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Novo regulamento da VNL ameaça Sérvia e abre porta para Porto Rico

Porto Rico Volei Feminio
Porto Rico Volei Feminio - Foto: Instagram Porto Rico Volei Feminio - Foto: Instagram

A Liga das Nações de Vôlei Feminino (VNL) de 2025 trouxe mudanças significativas em seu regulamento, com a nova regra de rebaixamento que agora atinge qualquer equipe, independentemente de sua tradição ou força financeira. Com a Sérvia na lanterna, acumulando oito derrotas em oito jogos, a equipe que ocupará a vaga do time rebaixado em 2026 será definida pelo ranking mundial da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Porto Rico, atualmente a 16ª colocada, lidera a corrida para assumir a vaga, mas Ucrânia, Argentina e Suécia também estão na disputa. A alteração no formato da competição, que agora conta com 18 seleções, promete intensificar a briga pela permanência na elite do vôlei mundial. A decisão será confirmada ao final da terceira etapa classificatória, entre 9 e 13 de julho, com a fase final marcada para Lódz, na Polônia, de 23 a 27 de julho. O novo sistema reflete o objetivo da FIVB de valorizar o desempenho atual e abrir espaço para novas forças no cenário internacional.

O impacto da mudança no regulamento é evidente. Até 2024, seleções tradicionais, como as chamadas “equipes principais”, tinham proteção contra o rebaixamento, enquanto as “desafiantes” enfrentavam o risco de cair para a Challenger Cup. Agora, todas as 18 equipes estão sujeitas à degola, com a pior campanha sendo substituída pela seleção mais bem ranqueada ainda fora da VNL. Essa reformulação busca equilibrar a competição e dar oportunidades a países emergentes no vôlei.

Além disso, a expansão da VNL para 18 equipes, com a entrada de Bélgica e República Tcheca em 2025, aumentou a competitividade. A temporada, que começou em 4 de junho e se estende até 27 de julho, tem o Rio de Janeiro como uma das sedes da fase inicial, reforçando a relevância do Brasil no cenário global do vôlei.

  • Mudanças no formato: Fim da proteção às equipes tradicionais e rebaixamento da pior colocada.
  • Expansão da VNL: 18 seleções competem em 2025, com novas entradas.
  • Sede brasileira: Rio de Janeiro sedia jogos da primeira semana, de 4 a 8 de junho.
  • Fase final: Lódz, na Polônia, recebe as quartas de final e decisões, de 23 a 27 de julho.

Novo regulamento transforma a VNL

A temporada de 2025 da Liga das Nações Feminina marca um ponto de virada no voleibol internacional. A FIVB decidiu abolir a divisão entre equipes principais e desafiantes, que vigorava desde a criação do torneio em 2018. Anteriormente, apenas as equipes desafiantes, como Bulgária e Croácia, enfrentavam o risco de rebaixamento, enquanto potências como Itália, Brasil e Estados Unidos estavam protegidas. Agora, qualquer seleção pode cair, o que eleva a pressão em cada partida.

A Sérvia, bicampeã mundial, enfrenta um momento delicado. Com zero vitórias em oito jogos, a equipe liderada por jogadoras como Tijana Boskovic luta para evitar a degola. A terceira etapa, entre 9 e 13 de julho, será decisiva para definir se a Sérvia, Tailândia, Coreia do Sul ou Canadá será a rebaixada. Cada time disputará mais quatro partidas, o que pode alterar a classificação final.

A nova regra também elimina a Challenger Cup como torneio qualificatório. Em 2024, a competição ainda existia, com a República Tcheca garantindo sua vaga na VNL 2025 ao vencer o torneio. A partir de agora, o ranking mundial da FIVB será o único critério para determinar a substituta da equipe rebaixada, simplificando o processo e priorizando o desempenho consistente ao longo do ano.

Porto Rico lidera a corrida pela vaga

Entre as seleções que ainda não integram a VNL, Porto Rico desponta como a principal candidata a ocupar a vaga em 2026. Com 182,58 pontos, a equipe caribenha ocupa a 16ª posição no ranking mundial, à frente de Ucrânia (182,51 pontos), Argentina (180,96 pontos) e Suécia (160,12 pontos). A proximidade entre Porto Rico e Ucrânia indica que a disputa pela vaga pode ser acirrada, especialmente porque o ranking é atualizado após cada partida internacional.

Porto Rico tem se destacado no voleibol feminino nas últimas temporadas, com jogadoras como Karina Ocasio e Stephanie Enright liderando a equipe em competições continentais. A possível entrada na VNL seria um marco para o país, que nunca participou da elite do torneio. A Ucrânia, por sua vez, conta com a força de atletas como Yuliya Gerasymova e busca consolidar sua ascensão no cenário europeu.

  • Porto Rico: 16º lugar, 182,58 pontos, tradição em competições pan-americanas.
  • Ucrânia: 17º lugar, 182,51 pontos, em ascensão na Europa.
  • Argentina: 18º lugar, 180,96 pontos, rival histórica do Brasil na América do Sul.
  • Suécia: 21º lugar, 160,12 pontos, impulsionada por Isabelle Haak.

Sérvia na lanterna: uma surpresa no voleibol

A situação da Sérvia na VNL 2025 é um dos principais assuntos entre os fãs do voleibol. A equipe, que conquistou o título mundial em 2018 e 2022, vive uma campanha atípica, com oito derrotas, incluindo quatro tie-breaks. Posts recentes no X destacam a sequência de 10 jogos oficiais sem vitórias, um contraste com o histórico vitorioso da seleção. A ausência de vitórias coloca a Sérvia como a principal candidata ao rebaixamento, embora Tailândia, Coreia do Sul e Canadá também estejam em risco.

A campanha sérvia reflete desafios enfrentados pela equipe, como a renovação do elenco e a adaptação a adversárias cada vez mais competitivas. Apesar do talento individual, a falta de consistência em momentos decisivos tem custado caro. A terceira etapa será uma oportunidade para a Sérvia tentar reverter o quadro, mas o cenário é desafiador.

Impacto da expansão para 18 equipes

A inclusão de Bélgica e República Tcheca na VNL 2025 elevou o número de participantes para 18, um marco na história do torneio. A expansão reflete o crescimento do voleibol feminino em diferentes continentes, com a Europa ganhando ainda mais representatividade. A Bélgica, impulsionada por jogadoras como Britt Herbots, e a República Tcheca, vencedora da Challenger Cup 2024, chegam com a missão de provar seu valor entre as melhores do mundo.

O novo formato também alterou o calendário da fase preliminar, que agora ocorre em três semanas, com cada equipe disputando 12 partidas em grupos rotativos. As sedes, como Rio de Janeiro, Istambul e Chiba, garantem uma distribuição geográfica ampla, aproximando o torneio de diferentes públicos. A fase final, em Lódz, na Polônia, reunirá as oito melhores equipes, com a Polônia garantindo vaga automática como país-sede.

Fase final e o papel da Polônia

A Polônia, sede da fase final da VNL 2025, terá um papel central na competição. Além de receber as quartas de final, semifinais e finais, a seleção polonesa está garantida entre as oito melhores, mesmo que termine a fase preliminar fora do top-8. Essa regra, aplicada pela primeira vez em 2025, assegura que o país-sede tenha protagonismo, mas pode gerar debates caso a Polônia não consiga uma boa campanha na fase inicial.

O sistema de pontuação da VNL permanece inalterado: vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1 garantem três pontos, enquanto triunfos por 3 a 2 rendem dois pontos ao vencedor e um ao perdedor. A classificação final da fase preliminar determinará os confrontos das quartas de final, com cruzamentos no formato olímpico: 1º contra 8º, 2º contra 7º, 3º contra 6º e 4º contra 5º.

Brasil na disputa pelo título inédito

A seleção brasileira feminina, comandada por José Roberto Guimarães, vive um momento de renovação e busca o primeiro título da VNL. Após conquistar o bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o Brasil teve uma campanha sólida na VNL, com vitórias expressivas, como a que tirou a invencibilidade da Turquia na segunda semana. O Rio de Janeiro, sede da primeira semana, viu o Brasil derrotar equipes como República Tcheca, Estados Unidos e Alemanha, reforçando sua força em casa.

A equipe brasileira conta com jogadoras como Gabi Guimarães, Rosamaria e Ana Cristina, que têm se destacado na competição. A preparação para o Mundial Feminino de 2025, que ocorrerá na Tailândia entre agosto e setembro, também está no radar, com a VNL servindo como um laboratório para testes e ajustes táticos.

  • Desempenho brasileiro: Três vitórias em quatro jogos na primeira semana.
  • Jogadoras-chave: Gabi, Rosamaria e Ana Cristina lideram o ataque.
  • Próximos desafios: Confrontos contra Bélgica, Canadá e Turquia na segunda semana.

Ranking mundial em constante atualização

O ranking mundial da FIVB é um fator determinante para a entrada de novas equipes na VNL. Atualizações ocorrem após cada partida, o que significa que Porto Rico, Ucrânia, Argentina e Suécia podem melhorar ou perder posições até o final da temporada. A Golden League, que terá finais no fim de junho, é uma oportunidade para Ucrânia e Suécia somarem pontos, enquanto Porto Rico e Argentina focam em competições continentais.

A valorização do ranking pela FIVB reforça a importância de um desempenho consistente ao longo do ano. Seleções que não participam da VNL, mas competem em torneios como a Golden League ou campeonatos continentais, têm a chance de se aproximar da elite, tornando o voleibol global mais dinâmico.

Mudanças experimentais na arbitragem

Uma novidade na VNL 2025 é a permissão de “dois toques” durante o levantamento, desde que a bola permaneça do mesmo lado da quadra. A regra, em fase de testes pela FIVB, visa dinamizar o jogo e reduzir interrupções por faltas técnicas. A mudança tem gerado debates entre técnicos e jogadores, mas pode influenciar o ritmo das partidas, especialmente em confrontos equilibrados.

A inovação reflete o compromisso da FIVB em modernizar o voleibol, seguindo o exemplo de ações implementadas nos Jogos Olímpicos Rio 2016, como transmissões digitais e novos ângulos de câmera. A VNL, desde sua criação, busca ser uma vitrine para essas transformações, aproximando o esporte de novos públicos.

Cenário competitivo na terceira etapa

A terceira etapa da VNL 2025, entre 9 e 13 de julho, será crucial para definir a equipe rebaixada e as classificadas para a fase final. A Sérvia enfrentará adversários como Japão, Bulgária e França, em jogos que testarão sua capacidade de reação. Tailândia, Coreia do Sul e Canadá também terão confrontos decisivos, com a pressão de evitar a última posição.

A classificação atual, conforme posts no X, coloca a Itália na liderança com 28 pontos, seguida por Polônia (21) e Brasil (20). Na parte inferior, Sérvia (0 vitórias), Coreia do Sul (1 vitória), Tailândia (1 vitória) e Canadá (2 vitórias) disputam a permanência. A briga pela sobrevivência promete ser tão intensa quanto a corrida pelo título.

  • Líderes: Itália (28 pontos), Polônia (21 pontos), Brasil (20 pontos).
  • Zona de risco: Sérvia (0 vitórias), Coreia do Sul (1 vitória), Tailândia (1 vitória), Canadá (2 vitórias).
  • Etapa decisiva: Jogos entre 9 e 13 de julho definirão a rebaixada.

Tradição versus renovação

A possibilidade de uma potência como a Sérvia ser rebaixada ilustra o equilíbrio do voleibol feminino atual. A VNL 2025 reúne seleções tradicionais, como Brasil, Itália e Estados Unidos, e equipes em ascensão, como Bélgica e República Tcheca. A entrada de Porto Rico ou Ucrânia em 2026 reforçaria essa tendência de renovação, trazendo novas histórias e rivalidades para o torneio.

A competição também serve como preparação para o Mundial Feminino de 2025, que contará com 32 seleções e marcará o início de um ciclo bienal. A VNL, com sua intensidade e visibilidade, é o palco ideal para as equipes ajustarem suas estratégias e testarem novos talentos.

Legado da VNL no voleibol global

Desde sua criação em 2018, a Liga das Nações revolucionou o voleibol, substituindo o Grand Prix e a Liga Mundial. O torneio trouxe um formato dinâmico, com sedes rotativas e maior interação com os fãs, além de inovações tecnológicas, como transmissões digitais. A edição de 2025 consolida esse legado, com um regulamento mais justo e uma competição ainda mais global.

A presença de 18 equipes, a possibilidade de rebaixamento de qualquer seleção e a valorização do ranking mundial são passos para tornar o voleibol mais inclusivo e competitivo. A VNL continua sendo um laboratório para o esporte, influenciando o ranking mundial e preparando as seleções para eventos como os Jogos Olímpicos e o Mundial.

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