A região Sudeste do Brasil está sob uma intensa onda de frio que promete marcar o inverno de 2025 com temperaturas excepcionalmente baixas. Segundo o Climatempo, as quatro capitais da região — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória — têm grandes chances de registrar recordes históricos de mínima até o sábado, 14 de junho. A massa de ar polar, que chegou ao país no início da semana, trouxe temperaturas abaixo dos 10°C em diversas áreas, com mínimas previstas de 8°C em São Paulo e 12°C no Rio. O fenômeno, intensificado pela falta de nebulosidade noturna, deve manter o frio até o fim da semana, com alívio esperado para o domingo. Moradores já se preparam com agasalhos, enquanto autoridades alertam para cuidados com a saúde.
Essa onda de frio, uma das mais significativas do ano, está transformando a rotina nas grandes cidades. Em São Paulo, a tarde desta quinta-feira, 12 de junho, pode ser a mais fria de 2025, com termômetros marcando máximas de apenas 15°C. O Climatempo destaca que o resfriamento noturno, aliado ao céu limpo, favorece a perda de calor, potencializando as mínimas. Além disso, áreas rurais e serranas, como o Sul de Minas, já registraram temperaturas próximas de zero.

- Principais impactos do frio no Sudeste:
- Aumento no consumo de energia devido ao uso de aquecedores.
- Necessidade de cuidados especiais com idosos e crianças.
- Alterações no transporte público por causa de nevoeiros matinais.
- Possibilidade de geadas em áreas rurais, afetando a agricultura.
A previsão detalhada para os próximos dias indica que o frio não dá trégua até sábado, mas o domingo trará um leve aquecimento. A situação exige atenção, especialmente em áreas vulneráveis, onde a população em situação de rua enfrenta desafios adicionais.
Origem da onda de frio
A massa de ar polar que atinge o Sudeste teve origem no sul do continente, atravessando a Argentina e o Uruguai antes de chegar ao Brasil. Esse fenômeno, comum no inverno, ganhou força em 2025 devido à combinação de ventos gelados e baixa umidade. O Climatempo explica que a ausência de nuvens durante a noite intensifica o resfriamento, já que o calor acumulado durante o dia se dissipa rapidamente. Em cidades como São Paulo e Belo Horizonte, a sensação térmica pode ser ainda menor devido aos ventos frios.
Nas áreas serranas, como Campos do Jordão (SP) e Monte Verde (MG), as temperaturas já caíram para 5°C e 3°C, respectivamente, na madrugada de quarta-feira. Regiões mais altas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro também enfrentam condições semelhantes, com mínimas próximas de 10°C. A intensidade do frio surpreendeu até mesmo meteorologistas, que comparam essa onda a eventos raros registrados em anos anteriores.
Previsão detalhada para as capitais
Cada capital do Sudeste enfrenta condições específicas, mas todas compartilham a possibilidade de recordes de baixa temperatura. Em São Paulo, a mínima prevista para sexta e sábado é de 8°C, superando o recorde atual de 9,6°C registrado em 30 de maio. No Rio de Janeiro, a madrugada de sexta-feira pode marcar 12°C, abaixo dos 14,8°C de 20 de maio. Belo Horizonte, que já bateu recordes consecutivos em maio, pode chegar a 11°C, enquanto Vitória, no Espírito Santo, prevê 17°C, próxima do recorde de 17,9°C.
- Previsão para sexta-feira, 13 de junho:
- São Paulo: 8°C (mínima), 15°C (máxima).
- Rio de Janeiro: 12°C (mínima), 21°C (máxima).
- Belo Horizonte: 11°C (mínima), 18°C (máxima).
- Vitória: 17°C (mínima), 23°C (máxima).
A Climatempo alerta que as tardes também serão frias, com máximas abaixo da média para junho. No domingo, as temperaturas começam a subir, com máximas previstas de 20°C em São Paulo e 25°C no Rio, indicando o afastamento gradual da massa polar.
Impactos nas cidades e na população
O frio intenso já altera a dinâmica urbana nas capitais. Em São Paulo, o aumento no uso de aquecedores elevou o consumo de energia em 15% nas últimas 48 horas, segundo dados da concessionária local. Escolas reforçam orientações para que os alunos usem agasalhos, enquanto abrigos municipais ampliam a capacidade para atender a população em situação de rua. Em Belo Horizonte, a prefeitura distribuiu cobertores e intensificou campanhas de arrecadação de roupas.
No Rio de Janeiro, a sensação de frio é agravada nas áreas costeiras, onde os ventos úmidos intensificam a percepção de baixa temperatura. Já em Vitória, o impacto é menor, mas os moradores relatam madrugadas incomumente geladas para os padrões do Espírito Santo. A população, em geral, está se adaptando, mas os desafios são maiores para comunidades vulneráveis.
Cuidados recomendados durante o frio
Autoridades de saúde e meteorologistas reforçam a importância de medidas preventivas para enfrentar as baixas temperaturas. O frio pode agravar problemas respiratórios e aumentar o risco de hipotermia, especialmente em idosos e crianças. A Defesa Civil de São Paulo emitiu alertas para a população, destacando cuidados simples que fazem a diferença.
- Recomendações para a população:
- Evitar banhos muito quentes, que ressecam a pele.
- Usar hidratantes para proteger a pele contra o ar seco.
- Manter ambientes ventilados para evitar doenças respiratórias.
- Proteger-se com roupas adequadas, como casacos e cachecóis.
- Beber bastante água, mesmo com a menor sensação de sede.
Os alertas também incluem orientações para motoristas, já que nevoeiros matinais podem reduzir a visibilidade em rodovias, especialmente na Serra da Mantiqueira e no Sul de Minas.
Regiões rurais e impactos agrícolas
Além das áreas urbanas, o frio afeta significativamente as regiões rurais do Sudeste. No Sul de Minas, cidades como Delfim Moreira registraram -1,6°C na quarta-feira, com possibilidade de geadas até sábado. A agricultura, especialmente culturas sensíveis como hortaliças e café, pode sofrer perdas se as temperaturas negativas persistirem. Produtores já adotam medidas como cobertura de plantas e irrigação controlada para minimizar danos.
Em São Paulo, Campos do Jordão e outras cidades turísticas da Serra da Mantiqueira atraem visitantes em busca do clima gelado, mas também enfrentam desafios logísticos, como o aumento na demanda por energia e suprimentos. No Espírito Santo, áreas altas como Santa Teresa registraram 12,9°C, impactando pequenas produções agrícolas.
Comparação com anos anteriores
Embora ondas de frio sejam comuns no inverno brasileiro, a intensidade do evento de junho de 2025 chama atenção. Em 2021, São Paulo registrou 6,3°C em julho, enquanto Belo Horizonte chegou a 4,4°C em maio de 2022. O Climatempo compara o atual fenômeno a essas ocorrências, destacando que a combinação de ar polar e céu limpo cria condições ideais para recordes. No entanto, a duração do frio, concentrada em poucos dias, é típica de eventos sazonais.
Dados históricos mostram que São Paulo não registra temperaturas abaixo de 8°C desde 2019, quando os termômetros marcaram 6,6°C. No Rio, a mínima de 8,3°C em 2024 permanece como referência recente, mas pode ser superada. Essas comparações reforçam a excepcionalidade do evento atual.
O que esperar para os próximos dias
A previsão do Climatempo indica que o pico do frio ocorre entre quinta e sábado, com as menores temperaturas previstas para as madrugadas de sexta e sábado. Em São Paulo, a mínima de 8°C pode ser registrada já na sexta-feira, enquanto o Rio de Janeiro deve atingir 12°C no mesmo período. Belo Horizonte e Vitória seguem com chances de recordes, especialmente nas áreas mais altas das cidades.
A partir de domingo, 15 de junho, a massa de ar polar começa a se dissipar, dando lugar a temperaturas mais amenas. As máximas devem alcançar 20°C em São Paulo, 25°C no Rio e 19°C em Belo Horizonte. A nebulosidade também aumenta, reduzindo a amplitude térmica e trazendo condições mais estáveis.
Frio além do Sudeste
Embora o foco esteja no Sudeste, outras regiões do Brasil também sentem os efeitos da massa polar. No Sul, cidades como Curitiba e Porto Alegre já registraram mínimas de 3°C e 7°C, respectivamente, com possibilidade de geadas. No Centro-Oeste, Campo Grande teve 6,6°C na quinta-feira, batendo recordes pelo segundo dia consecutivo. A onda de frio, portanto, tem alcance nacional, com impactos variados.
No Norte e Nordeste, os efeitos são menos perceptíveis, mas áreas como o sul do Amazonas e Rondônia registram temperaturas abaixo da média. Esse cenário reforça a abrangência do fenômeno, que deve marcar o inverno de 2025 como um dos mais rigorosos dos últimos anos.
Preparativos para o fim de semana
Com o frio intenso previsto para o fim de semana, as autoridades intensificam ações de apoio à população. Em São Paulo, a prefeitura ampliou os pontos de distribuição de cobertores, enquanto o Rio de Janeiro reforça a capacidade dos abrigos. Belo Horizonte mantém equipes de assistência social em alerta, e Vitória organiza campanhas de arrecadação de agasalhos.
Os moradores, por sua vez, ajustam suas rotinas. Comércios de roupas de inverno relatam aumento nas vendas, e o setor hoteleiro em áreas turísticas, como Campos do Jordão, registra alta demanda. Apesar dos desafios, o frio também traz oportunidades para o turismo e a economia local.