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U.S. Open 2025: Spaun brilha, enquanto McIlroy e DeChambeau tropeçam

McIlroy
McIlroy - Foto: Gary Yee / Shutterstock.com McIlroy - Foto: Gary Yee / Shutterstock.com

A 125ª edição do U.S. Open, um dos torneios mais prestigiados do golfe mundial, começou nesta quinta-feira, 12 de junho de 2025, no desafiador Oakmont Country Club, na Pensilvânia. J.J. Spaun, golfista americano com apenas uma vitória no PGA Tour, surpreendeu ao assumir a liderança com uma rodada de 66 tacadas, quatro abaixo do par, sem cometer nenhum bogey. Enquanto isso, grandes nomes como Rory McIlroy e Bryson DeChambeau enfrentaram dificuldades, terminando o dia com resultados aquém do esperado. A competição, marcada pela exigência técnica do campo e pela pressão do major, promete reviravoltas nos próximos dias. O torneio, que distribui milhões em premiação, atraiu atenção global, com transmissão ao vivo pela NBC e streaming no Peacock.

O feito de Spaun não passou despercebido. Ele foi o único jogador em campo a evitar bogeys, destacando-se especialmente no segundo nove, onde realizou putts longos que garantiram sua vantagem. A liderança, porém, não veio sem concorrência. Outros jogadores, como Si Woo Kim e Thomas Detry, apareceram no topo da tabela, mas a consistência de Spaun o colocou dois pontos à frente.

  • Principais destaques do primeiro dia:
  • J.J. Spaun terminou com -4, liderando o torneio.
  • Si Woo Kim e Thomas Detry ficaram com -2, empatados em segundo.
  • Apenas seis jogadores terminaram o dia abaixo do par.

O campo de Oakmont, conhecido por sua dificuldade extrema, foi projetado para testar os limites dos competidores. Com greens rápidos e roughs altos, o local já sediou o U.S. Open em nove ocasiões anteriores, consolidando sua fama como um dos mais temidos do circuito.

A surpresa de Spaun no comando

J.J. Spaun, de 34 anos, não era apontado como favorito antes do torneio. Sua única vitória no PGA Tour veio em 2017, no RSM Classic, o que torna sua performance em Oakmont ainda mais notável. Durante a rodada inicial, ele demonstrou controle excepcional, especialmente no putting, acertando putts cruciais de mais de 10 pés. Em entrevista à Sky Sports, Spaun revelou que sua estratégia foi simples: manter a bola em jogo e aproveitar as oportunidades que o campo oferecia. Ele admitiu que não tinha expectativas claras ao iniciar o torneio, já que era sua primeira vez competindo em Oakmont.

A consistência de Spaun contrasta com as dificuldades enfrentadas por outros competidores. Gary Woodland, por exemplo, chegou a estar três abaixo do par, mas terminou o dia com +1 após um duplo bogey no buraco 15. A volatilidade do campo evidencia a importância de evitar erros, algo que Spaun conseguiu com maestria.

Desafios dos favoritos

Rory McIlroy, que vinha de uma vitória histórica no Masters 2025, completando o Grand Slam, teve um início decepcionante. O norte-irlandês terminou a primeira rodada com +4, após um duplo bogey no buraco 8, um par 3 de dificuldade extrema. Sua tacada inicial no buraco foi para o rough profundo, e a tentativa de recuperação resultou em mais problemas. McIlroy, que já venceu o U.S. Open em 2011, agora enfrenta a pressão de se recuperar para permanecer na disputa.

Bryson DeChambeau, atual campeão do torneio, também não encontrou seu melhor jogo. Com um cartão de +3, ele ficou distante do topo da tabela. DeChambeau, conhecido por sua potência nos drives, enfrentou dificuldades com a precisão, algo que Oakmont pune severamente. Sua performance reflete os desafios de defender o título em um campo tão exigente.

Oakmont: o palco implacável

Oakmont Country Club, fundado em 1903, é um ícone do golfe. Com um par 70 e mais de 7.200 jardas, o campo é conhecido por seus greens rápidos, que atingem quase 15 no stimpmeter, e por seus bunkers traiçoeiros, como o famoso “Church Pews”. A história do local inclui momentos marcantes, como a vitória de Dustin Johnson em 2016 e o playoff de 1994, onde Ernie Els superou um triplo bogey para vencer.

  • Características de Oakmont:
  • Greens com velocidade próxima a 15 no stimpmeter.
  • Roughs com até 5 polegadas de altura.
  • Buraco 8, um par 3 que pode ultrapassar 300 jardas.

O campo exige precisão absoluta, e os números refletem sua dificuldade. Em 2016, os jogadores fizeram 334 duplos bogeys ou pior, um recorde em torneios do PGA Tour naquela temporada. A primeira rodada de 2025 já mostrou que Oakmont continua implacável, com apenas seis jogadores terminando no vermelho.

Destaques e reviravoltas

Além de Spaun, outros golfistas tiveram momentos de brilho. Si Woo Kim, por exemplo, protagonizou um episódio curioso no buraco 6, um par 3. Após acertar uma tacada que ele próprio descreveu como “shank”, a bola terminou a menos de 5 pés do buraco, garantindo um birdie. Kim terminou o dia com -2, empatado com Thomas Detry na segunda posição.

Xander Schauffele, por sua vez, conseguiu um final impressionante. Após estar +4 até o buraco 16, ele fez birdies nos dois últimos buracos, incluindo um putt de 25 pés no 18, terminando com +2. Esse desempenho pode ser um impulso para as próximas rodadas, especialmente considerando sua habilidade em majors.

A pressão sobre Scottie Scheffler

Scottie Scheffler, número 1 do mundo e favorito ao título, ainda não havia iniciado sua rodada no momento do fechamento da cobertura inicial. Ele estava escalado para tee off às 13h25 (horário local), ao lado de Viktor Hovland e Collin Morikawa. Scheffler, que venceu o PGA Championship em maio de 2025 com uma margem de cinco tacadas, é visto como o homem a ser batido. Sua consistência e habilidade em evitar erros o tornam um forte candidato, mas Oakmont não perdoa deslizes, mesmo dos melhores.

A expectativa em torno de Scheffler é alta, especialmente após sua temporada dominante. Ele venceu três dos últimos seis eventos do PGA Tour, incluindo o Masters de 2024 e o PGA Championship de 2025. Sua capacidade de manter a calma sob pressão será testada em um campo que exige paciência e precisão.

Momentos memoráveis do dia

A primeira rodada trouxe episódios que já entraram para a história do torneio. Um dos mais comentados foi o desempenho de Bob McIntyre, golfista escocês que terminou com -1, empatado em quinto lugar. Sua solidez em Oakmont, um campo que ele enfrentava pela primeira vez, surpreendeu os analistas.

Outro destaque foi a resiliência de alguns jogadores menos cotados. Justin Hicks, por exemplo, terminou com +14, mas sua luta para completar a rodada em condições adversas chamou atenção. Shane Lowry, um dos pilares da Ryder Cup europeia, teve um dia difícil, terminando com +9, o que reflete a brutalidade do campo.

O que esperar das próximas rodadas

Com três dias de competição pela frente, o U.S. Open 2025 promete emoção. A liderança de Spaun é um sinal de que surpresas podem surgir, mas os grandes nomes, como Scheffler, McIlroy e DeChambeau, têm tempo para se recuperar. O campo de Oakmont, no entanto, será o verdadeiro juiz, punindo qualquer erro com severidade.

  • Jogadores a observar:
  • Scottie Scheffler: favorito e ainda não testado na rodada inicial.
  • Rory McIlroy: precisa de uma recuperação rápida.
  • Si Woo Kim: consistência pode levá-lo ao topo.
  • Xander Schauffele: final forte pode ser um prenúncio de sucesso.

A previsão do tempo indica condições estáveis para os próximos dias, com temperaturas amenas e ventos moderados. Isso pode beneficiar jogadores com boa leitura de greens, mas também aumenta a pressão para acertar fairways e evitar o rough.

Transmissão e engajamento global

O torneio é transmitido ao vivo pela NBC, com cobertura adicional no Peacock e Fubo. Para os espectadores nos Estados Unidos, a primeira rodada foi exibida pela USA Network, com destaque para os grupos principais. A audiência global reflete o prestígio do U.S. Open, que atrai milhões de fãs em todo o mundo.

A interação nas redes sociais também foi intensa, com torcedores comentando a surpresa de Spaun e os tropeços dos favoritos. A hashtag #USOpen2025 esteve entre as mais usadas durante o dia, com análises e memes sobre os momentos marcantes.

História em construção

Oakmont já foi palco de histórias épicas no golfe, e a edição de 2025 parece seguir o mesmo caminho. A liderança de um azarão como Spaun, combinada com os desafios enfrentados pelos favoritos, cria um cenário imprevisível. Cada tacada nos próximos dias será crucial, e o campo não dará trégua.

O U.S. Open é conhecido por coroar campeões que combinam habilidade, paciência e resiliência. Seja Spaun mantendo sua liderança ou um dos gigantes do esporte retomando o controle, o torneio está apenas começando, e as emoções estão garantidas.

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