Abono salarial de 2025 começou a ser pago em 16 de junho para trabalhadores nascidos em julho e agosto, beneficiando cerca de 4,3 milhões de pessoas com um montante de R$ 5,1 bilhões. Gerido pela Caixa Econômica Federal para o PIS e pelo Banco do Brasil para o Pasep, o benefício anual, equivalente a até um salário mínimo (R$ 1.518), é destinado a trabalhadores de baixa renda do setor privado e público que trabalharam com carteira assinada em 2023. Os pagamentos, que seguem um calendário unificado por mês de nascimento, podem ser sacados até 27 de dezembro de 2025. O lote de junho aquece o comércio local, especialmente em regiões com festividades juninas, e é depositado automaticamente em contas ou via PIX.
O PIS, voltado para empregados da iniciativa privada, e o Pasep, para servidores públicos, têm regras idênticas de elegibilidade, mas são pagos por instituições diferentes. O valor do abono varia conforme os meses trabalhados no ano-base, indo de R$ 126,50 (um mês) a R$ 1.518 (12 meses). Para facilitar o acesso, a Caixa utiliza a Conta Poupança Social Digital, enquanto o Banco do Brasil permite recebimento via PIX.
- Informações essenciais do lote de junho:
- Público: 4,3 milhões de trabalhadores.
- Valor total: R$ 5,1 bilhões, com média de R$ 1.186 por pessoa.
- Depósito: 16 de junho, com saque até 27 de dezembro.
- Canais de consulta: Aplicativo Carteira de Trabalho Digital, portal Gov.br e Alô Trabalho (158).
Regras para receber o abono
Quem deseja receber o PIS/Pasep em 2025 precisa atender a critérios rigorosos. O trabalhador deve ter exercido atividade remunerada com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023, com renda média mensal de até dois salários mínimos (R$ 2.640 à época). Além disso, é necessário estar inscrito no programa PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou eSocial até os prazos de 15 de maio ou 19 de agosto de 2024.
Alguns grupos ficam fora do benefício. Empregados domésticos sem recolhimento de FGTS, trabalhadores autônomos sem vínculo formal, menores aprendizes com menos de 30 dias de trabalho e beneficiários do BPC sem carteira assinada não são elegíveis. Essas exclusões garantem que o abono chegue apenas a trabalhadores formais de baixa renda, conforme a legislação.
Calendário unificado de pagamentos
O governo federal adotou desde 2024 um calendário unificado para PIS e Pasep, organizando os pagamentos por mês de nascimento. O lote de junho, liberado no dia 16, atende nascidos em julho e agosto, enquanto outros meses seguem um cronograma escalonado. Abaixo, as datas de pagamento para 2025:
- Cronograma de liberação:
- Janeiro: 17 de fevereiro (Caixa/Banco do Brasil).
- Março e abril: 15 de abril (Caixa/Banco do Brasil).
- Maio e junho: 15 de maio (Caixa/Banco do Brasil).
- Setembro e outubro: 15 de julho (Caixa/Banco do Brasil).
- Novembro e dezembro: 15 de agosto (Caixa/Banco do Brasil).
Os valores ficam disponíveis para saque até 27 de dezembro de 2025. Após essa data, os recursos retornam ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que financia o programa. A antecipação do lote de julho e agosto para junho visa reduzir a sobrecarga em agências bancárias e lotéricas, além de impulsionar o consumo em períodos festivos, como as festas juninas.
Cálculo do valor do benefício
O abono salarial é calculado com base no salário mínimo vigente (R$ 1.518 em 2025) e no número de meses trabalhados no ano-base. A fórmula é simples: divide-se o salário mínimo por 12 e multiplica-se pelo número de meses trabalhados. Por exemplo, quem trabalhou seis meses recebe R$ 759, enquanto nove meses garantem R$ 1.138,50.
Os valores são arredondados para cima a partir de R$ 0,01, garantindo precisão. Um trabalhador que atuou três meses, por exemplo, recebe R$ 379,50. Caso o salário mínimo seja reajustado até o fim de 2025, os valores pendentes de saque são automaticamente corrigidos, beneficiando quem ainda não retirou o dinheiro.
Canais de consulta e acesso
Consultar o status do PIS/Pasep é fácil e pode ser feito por meios digitais ou presenciais. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS, permite verificar valor, data de pagamento e status do benefício com login via Gov.br. O portal Gov.br, na seção trabalho.gov.br/abono-salarial, também oferece acesso com CPF e senha.
Para quem prefere atendimento telefônico, a Central Alô Trabalho (158) atende de qualquer telefone, exigindo CPF, data de nascimento e nome da mãe. Em casos específicos, como pendências de dados, o atendimento presencial nas Superintendências Regionais do Trabalho ou agências da Caixa e Banco do Brasil é uma opção, mas exige agendamento prévio.
Formas de recebimento do abono
O pagamento do PIS/Pasep é automático para quem possui conta corrente ou poupança na Caixa (PIS) ou conta no Banco do Brasil (Pasep). Para trabalhadores sem conta, a Caixa cria a Conta Poupança Social Digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem, que permite saques em lotéricas, transferências via PIX e uso de cartão virtual.
Servidores públicos podem cadastrar uma chave PIX no Banco do Brasil para receber o Pasep diretamente na conta de preferência, sem custos. Em saques presenciais, é necessário apresentar documento com foto, CPF e, em alguns casos, a Carteira de Trabalho ou comprovante de inscrição no PIS/Pasep. Herdeiros de beneficiários falecidos precisam de alvará judicial ou inventário para acessar o valor.

Benefícios econômicos do lote de junho
O pagamento do abono para nascidos em julho e agosto injeta R$ 5,1 bilhões na economia, alcançando 4,3 milhões de trabalhadores. Com uma média de R$ 1.186 por beneficiário, o montante impulsiona o comércio, especialmente em cidades com forte tradição de festas juninas, como no Nordeste. Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostram que 83% dos beneficiários usam o dinheiro para quitar dívidas, comprar alimentos e vestuário ou poupar em contas digitais com rendimento diário.
O impacto é significativo em setores como varejo e serviços, que registram aumento nas vendas de itens sazonais, como roupas e produtos alimentícios. A liberação antecipada em junho também reduz filas em agências, facilitando a logística de pagamento.
Proteção contra fraudes
Golpes relacionados ao PIS/Pasep são comuns, especialmente em períodos de pagamento. Criminosos enviam SMS falsos prometendo adiantamento do abono, solicitam downloads de aplicativos não oficiais ou cobram taxas via PIX para “liberar” o benefício. Para evitar problemas, trabalhadores devem usar apenas canais oficiais, como o aplicativo Caixa Tem, Carteira de Trabalho Digital ou sites com domínio .gov.br.
- Dicas de segurança:
- Nunca clique em links recebidos por SMS ou e-mail.
- Evite compartilhar senhas ou códigos de verificação.
- Baixe aplicativos apenas nas lojas oficiais (Google Play ou App Store).
- Denuncie fraudes à Ouvidoria do Ministério do Trabalho (121).
Documentação para saques presenciais
Quem optar pelo saque presencial deve estar preparado com a documentação correta. Um documento oficial com foto, como RG, CNH ou passaporte, é obrigatório, assim como o CPF. Em algumas situações, o sistema pode exigir a Carteira de Trabalho ou comprovante de inscrição no PIS/Pasep. Para evitar transtornos, é recomendável verificar o status do benefício antes de comparecer a uma agência.
Resolução de pendências
Pendências no pagamento, como dados inconsistentes ou valores zerados, são comuns e podem ser resolvidas. O primeiro passo é contatar o RH da empresa para confirmar o envio correto da RAIS ou eSocial. Caso o problema persista, o trabalhador deve abrir uma reclamação no Ministério do Trabalho, que analisa o caso em até 45 dias úteis. Lotes extras para correções são divulgados no Diário Oficial da União, geralmente até fevereiro de 2026.
Uso estratégico do abono
O abono salarial é uma oportunidade para melhorar a saúde financeira. Especialistas recomendam priorizar o pagamento de dívidas com juros altos, como cartão de crédito ou cheque especial, que podem chegar a 15% ao mês. Reservar pelo menos 10% do valor para uma poupança de emergência, como Tesouro Selic ou contas com rendimento diário, também é uma prática indicada.
- Sugestões de uso:
- Quitar dívidas de curto prazo para evitar juros acumulados.
- Investir em cursos de capacitação, que custam a partir de R$ 300.
- Guardar parte do valor em contas com liquidez diária.
Impacto regional do pagamento
Regiões com forte tradição em festas juninas, como o Nordeste, veem um aumento significativo no consumo durante o pagamento do lote de julho e agosto. Pequenos comerciantes de cidades como Campina Grande (PB) e Caruaru (PE) relatam maior procura por produtos típicos, como milho, roupas de quadrilha e artesanato. O abono também beneficia trabalhadores informais que atuam em eventos sazonais, como barraqueiros e músicos.