Europa

Kate Middleton brilha em evento real após superar tratamento contra câncer

The Prince and Princess of Wales
The Prince and Princess of Wales - Foto: PA Media The Prince and Princess of Wales - Foto: PA Media

A Princesa de Gales, Kate Middleton, marcou sua volta à cena pública com um sorriso radiante durante a cerimônia da Ordem da Jarreteira, realizada em 16 de junho de 2025, no Castelo de Windsor. Após um ano afastada do evento devido a um tratamento contra o câncer, ela acompanhou a tradicional procissão ao lado de outros membros da realeza, como a Duquesa de Edimburgo e o Vice-Almirante Sir Tim Laurence. O Rei Charles III, soberano da ordem, liderou a celebração, que reuniu cavaleiros e damas em trajes de veludo azul e chapéus com plumas brancas, atraindo centenas de espectadores. A cerimônia, uma das mais antigas tradições de cavalaria britânica, destacou o serviço público e a pompa real, reforçando sua relevância histórica. Este retorno de Kate simboliza resiliência e reforça o papel da família real em eventos de grande simbolismo.

A procissão, que atravessou os jardins do Castelo de Windsor até a Capela de São Jorge, foi um espetáculo de cores e formalidades. Tropas da Cavalaria Doméstica, com seus capacetes emplumados e espadas, ladeavam o caminho, enquanto a banda militar ecoava pelo trajeto. Kate, posicionada na varanda da Galiléia, observava o desfile ao lado de Sophie, Duquesa de Edimburgo, e Sir Tim Laurence, em um momento que misturou solenidade e descontração, com relatos de risadas entre os royals.

  • Destaques da cerimônia:
    • Participação de figuras como o ex-primeiro-ministro Tony Blair e Lord Lloyd-Webber, cavaleiros da ordem.
    • Presença de membros sêniores da realeza, incluindo o Príncipe de Gales e a Princesa Anne.
    • Ausência pública do Duque de York, que compareceu apenas ao almoço privado.

O evento, realizado na segunda-feira da semana do Royal Ascot, é um marco no calendário real, atraindo não apenas a elite britânica, mas também turistas e entusiastas da monarquia. A Ordem da Jarreteira, fundada em 1348 por Eduardo III, permanece como um símbolo de honra e serviço, com apenas 24 cavaleiros nomeados pelo soberano, além de membros da família real e monarcas estrangeiros honorários.

Kate Middleton
Kate Middleton – Foto: PA Media

Tradição secular em destaque

A Ordem da Jarreteira é a mais antiga e prestigiada ordem de cavalaria da Grã-Bretanha, criada com inspiração nas lendas do Rei Arthur e seus cavaleiros. Hoje, ela reconhece contribuições excepcionais ao país, abrangendo desde líderes políticos até figuras culturais. Em 2025, a cerimônia manteve sua essência histórica, com o Rei Charles III investindo novos companheiros no Salão do Trono antes do desfile. O trajeto, repleto de espectadores com cadeiras de camping e cestas de piquenique, reflete o apelo popular do evento.

Diferentemente de anos anteriores, quando a cerimônia enfrentou restrições devido à pandemia, 2025 trouxe um retorno à sua forma mais grandiosa. A presença de Kate Middleton, em particular, atraiu atenções, com a princesa vestindo um elegante vestido claro da Self-Portrait, complementado por joias de pérolas. Sua participação, após um período de recuperação, foi vista como um sinal de força e continuidade para a monarquia.

O almoço privado, oferecido pelo Rei Charles antes da procissão, reuniu membros da ordem e convidados especiais, incluindo o Duque de York, que, embora presente, não participou do desfile público devido a controvérsias passadas. Essa decisão reflete o cuidado da Coroa em manter a imagem do evento intacta, priorizando a celebração da tradição e do serviço público.

O simbolismo da Ordem da Jarreteira

A Ordem da Jarreteira carrega um peso histórico que transcende a pompa. Seus cavaleiros, escolhidos pessoalmente pelo monarca, representam o ápice do reconhecimento por serviços prestados à nação. Entre os membros atuais, destacam-se nomes como o Príncipe de Gales, que se tornou o milésimo cavaleiro em 2008, e a Rainha Camilla, investida em 2022. A ordem também inclui monarcas estrangeiros, como o Rei Willem-Alexander dos Países Baixos e o Rei Felipe VI da Espanha, conhecidos como “Cavaleiros Estrangeiros”.

  • Estrutura da ordem:
    • Limite de 24 cavaleiros companheiros, além do soberano e membros supernumerários.
    • Nomeações baseadas em méritos em áreas como política, cultura e serviço militar.
    • Cerimônias anuais que reforçam a continuidade da monarquia britânica.
    • Símbolos como a faixa azul com o lema “Honi soit qui mal y pense”.

A Capela de São Jorge, palco do serviço religioso, abriga as placas heráldicas dos cavaleiros, uma coleção que forma um dos maiores acervos de heráldica do mundo. Cada placa é um testemunho do legado de seus membros, removida apenas após sua morte, quando os distintivos são devolvidos ao soberano. Esse ritual reforça a exclusividade e a reverência da ordem.

Kate Middleton: um retorno aguardado

A volta de Kate Middleton ao evento foi um dos pontos altos da cerimônia. Após um ano desafiador, marcado por seu diagnóstico de câncer e tratamento, a princesa demonstrou vitalidade e engajamento. Sua escolha de um vestido claro, combinado com acessórios discretos, foi elogiada por sua elegância e adequação ao tom solene do evento. Ao lado da Duquesa de Edimburgo, Kate compartilhou momentos de leveza, rindo durante a passagem dos Cavaleiros Militares de Windsor, que lideraram a procissão.

A ausência de Kate no evento de 2024, devido à sua saúde, gerou especulações sobre sua participação em compromissos públicos. Sua presença em 2025, no entanto, dissipou dúvidas, consolidando sua posição como uma figura central na monarquia. A princesa, que ainda não é membro da Ordem da Jarreteira, assistiu ao desfile da varanda, uma tradição para cônjuges de cavaleiros que não possuem a distinção.

O evento também marcou o retorno de outros royals em momentos significativos. A Princesa Anne, por exemplo, participou a cavalo, sua primeira aparição pública montada desde uma lesão em 2024. Esses retornos reforçam a resiliência da família real em manter suas tradições, mesmo diante de desafios pessoais.

A pompa da procissão e o apelo público

A procissão da Ordem da Jarreteira é um dos eventos mais aguardados do calendário real, rivalizando com celebrações como o Trooping the Colour. Em 2025, o desfile foi acompanhado por uma multidão que se reuniu ao longo do trajeto, muitos chegando cedo para garantir bons lugares. A combinação de trajes históricos, música militar e carruagens abertas criou um espetáculo visual que cativou tanto locais quanto turistas.

  • Elementos da procissão:
    • Uniformes da Cavalaria Doméstica, com capacetes emplumados e espadas cerimoniais.
    • Bandas da Divisão Doméstica, que tocaram marchas tradicionais.
    • Carruagens abertas, usadas pelos royals após o serviço religioso.
    • Trajes de veludo azul, adornados com insígnias e chapéus com plumas.

A cerimônia também é acessível ao público, com ingressos limitados disponíveis por meio de um processo de solicitação entre janeiro e março. Em 2025, até quatro ingressos por pessoa foram oferecidos, com prioridade para acessibilidade, como lugares para cadeirantes. Essa abertura reflete o esforço da monarquia em equilibrar exclusividade com engajamento popular.

Um marco no calendário real

A Ordem da Jarreteira, realizada na segunda-feira da semana do Royal Ascot, é parte de um período intenso para a realeza britânica. Após a cerimônia, o Rei Charles e a Rainha Camilla participaram de eventos no Royal Ascot, enquanto outros membros da família real cumpriram agendas públicas. A coincidência com essas datas reforça a importância da temporada de verão para a monarquia, marcada por celebrações que unem tradição e visibilidade.

O evento de 2025 destacou a continuidade da Ordem da Jarreteira como um pilar da identidade britânica. A presença de figuras como Tony Blair e Lord Lloyd-Webber, ao lado de royals como o Príncipe de Gales e a Princesa Anne, ilustra a diversidade de contribuições reconhecidas pela ordem. A ausência pública do Duque de York, por outro lado, sinaliza a adaptação da monarquia a sensibilidades contemporâneas, mantendo o foco na celebração do serviço público.

A participação de Kate Middleton, em particular, trouxe um toque de humanidade à solenidade do evento. Sua recuperação e retorno aos holofotes reforçam a narrativa de superação que ressoa com o público, enquanto a grandiosidade da cerimônia reafirma o papel da monarquia como guardiã de tradições seculares. A Ordem da Jarreteira, com sua história de quase 700 anos, continua a ser um símbolo de honra, serviço e união nacional.

To Top