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Alerta laranja: queda de temperatura ameaça 515 municípios até quarta-feira (25)

Chuva Frio
Chuva Frio - Foto: Cris Faga / Shutterstock.com Chuva Frio - Foto: Cris Faga / Shutterstock.com

Minas Gerais enfrenta uma onda de frio significativa, com temperaturas caindo drasticamente em 515 municípios, incluindo Belo Horizonte, entre 23 e 25 de junho. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de queda de temperatura, sendo um laranja, que indica risco à saúde, e outro amarelo, de risco potencial. A condição, causada por uma massa de ar frio vinda do Sul do Brasil, pode reduzir as temperaturas em até 5 °C em diversas regiões, impactando principalmente idosos e crianças. A previsão aponta para manhãs geladas, especialmente na capital mineira, onde os termômetros podem marcar mínimas consideravelmente mais baixas.

A chegada do frio intenso pegou muitos mineiros de surpresa, já que o estado registrou temperaturas elevadas em semanas anteriores. O Inmet destaca que a situação exige cuidados, como o uso de agasalhos e a proteção de grupos vulneráveis. Além disso, a massa de ar frio já causou impactos em outras regiões do Sudeste, como São Paulo, antes de avançar para Minas Gerais.

Inverno Frio
Inverno Frio – Foto: bibistudio/Shutterstock.com
  • Regiões afetadas: Sul, Triângulo Mineiro, Metropolitana de Belo Horizonte e outras.
  • Período crítico: Manhãs de 24 e 25 de junho, com mínimas mais baixas.
  • Cuidados recomendados: Proteger idosos, crianças e pessoas com condições respiratórias.

Essa onda de frio, segundo meteorologistas, é típica do inverno, mas sua intensidade neste período chama atenção. O alerta laranja, em particular, abrange 27 cidades com declínio superior a 5 °C, enquanto o alerta amarelo inclui 488 municípios, com quedas entre 3 °C e 5 °C.

Origem da onda de frio

A massa de ar frio responsável pelo alerta laranja teve origem no Sul do Brasil, onde já provocou temperaturas negativas em algumas áreas. Segundo especialistas do Inmet, ela avançou pelo Sudeste, atingindo São Paulo antes de chegar a Minas Gerais. Em cidades como Governador Valadares, conhecida por altas temperaturas, os termômetros marcaram máximas de apenas 22 °C em dias recentes, um contraste notável.

O fenômeno ocorre devido à circulação atmosférica que transporta ar polar para regiões mais ao norte. Em Minas Gerais, o frio é mais intenso no Sul do estado, onde cidades como Andradas e Monte Sião enfrentam condições próximas à formação de geada. A previsão indica que o frio pode persistir por alguns dias, com temperaturas máximas não ultrapassando 20 °C em muitas áreas.

Cidades sob alerta laranja

O alerta laranja, que sinaliza maior risco à saúde, abrange 27 municípios, principalmente no Sul e Triângulo Mineiro. Nessas localidades, a queda de temperatura é mais acentuada, com mínimas que podem chegar a 8 °C ou menos.

  • Andradas: Risco de geada em áreas rurais.
  • Monte Sião: Temperaturas mínimas de 8 °C previstas.
  • Frutal: Queda superior a 5 °C nas manhãs de 24 e 25 de junho.
  • Ituiutaba: Frio intenso nas primeiras horas do dia.

Essas cidades já registraram temperaturas abaixo da média nos últimos dias, e a previsão é de que o frio se intensifique. Moradores são orientados a evitar exposição prolongada ao frio e a manter ambientes aquecidos.

Impactos na capital mineira

Belo Horizonte, incluída no alerta amarelo, deve enfrentar temperaturas até 5 °C mais baixas nas manhãs de terça e quarta-feira. A capital, que recentemente registrou máximas próximas a 30 °C, agora vê os termômetros marcarem mínimas em torno de 12 °C. A Defesa Civil municipal recomenda que a população evite atividades ao ar livre nas horas mais frias e proteja pessoas em situação de vulnerabilidade.

Nos bairros mais altos, como Serra e Belvedere, o frio pode ser ainda mais perceptível. A umidade relativa do ar, que deve permanecer entre 30% e 40%, agrava a sensação térmica. Apesar disso, não há previsão de chuvas significativas na capital, o que mantém o tempo estável, mas seco.

Cuidados com a saúde

A queda brusca de temperatura traz preocupações com a saúde, especialmente para grupos mais vulneráveis. Médicos alertam que o frio intenso pode agravar condições respiratórias, como asma e bronquite, além de aumentar o risco de hipotermia em idosos.

  • Hidratação: Beber água, mesmo no frio, para evitar desidratação.
  • Roupas adequadas: Usar camadas de roupas para manter o corpo aquecido.
  • Ambientes fechados: Evitar locais com pouca ventilação para prevenir infecções respiratórias.
  • Atenção a idosos: Monitorar sinais de desconforto térmico em pessoas mais velhas.

Hospitais e postos de saúde em cidades sob alerta laranja estão em estado de atenção para atender possíveis casos relacionados ao frio. Campanhas de arrecadação de agasalhos também ganharam força em Belo Horizonte e outras cidades mineiras.

Previsão para os próximos dias

A previsão do Inmet indica que o frio deve começar a perder força a partir de 26 de junho, com temperaturas máximas voltando a subir gradualmente. No entanto, as mínimas ainda podem permanecer baixas, especialmente no Sul de Minas, onde geadas são possíveis até o final da semana. Em Belo Horizonte, a expectativa é de que as temperaturas máximas cheguem a 23 °C na quinta-feira, com céu parcialmente nublado.

O tempo seco, com umidade relativa do ar entre 30% e 40%, deve persistir na maior parte do estado, exceto no nordeste, onde chuviscos isolados são previstos. A estabilidade atmosférica impede a formação de tempestades, mas reforça a necessidade de cuidados com a hidratação e a proteção da pele.

Regiões menos afetadas

Nem todas as regiões de Minas Gerais enfrentam o mesmo impacto. No Norte do estado, como em Montes Claros, as temperaturas máximas podem chegar a 31 °C, com mínimas menos severas, em torno de 15 °C. O Vale do Jequitinhonha, que recentemente registrou altas temperaturas, também escapa das condições mais extremas, com quedas moderadas.

Ainda assim, o Inmet mantém o alerta amarelo para algumas cidades dessas regiões, como Almenara e Teófilo Otoni, onde a variação térmica entre o dia e a noite pode causar desconforto. Moradores são orientados a acompanhar as atualizações meteorológicas.

Histórico de ondas de frio em Minas

Ondas de frio como esta não são incomuns em Minas Gerais, mas sua intensidade varia. Em 2021, o estado registrou uma das maiores quedas de temperatura dos últimos anos, com geadas em mais de 100 municípios. Em 2024, outra frente fria trouxe temperaturas abaixo de 10 °C para 22 cidades, segundo dados do Inmet.

A atual onda de frio, embora menos extrema que a de 2021, destaca-se pelo número de cidades afetadas e pela rápida transição de temperaturas altas para baixas. Meteorologistas atribuem essa variabilidade às mudanças climáticas, que intensificam eventos climáticos extremos.

Medidas de prevenção nas cidades

Prefeituras de cidades sob alerta laranja intensificaram ações de apoio à população. Em Andradas e Monte Sião, equipes da assistência social distribuem cobertores para famílias em situação de vulnerabilidade. Em Belo Horizonte, abrigos temporários foram abertos para acolher pessoas em situação de rua durante as noites mais frias.

  • Campanhas de doação: Arrecadação de roupas e cobertores em igrejas e ONGs.
  • Apoio médico: Postos de saúde com atendimento reforçado para casos respiratórios.
  • Orientação à população: Divulgação de alertas via WhatsApp e redes sociais.

A Defesa Civil estadual também emitiu comunicados reforçando a importância de evitar exposição ao frio e monitorar grupos de risco.

Condições atmosféricas e perspectivas

A massa de ar frio que provoca o alerta laranja é resultado de um sistema de alta pressão que inibe a formação de nuvens e chuvas, mantendo o céu claro, mas com temperaturas baixas. A umidade relativa do ar, especialmente no oeste de Minas, pode cair para níveis críticos, aumentando o risco de problemas respiratórios e alergias.

Meteorologistas preveem que o padrão atmosférico deve se manter estável até o final de junho, com possibilidade de novas frentes frias nas próximas semanas. A população é orientada a acompanhar os boletins do Inmet e da Defesa Civil para atualizações.

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