Aline Borges revela segredos de casamento não monogâmico com Alex Nader

Aline Borges

Aline Borges - Foto: Instagram

Aline Borges, conhecida por interpretar a manipuladora Tânia na novela “Dona de mim”, vive uma realidade bem distante das cenas de ciúme que marcaram sua personagem. Aos 50 anos, a atriz carioca mantém, há 16 anos, um casamento não monogâmico com o também ator Alex Nader, de 48. Juntos, eles celebram o Dia dos Namorados de 2025 no palco, estreando a peça “Migrantes” no Teatro Firjan Sesi, no Rio de Janeiro. O casal, que se conheceu no teatro, construiu uma relação baseada em respeito mútuo, confiança e liberdade, desafiando convenções tradicionais. A parceria, que também inclui projetos profissionais, como o filme “Alemão 2” e a série “Arcanjo renegado”, reflete a sintonia que os une, tanto na vida pessoal quanto artística.

A trajetória de Aline e Alex começou há quase duas décadas, em um ambiente onde a arte foi o ponto de partida para o amor. A admiração mútua como atores abriu caminho para uma conexão que transcende os palcos. Além disso, a estreia de “Migrantes” marca a participação de Tom Nader, filho de Alex, reforçando o caráter familiar do projeto.

  • Pilares da relação: Respeito, confiança e acordos claros.
  • Projetos conjuntos: Teatro, cinema e séries.
  • Estreia especial: “Migrantes” une família no Dia dos Namorados.

O casal, que também é pai de Nina, de 13 anos, planeja novos projetos artísticos em família, mesmo com a filha ainda avessa aos holofotes. A história de Aline e Alex é um exemplo de como o amor pode se reinventar, mantendo a essência da parceria.

Relação não monogâmica: liberdade com respeito

Aline Borges não esconde que, no passado, o ciúme já fez parte de seus relacionamentos. No entanto, com Alex, ela aprendeu a enxergar o amor sob uma nova perspectiva. “Ele me ensinou a ter um olhar mais livre”, revela a atriz, que atribui à maturidade e aos acordos estabelecidos a longevidade do casamento. A relação não monogâmica do casal é sustentada por uma premissa clara: ninguém é dono dos desejos ou do corpo do outro.

Essa filosofia, segundo Aline, permite que ambos vivam com autenticidade, sem manipulações ou cobranças. A confiança mútua é o que garante a harmonia, mesmo em um modelo de relação que ainda enfrenta preconceitos. “Discutimos por outros motivos, mas ciúme não é um deles”, afirma a atriz, que se declara apaixonada pelo marido e sonha envelhecer ao seu lado.

A abordagem do casal reflete uma tendência crescente no Brasil, onde relações não monogâmicas ganham visibilidade. Dados de pesquisas recentes apontam que cerca de 10% dos brasileiros já experimentaram ou consideram modelos de relacionamento abertos, especialmente entre casais urbanos e com maior acesso à informação.

No palco, o amor começou

A história de Aline e Alex teve início no teatro, um espaço que continua sendo central em suas vidas. Eles se conheceram durante a montagem da peça “Poemas com problemas”, de Moisés Bittencourt, onde a admiração profissional deu o tom inicial. “Primeiro, me encantei pelo ator dele, e ele, pela minha atriz”, lembra Aline.

O reencontro, anos depois, foi descrito por ela como “espiritual”. Desde então, o casal não apenas consolidou a parceria pessoal, mas também multiplicou colaborações artísticas. A estreia de “Migrantes”, sob direção de Rodrigo França, é um marco especial, já que coincide com o Dia dos Namorados e reúne Aline, Alex e Tom Nader no mesmo palco.

A peça, que fica em cartaz até 13 de julho, aborda a dura realidade de migrantes que cruzam fronteiras em busca de uma vida melhor. Aline interpreta uma mulher raptada durante a lua de mel, uma narrativa que expõe a violência enfrentada por muitos em travessias perigosas. “É uma história profunda e triste, que acontece mais do que imaginamos”, reflete a atriz.

Uma família no teatro

A participação de Tom Nader, de 21 anos, em “Migrantes” é motivo de orgulho para Aline, que se refere a si mesma como “boadrasta”. Recém-formado na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), Tom contracena com o pai e apresenta um monólogo que promete emocionar o público. “Ele está começando, mas já mostra um talento incrível”, elogia a atriz.

A família, que inclui Nina, de 13 anos, sonha em criar um espetáculo conjunto para percorrer o Brasil. Embora Nina ainda não demonstre interesse pela carreira artística, Aline e Alex planejam incluí-la em futuros projetos, mesmo que nos bastidores. “Queremos levar nossa arte e nossa união para todos os cantos”, diz Aline.

  • Tom Nader: Jovem ator em ascensão, com formação na CAL.
  • Nina: Filha do casal, avessa à exposição pública.
  • Sonho familiar: Um espetáculo itinerante pelo Brasil.

Tânia em “Dona de mim”: ciúme e contradições

Na novela “Dona de mim”, Aline dá vida a Tânia, uma personagem que contrasta fortemente com sua visão de mundo. Casada com Jaques (Marcello Novaes), Tânia é manipuladora e não tolera traições, mas mantém um caso com o advogado Ricardo (Marcos Pasquim). “Ela sabe do interesse do marido por Filipa, mas, enquanto for a número um, fica confortável. Quando sente que pode perder o posto, pira”, explica Aline.

As cenas de ciúme, como a do capítulo de 11 de junho, onde Tânia arremessa uma taça ao descobrir que Jaques presenteou outra mulher, são um desafio para a atriz. “É muito diferente de mim. Eu não me vejo reagindo assim”, afirma. A complexidade de Tânia, segundo Aline, está em sua dualidade: ela exige lealdade, mas não hesita em trair.

A novela, exibida pela Rede Globo, tem conquistado o público com tramas intensas e personagens multifacetados. Aline destaca o prazer de contracenar com nomes como Cláudia Abreu e Marcos Pasquim, além de elogiar a direção que dá espaço para nuances na interpretação.

Outros papéis, novas histórias

Além de “Dona de mim”, Aline Borges acumula papéis marcantes em sua carreira. No filme “Alemão 2” (2022), ela interpretou a delegada Amanda, enquanto Alex viveu Pita, seu subordinado. “Eu mandava nele, só assim”, brinca a atriz. Na série “Arcanjo renegado”, do Globoplay, os dois também participaram, mas em temporadas distintas. Aline gravou recentemente a quarta temporada, enquanto o personagem de Alex apareceu na primeira.

Outro projeto aguardado é a série “Juntas e separadas”, com estreia prevista para o segundo semestre de 2025 no Globoplay. Na produção, Aline viverá um relacionamento homoafetivo com a personagem de Débora Lamm. A atriz, que se define como alguém que gosta de pessoas independentemente de gênero, revela já ter tido encontros afetivos com mulheres, embora nunca um relacionamento fixo. “Não me rotulo como bissexual, mas estou aberta ao amor”, afirma.

Raízes e migrações pessoais

Aline também carrega em sua trajetória uma história de migração. Nascida em Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio, ela se mudou aos 9 anos para Campo Grande, na Zona Oeste, em um momento que considerou uma ascensão social. “Foi a primeira vez que vi um elevador. Meus olhos brilhavam”, recorda. Hoje, moradora da Taquara, a atriz reflete sobre como essas mudanças moldaram sua visão de mundo.

Em “Migrantes”, ela conecta sua história pessoal à narrativa da peça. “Todos nós, de alguma forma, somos migrantes, seja por geografia, seja por sonhos”, diz. A peça, com texto de Matéi Visniec, questiona fronteiras e expõe a hipocrisia de um mundo que prega liberdade, mas constrói muros.

Uma carreira em ascensão

Aos 50 anos, Aline Borges vive um momento de plenitude profissional. Com papéis em novelas, séries, filmes e teatro, ela se consolida como uma das atrizes mais versáteis de sua geração. A parceria com Alex Nader, tanto na vida quanto na arte, é um dos pilares de sua trajetória. “Quero continuar contando histórias que toquem as pessoas”, afirma.

A estreia de “Migrantes” no Dia dos Namorados simboliza a união do casal, que celebra o amor de forma autêntica e livre. Para Aline, o teatro é mais do que uma profissão: é o lugar onde tudo começou e onde ela continua a encontrar sentido.

Projetos futuros

Além da série “Juntas e separadas”, Aline e Alex planejam novos trabalhos conjuntos. A ideia de um espetáculo familiar itinerante é um sonho que ganha força a cada projeto. “Queremos levar nossa arte para além do Rio, alcançar públicos diferentes”, diz a atriz.

A participação de Tom Nader em “Migrantes” também sinaliza o início de uma nova geração na família. “Ele tem um futuro brilhante, e nós estaremos sempre apoiando”, garante Aline. Enquanto isso, o casal segue equilibrando a vida pessoal e profissional com leveza, mostrando que é possível amar sem possuir.

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