A liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores com doenças graves segue como um direito essencial em 2025. Recentemente, decisões judiciais, como a do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), reforçam que portadores de enfermidades graves, como doenças reumáticas, podem acessar os valores depositados para custear tratamentos. Em um caso de 2022, mantido como precedente, uma paciente com espondiloartrite conseguiu o saque após comprovar a gravidade da condição. A medida, respaldada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), considera que a lista de doenças da Lei 8.036/90 não é exaustiva. O processo, julgado na 25ª Vara Cível de São Paulo, obrigou a Caixa Econômica Federal a liberar os recursos. Essa possibilidade beneficia milhares de trabalhadores brasileiros que enfrentam despesas médicas elevadas.
A paciente apresentou laudos médicos detalhando a necessidade de tratamento contínuo, com custos significativos. A decisão judicial destacou o caráter social do FGTS, criado para apoiar trabalhadores em situações de vulnerabilidade.
Em 2025, o governo também anunciou medidas para facilitar o acesso ao FGTS, incluindo a flexibilização de saques para casos de saúde grave, conforme decreto de fevereiro. Essa iniciativa pode liberar até R$ 12 bilhões para cerca de 12 milhões de trabalhadores.
- O que você precisa saber:
- Doenças graves, mesmo fora da lista oficial, podem justificar saques.
- Documentação médica robusta é essencial para o pedido.
- A Justiça tem ampliado o acesso ao fundo com base em precedentes.
Novas regras para saques em 2025
Em fevereiro de 2025, o governo federal emitiu um decreto que flexibiliza temporariamente as regras de saque do FGTS, permitindo que trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário acessem o saldo restante em caso de demissão. Essa medida, anunciada pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, beneficia cerca de 12 milhões de trabalhadores e pode injetar R$ 12 bilhões na economia. Embora focada em demissões, a iniciativa reforça a tendência de tornar o fundo mais acessível, incluindo para casos de saúde.
A Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do FGTS, atualizou o sistema FGTS Digital em 2025, simplificando processos de solicitação de saque. Desde março, a plataforma permite a inclusão de informações sobre empréstimos consignados, o que facilita a gestão de pedidos relacionados a despesas médicas. O prazo para pagamento do FGTS por empregadores também foi alterado para o dia 20 do mês seguinte, com uso exclusivo do Pix.
Documentos exigidos para liberação
Para acessar o FGTS por motivo de doença grave, o trabalhador precisa apresentar documentos que comprovem a condição de saúde. A exigência de provas detalhadas é crucial tanto em pedidos administrativos quanto judiciais. No caso da paciente com espondiloartrite, laudos médicos indicaram a gravidade da doença e a necessidade de tratamento contínuo, incluindo medicamentos e consultas regulares.
Documentos necessários incluem:
- Relatório médico com diagnóstico e gravidade da enfermidade.
- Atestados indicando tratamento prolongado ou de alto custo.
- Exames que confirmem o quadro clínico.
- Prescrições médicas detalhando terapias ou medicamentos.
A orientação de um advogado especializado é recomendada, especialmente quando o pedido é negado pela Caixa. A clareza na documentação pode evitar atrasos ou recusas.

Doenças contempladas pelo FGTS
A Lei 8.036/90 permite o saque do FGTS para doenças graves do trabalhador, cônjuge ou dependentes. Embora cite condições como câncer, HIV e insuficiência renal, a lista não é limitativa, conforme decisões do STJ. Em 2025, doenças reumáticas, neurológicas e autoimunes graves têm sido reconhecidas judicialmente como justificativa para o saque.
Por exemplo, a espondiloartrite, que provoca inflamações e dores crônicas, exige tratamentos caros, como medicamentos biológicos e terapias específicas. Esses custos justificam a liberação do FGTS, especialmente para trabalhadores sem acesso a planos de saúde. Outras condições, como fibromialgia e doenças raras, também têm sido aceitas em casos recentes.
Papel da Justiça no acesso ao fundo
A intervenção judicial continua sendo um caminho eficaz para garantir o saque do FGTS em casos de doenças graves. Quando a Caixa nega o pedido por considerar a enfermidade fora dos critérios legais, a Justiça Federal pode intervir. No caso de 2022, a 25ª Vara Cível de São Paulo determinou a liberação, decisão mantida pelo TRF3.
Os tribunais adotam uma interpretação humanitária, considerando o princípio social do FGTS. O desembargador Valdeci dos Santos, relator do caso, destacou que o fundo deve atender às necessidades reais do trabalhador, especialmente em situações de saúde crítica. Essa visão tem sido aplicada em decisões de 2024 e 2025 em todo o país.
Como solicitar o saque em 2025
O pedido de saque do FGTS por doença grave pode ser feito diretamente na Caixa, pelo aplicativo FGTS ou em agências físicas. Desde 2021, solicitações são 100% digitais, exigindo o envio de documentos pelo app. Em 2025, o FGTS Digital agiliza o processo, permitindo que o trabalhador indique uma conta bancária no Brasil para receber os valores.
Passos para o pedido:
- Reunir documentação médica comprobatória.
- Acessar o aplicativo FGTS e enviar os documentos.
- Acompanhar o status do pedido pelo app.
- Em caso de negativa, buscar apoio jurídico para ação judicial.
Precedentes judiciais recentes
Além do caso de espondiloartrite, outras decisões judiciais em 2024 e 2025 ampliaram o acesso ao FGTS. Em Belo Horizonte, um trabalhador com esclerose múltipla obteve o saque para custear tratamentos em 2024. No Rio de Janeiro, uma paciente com fibromialgia grave conseguiu a liberação em 2025, após comprovar incapacidade parcial. Esses casos mostram que a Justiça está mais receptiva a condições debilitantes, desde que bem documentadas.
O STJ mantém o entendimento de que o rol de doenças é exemplificativo, permitindo que qualquer enfermidade grave, com impacto financeiro significativo, justifique o saque. Essa flexibilidade beneficia trabalhadores que enfrentam doenças raras ou crônicas.
FGTS como suporte financeiro
O FGTS, criado em 1966, é um direito do trabalhador formal, com depósitos mensais de 8% do salário pelo empregador. Em 2025, o fundo segue como uma ferramenta essencial para emergências, como despesas médicas. A possibilidade de saque para doenças graves é especialmente relevante em um contexto de custos elevados no setor de saúde, onde medicamentos e consultas podem comprometer o orçamento familiar.
No caso da paciente com espondiloartrite, o tratamento envolvia gastos contínuos com medicamentos e atividades físicas supervisionadas. O saque do FGTS permitiu que ela mantivesse o acompanhamento médico, demonstrando o impacto positivo do fundo na qualidade de vida.
Orientações para trabalhadores
Trabalhadores com doenças graves devem conhecer seus direitos e preparar a documentação com cuidado. O aplicativo FGTS, atualizado em 2025, facilita o envio de pedidos, mas a comprovação da gravidade da enfermidade é indispensável. Em casos complexos, a assessoria jurídica pode aumentar as chances de sucesso, especialmente em ações contra negativas da Caixa.
A decisão do TRF3 e outras semelhantes reforçam que o FGTS é um recurso acessível para situações de saúde crítica. Trabalhadores devem consultar especialistas para garantir que o pedido atenda aos requisitos legais.
Benefícios do saque para saúde
O acesso ao FGTS em casos de doença grave alivia o impacto financeiro de tratamentos prolongados. Medicamentos de alto custo, consultas especializadas e exames frequentes podem ser cobertos com os valores liberados. Em 2025, a flexibilização das regras de saque reforça o papel do fundo como um suporte vital para trabalhadores em momentos de vulnerabilidade.
A paciente do caso julgado pelo TRF3, por exemplo, pôde custear terapias que reduziram dores e melhoraram sua qualidade de vida. Decisões como essa destacam a importância do FGTS como um mecanismo de proteção social no Brasil.