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Serra Catarinense marca -6,3°C e paisagem vira gelo no frio recorde

Frio
Frio - Foto: Utoimage/ shutterstock Frio - Foto: Utoimage/ shutterstock

São Joaquim, na Serra Catarinense, registrou -6,3°C na madrugada de 11 de junho de 2025, marcando o dia mais frio do ano em Santa Catarina. A massa de ar seco e frio que cobre o Sul do Brasil trouxe temperaturas negativas a dez municípios, cobrindo paisagens com geada e permitindo até a criação de bonecos de gelo. O fenômeno, monitorado pela Defesa Civil, afetou principalmente a região serrana, com mínimas abaixo de zero em cidades como Urupema e Bom Jardim da Serra. A onda de frio, que deve persistir até a quinta-feira, mantém o estado em alerta para condições climáticas extremas. Moradores e autoridades se preparam para mais geadas, enquanto imagens de campos congelados viralizam nas redes sociais.

A intensidade do frio surpreendeu até os acostumados com as baixas temperaturas da Serra Catarinense. Em São Joaquim, a paisagem amanheceu coberta por uma camada de gelo, com gramados e veículos envoltos em geada. A temperatura recorde foi registrada por volta das 5h, segundo a Epagri/Ciram, órgão responsável pelo monitoramento climático no estado.

  • Cidades mais afetadas: São Joaquim, Urupema, Bom Jardim da Serra e Urubici lideram o ranking de temperaturas negativas.
  • Fenômenos observados: Geada generalizada, formação de bonecos de gelo e visibilidade reduzida em áreas rurais.
  • Previsão: Continuidade do frio intenso, com mínimas abaixo de 0°C previstas para a quinta-feira.

O impacto do frio vai além da estética das paisagens congeladas. Em áreas rurais, agricultores monitoram plantações, temendo prejuízos causados pelo gelo.

O que causou o frio extremo na Serra

A massa de ar polar que chegou ao Sul do Brasil no início da semana é a principal responsável pelo recorde de -6,3°C em São Joaquim. Segundo meteorologistas da Epagri/Ciram, o sistema de alta pressão trouxe ar seco e frio, reduzindo a nebulosidade e permitindo que as temperaturas despencassem durante a madrugada. Esse tipo de fenômeno é comum na Serra Catarinense, mas a intensidade registrada em 2025 foi excepcional, superando as mínimas de anos anteriores.

Geada Frio
Geada Frio – Foto: Carina Furlanetto / Shutterstock.com

O ar seco intensificou a sensação de frio, especialmente nas áreas de maior altitude. Em Bom Jardim da Serra, os termômetros marcaram -5°C, enquanto Urupema chegou a -5,3°C. A ausência de ventos fortes contribuiu para a formação de geada, que cobriu extensas áreas rurais e urbanas.

A Defesa Civil de Santa Catarina acompanha a situação em tempo real, emitindo alertas para que a população se proteja do frio intenso. Em comunicado, o órgão destacou que as temperaturas negativas podem representar riscos à saúde, especialmente para idosos e crianças.

Impactos nas cidades serranas

As temperaturas abaixo de zero transformaram o cotidiano dos moradores da Serra Catarinense. Em São Joaquim, conhecida como a “cidade da neve”, as ruas amanheceram silenciosas, com poucos pedestres enfrentando o frio. Estabelecimentos locais, como pousadas e cafés, registraram aumento na procura por ambientes aquecidos, enquanto turistas aproveitaram para fotografar as paisagens congeladas.

Em Urubici, que marcou -3,5°C, a geada cobriu plantações de maçã, uma das principais atividades econômicas da região. Agricultores relatam preocupação com possíveis danos às culturas, embora muitos já utilizem técnicas de proteção, como telas antigeada.

  • Medidas de proteção: Uso de cobertores térmicos em plantações e aquecimento em residências.
  • Atividades econômicas afetadas: Agricultura, especialmente pomares de maçã e hortaliças.
  • Turismo: Aumento na procura por destinos serranos para registrar o frio extremo.
  • Saúde pública: Recomendações para evitar exposição prolongada ao frio.

A prefeitura de São Joaquim informou que equipes estão monitorando áreas rurais para avaliar eventuais danos. Até o momento, não há registros de incidentes graves, mas a vigilância permanece alta.

Previsão para os próximos dias

A onda de frio não deve dar trégua imediata. Para a quinta-feira, 12 de junho, a Epagri/Ciram prevê novas mínimas abaixo de 0°C em áreas serranas, com possibilidade de geada em cidades como Rio Rufino e Bom Retiro. No Meio-Oeste, as temperaturas podem chegar a 0°C, enquanto no Litoral, as mínimas devem ficar entre 8°C e 10°C.

A combinação de frio intenso e baixa umidade relativa do ar exige cuidados adicionais. A Defesa Civil recomenda manter hidratação e evitar atividades ao ar livre nas primeiras horas da manhã, quando o frio é mais rigoroso. Em áreas urbanas, como Florianópolis, as temperaturas não devem cair tanto, mas a sensação térmica pode ser reduzida devido a ventos moderados.

O sistema de alta pressão deve começar a perder força a partir do fim de semana, com previsão de elevação gradual das temperaturas. No entanto, a Serra Catarinense pode continuar registrando geadas esparsas até o início da próxima semana.

Curiosidades sobre o frio em Santa Catarina

O frio extremo em São Joaquim e outras cidades serranas não é apenas um evento climático, mas também um fenômeno cultural que atrai atenção de todo o Brasil. Abaixo, algumas particularidades do inverno catarinense:

  • Bonecos de geada: Moradores de São Joaquim aproveitaram a geada espessa para criar esculturas de gelo, que viralizaram nas redes sociais.
  • Destino turístico: A Serra Catarinense é um dos poucos lugares no Brasil onde temperaturas negativas são comuns, atraindo visitantes de estados mais quentes.
  • Histórico de frio: Em 1999, São Joaquim registrou -9°C, uma das menores temperaturas já documentadas no estado.
  • Agricultura adaptada: Muitas plantações da região são planejadas para resistir ao frio, com cultivos como maçã e vinho se beneficiando do clima.

Esses elementos reforçam a identidade da Serra como um dos principais destinos de inverno no país.

Ações preventivas contra o frio

A Defesa Civil e as prefeituras da Serra Catarinense intensificaram orientações para minimizar os impactos do frio. Em cidades como Urupema e Bom Jardim da Serra, equipes distribuíram cobertores para famílias em situação de vulnerabilidade. Escolas da região ajustaram horários para proteger os alunos das temperaturas mais baixas do início da manhã.

Os cuidados com a saúde também ganharam destaque. Hospitais locais reforçaram o atendimento para casos de hipotermia e problemas respiratórios, que tendem a aumentar em períodos de frio intenso. A população foi orientada a usar roupas adequadas, manter ambientes aquecidos e evitar mudanças bruscas de temperatura.

Efeitos nas áreas rurais

As áreas rurais da Serra foram as mais afetadas pelo frio extremo. Em Bom Retiro, que registrou -0,4°C, a geada cobriu pastagens, dificultando o acesso de animais ao alimento. Produtores rurais relataram a necessidade de suplementação alimentar para o gado, além de proteção extra para culturas sensíveis.

Em Monte Carlo e Campos Novos, ambas com temperaturas próximas de 0°C, os impactos foram menores, mas ainda exigiram atenção. A geada, embora menos intensa, afetou hortaliças e outras plantações de ciclo curto. Técnicos agrícolas estão avaliando os danos para orientar os produtores sobre medidas de recuperação.

Comparação com anos anteriores

O frio de 2025 em São Joaquim, embora marcante, não superou recordes históricos. Em 2021, a cidade registrou -7,1°C, enquanto em 2013, as temperaturas chegaram a -8°C. No entanto, a geada de 2025 foi descrita como uma das mais extensas dos últimos anos, cobrindo áreas urbanas e rurais de forma uniforme.

A frequência de eventos climáticos extremos, como ondas de frio e geadas, tem chamado a atenção de meteorologistas. Especialistas apontam que a variabilidade climática pode estar influenciando a intensidade desses fenômenos, embora o inverno catarinense seja naturalmente rigoroso.

Alerta para outras regiões

Embora a Serra Catarinense tenha registrado as temperaturas mais baixas, outras regiões de Santa Catarina também sentiram os efeitos do frio. No Grande Oeste, cidades como Água Doce e Itaiópolis tiveram mínimas próximas de 0°C, com formação de geada em áreas altas. No Alto Vale do Itajaí, as temperaturas ficaram entre 3°C e 5°C, com sensação térmica ainda mais baixa devido à umidade.

A Grande Florianópolis, apesar de menos afetada, registrou mínimas em torno de 8°C nas áreas serranas. A Defesa Civil mantém alertas para essas regiões, destacando a possibilidade de geadas leves e a necessidade de cuidados com a população vulnerável.

Preparativos para o turismo de inverno

O frio intenso impulsionou o turismo na Serra Catarinense. Hotéis e pousadas de São Joaquim e Urubici relatam alta ocupação, com visitantes atraídos pelas paisagens congeladas e pela possibilidade de vivenciar o inverno rigoroso. Agências de turismo organizaram passeios para áreas rurais, onde a geada é mais visível, e promoveram eventos gastronômicos com pratos típicos do inverno.

A expectativa é que o fluxo de turistas aumente nos próximos dias, especialmente se as temperaturas negativas persistirem. As autoridades locais reforçam a importância de os visitantes se prepararem para o frio, com roupas adequadas e atenção às condições das estradas, que podem ficar escorregadias devido ao gelo.

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