A seleção brasileira de vôlei masculino entra em quadra nesta quarta-feira, 11 de junho de 2025, para enfrentar o Irã na estreia da Liga das Nações (VNL) 2025, às 17h30, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A partida, que marca o início de um novo ciclo olímpico rumo aos Jogos de Los Angeles 2028, será transmitida ao vivo pelo SporTV 2 e pela plataforma de streaming Volleyball TV (VBTV). Sob o comando do técnico Bernardinho, a equipe renovada busca consolidar jovens talentos e manter a tradição de vitórias contra os iranianos, que nunca derrotaram o Brasil na competição. O confronto é crucial para a seleção, que almeja a fase final do torneio, sediada em Ningbo, na China.
O jogo no Maracanãzinho promete atrair grande público, reforçando o apoio da torcida brasileira em um momento de renovação da equipe. Após as despedidas de ícones como Bruninho, Lucão e Leal, que se aposentaram da seleção após os Jogos de Paris 2024, o Brasil aposta em nomes como Darlan, Lukas Bergmann e o novo capitão Flávio Gualberto. A partida também serve como termômetro para avaliar a evolução do time sob nova formação.
- Destaques do confronto:
- Estreia da VNL 2025 no Brasil, com apoio da torcida no Maracanãzinho.
- Renovação da seleção brasileira com jovens atletas em ascensão.
- Histórico favorável: Brasil venceu todos os seis jogos contra o Irã na VNL.
O embate contra o Irã abre a primeira semana de competições, que inclui outros desafios no Rio de Janeiro contra Cuba, Ucrânia e Eslovênia. A VNL 2025 é vista como ponto de partida para a reconstrução da equipe, que busca seu segundo título na competição, após a conquista de 2021.
Renovação em quadra
A ausência de veteranos marca uma nova fase para a seleção brasileira. O técnico Bernardinho, conhecido por sua habilidade em formar equipes competitivas, inscreveu 14 jogadores para o duelo contra o Irã, com destaque para o central Flávio, que assume a braçadeira de capitão na etapa carioca. Outros nomes, como os levantadores Cachopa e Brasília, os opostos Darlan e Sabino, e os ponteiros Adriano e Honorato, compõem um elenco que mescla experiência e juventude.
O ponteiro Lucarelli, único remanescente do time campeão olímpico de 2016, está fora da primeira semana devido a uma lesão no ombro. Sua ausência abre espaço para jovens como Lukas e Maicon, que buscam se firmar na equipe. A renovação é estratégica, já que o ciclo olímpico exige a formação de um grupo sólido para 2028. A torcida, conhecida por lotar o Maracanãzinho, será um fator extra de motivação para os atletas.
Histórico de domínio contra o Irã
O Brasil mantém uma invencibilidade expressiva contra o Irã na Liga das Nações. Desde 2018, as equipes se enfrentaram seis vezes na competição, com vitórias brasileiras em todos os jogos, totalizando 18 sets ganhos e apenas oito perdidos. O último encontro, em 2024, terminou com um triunfo por 3 sets a 1, em Fukuoka, no Japão, com destaque para o oposto Alan Souza, que marcou 20 pontos.
Fora da VNL, o retrospecto também é favorável. No Mundial de 2022, o Brasil venceu por 3 a 0 nas oitavas de final, e no Pré-Olímpico de 2023, a vitória por 3 a 0 no Maracanãzinho foi liderada pelos irmãos Darlan e Alan. Esses números reforçam o favoritismo brasileiro, mas o Irã, treinado pelo brasileiro Mauricio Paes, tem mostrado evolução técnica, especialmente em amistosos recentes.
- Números do confronto na VNL:
- 6 vitórias brasileiras em 6 jogos.
- 18 sets vencidos pelo Brasil contra 8 do Irã.
- Maior pontuador: Alan Souza, com 20 pontos em 2024.
- Último jogo: Brasil 3 x 1 Irã, em 6 de junho de 2024.
Transmissão e acesso ao jogo
Os fãs de vôlei terão duas opções principais para acompanhar a partida. O canal SporTV 2, disponível na TV por assinatura, transmitirá o jogo ao vivo, com narração e comentários especializados. Para quem prefere streaming, a Volleyball TV, plataforma oficial da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), oferece cobertura completa da VNL 2025, com assinatura mensal ou pacotes por evento.
Além da transmissão, o site Globo Esporte (ge) disponibilizará acompanhamento em tempo real, com atualizações de pontos e lances importantes. A partida também será tema de debates em redes sociais, onde torcedores compartilham expectativas e análises. A hashtag #VNL2025 já ganha destaque em plataformas como o X, refletindo o engajamento do público.
O papel do Maracanãzinho
O ginásio do Maracanãzinho, palco icônico do vôlei brasileiro, recebe a primeira semana da VNL 2025 com capacidade para cerca de 11 mil espectadores. A atmosfera vibrante, com cânticos e bandeiras, é um diferencial para a seleção. Em 2023, durante o Pré-Olímpico, a torcida foi fundamental para vitórias como a contra o Irã, e a expectativa é de casa cheia para a estreia.
A escolha do Rio de Janeiro como sede reforça a importância do Brasil no cenário mundial do vôlei. A cidade já sediou finais olímpicas, como a conquista do ouro em 2016, e é um símbolo de paixão pelo esporte. A organização do evento também garante acessibilidade, com ingressos disponíveis no site da Eventim e bilheterias do Maracanãzinho.
Desafios do Irã em 2025
O Irã chega à VNL 2025 com uma campanha irregular nas últimas edições. Em 2024, a equipe asiática terminou na última colocação, com apenas um ponto em cinco jogos. Apesar disso, jogadores como Ebadipour e Esmaeilnejad são peças-chave, capazes de surpreender com ataques potentes e defesas sólidas. O técnico Mauricio Paes, brasileiro com experiência em clubes nacionais, tenta implementar um estilo de jogo mais agressivo.
A seleção iraniana enfrenta dificuldades para se classificar às fases finais da VNL, mas amistosos recentes em Saquarema, no Brasil, mostraram evolução. O líbero Thales, da seleção brasileira, destacou a melhora do Irã desde esses confrontos, alertando para a necessidade de atenção em quadra.
Etapas da VNL 2025
A Liga das Nações de 2025 está dividida em três semanas classificatórias, com a fase final em Ningbo, na China. O Brasil jogará no Rio de Janeiro, Chicago (EUA) e Kanto (Japão), enfrentando adversários como Itália, Polônia e Estados Unidos. As sete melhores equipes, além do país-sede, avançam às quartas de final.
- Jogos do Brasil no Maracanãzinho:
- 11/06: Brasil x Irã, às 17h30.
- 12/06: Brasil x Cuba, às 17h30.
- 14/06: Brasil x Ucrânia, às 14h.
- 15/06: Brasil x Eslovênia, às 14h.
A competição é um teste crucial para o Brasil, que busca manter sua consistência após a eliminação nas quartas de final em Paris 2024. A VNL também serve como preparação para outros torneios, como o Sul-Americano e o Mundial.
Estratégias de Bernardinho
Bernardinho, um dos técnicos mais vitoriosos do vôlei mundial, aposta em um jogo coletivo para superar a ausência de veteranos. O treinador enfatiza a importância do saque e do bloqueio, fundamentos que foram decisivos em vitórias anteriores contra o Irã. A distribuição de bolas, liderada por Cachopa e Brasília, será essencial para explorar a versatilidade de Darlan e Adriano.
O técnico também trabalha a mentalidade do grupo, especialmente dos mais jovens, que enfrentam a pressão de jogar em casa. Treinos intensos no Centro de Desenvolvimento de Saquarema prepararam a equipe para a estreia, com foco em consistência defensiva e eficiência nos contra-ataques.
Expectativas da torcida
A paixão pelo vôlei no Brasil é um fenômeno cultural, e a VNL 2025 no Maracanãzinho promete momentos emocionantes. Fãs nas redes sociais destacam a expectativa por atuações de Darlan, que se tornou xodó após o Pré-Olímpico de 2023, e pela liderança de Flávio. Grupos de torcedores organizam caravanas para o Rio, reforçando o apoio à seleção.
A rivalidade com o Irã, embora menos intensa que com equipes como Itália ou Polônia, ganha contornos especiais pela invencibilidade brasileira. A torcida espera uma vitória convincente para abrir a campanha com moral.
Preparação física e técnica
A preparação da seleção incluiu semanas de treinamento em Saquarema, com ênfase em condicionamento físico e entrosamento. O preparador físico da equipe ajustou cargas para evitar lesões, como a de Lucarelli, que segue em recuperação. Testes físicos e táticos foram realizados contra equipes locais, simulando situações de jogo.
A comissão técnica também analisou vídeos do Irã, identificando padrões de ataque e fragilidades na recepção. A estratégia brasileira deve explorar saques flutuantes e ataques pelo meio, aproveitando a altura de Flávio e Judson.