A partir da próxima segunda-feira, 16 de junho de 2025, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil darão início ao pagamento do quinto lote do abono salarial PIS/Pasep, referente ao ano-base 2023. Cerca de 3,8 milhões de trabalhadores nascidos em julho e agosto terão acesso ao benefício, que totaliza R$ 4,5 bilhões. O pagamento, gerenciado pela Caixa para trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e pelo Banco do Brasil para servidores públicos (Pasep), segue um calendário unificado por mês de nascimento, com saques disponíveis até 29 de dezembro de 2025. O valor do abono varia de R$ 127 a R$ 1.518, proporcional ao tempo trabalhado em 2023, e tem como objetivo apoiar trabalhadores de baixa renda que cumprem critérios específicos de elegibilidade.
O abono salarial é um benefício anual garantido pela Constituição Federal, voltado para trabalhadores que recebem até dois salários mínimos mensais, em média, e que atendem a requisitos como cadastro no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. Para muitos, o pagamento representa um alívio financeiro em um cenário econômico desafiador, com alta de preços em bens essenciais. A liberação dos recursos ocorre de forma prioritária por crédito em conta, mas também está disponível em canais como agências, lotéricas e terminais de autoatendimento.
- Quem pode receber: Trabalhadores com carteira assinada em 2023, por pelo menos 30 dias, e remuneração média de até R$ 2.640.
- Como consultar: A situação do benefício pode ser verificada no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no Portal Gov.br.
- Prazo para saque: Os valores ficam disponíveis até o final do calendário, em 29 de dezembro de 2025.
A organização do pagamento reflete um esforço para facilitar o acesso dos trabalhadores aos recursos. A Caixa, responsável pelo PIS, prioriza depósitos automáticos para quem possui conta no banco, enquanto o Banco do Brasil faz o mesmo para correntistas do Pasep. Para os demais, alternativas como o aplicativo Caixa Tem e transferências via TED estão disponíveis.
Elegibilidade e critérios para o abono
Para ter direito ao abono salarial, o trabalhador precisa cumprir condições específicas estabelecidas pela Lei nº 7.998/1990. Essas regras garantem que o benefício chegue a quem realmente depende dele, como empregados de baixa renda que contribuíram para o PIS ou Pasep. A exigência de pelo menos 30 dias de trabalho formal em 2023, consecutivos ou não, é um dos pontos centrais, assim como o limite de remuneração mensal média de dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.640 no ano-base.
Além disso, o cadastro no PIS/Pasep deve ter pelo menos cinco anos, contados a partir do primeiro vínculo com um empregador contribuinte. Outro fator crucial é a correta informação dos dados do trabalhador pelo empregador, por meio do eSocial ou da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Erros ou omissões nesses registros podem impedir o recebimento do benefício, o que torna essencial a verificação prévia.
- Critérios principais:
- Estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
- Ter trabalhado formalmente por no mínimo 30 dias em 2023.
- Receber até dois salários mínimos mensais, em média.
- Ter dados corretamente informados no eSocial ou RAIS.
A checagem da elegibilidade pode ser feita de forma prática por aplicativos oficiais, como a Carteira de Trabalho Digital, ou pelo Portal Gov.br, que oferecem informações detalhadas sobre o status do benefício e o valor a ser recebido.
Como funciona o pagamento
O pagamento do abono salarial é estruturado para ser acessível e eficiente. Para trabalhadores da iniciativa privada, a Caixa Econômica Federal realiza depósitos automáticos em contas correntes, poupanças ou contas digitais de quem já é cliente do banco. Para aqueles sem conta na Caixa, o valor é creditado em uma poupança social digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem. Essa plataforma permite movimentações como transferências, pagamentos e compras com cartão de débito virtual.
Quando a abertura de uma conta digital não é possível, o saque pode ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha em terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou agências bancárias. O Banco do Brasil, responsável pelo Pasep, segue uma lógica semelhante, com prioridade para crédito em conta de correntistas e opções de transferência via TED ou saque presencial para os demais.
O valor do abono é calculado com base no período trabalhado em 2023. Cada mês trabalhado, com pelo menos 15 dias de atividade, conta como um mês cheio. Em 2025, o salário mínimo está fixado em R$ 1.518, o que define o teto do benefício para quem trabalhou os 12 meses do ano-base. Para seis meses, por exemplo, o trabalhador recebe R$ 759.
Calendário unificado de 2025
O calendário de pagamento do abono salarial de 2025 foi unificado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), por meio da Resolução nº 1.011, de 18 de dezembro de 2024. A organização por mês de nascimento facilita a distribuição dos recursos e evita aglomerações em agências bancárias. O quinto lote, que começa em 16 de junho, atende trabalhadores nascidos em julho e agosto, enquanto os próximos lotes seguirão até 15 de agosto.
- Datas por mês de nascimento:
- Janeiro: a partir de 17 de fevereiro.
- Fevereiro: a partir de 17 de março.
- Março e abril: a partir de 15 de abril.
- Maio e junho: a partir de 15 de maio.
- Julho e agosto: a partir de 16 de junho.
- Setembro e outubro: a partir de 15 de julho.
- Novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto.
Os valores ficam disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025. Após essa data, será necessário aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho e Emprego, o que pode atrasar o acesso aos recursos. Por isso, é recomendável que os trabalhadores consultem sua situação com antecedência.

Volume de recursos e beneficiários
O abono salarial de 2025, referente ao ano-base 2023, prevê a distribuição de R$ 30,7 bilhões para aproximadamente 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22,9 milhões são vinculados ao PIS, pagos pela Caixa, e 2,9 milhões ao Pasep, gerenciados pelo Banco do Brasil. O quinto lote, com R$ 4,5 bilhões, representa uma parcela significativa desse montante, beneficiando 3,8 milhões de pessoas.
A magnitude desses números reflete a importância do abono como instrumento de apoio financeiro. Em 2024, o programa liberou R$ 27 bilhões para 25,6 milhões de trabalhadores, mas cerca de 239 mil pessoas deixaram de sacar R$ 218,9 milhões, segundo dados do Ministério do Trabalho. Esses recursos não sacados reforçam a necessidade de maior divulgação e conscientização sobre o benefício.
Canais de consulta e acesso
A tecnologia tem facilitado o acesso às informações sobre o abono salarial. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS, permite consultar a elegibilidade, o valor a ser recebido e as datas de pagamento. O Portal Gov.br é outra ferramenta oficial que centraliza essas informações, exigindo apenas o login com CPF e senha.
Para quem prefere atendimento telefônico, a Caixa oferece o número 0800-726-0207 para dúvidas sobre o PIS, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza a Central de Atendimento nos números 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-729-0001 (demais localidades). O Ministério do Trabalho também mantém o canal Alô Trabalho, pelo número 158, para esclarecimentos gerais.
Diferenças entre PIS e Pasep
Embora o abono salarial seja frequentemente mencionado como PIS/Pasep, os programas têm diferenças importantes. O PIS é voltado para trabalhadores da iniciativa privada, com recursos administrados pela Caixa Econômica Federal. Já o Pasep atende servidores públicos, com pagamentos gerenciados pelo Banco do Brasil. Ambos seguem os mesmos critérios de elegibilidade, mas os processos de pagamento e consulta são distintos.
Outra distinção relevante é a origem dos recursos. O abono salarial é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), enquanto as cotas do antigo Fundo PIS/Pasep, voltadas para trabalhadores de 1971 a 1988, têm outra plataforma de saque, lançada em março de 2025. Essa separação evita confusões entre os benefícios, mas exige atenção dos trabalhadores para acessar o programa correto.
Importância do eSocial e RAIS
A correta prestação de informações pelos empregadores é um pilar do abono salarial. O eSocial, sistema que unifica dados fiscais, previdenciários e trabalhistas, é a principal ferramenta para registro dos vínculos empregatícios desde 2018. A RAIS, embora menos utilizada atualmente, ainda é relevante para empregadores que não migraram completamente para o eSocial. Falhas nesses sistemas podem resultar na exclusão de trabalhadores do calendário de pagamento.
Para evitar problemas, os trabalhadores devem verificar se seus dados foram informados corretamente. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital permite checar o número do PIS/Pasep e o histórico de vínculos, enquanto o Portal Gov.br oferece acesso ao cadastro no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Em caso de inconsistências, é necessário contatar o empregador ou o Ministério do Trabalho.
Alternativas para saque
Além dos canais digitais, a Caixa e o Banco do Brasil oferecem opções presenciais para quem prefere ou não consegue acessar os recursos por meios eletrônicos. Na Caixa, o saque com o Cartão do Cidadão é uma alternativa prática, disponível em lotéricas e terminais de autoatendimento. Em agências, basta apresentar um documento oficial com foto.
O Banco do Brasil permite saques presenciais nas agências, com apresentação de documento de identidade. Para quem opta por transferência, o serviço via TED está disponível nos terminais de autoatendimento ou pelo portal www.bb.com.br/pasep. Essas opções garantem que trabalhadores em áreas com menor acesso à internet ou familiaridade com aplicativos também possam receber o benefício.
Planejamento financeiro com o abono
O abono salarial, embora seja um benefício de valor variável, pode fazer diferença no orçamento de trabalhadores de baixa renda. Para quem recebe o valor máximo de R$ 1.518, o recurso pode ser usado para quitar dívidas, investir em necessidades básicas ou até mesmo poupar para emergências. Especialistas recomendam priorizar despesas essenciais, como alimentação e contas de consumo, antes de destinar o dinheiro a gastos supérfluos.
Para trabalhadores que recebem valores menores, como R$ 127 ou R$ 253, o planejamento é ainda mais importante. A consulta prévia do valor exato, disponível nos aplicativos oficiais, ajuda a organizar o uso do recurso. Além disso, o prazo até 29 de dezembro de 2025 oferece flexibilidade para decidir o momento ideal para o saque.