A partir de 15 de julho, cerca de 4,3 milhões de trabalhadores nascidos em setembro e outubro começam a receber o abono salarial PIS/Pasep 2025, referente ao ano-base 2023. Gerido pela Caixa Econômica Federal para o PIS e pelo Banco do Brasil para o Pasep, o pagamento do sexto lote, aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), injeta R$ 5,1 bilhões na economia. Os valores, que variam de R$ 127 a R$ 1.518, podem ser sacados até 29 de dezembro. O benefício é destinado a quem trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração média de até dois salários mínimos. A consulta de elegibilidade está disponível desde 5 de fevereiro, por canais como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e a Central Alô Trabalho (158). O calendário escalonado, organizado por mês de nascimento, facilita o acesso, enquanto depósitos automáticos e saques presenciais agilizam o processo.
Os trabalhadores do setor privado recebem o PIS via Caixa, com opções como depósito em conta, saque em lotéricas ou acesso pelo Caixa Tem. Servidores públicos, beneficiários do Pasep, têm o pagamento creditado pelo Banco do Brasil, com alternativas como Pix ou transferência TED.
- Quem tem direito: Trabalhadores com cinco anos de cadastro no PIS/Pasep e renda média de até R$ 2.640 em 2023.
- Canais de consulta: Aplicativo Carteira de Trabalho Digital, portal Gov.br e Central 158.
- Prazo de saque: Até 29 de dezembro de 2025, com possibilidade de reemissão em casos específicos.
O programa, que prevê R$ 30,7 bilhões para 25,8 milhões de trabalhadores, reforça a renda de milhões de famílias e aquece a economia em 2025.
Critérios para receber o benefício
Garantir o abono salarial exige o cumprimento de regras específicas. O trabalhador precisa estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias em 2023, consecutivos ou não. A remuneração média mensal não pode exceder dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.640 em 2023. Além disso, os dados do trabalhador devem ter sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial, com prazos até maio e agosto de 2024, respectivamente.
O valor do abono é calculado proporcionalmente ao tempo de trabalho no ano-base. Quem trabalhou um mês recebe R$ 127, enquanto 12 meses de atividade garantem R$ 1.518, com base no salário mínimo de 2025. Para trabalhadores com múltiplos vínculos empregatícios, o cálculo soma os períodos trabalhados, desde que todos os empregadores tenham enviado as informações corretas.
Esses critérios garantem que o benefício chegue a quem depende dele para despesas essenciais, como pagamento de contas ou investimentos pessoais. A exigência de cinco anos de cadastro no programa também reforça o caráter de proteção social, priorizando trabalhadores formais de longa data.
Mecanismos de pagamento
A Caixa Econômica Federal, responsável pelo PIS, prioriza o depósito automático para correntistas, com crédito direto em contas correntes, poupanças ou contas digitais no Caixa Tem. Para quem não possui conta na instituição, o saque está disponível em caixas eletrônicos, lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou agências, usando o Cartão do Cidadão ou documento com foto.
No Pasep, o Banco do Brasil também facilita o acesso, com crédito automático para correntistas e opções como Pix, transferência TED ou saque presencial nas agências. Essa estrutura reduz a necessidade de deslocamentos e filas, especialmente para trabalhadores em áreas urbanas.
- Depósito automático: Disponível para contas na Caixa ou Banco do Brasil.
- Poupança social digital: Acesso via Caixa Tem para trabalhadores sem conta na Caixa.
- Saque presencial: Lotéricas, agências ou terminais com documento de identificação.
- Pix/TED: Exclusivo para beneficiários do Pasep, agilizando transferências.
A digitalização dos pagamentos, com foco em aplicativos como o Caixa Tem, reflete o esforço para modernizar o acesso ao benefício, beneficiando especialmente trabalhadores jovens e urbanos.
Alcance financeiro do programa
O PIS/Pasep 2025 prevê a liberação de R$ 30,7 bilhões para aproximadamente 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Esse montante, superior aos R$ 27 bilhões pagos em 2024, reflete o aumento do salário mínimo e o crescimento no número de elegíveis. Em 2024, o programa alcançou 99% dos beneficiários, mas 239.142 trabalhadores deixaram de sacar R$ 218,9 milhões, valores que permanecem disponíveis até 27 de dezembro de 2025.
A distribuição dos recursos ocorre de forma escalonada, com lotes mensais de fevereiro a agosto, organizados pelo mês de nascimento. O sexto lote, iniciado em 15 de julho, beneficia 4,3 milhões de trabalhadores, com um repasse de R$ 5,1 bilhões, sendo um dos mais expressivos do calendário. O programa é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que também sustenta iniciativas como o seguro-desemprego.
Ferramentas para consultar o benefício
Verificar a elegibilidade ao abono salarial é um processo simplificado. Desde 5 de fevereiro, os trabalhadores podem acessar informações pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, na aba “Benefícios”, que detalha o valor, a data de pagamento e o banco responsável. O portal Gov.br também oferece dados completos, enquanto a Central Alô Trabalho (158) atende de segunda a sábado, das 7h às 22h, gratuitamente.
Para trabalhadores do setor privado, o aplicativo Caixa Trabalhador complementa as opções, fornecendo informações sobre o PIS e outros benefícios, como o seguro-desemprego. Em casos de dúvidas, as Superintendências Regionais do Trabalho oferecem atendimento presencial. A ampla disponibilidade de canais digitais e presenciais facilita o acesso, especialmente em regiões com maior conectividade.

Origens do programa PIS/Pasep
Criados em 1970 pelas Leis Complementares 07/70 e 08/70, os programas PIS e Pasep visam integrar trabalhadores ao desenvolvimento de empresas privadas e órgãos públicos, além de financiar benefícios sociais. O PIS atende empregados do setor privado, enquanto o Pasep é voltado para servidores públicos. Ambos são sustentados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, que arrecada contribuições de empresas e órgãos para programas de proteção trabalhista.
Ao longo das décadas, o programa passou por ajustes significativos. Até 2020, os pagamentos seguiam um calendário de julho a junho do ano seguinte. A pandemia de Covid-19 alterou essa dinâmica, criando um intervalo de dois anos entre o ano-base e o pagamento, padrão mantido em 2025. A unificação do calendário por mês de nascimento, implementada em 2024, simplificou o acesso e reduziu confusões.
Prazos críticos para o saque
Os valores do abono salarial ficam disponíveis até 29 de dezembro de 2025. Após essa data, trabalhadores que não sacarem o benefício precisarão aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho, geralmente realizada no ano seguinte. Para evitar a perda do direito, é essencial verificar a situação do benefício com antecedência e acompanhar o calendário oficial.
Em casos de depósito não realizado, o trabalhador deve confirmar se os dados foram enviados corretamente pelo empregador. Inconsistências podem ser resolvidas por meio do Recursos Humanos da empresa, nas Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo e-mail [email protected], substituindo “uf” pela sigla do estado.
Inclusão de trabalhadores rurais
O abono salarial também contempla trabalhadores rurais que atendem aos critérios de elegibilidade, como cinco anos de cadastro no PIS/Pasep e trabalho formal por pelo menos 30 dias em 2023. Estima-se que cerca de 2 milhões de trabalhadores rurais, especialmente nas regiões Nordeste e Norte, sejam beneficiados em 2025.
O acesso a canais digitais, no entanto, é um desafio em áreas rurais, onde a conectividade é limitada. Para contornar essa barreira, o Ministério do Trabalho ampliou a divulgação em agências da Caixa e do Banco do Brasil, além de firmar parcerias com sindicatos rurais. Essas iniciativas buscam garantir que o benefício chegue a todos os elegíveis, independentemente da localização.
- Público rural: Cerca de 2 milhões de beneficiários em 2025.
- Canais de apoio: Agências bancárias e sindicatos rurais.
- Desafios: Baixa conectividade em áreas remotas.
- Soluções: Divulgação ampliada e atendimento presencial.
Inovações no calendário 2025
A principal novidade do PIS/Pasep 2025 é a unificação do calendário por mês de nascimento, eliminando a antiga distinção do Pasep, que usava o número de inscrição. Essa mudança, instituída pela Resolução Codefat nº 1.011 de 2024, facilita o planejamento dos trabalhadores e reduz erros na consulta.
A digitalização também ganhou destaque, com maior uso do Caixa Tem e do aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Essas ferramentas permitem consultar e sacar o benefício sem deslocamentos, beneficiando trabalhadores em centros urbanos e jovens familiarizados com tecnologia. A ampliação do uso de Pix para o Pasep é outra inovação, agilizando transferências para contas em outros bancos.
Papel econômico do abono
O abono salarial desempenha um papel essencial na complementação da renda de trabalhadores de baixa renda. Para muitos, o benefício é usado para pagar contas, quitar dívidas ou investir em educação e qualificação profissional. A liberação de R$ 30,7 bilhões em 2025 também contribui para aquecer a economia, especialmente em cidades menores, onde o consumo local é impulsionado.
O programa, financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, mantém uma taxa de cobertura próxima a 99%, refletindo sua relevância como ferramenta de proteção social. Além do abono, o FAT sustenta iniciativas como o seguro-desemprego e programas de capacitação, beneficiando milhões de trabalhadores formais em todo o país.
Canais de suporte ao trabalhador
Além dos aplicativos e da Central Alô Trabalho, os trabalhadores podem buscar orientações nas agências da Caixa, para o PIS, e do Banco do Brasil, para o Pasep. As Superintendências Regionais do Trabalho também oferecem suporte presencial, especialmente para casos de inconsistências nos dados ou dificuldades de acesso.
A divulgação do calendário e dos canais de consulta começou em janeiro de 2025, com campanhas em rádios, redes sociais e parcerias com empregadores. Essas ações visam reduzir o número de trabalhadores que deixam de sacar o benefício, garantindo que o programa atinja o maior número possível de elegíveis.