Aposentados e pensionistas do INSS recebem, em junho de 2025, a segunda parcela do 13º salário, antecipada pelo governo federal para impulsionar a economia. Junto ao pagamento, o instituto inicia a devolução de descontos indevidos, resultado de fraudes descobertas pela Polícia Federal. A medida beneficia milhões de segurados, que podem consultar os valores no Meu INSS. A antecipação, tradicional em momentos de crise, alivia as finanças de famílias, enquanto o reembolso combate um esquema que desviou bilhões. O processo, escalonado, prioriza casos recentes, com novos lotes previstos para os próximos meses.
A ação reflete a resposta do governo a desafios econômicos e fraudes que afetaram segurados por anos. A operação policial, deflagrada em abril, revelou um esquema sofisticado de cobranças não autorizadas, com descontos que variavam de R$ 30 a R$ 50 mensais. Para muitos beneficiários, o alívio financeiro chega em momento crucial, com a inflação pressionando orçamentos domésticos.
- Benefícios da medida: Injeção de bilhões na economia, quitação de dívidas e proteção contra fraudes.
- Como acessar: Pelo Meu INSS ou Central 135, verificando extratos e contestando irregularidades.
- Impacto esperado: Alívio financeiro para 30 milhões de segurados e maior confiança no sistema previdenciário.
O pagamento da segunda parcela e o início dos reembolsos marcam um esforço para reparar danos e fortalecer a segurança dos benefícios.
Detalhes do pagamento do 13º
A antecipação do 13º salário, uma prática adotada em anos de crise, beneficia cerca de 30 milhões de segurados do INSS. O valor da segunda parcela, paga em junho, depende do tempo de recebimento do benefício em 2025 e do valor mensal da aposentadoria ou pensão. Descontos como Imposto de Renda podem reduzir o montante líquido, e os detalhes estão disponíveis no extrato do Meu INSS.
Para beneficiários de auxílios temporários, como o auxílio-doença, o pagamento é proporcional ao período de concessão. Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, não inclui o 13º, o que gera debates entre segurados e entidades de defesa. A medida, anunciada pelo governo, busca aquecer o comércio e serviços, com uma injeção econômica significativa.
Os valores variam de um salário mínimo, atualmente em R$ 1.412, até o teto do INSS, fixado em R$ 7.786,01. O pagamento segue o calendário habitual, baseado no número final do benefício, garantindo organização e previsibilidade aos segurados.
Elegibilidade para o 13º
Nem todos os beneficiários do INSS têm direito à antecipação do 13º salário. A elegibilidade é restrita a quem cumpre critérios específicos, definidos pelo instituto.
- Receber aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente ou outro benefício previdenciário em 2025.
- Ter recebido a primeira parcela do 13º em maio, conforme o número final do benefício.
- Manter o benefício ativo no momento do pagamento de junho.
Segurados que começaram a receber o benefício após maio podem ter valores proporcionais, enquanto novos aposentados ou pensionistas em 2025 recebem o 13º integral, desde que o benefício esteja ativo. A exclusão do BPC da antecipação reforça a necessidade de políticas específicas para esse grupo, segundo associações de aposentados.
Início dos reembolsos de fraudes
O reembolso de descontos indevidos começou em junho, marcando a resposta do INSS a um esquema fraudulento desmantelado em abril de 2025. A Operação No Discount, conduzida pela Polícia Federal, revelou que associações e sindicatos cobravam mensalidades sem autorização, afetando milhões de segurados. O prejuízo estimado entre 2019 e 2024 chega a R$ 6,3 bilhões, com descontos que apareciam nos contracheques como “contribuições associativas”.
No primeiro lote de reembolsos, o INSS priorizou descontos aplicados a partir de abril de 2025, com um valor médio de R$ 48 por beneficiário. A quantia varia conforme a frequência e o período das cobranças. O processo será escalonado, com novos lotes programados para julho, agosto e meses seguintes, até a análise completa dos casos.
Para proteger os segurados, o INSS bloqueou temporariamente todos os descontos associativos, exigindo que as entidades comprovem a legitimidade das cobranças. A medida, combinada com investigações em andamento, busca evitar novos prejuízos.
Como funcionava o esquema fraudulento
A fraude, descoberta após uma denúncia na Bahia, envolveu a criação de associações falsas e o uso indevido de entidades legítimas. Documentos forjados e autorizações simuladas justificavam as deduções, que variavam de R$ 30 a R$ 50 por mês. Muitos segurados, especialmente em áreas rurais ou de baixa escolaridade, não percebiam as cobranças ou enfrentavam dificuldades para contestá-las.
A Operação No Discount identificou três grupos principais: associações fraudulentas, que criavam estruturas fictícias; operadores financeiros, responsáveis por movimentar os valores; e agentes públicos, que facilitavam o acesso aos sistemas do INSS. A investigação, iniciada após a análise de uma assinatura discrepante, expandiu-se para uma operação nacional, com prisões e apreensões de bens.

Passos para verificar descontos
Os segurados podem identificar cobranças indevidas por meio de ferramentas gratuitas oferecidas pelo INSS. O processo é acessível e não exige intermediários.
- Acesse o Meu INSS (site ou aplicativo) com a conta Gov.br.
- Vá à seção “Consultar descontos de entidades associativas”.
- Verifique a lista de cobranças registradas no contracheque.
- Conteste descontos não reconhecidos, iniciando um pedido de análise.
Para quem não tem acesso à internet, a Central 135 oferece suporte de segunda a sábado, das 7h às 22h. É necessário informar o CPF e dados do benefício. A ligação é gratuita de telefones fixos, com custo de chamada local para celulares. O INSS recomenda que os segurados evitem compartilhar dados pessoais por telefone ou com terceiros.
Etapas do processo de reembolso
Após a contestação de um desconto, as entidades têm 15 dias úteis para comprovar a autorização da cobrança. Se não houver prova, o INSS providencia a devolução no pagamento seguinte. Em casos de não ressarcimento pelas entidades, o instituto utiliza fundos próprios ou recursos recuperados para garantir o reembolso.
O cronograma de devoluções inclui:
- Julho de 2025: Segundo lote, com foco em casos de 2024 e 2025.
- Agosto a dezembro de 2025: Análise de descontos entre 2023 e 2024.
- 2026: Reembolsos de fraudes entre 2019 e 2022, com valores potencialmente maiores.
O processo pode se estender por até dois anos, dependendo da complexidade dos casos e da recuperação de ativos. O INSS estima que milhões de segurados serão beneficiados, com prioridade para os mais recentes.
Medidas de proteção aos segurados
Para evitar novas fraudes, o INSS implementou mudanças na gestão de descontos. As ações incluem maior rigor na autorização de cobranças e ferramentas para aumentar a transparência.
- Bloqueio automático de descontos associativos, exigindo autorização expressa do segurado.
- Notificações no Meu INSS sobre alterações na folha de pagamento.
- Opção de bloquear permanentemente cobranças de entidades, disponível no aplicativo.
- Parcerias com os Correios, que disponibilizam 5 mil agências para atendimento presencial.
A iniciativa com os Correios visa alcançar idosos em regiões remotas, que enfrentam barreiras no acesso a serviços digitais. As agências oferecem orientação gratuita, com funcionários treinados para auxiliar na verificação de extratos e na contestação de descontos.
Orientações para evitar golpes
O INSS reforça a importância de cuidados ao contratar serviços ou assinar contratos. Muitos segurados caíram em golpes por falta de informação ou abordagens enganosas.
- Leia todos os documentos antes de assinar, verificando cláusulas sobre descontos.
- Não compartilhe senhas bancárias ou dados do benefício por telefone.
- Desconfie de ofertas muito vantajosas ou contatos não solicitados.
- Consulte a reputação de associações antes de autorizar cobranças.
A Defensoria Pública da União e sindicatos de aposentados oferecem suporte para denúncias e esclarecimentos, especialmente em casos de cobranças repetitivas.
Canais para denúncias
Em situações de descontos persistentes ou valores elevados, os segurados podem recorrer a canais formais para buscar reparação.
- Ouvidoria do INSS, acessível pelo site ou aplicativo Fala.BR.
- Ministério Público Federal, para casos de reincidência ou fraudes complexas.
- Associações de defesa dos aposentados, que auxiliam na abertura de processos.
É fundamental reunir comprovantes, como extratos de pagamento, para embasar as denúncias. A Polícia Federal segue investigando os responsáveis pelo esquema, com possibilidade de novas ações judiciais e recuperação de bens.
Injeção econômica do 13º
A antecipação do 13º salário movimenta bilhões de reais, beneficiando setores como comércio, serviços e indústria. Em 2025, cerca de 30 milhões de segurados recebem o pagamento, com valores que variam do salário mínimo ao teto do INSS. A medida, embora positiva para a economia, exige ajustes fiscais, já que o governo precisa realocar recursos para cobrir o adiantamento.
Para os segurados, o pagamento extra é uma oportunidade de reorganizar as finanças, pagar dívidas ou planejar despesas. A combinação com os reembolsos de fraudes reforça a importância de acompanhar os extratos e usar os valores de forma consciente, especialmente em um cenário de inflação persistente.