O Governo Federal entregou, em 13 de junho de 2025, as primeiras 64 unidades habitacionais do Residencial Antônia Flor, em Piripiri, Piauí, como parte do programa Minha Casa, Minha Vida. A cerimônia, que marcou a retomada de obras paralisadas por quase uma década, beneficiou famílias de baixa renda, muitas delas inscritas no Bolsa Família e no Cadastro Único. Localizado no bairro Campo das Palmas, o conjunto habitacional, que terá 300 casas ao todo, foi viabilizado por meio de parcerias entre o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, a Federação das Associações de Moradores e Conselhos Comunitários (FAMCC) e o governo estadual. A iniciativa, celebrada pelo governador Rafael Fonteles e pelo ministro Wellington Dias, garante dignidade e segurança para famílias como a de Aramires Moreira, indígena Tabajara e mãe solo, que agora deixam o aluguel. O projeto reforça o compromisso com a redução do déficit habitacional no Piauí.
A entrega das chaves representou um marco para Piripiri, onde famílias enfrentam dificuldades econômicas e habitacionais. Aramires, uma das beneficiárias, destacou como a casa própria aliviará as despesas, permitindo melhor uso do Bolsa Família.
O evento contou com a presença de autoridades locais e estaduais, além de representantes da FAMCC, que coordenou a execução do projeto. A retomada das obras, iniciada em 2023, resolveu entraves que atrasaram o empreendimento por anos.
- Destaques da entrega:
- 64 das 300 unidades habitacionais foram entregues.
- Investimento total de R$ 21,27 milhões no residencial.
- Prioridade para famílias de baixa renda e beneficiárias do Bolsa Família.
Significado da casa própria
A conquista da moradia é um passo transformador para as famílias de Piripiri. Muitas, como Aramires Moreira, enfrentavam o peso do aluguel, que consumia grande parte da renda mensal. Com a casa própria, essas famílias ganham estabilidade financeira e emocional, permitindo investimentos em educação, saúde e alimentação.
Aramires, indígena do povo Tabajara Itacoatiara, mora com três filhos e destacou a importância do Bolsa Família como suporte essencial. A entrega da casa, com dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço, representa um novo começo. “É uma realização enorme. Agora, sem pagar aluguel, posso garantir mais para meus filhos”, afirmou.
O Residencial Antônia Flor foi projetado para atender às necessidades básicas, com infraestrutura de água, esgoto e acesso a serviços públicos. A localização no bairro Campo das Palmas facilita o acesso a escolas e unidades de saúde, promovendo integração urbana.
Retomada de obras paralisadas
As obras do Residencial Antônia Flor começaram há quase dez anos, mas enfrentaram interrupções devido a problemas administrativos e financeiros. A retomada, iniciada em 2023 sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi possível graças à articulação entre o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e a FAMCC.
O governador Rafael Fonteles enfatizou o esforço conjunto para superar os entraves. “Esse residencial passou por muitos obstáculos, mas agora é uma realidade. É um momento histórico para Piripiri”, declarou. O projeto, com investimento de R$ 21,27 milhões, custou R$ 70.914,88 por unidade habitacional.
A conclusão da primeira etapa demonstra a prioridade do governo federal em retomar obras paralisadas. Desde 2023, o Minha Casa, Minha Vida contratou 1,26 milhão de unidades em todo o país, com 16,9 mil no Piauí até o fim de 2024.
Papel da FAMCC na execução
A Federação das Associações de Moradores e Conselhos Comunitários (FAMCC) desempenhou um papel central na execução do projeto. Diferentemente de empreendimentos geridos por construtoras, o Residencial Antônia Flor foi coordenado diretamente por famílias organizadas via associação, o que reduziu custos e garantiu envolvimento comunitário.
Neide Carvalho, presidente da FAMCC, celebrou a entrega como uma vitória dos movimentos sociais. “Construímos não só casas, mas cidadania. É gratificante ver famílias que nunca sonharam com um teto próprio recebendo suas chaves”, disse.
A participação comunitária também assegurou que as moradias atendessem às necessidades específicas dos beneficiários, como acessibilidade e espaços adequados para crianças. O modelo adotado em Piripiri é referência para outros projetos do Minha Casa, Minha Vida na modalidade Entidades.
- Contribuições da FAMCC:
- Coordenação direta das obras pelas famílias.
- Redução de custos por meio de autogestão.
- Foco em inclusão social e cidadania.
Benefícios para famílias vulneráveis
O programa Minha Casa, Minha Vida prioriza famílias em situação de vulnerabilidade, como beneficiárias do Bolsa Família, mulheres chefes de família e indígenas. Em Piripiri, muitas das 64 famílias contempladas dependem de programas sociais coordenados pelo MDS, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O ministro Wellington Dias destacou o impacto da entrega. “Essas 64 casas são o começo de um projeto maior, que trará dignidade para 300 famílias. É uma conquista do povo do Piauí”, afirmou. A isenção de prestações para beneficiários do Bolsa Família, implementada desde 2023, garante que essas famílias não tenham custos com o financiamento.
A seleção dos beneficiários foi feita com base no Cadastro Único, que identifica famílias com renda mensal de até R$ 2.640 (Faixa 1). Critérios como situação de risco social, presença de crianças e liderança feminina foram priorizados.

Investimento e infraestrutura
O Residencial Antônia Flor recebeu R$ 21,27 milhões, financiados pelo governo federal com contrapartida estadual. Cada casa, com 45 m², inclui dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, além de infraestrutura urbana completa, como pavimentação, rede de água e esgoto.
A Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento, destacou a qualidade do empreendimento. Elizomar Nunes, superintendente da Caixa no Piauí, afirmou: “Essas famílias, muitas sem comprovação formal de renda, conseguiram realizar o sonho da casa própria por meio da organização comunitária”.
A entrega das próximas 236 unidades depende da conclusão da rede elétrica, a cargo da Equatorial Energia. A previsão é que todas as moradias estejam habitadas até o fim de 2025, beneficiando cerca de 1.200 pessoas.
Outros programas habitacionais no Piauí
Além do Minha Casa, Minha Vida, o Piauí conta com iniciativas estaduais, como o Morar Bem Piauí, que oferece subsídios de até R$ 10 mil para a entrada de imóveis. Lançado em 2023, o programa beneficiou famílias com renda de até R$ 8 mil, com mais de 30 empreendimentos habilitados em Teresina e Parnaíba.
O Programa Moradia Social, gerido pela Agência de Desenvolvimento Habitacional (ADH), também reformou e construiu casas, como as 11 unidades entregues na comunidade Mimbó em 2023. Esses programas complementam o Minha Casa, Minha Vida, ampliando o acesso à moradia digna.
Em 2024, o Piauí contratou 5.700 unidades pelo Minha Casa, Minha Vida, um aumento de 60% em relação às metas iniciais, com obras iniciadas no primeiro semestre.
Prioridade para grupos específicos
O Minha Casa, Minha Vida em Piripiri priorizou grupos vulneráveis, como indígenas, mães solo e famílias em áreas de risco. Aramires Moreira, por exemplo, representa a força das mulheres chefes de família, que compõem grande parte dos beneficiários.
Desde a retomada do programa em 2023, novas diretrizes ampliaram o foco em mulheres vítimas de violência, pessoas com deficiência e moradores de rua. A inclusão de varandas, bibliotecas e equipamentos esportivos nos conjuntos habitacionais reflete o compromisso com qualidade de vida.
A proximidade do Residencial Antônia Flor com escolas e unidades de saúde foi planejada para facilitar o acesso a serviços essenciais, promovendo integração social e urbana.
- Grupos prioritários:
- Mulheres chefes de família.
- Beneficiários do Bolsa Família e BPC.
- Indígenas e pessoas com deficiência.
- Famílias em áreas de risco ou desastres naturais.
Expansão do Minha Casa, Minha Vida
O programa Minha Casa, Minha Vida alcançou marcos significativos desde sua retomada em 2023. Até dezembro de 2024, foram contratadas 1,26 milhão de unidades habitacionais no Brasil, superando a meta de 1 milhão em 25%. No Piauí, 16,9 mil moradias foram contratadas, com destaque para projetos rurais e urbanos.
Em junho de 2025, o governo federal autorizou 300 novas unidades no Piauí, na modalidade Rural, reforçando o atendimento a comunidades afastadas. O orçamento de 2025, de R$ 123,5 bilhões, é o maior da história do programa, com foco na Faixa 1 (renda até R$ 2.640).
A iniciativa também retomou 35 mil obras paralisadas até 2024, garantindo a entrega de moradias como as de Piripiri. A construção civil gerou milhares de empregos, com cada R$ 1 milhão investido criando cerca de 30 postos de trabalho.
Comunidade transformada
A entrega das 64 casas em Piripiri não apenas resolveu o problema do aluguel para dezenas de famílias, mas também fortaleceu o senso de comunidade. Beneficiários como Aramires participaram de reuniões com a FAMCC, planejando melhorias no residencial, como áreas de lazer e hortas comunitárias.
A prefeita Jôve Oliveira destacou o impacto local. “Essas moradias representam dignidade e esperança para nosso povo. É uma vitória coletiva”, afirmou. A cerimônia de entrega, com a presença de lideranças, reforçou o compromisso com a habitação popular.
O Residencial Antônia Flor, com sua arquitetura funcional e infraestrutura completa, é um exemplo de como o Minha Casa, Minha Vida pode transformar realidades, oferecendo não apenas um teto, mas um lar para famílias vulneráveis.