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Fábio Costa, ex-Fluminense, alerta para força do Mamelodi na Copa do Mundo de Clubes

Juan do Fluminense
Juan do Fluminense - Foto: Instagram Juan do Fluminense - Foto: Instagram

Fábio Costa, cria do Fluminense, marcou história como o primeiro brasileiro a jogar pelo Mamelodi Sundowns, em 2006, e agora alerta o Tricolor para o confronto decisivo contra o clube sul-africano pela Copa do Mundo de Clubes. O jogo, válido pela terceira rodada do Grupo F, acontece nesta quarta-feira, 25 de junho de 2025, às 16h (de Brasília), em Miami. Com o Fluminense precisando apenas de um empate para avançar às oitavas de final, Costa destaca a força do adversário, impulsionado por investimentos pesados e uma torcida apaixonada. Influenciado por Carlos Alberto Parreira, ex-técnico do Flu e da seleção sul-africana, o meia revela detalhes de sua passagem pelo Mamelodi e aponta os pontos fortes e fracos do time. A partida promete ser um teste de fogo para o Tricolor, que enfrenta um rival em ascensão no futebol africano.

O embate entre Fluminense e Mamelodi Sundowns carrega uma carga especial para Fábio Costa, que viveu momentos marcantes nos dois clubes. Ele chegou às categorias de base do Flu em 1990, subiu ao profissional em 1998 e, após rodar por clubes como Al Shabab, da Arábia Saudita, e Caracas, da Venezuela, aceitou o desafio de jogar na África do Sul. A decisão foi guiada por Parreira, que o incentivou a abraçar a oportunidade.

  • Trajetória de Fábio Costa: Formado em Xerém, jogou no Fluminense entre 1998 e 2000.
  • Passagem pelo Mamelodi: Primeiro brasileiro no clube, atuou em 2006 e abriu portas para outros.
  • Relação com Parreira: Ex-técnico foi peça-chave na decisão de jogar na África do Sul.

O meia, que construiu uma relação próxima com Parreira em Joanesburgo, lembra com carinho da experiência no Mamelodi e da evolução do clube, que hoje é o maior da África do Sul.

Início de uma era no Mamelodi
Quando Fábio Costa chegou ao Mamelodi Sundowns, o clube ainda era o terceiro maior da África do Sul, atrás de Orlando Pirates e Kaizer Chiefs. A virada veio com os investimentos do bilionário Patrice Motsepe, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) e dono do clube. Costa testemunhou o início dessa transformação. “Era um time em crescimento, com uma torcida fanática e uma estrutura que começava a se modernizar”, lembra. Ele foi apresentado pessoalmente por Motsepe, um marco em sua carreira.

O meia também destacou a mentalidade ambiciosa do clube, simbolizada pelo lema “o céu é o limite”. Essa frase, estampada no escudo do Mamelodi, reflete-se na comemoração característica dos jogadores, que apontam para o alto com as mãos em formato de “L”. O gesto, segundo Costa, é feito antes dos jogos, em festas e até em momentos de confraternização, reforçando a identidade do clube.

Relação com Parreira e influência no futebol
A conexão entre Fábio Costa e Carlos Alberto Parreira vai além do Fluminense. Em Joanesburgo, os dois moravam na mesma rua e frequentemente saíam para jantar, fortalecendo laços. Parreira, que comandou a seleção sul-africana na Copa do Mundo de 2010, foi uma figura central na decisão de Costa de se transferir para o Mamelodi. “Ele me deu confiança, falou da torcida e da qualidade do clube. Isso fez toda a diferença”, conta o ex-jogador.

Parreira também ajudou a elevar o nível do futebol sul-africano, e o Mamelodi se beneficiou disso. Durante sua passagem, Costa notou a profissionalização do clube, que passou a atrair mais estrangeiros, incluindo brasileiros. Ele próprio se tornou uma espécie de consultor informal, indicando jogadores como Marco Brito, outro ex-Fluminense, que também jogou no Sundowns.

Desafios do Fluminense no confronto
O Fluminense chega à partida contra o Mamelodi com a vantagem de precisar apenas de um empate para garantir a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes. Já o Sundowns, para avançar, depende de uma vitória e de um tropeço do Borussia Dortmund contra o Ulsan, lanterna do grupo. Fábio Costa acredita que o Tricolor terá dificuldades. “O Mamelodi joga solto, com alegria. O ataque é muito forte, mas a zaga deixa brechas. O Renato Gaúcho deve estar estudando isso”, avalia.

O ex-jogador destaca a velocidade e a criatividade do setor ofensivo do Sundowns, que costuma pressionar os adversários com transições rápidas. No entanto, ele vê na defesa o ponto vulnerável, o que pode ser explorado pelo Fluminense, que conta com jogadores experientes como Thiago Silva e jovens talentos como João Neto.

  • Pontos fortes do Mamelodi: Ataque veloz, transições rápidas e apoio da torcida.
  • Pontos fracos: Defesa vulnerável a jogadas aéreas e pressão constante.
  • Chave para o Flu: Aproveitar falhas defensivas e controlar o meio-campo.
  • Fator torcida: Apesar de jogar em Miami, o Sundowns atrai torcedores sul-africanos nos EUA.

Evolução do Mamelodi no cenário africano
Nos últimos anos, o Mamelodi Sundowns consolidou sua hegemonia na África do Sul, conquistando 14 títulos da Premier Soccer League (PSL) desde 1996, incluindo sete consecutivos até 2024. Na Liga dos Campeões da CAF, o clube venceu em 2016 e chegou às semifinais em várias ocasiões, rivalizando com gigantes como Al Ahly, do Egito. A ascensão reflete os investimentos de Motsepe, que transformaram o Sundowns em um modelo de gestão no continente.

O clube também se destaca pela infraestrutura. O centro de treinamento Chloorkop, em Pretória, é equipado com tecnologia de ponta, e o estádio Loftus Versfeld, compartilhado com a seleção sul-africana, recebe grandes jogos. Fábio Costa lembra que, mesmo em 2006, o Mamelodi já impressionava pela organização. “Era um clube que pensava grande, e hoje colhe os frutos”, diz.

Legado de brasileiros no Sundowns
Fábio Costa abriu as portas para outros brasileiros no Mamelodi. Após sua passagem, jogadores como Leandro Sirino, Ricardo Nascimento e Cassius Mailula brilharam no clube. Marco Brito, indicado por Costa, também deixou sua marca, apesar de uma lesão ter encurtado sua trajetória. “Os brasileiros sempre foram bem recebidos. Eles valorizam nossa técnica e alegria em campo”, explica Costa.

O intercâmbio entre Brasil e África do Sul no futebol cresceu nas últimas décadas, com o Mamelodi sendo um dos principais destinos. A influência de técnicos como Parreira e Pitso Mosimane, ex-treinador do Sundowns, ajudou a aproximar os estilos de jogo, combinando a disciplina tática africana com a criatividade brasileira.

Comemoração que marca a identidade
A celebração do Mamelodi, com jogadores apontando para o céu, é mais do que um gesto. Ela reflete a filosofia do clube de buscar sempre o topo. Fábio Costa explica que o ritual começou antes de sua chegada, mas ganhou força com a popularidade do time. “É algo que conecta jogadores, torcedores e até a diretoria. Em qualquer evento do clube, você vê esse gesto”, conta.

O lema “o céu é o limite” também inspira a torcida, conhecida como “Yellow Nation”. Mesmo em jogos fora da África do Sul, como o desta quarta-feira em Miami, os torcedores sul-africanos marcam presença, criando um ambiente vibrante. Para o Fluminense, neutralizar esse apoio será um desafio extra.

Preparação do Fluminense para o jogo
Sob o comando de Renato Gaúcho, o Fluminense tem se preparado intensamente para o confronto. O treinador, conhecido por sua abordagem tática agressiva, deve apostar em uma marcação alta para explorar as fragilidades defensivas do Mamelodi. Jogadores como André, no meio-campo, e Keno, no ataque, serão fundamentais para impor o ritmo do jogo.

A experiência de Thiago Silva, que já enfrentou equipes africanas em competições internacionais, pode ser um diferencial. O zagueiro, ídolo do Flu, tem orientado os mais jovens sobre a importância de manter a concentração contra um adversário imprevisível. “O Mamelodi não desiste fácil. Eles vão vir com tudo”, alerta Fábio Costa.

Histórico do Fluminense na Mundial
O Fluminense chega à terceira rodada do Grupo F com moral. Após um empate contra o Borussia Dortmund e uma vitória convincente sobre o Ulsan, o Tricolor depende apenas de si para avançar. A campanha na Copa do Mundo de Clubes é vista como uma chance de ouro para o clube carioca, que busca seu primeiro título mundial.

Em 2009, o Flu ficou com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana, e, em 2023, chegou às semifinais da Libertadores, mostrando evolução no cenário internacional. A partida contra o Mamelodi é mais um passo rumo à consagração global.

O que está em jogo em Miami
O confronto em Miami não é apenas sobre a classificação. Para o Mamelodi, uma vitória contra um gigante sul-americano como o Fluminense reforçaria sua reputação global. Já o Tricolor quer manter a boa fase e avançar com confiança. Fábio Costa, torcedor declarado do Flu, não esconde o carinho pelo ex-clube, mas reconhece o potencial do adversário. “Sou tricolor, mas o Mamelodi é perigoso. Vai ser um jogão”, prevê.

O estádio Hard Rock, em Miami, será o palco de um duelo que mistura história, talento e ambição. Com o Fluminense buscando a glória e o Mamelodi querendo surpreender, a partida promete ser um marco na Copa do Mundo de Clubes de 2025.

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