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Saque do PIS/Pasep via Caixa Tem: como resgatar até R$ 2.800 em 2025

Salário Carteira de Trabalho
Salário Carteira de Trabalho - Foto: gustavomellossa/Shutterstock.com Salário Carteira de Trabalho - Foto: gustavomellossa/Shutterstock.com

Milhares de trabalhadores brasileiros estão recebendo valores esquecidos do PIS/Pasep, com depósitos de até R$ 2.800 realizados pela Caixa Econômica Federal diretamente no aplicativo Caixa Tem, a partir de junho de 2025. A iniciativa, promovida pelo governo federal, visa devolver cotas acumuladas entre 1971 e 1988, período em que os programas complementavam a renda de empregados do setor privado e público. O processo, que se estende até setembro de 2028, permite consultas e saques de forma prática, seja pelo app FGTS ou em agências da Caixa. A ação beneficia tanto trabalhadores da época quanto herdeiros, que podem resgatar os recursos mediante documentação. O objetivo é garantir que valores parados há décadas cheguem aos seus donos, reforçando a importância de checar a elegibilidade. Dados oficiais indicam que muitas pessoas ainda desconhecem a existência dessas cotas.

A liberação ocorre de maneira organizada, com lotes de pagamento escalonados. O primeiro grupo, com solicitações até 30 de abril de 2025, já recebeu os valores em 25 de junho. A seguir, novos calendários serão divulgados, e o prazo final para reivindicações é setembro de 2028.

Origem das cotas do PIS/Pasep

Lançados na década de 1970, o Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) buscavam assegurar benefícios aos trabalhadores. Empresas privadas depositavam valores para empregados no PIS, enquanto órgãos públicos contribuíam para o Pasep em nome de servidores.

Entre 1971 e 1988, os recursos eram acumulados em cotas individuais. Com a Constituição de 1988, os depósitos passaram a alimentar o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Anos depois, em 2020, o fundo foi extinto, e os saldos remanescentes migraram para o FGTS e, posteriormente, para o Tesouro Nacional. Agora, o governo reavaliou esses montantes e decidiu devolvê-los.

O processo atual identifica trabalhadores e herdeiros elegíveis. A medida abrange valores não sacados em etapas anteriores, muitos dos quais ajustados por correções monetárias ao longo do tempo.

Quem pode resgatar os valores

Têm direito às cotas do PIS/Pasep trabalhadores do setor privado e servidores públicos com registro formal entre 1971 e 1988. Aqueles que não retiraram os recursos anteriormente estão entre os beneficiários. Herdeiros legais também podem solicitar, desde que apresentem documentação adequada.

Casos específicos merecem atenção. Se o trabalhador faleceu, dependentes ou herdeiros precisam de certidão de óbito e comprovantes de vínculo, como certidão de casamento ou inventário. Além disso, quem teve mais de um emprego formal no período pode acumular múltiplas cotas, aumentando o valor disponível.

A Caixa Econômica Federal estima que milhares de pessoas ainda não sabem do direito. Por isso, a consulta é o primeiro passo essencial.

Passo a passo para consulta

Verificar a existência de valores esquecidos do PIS/Pasep é simples e gratuito. A Caixa disponibiliza canais oficiais para agilizar o processo, seja de forma digital ou presencial.

  • Baixe o aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS.
  • Faça login com CPF e senha do Gov.br.
  • Acesse o menu “Mais” e selecione “Ressarcimento PIS/Pasep”.
  • Confira se há valores liberados e o total disponível.

Para quem prefere o atendimento presencial, basta ir a uma agência da Caixa. Leve um documento com foto, como RG, CNH ou passaporte, e o CPF. Em situações específicas, como herdeiros ou vínculos múltiplos, comprovantes adicionais podem ser solicitados.

O serviço não exige intermediários. A Caixa alerta para tentativas de golpe e recomenda o uso exclusivo de seus canais oficiais.

Como funciona o pagamento

Os saques do PIS/Pasep seguem um calendário definido. O lote inicial, para solicitações até 30 de abril de 2025, foi pago em 25 de junho de 2025 via Caixa Tem. Novos lotes serão anunciados ao longo dos próximos anos, conforme a demanda e a disponibilidade de recursos.

O prazo final para reivindicar é setembro de 2028. Após essa data, os valores não solicitados não poderão mais ser resgatados. A Caixa orienta os interessados a ficarem atentos às atualizações no site oficial e no aplicativo FGTS.

Os depósitos são feitos diretamente no Caixa Tem, garantindo acesso imediato. O valor exato varia de acordo com o tempo de contribuição e ajustes monetários aplicados.

Abono Salarial PIS PASEP
Abono Salarial PIS PASEP – Foto: rafastockbr/Shutterstock.com

Fatores que definem o valor

O montante a ser recebido depende de variáveis específicas do período entre 1971 e 1988. Cada caso é único, e a consulta oficial é a única forma de confirmar o saldo.

Fatores que influenciam:

  • Duração do registro formal com carteira assinada.
  • Quantidade de empregadores no período.
  • Correções monetárias aplicadas ao longo das décadas.
  • Saques parciais realizados anteriormente.

A estimativa máxima é de R$ 2.800 por beneficiário, mas valores menores são frequentes. A Caixa calcula os saldos com base em registros históricos e atualizações.

Vantagens do Caixa Tem

O aplicativo Caixa Tem é a ferramenta central para o recebimento dos valores do PIS/Pasep. Usado por milhões de brasileiros, ele facilita a gestão de benefícios e pagamentos.

Suas principais funcionalidades incluem:

  • Conta digital gratuita, criada automaticamente para beneficiários.
  • Movimentações via Pix, transferências e pagamentos.
  • Saques sem cartão em caixas eletrônicos da Caixa.
  • Interface simples e acessível, mesmo para iniciantes.

Se o trabalhador ainda não tem conta no app, ela é aberta automaticamente ao liberar o pagamento. O Caixa Tem já é conhecido por gerenciar outros programas, como Bolsa Família e abono salarial.

Documentação necessária

Para acessar os valores, é preciso apresentar documentos específicos. Os requisitos variam conforme o perfil do solicitante.

Trabalhadores devem levar:

  • Documento oficial com foto, como RG ou CNH.
  • CPF para identificação.
  • Comprovantes de vínculo empregatício, se solicitado.

Herdeiros precisam de:

  • Certidão de óbito do trabalhador.
  • Documentos que comprovem dependência, como certidão de casamento.
  • Documento com foto do solicitante.

A Caixa recomenda levar originais e, se possível, cópias para agilizar o atendimento. Todos os serviços são gratuitos.

Alerta contra golpes

A liberação de valores esquecidos atrai tentativas de fraude. Criminosos se aproveitam da expectativa dos beneficiários para aplicar golpes via telefone, e-mail ou redes sociais.

Dicas de segurança:

  • Não compartilhe dados pessoais por canais não oficiais.
  • Evite pagar taxas para “liberar” os valores.
  • Use apenas o app FGTS, o site da Caixa ou agências físicas.
  • Mantenha aplicativos atualizados e use senhas seguras.
  • Nunca forneça senhas a terceiros.

A Caixa reforça que o processo é gratuito e não exige intermediários. Qualquer dúvida deve ser esclarecida pelos canais oficiais.

Próximos passos para o saque

Iniciar o processo é simples e acessível. A consulta no aplicativo FGTS é o caminho mais rápido para verificar a elegibilidade. Agências da Caixa também estão preparadas para atender presencialmente.

Reúna os documentos necessários e fique atento aos prazos. Os lotes de pagamento serão divulgados gradualmente, e o prazo final é setembro de 2028. Acompanhar as atualizações no site da Caixa e no app FGTS é essencial para não perder as datas.

O governo e a Caixa buscam agilizar a devolução, garantindo que os recursos cheguem aos beneficiários de forma segura e eficiente.

Curiosidades sobre o programa

O PIS/Pasep tem uma história rica e impactante. Criado para apoiar trabalhadores, ele deixou um legado de cotas acumuladas por décadas.

  • Os programas começaram em 1970 (PIS) e 1971 (Pasep).
  • Milhares de trabalhadores desconhecem os valores disponíveis.
  • A extinção do fundo em 2020 abriu caminho para a devolução.
  • Herdeiros também podem resgatar, ampliando o alcance.

A iniciativa atual destaca a importância de checar os saldos e reivindicar os direitos.

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