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Nova lei trabalhista altera cálculo de férias em 2025: o que você precisa saber

Salário Carteira de Trabalho
Salário Carteira de Trabalho - Foto: gustavomellossa/Shutterstock.com Salário Carteira de Trabalho - Foto: gustavomellossa/Shutterstock.com

A partir de 2025, trabalhadores com carteira assinada no Brasil podem enfrentar mudanças significativas nas férias, graças ao Projeto de Lei (PL) 4165/24, apresentado pelo deputado Jonas Donizette (PSB-SP). Tramitando no Congresso Nacional em caráter conclusivo, a proposta exclui a contribuição ao INSS do adicional de férias, aquele terço extra do salário pago durante o descanso. Anunciada em um momento de debates acalorados, a alteração promete mexer no valor líquido recebido e nas contribuições previdenciárias, afetando milhões de pessoas. A medida, ainda em análise, pode ser aprovada em breve, impactando diretamente o planejamento de quem espera o período de repouso. O processo ocorre em meio a discussões entre sindicatos e empregadores, enquanto trabalhadores de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro buscam entender os efeitos. Por que isso está acontecendo? A ideia é tratar o adicional como indenização, reduzindo descontos, mas levantando questões sobre o futuro da aposentadoria.

Elaborado com foco em ajustes na Lei 8.212/91, o PL traz à tona uma discussão antiga sobre a natureza do adicional de férias. Jonas Donizette defende que o valor não deve ser tributado como salário, alinhando-se a decisões judiciais recentes. Enquanto isso, regras atuais, como o fracionamento de férias, seguem moldando o dia a dia de quem trabalha formalmente.

Para se preparar, é essencial conhecer os detalhes da proposta e as normas vigentes. Milhões de brasileiros, especialmente em setores como indústria e varejo, acompanham o tema com atenção. Em 2024, cerca de 40 milhões de trabalhadores tiraram férias, e agora buscam clareza sobre o que muda em 2025.

O que propõe o PL 4165/24

O Projeto de Lei 4165/24 busca alterar a forma como o adicional de férias é tratado. Atualmente, o terço extra pago ao trabalhador durante o descanso é considerado parte do salário de contribuição, sofrendo descontos do INSS. A proposta do deputado Jonas Donizette (PSB-SP) classifica esse valor como indenização, isentando-o da contribuição previdenciária.

Carteira de trabalho
Carteira de trabalho – Foto: Rodrigo Bellizzi/Shutterstock.com

Na prática, a mudança reduz os descontos aplicados ao adicional. Um trabalhador com salário de R$ 3 mil, por exemplo, recebe R$ 1 mil como adicional de férias. Dependendo da alíquota do INSS, entre 7,5% e 14%, o desconto atual pode variar de R$ 75 a R$ 140. Se o PL for aprovado, esse montante deixa de ser retido, aumentando o valor líquido recebido no período de descanso.

A ideia tem origem em debates jurídicos antigos. Decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2023 já indicaram que o adicional não deveria integrar o cálculo do INSS, mas a aplicação variava, gerando insegurança. O projeto tenta uniformizar a regra, beneficiando trabalhadores no curto prazo.

Efeitos no bolso do trabalhador

Para quem trabalha com carteira assinada, a mudança pode trazer alívio imediato. A isenção do INSS sobre o adicional de férias aumenta o valor disponível durante o descanso, o que é especialmente relevante para os 62% dos trabalhadores formais que ganham até dois salários mínimos, segundo dados de 2024. Em regiões como São Paulo, onde o mercado formal é forte, milhões podem sentir a diferença.

Um exemplo prático ajuda a entender. Um empregado com salário de R$ 2 mil recebe R$ 666,66 como adicional. Atualmente, o desconto do INSS pode chegar a R$ 93,33, dependendo da faixa salarial. Sem essa retenção, o trabalhador teria o valor integral, o que facilita o planejamento de viagens ou despesas no período.

Setores como varejo e indústria, comuns em cidades como Belo Horizonte e Manaus, acompanham o tema de perto. Em 2024, mais de 30% dos trabalhadores usaram ferramentas online para calcular os valores das férias, uma prática que deve se intensificar com a possível nova regra.

Regras atuais sobre o descanso anual

Enquanto o PL 4165/24 avança, as normas da Reforma Trabalhista de 2016 seguem em vigor. Desde então, as férias podem ser divididas em até três períodos, com algumas condições específicas:

  • Um dos períodos deve ter, no mínimo, 14 dias corridos.
  • Os outros dois precisam ter pelo menos cinco dias cada.
  • O fracionamento exige acordo entre empregado e empregador.
  • Faltas injustificadas impactam a duração: 30 dias para até cinco faltas, 24 dias para seis a 14, e assim por diante.

Essas regras afetam diretamente setores com alta rotatividade, como construção civil em Goiânia e call centers em Curitiba. Além disso, férias proporcionais se aplicam a quem não completa 12 meses de trabalho, garantindo, por exemplo, 15 dias para seis meses trabalhados.

Planejamento financeiro para 2025

Organizar as férias em 2025 exige atenção redobrada. Com a possível aprovação do PL 4165/24, o valor líquido do adicional de férias pode aumentar, mas a contribuição ao INSS será menor. Isso reduz a base de cálculo para benefícios como aposentadoria e auxílio-doença, o que preocupa especialistas.

Trabalhadores de cidades como Brasília e Porto Alegre já buscam formas de se adaptar. Em 2024, empresas que ajustaram suas práticas às leis trabalhistas reduziram em 15% os conflitos com funcionários, mostrando a importância de planejar bem. Para isso, algumas medidas são úteis:

  • Simular o valor das férias com e sem o desconto do INSS.
  • Poupar parte do adicional para compensar a redução nas contribuições previdenciárias.
  • Alinhar o fracionamento com o empregador, definindo datas com antecedência.
  • Usar ferramentas online para projeções financeiras, uma tendência crescente.

Andamento no Congresso Nacional

A tramitação do PL 4165/24 ocorre em caráter conclusivo, o que agiliza o processo. O texto passa pelas comissões da Câmara dos Deputados, sem necessidade de votação em plenário, a menos que haja recurso. Em março de 2025, o projeto pode já ter um desfecho, afetando as férias do segundo semestre.

Sindicatos, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), acompanham o debate. Eles destacam o benefício imediato da isenção do INSS, mas alertam para os efeitos de longo prazo nas aposentadorias. Entidades patronais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apoiam a medida, vendo nela uma redução de custos trabalhistas.

Em cidades como Vitória da Conquista, na Bahia, trabalhadores de pequenas empresas buscam orientação em sindicatos locais. Já grandes corporações em São Paulo preparam comunicados para esclarecer os impactos aos funcionários.

Casos que afetam o direito ao descanso

Nem todos conseguem garantir as férias anuais. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) define situações em que o direito é perdido:

  • Deixar o emprego e não ser readmitido em 60 dias.
  • Ficar em licença remunerada por mais de 30 dias.
  • Receber auxílio-doença por mais de seis meses, mesmo que intermitente.

Em 2024, cerca de 5% dos trabalhadores formais enfrentaram essas situações, especialmente em setores como construção civil e teleatendimento. Apesar disso, empresas não podem negar o descanso sem justa causa, já que ele é garantido por lei.

Ajustes nas empresas e no dia a dia

Empresas também precisam se preparar para 2025. Atualizar sistemas de folha de pagamento e treinar equipes de recursos humanos são passos essenciais. Em 2024, organizações que anteciparam mudanças trabalhistas evitaram problemas, uma lição valiosa para o próximo ano.

Trabalhadores de escritórios em Brasília e fábricas em Porto Alegre buscam diálogo com empregadores. A comunicação clara ajuda a alinhar expectativas, especialmente em setores com férias coletivas, como a indústria automotiva, comum no Paraná e em São Paulo.

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