança e encaminhar a classificação para sua quarta Copa do Mundo.

O confronto também coloca frente a frente dois projetos distintos: o Brasil, com um treinador renomado e um elenco estrelado, contra um Equador em ascensão, que combina jogadores experientes e uma nova geração promissora. O resultado em Guayaquil será um indicativo do que esperar das duas seleções na reta final das Eliminatórias.

Veja Também