Em 2025, o Ministério da Educação (MEC) inicia os pagamentos do programa Pé-de-meia, oferecendo até R$ 9.200 em incentivos financeiros para estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio público e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O calendário oficial, publicado pela Portaria nº 143/2025 no Diário Oficial da União, detalha as datas de depósito dos benefícios, que começam em 31 de março e se estendem até fevereiro de 2026. A iniciativa, instituída pela Lei nº 14.818/2024, beneficia cerca de 4 milhões de jovens inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), com o objetivo de reduzir a evasão escolar e promover a conclusão dos estudos. Os pagamentos, gerenciados pela Caixa Econômica Federal, são automáticos, e os valores podem ser consultados pelo aplicativo Jornada do Estudante. O programa reforça a inclusão educacional, oferecendo suporte financeiro como uma poupança estudantil para jovens em vulnerabilidade.
O Pé-de-meia se destaca por sua estrutura de incentivos, dividida em quatro categorias: matrícula, frequência, conclusão e participação no Enem. Cada uma tem critérios específicos, como frequência mínima de 80% nas aulas e aprovação anual. A iniciativa abrange estudantes de 14 a 24 anos no ensino regular e de 19 a 24 anos na EJA, com valores adaptados para cada modalidade.
- Principais metas do programa:
- Combater o abandono escolar entre jovens de baixa renda.
- Garantir a conclusão do ensino médio.
- Incentivar a participação no Enem para acesso ao ensino superior.
A adesão é automática, sem necessidade de inscrição, desde que o estudante esteja matriculado em escola pública e a família atenda aos critérios de renda do CadÚnico. O programa também exige articulação entre redes de ensino e o MEC para monitoramento de frequência e aprovação.

Estrutura dos incentivos financeiros
O Pé-de-meia organiza seus benefícios em quatro tipos, cada um voltado para uma etapa do percurso escolar. Os valores são depositados em contas digitais abertas pela Caixa Econômica Federal, acessíveis pelo aplicativo Caixa Tem. Para menores de 18 anos, o responsável legal autoriza a movimentação, enquanto maiores de idade têm acesso direto aos valores liberados.
O incentivo-matrícula, de R$ 200, é pago anualmente a todos os elegíveis. Já o incentivo-frequência, que pode chegar a R$ 1.800 por ano no ensino regular, é dividido em nove parcelas de R$ 200, condicionadas à assiduidade mínima de 80%. Na EJA, o mesmo incentivo totaliza R$ 900 por semestre, distribuído em quatro parcelas de R$ 225. O incentivo-conclusão, de R$ 1.000 por ano letivo aprovado, acumula até R$ 3.000, mas só pode ser sacado após a certificação. Por fim, o incentivo-Enem, de R$ 200, é liberado para quem participa dos dois dias de prova no 3º ano e conclui o ensino médio.
A variedade de incentivos permite que o programa atenda às necessidades de diferentes perfis de estudantes. A frequência é monitorada mensalmente pelas escolas, que utilizam o Sistema Gestão Presente (SGP) para enviar dados ao MEC. Em caso de ausência prolongada, o estudante perde a parcela correspondente, mas pode retomar o benefício ao regularizar a assiduidade.
Calendário de pagamentos para 2025
O cronograma do Pé-de-meia para 2025 é escalonado, organizado pelo mês de nascimento dos estudantes para facilitar a gestão dos depósitos. O incentivo-matrícula, primeiro pagamento do ano, ocorre entre 31 de março e 7 de abril, alcançando cerca de 3,9 milhões de alunos. As parcelas do incentivo-frequência começam em 23 de abril e seguem até 9 de fevereiro de 2026, totalizando R$ 1.800 no ensino regular.
Para a EJA, o calendário é adaptado por semestre. O incentivo-matrícula do primeiro semestre segue o mesmo período do ensino regular, enquanto o do segundo semestre está previsto para 22 a 29 de setembro. O incentivo-frequência da EJA, de R$ 900 por semestre, é pago em quatro parcelas, com datas detalhadas no aplicativo Jornada do Estudante.
- Datas-chave para o ensino regular:
- Matrícula: 31 de março a 7 de abril de 2025.
- Frequência: 23 de abril de 2025 a 9 de fevereiro de 2026.
- Conclusão e Enem: 26 de fevereiro a 5 de março de 2026.
O incentivo-conclusão, de R$ 1.000 por ano letivo, e o incentivo-Enem, de R$ 200, são pagos no início de 2026, após a validação de aprovação e participação nas provas. O sistema de pagamentos escalonados reduz sobrecarga na Caixa Econômica Federal e garante eficiência na distribuição dos recursos.
Critérios de elegibilidade
Para participar do Pé-de-meia, o estudante deve atender a requisitos rigorosos, que garantem o foco em jovens de baixa renda. A adesão é automática, com base em dados enviados pelas redes de ensino ao MEC, que cruza as informações com o CadÚnico. A renda familiar não pode ultrapassar meio salário mínimo por pessoa.
Os critérios incluem:
- Matrícula em escola pública no ensino médio regular ou EJA.
- Idade entre 14 e 24 anos (regular) ou 19 e 24 anos (EJA).
- Frequência mínima de 80% nas aulas.
- Aprovação anual para o incentivo-conclusão.
- Participação no Enem para o incentivo específico.
Estudantes de famílias unipessoais no Bolsa Família não são elegíveis. Além disso, a reprovação por dois anos consecutivos ou o abandono escolar suspendem o benefício. O MEC monitora esses critérios por meio de sistemas integrados, garantindo transparência na execução do programa.
Impacto na educação brasileira
O Pé-de-meia enfrenta um desafio crítico: a evasão escolar, que afeta cerca de 480 mil jovens anualmente no ensino médio público. Muitos abandonam os estudos por necessidade de trabalhar, especialmente em famílias de baixa renda. O incentivo financeiro atua como um suporte para manter esses estudantes nas salas de aula, oferecendo recursos para despesas educacionais e segurança financeira.
A iniciativa também estimula a participação no Enem, essencial para o acesso ao ensino superior por meio de programas como Fies e Prouni. Ao criar uma poupança estudantil, o programa promove a mobilidade social, permitindo que jovens planejem um futuro com mais oportunidades. Em 2025, o orçamento de R$ 13 bilhões, com R$ 6 bilhões já liberados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sustenta a meta de alcançar 4 milhões de beneficiários.
O programa fortalece a articulação entre o MEC e as redes de ensino, que atualizam regularmente dados de matrícula, frequência e aprovação. Essa integração garante a eficiência dos pagamentos e a transparência na gestão dos recursos.
Monitoramento e acesso aos benefícios
A transparência é um pilar do Pé-de-meia. As escolas utilizam o Sistema Gestão Presente (SGP) para enviar dados de frequência mensal ao MEC, que valida a elegibilidade dos estudantes. O aplicativo Jornada do Estudante é a principal ferramenta para os beneficiários acompanharem o status dos depósitos, o calendário e informações sobre a conta digital.
Os valores do incentivo-matrícula e frequência podem ser movimentados pelo Caixa Tem, enquanto os incentivos de conclusão e Enem ficam bloqueados até a certificação do ensino médio. Para menores de idade, o responsável legal autoriza a movimentação, seja pelo aplicativo ou em agências da Caixa.
- Ferramentas de acesso:
- Aplicativo Jornada do Estudante: consulta de pagamentos e calendário.
- Caixa Tem: movimentação de valores liberados.
- Sistema Gestão Presente: monitoramento de frequência pelas escolas.
O rigoroso controle de dados evita irregularidades e garante que os benefícios cheguem aos estudantes elegíveis. A expectativa é que o programa reduza significativamente os índices de evasão em 2025, consolidando-se como uma política pública essencial para a educação brasileira.