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Irã ameaça EUA, Reino Unido e França em meio a escalada de ataques contra Israel

Lider do Ira Khamenei
Lider do Ira Khamenei - Foto: X Lider do Ira Khamenei - Foto: X

Explosões ecoaram em Tel Aviv e Jerusalém na madrugada de sábado, 14 de junho de 2025, enquanto o Irã lançava mísseis em retaliação a um ataque israelense que atingiu infraestruturas nucleares em Teerã. O confronto, iniciado na sexta-feira, 13, deixou ao menos três mortos em Israel e 78 no Irã, segundo autoridades. O Irã emitiu um alerta aos Estados Unidos, Reino Unido e França, ameaçando atacar suas bases na região caso interfiram nos bombardeios contra Israel. A escalada ocorre após a morte de figuras-chave iranianas, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami. A tensão no Oriente Médio atingiu novo patamar, com o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometendo consequências severas a Israel.

O ataque israelense, descrito como uma operação de drones e caças, neutralizou sistemas de defesa aérea em Teerã, permitindo que aeronaves sobrevoassem a capital iraniana. A ofensiva também matou cientistas nucleares e comandantes militares, intensificando a resposta iraniana. Enquanto isso, o fechamento do espaço aéreo em Israel e a discussão sobre o bloqueio do estreito de Hormuz pelo Irã elevaram os temores de uma crise global.

  • Alvos principais: Infraestruturas nucleares e militares em Teerã.
  • Resposta iraniana: Mísseis lançados contra Tel Aviv e Jerusalém.
  • Impacto imediato: Três mortes em Israel, 78 no Irã, com 329 feridos.
  • Ameaça global: Alerta do Irã a potências ocidentais.

A troca de ataques mútuos prosseguiu ao longo do sábado, com sirenes de alerta aéreo soando em várias regiões de Israel. A comunidade internacional acompanha o conflito com preocupação, enquanto operadores de petróleo temem interrupções no comércio global.

Alvos estratégicos atingidos em Teerã

Israel concentrou sua ofensiva em alvos nucleares e militares iranianos, destruindo baterias de defesa aérea e matando figuras-chave do programa nuclear do país. A operação, conduzida por mais de 70 caças, foi descrita como um golpe preciso contra a capacidade defensiva do Irã. Nove cientistas nucleares, incluindo Fereydoun Abbasi e Mohammad Mahdi Tehranshi, foram mortos, segundo as Forças de Defesa de Israel.

Além disso, o ataque eliminou mais de 20 comandantes militares, incluindo o chefe da Diretoria de Inteligência das Forças Armadas iranianas. A morte de Hossein Salami, líder da Guarda Revolucionária, foi um golpe significativo para a hierarquia militar do Irã. Relatos da imprensa estatal iraniana confirmaram danos a uma refinaria em Tabriz, no noroeste do país, com fumaça visível nas instalações.

O governo iraniano classificou o ataque como uma agressão sem precedentes, prometendo retaliar com força. Autoridades em Teerã afirmaram que os bombardeios atingiram áreas residenciais, resultando na morte de 20 crianças em um conjunto habitacional na capital.

Retaliação iraniana contra Israel

A resposta do Irã foi imediata, com o lançamento de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém. Explosões foram ouvidas nas duas cidades, e imagens mostraram prédios em ruínas no centro de Israel. O serviço de emergência Magen David Adom confirmou três mortes, enquanto o Exército israelense relatou a interceptação de drones iranianos na manhã de sábado.

  • Cidades atingidas: Tel Aviv e Jerusalém.
  • Danos reportados: Prédios destruídos e infraestrutura danificada.
  • Ação defensiva: Israel interceptou drones e ativou sirenes de alerta.
  • Vítimas: Três mortos confirmados até o momento.

O Irã afirmou que os ataques contra Israel continuarão, com altos oficiais do exército prometendo uma ofensiva prolongada. A agência de notícias Fars citou fontes militares que descreveram as ações como uma resposta direta à “agressão sionista” em Teerã.

Ameaças a potências ocidentais

O governo iraniano emitiu um comunicado alertando Estados Unidos, Reino Unido e França contra qualquer tentativa de impedir seus ataques a Israel. A mídia estatal informou que bases e navios dessas nações na região seriam alvos caso apoiassem a defesa israelense. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, acusou os EUA de permitirem o ataque israelense, o que tornou o diálogo sobre o programa nuclear iraniano “sem sentido”.

A escalada interrompeu negociações marcadas para o domingo, 15 de junho, entre o Irã e os EUA. Enquanto isso, os Estados Unidos negaram envolvimento direto no ataque israelense, mas reforçaram sua presença militar no Golfo Pérsico.

Fechamento do espaço aéreo e impacto regional

A troca de ataques levou ao fechamento do Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, por tempo indeterminado. Países vizinhos, como Líbano, Jordânia e Síria, reabriram seus espaços aéreos para voos civis, mas a instabilidade na região mantém as operações aéreas sob alerta.

Políticos brasileiros em viagem oficial a Israel foram forçados a buscar abrigo em bunkers durante os bombardeios iranianos. Representantes de seis estados e do Distrito Federal relataram dificuldades para deixar o país devido ao fechamento do aeroporto.

  • Aeroportos afetados: Ben Gurion, em Tel Aviv, permanece fechado.
  • Países impactados: Líbano, Jordânia e Síria reabriram espaços aéreos.
  • Civis afetados: Políticos brasileiros abrigados em bunkers.

A situação gerou preocupações sobre a segurança de civis e autoridades estrangeiras em Israel, enquanto a comunidade internacional busca conter a escalada do conflito.

Discussão sobre o estreito de Hormuz

Membros do Parlamento iraniano debateram o fechamento do estreito de Hormuz, uma passagem estratégica no Golfo Pérsico por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A proposta, ainda sem decisão final, gerou temores nos mercados globais. Mesmo sem ações concretas, boatos sobre a interrupção do tráfego no estreito elevaram os preços do barril de petróleo.

O estreito, com 39 km de largura mínima, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, sendo uma rota vital para o comércio de energia. Qualquer bloqueio poderia desencadear uma crise econômica global, afetando países dependentes de importações de petróleo.

Conflito paralelo em Gaza

Enquanto a tensão entre Irã e Israel domina as manchetes, a guerra em Gaza continua com intensidade. Ataques aéreos israelenses mataram pelo menos 23 palestinos na Faixa de Gaza, a maioria perto de um ponto de distribuição de ajuda humanitária. Médicos dos hospitais Al-Awda e Al-Aqsa relataram que 15 vítimas foram atingidas enquanto tentavam acessar alimentos e suprimentos.

Os incidentes ocorreram próximo ao corredor de Netzarim, uma área controlada por Israel. Não houve comentários imediatos do exército israelense ou da fundação responsável pela distribuição de ajuda.

Danos em infraestruturas críticas

Os bombardeios israelenses em Teerã causaram danos significativos a infraestruturas estratégicas. Além da refinaria de Tabriz, áreas residenciais e instalações militares foram atingidas. A imprensa iraniana relatou que um ataque a um conjunto habitacional na capital matou 60 pessoas, incluindo crianças.

Em Israel, os mísseis iranianos danificaram prédios no centro de Tel Aviv, com imagens mostrando destroços e equipes de emergência em ação. A capacidade de defesa aérea de Israel, embora eficaz, não evitou todos os impactos, e a população foi orientada a permanecer em abrigos.

Reações internacionais e temores de escalada

A troca de ataques entre Irã e Israel gerou preocupação global. Líderes mundiais acompanham os desdobramentos, enquanto o Conselho de Segurança da ONU discute medidas para conter o conflito. A possibilidade de envolvimento de potências ocidentais, como alertado pelo Irã, aumenta o risco de uma guerra regional.

Organizações humanitárias pediram proteção para civis, enquanto operadores econômicos monitoram o impacto do conflito nos preços de commodities. A instabilidade no Oriente Médio, agravada por tensões em Gaza e no estreito de Hormuz, mantém o mundo em alerta.

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