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Brasileiro Monteiro é eliminado por italiano na 1ª rodada em Modena

Thiago Monteiro
Thiago Monteiro - Foto: Instagram Thiago Monteiro - Foto: Instagram

Thiago Monteiro, tenista brasileiro número 142 do ranking mundial, enfrentou mais um revés na temporada ao ser eliminado na primeira rodada do Challenger de Modena, na Itália, em 1º de julho de 2025. Em um confronto equilibrado, o cearense foi derrotado pelo italiano Marco Cecchinato, atual 300º da ATP, por 2 sets a 1, com parciais de 7-6 (7-1), 3-6 e 6-1, em uma partida que durou 2 horas e 29 minutos. A derrota reflete a fase instável do jogador, que acumula 18 derrotas em 34 jogos no ano, com um aproveitamento de apenas 47%. O torneio, disputado no saibro, oferecia uma premiação de € 91 mil e era uma oportunidade para Monteiro recuperar confiança após a eliminação precoce no qualifying de Wimbledon.

A partida contra Cecchinato, ex-top 20 e recém-campeão do Challenger de Milão, foi marcada por altos e baixos. Monteiro mostrou resiliência ao vencer o segundo set, mas não conseguiu manter o ritmo na parcial decisiva. A derrota deve impactar ainda mais sua posição no ranking, projetando uma queda para fora do top 150.

  • Números do confronto:
    • Primeiro set: 7-6 (7-1) para Cecchinato em 1h05.
    • Segundo set: 6-3 para Monteiro em 45 minutos.
    • Terceiro set: 6-1 para Cecchinato em 39 minutos.

O resultado reforça a necessidade de ajustes na temporada de Monteiro, que agora foca nos próximos torneios no saibro europeu para tentar reverter o cenário adverso.

Um duelo de altos e baixos

O confronto em Modena começou com grande equilíbrio. No primeiro set, ambos os tenistas mantiveram seus saques com consistência, sem quebras, levando a disputa ao tie-break. Cecchinato, aproveitando a experiência em jogos decisivos, dominou o desempate com um placar de 7-1, fechando a parcial após mais de uma hora. Monteiro, conhecido por sua resistência no saibro, enfrentou dificuldades para impor seu jogo de base agressivo contra a solidez defensiva do italiano.

Na segunda parcial, o brasileiro reagiu. Com melhor aproveitamento no primeiro saque e explorando erros de Cecchinato, Monteiro conseguiu uma quebra crucial e fechou o set em 6-3, empatando a partida. A torcida local, presente no Centro Court, viu o jogo ganhar intensidade, com trocas de bolas mais longas e pontos disputados.

O terceiro set, porém, foi um ponto de virada. Cecchinato voltou com uma postura agressiva, enquanto Monteiro cometeu erros não forçados e perdeu a consistência. O italiano quebrou o saque do brasileiro logo no início e construiu uma vantagem que culminou em um 6-1 arrasador. A parcial decisiva durou apenas 39 minutos, evidenciando o domínio de Cecchinato no momento crítico.

Trajetória instável em 2025

A temporada de Thiago Monteiro tem sido marcada por resultados aquém de seu potencial. Com 16 vitórias e 18 derrotas em 34 jogos, o tenista vive um de seus piores momentos desde que alcançou o top 100 em 2016. Seus melhores resultados no ano foram as finais nos Challengers de Santiago e Assunção, mas a falta de consistência em torneios maiores o afastou das primeiras posições do ranking.

Atualmente na 142ª colocação, Monteiro enfrenta pressão para acumular pontos e evitar uma queda ainda mais acentuada. A eliminação precoce em Modena, um torneio de nível Challenger 75, reduz suas chances de retornar ao top 100 no curto prazo. O saibro, superfície onde o brasileiro tem 422 vitórias em 696 jogos na carreira, era visto como uma oportunidade para recuperação, mas o resultado reforça os desafios do momento.

  • Desempenho de Monteiro em 2025:
    • 34 jogos disputados.
    • 16 vitórias e 18 derrotas.
    • Aproveitamento de 47%.
    • Melhores resultados: finais em Santiago e Assunção.

O adversário em ascensão

Marco Cecchinato, aos 32 anos, vive uma fase de retomada. Após conquistar o título no Challenger de Milão na semana anterior, o italiano chegou a Modena com confiança renovada. Sua vitória sobre Monteiro marcou a sexta consecutiva, um feito notável para um jogador que já esteve entre os 20 melhores do mundo, mas que enfrentou quedas no ranking nos últimos anos.

No confronto direto, Monteiro ainda lidera por 2 a 1, com vitórias em 2018 (Umag) e 2023 (Santiago), ambas no saibro e em três sets. No entanto, Cecchinato provou em Modena que sua experiência e capacidade de se adaptar ao saibro continuam sendo diferenciais. O italiano avançou para a segunda rodada, onde enfrenta o holandês Max Houkes.

A atuação de Cecchinato em Modena destaca sua habilidade em jogos longos. Com um recorde de 445 vitórias em 715 partidas no saibro ao longo da carreira, o italiano soube explorar os erros de Monteiro no terceiro set, consolidando sua superioridade na partida.

Contexto do torneio

O Challenger de Modena, realizado entre 30 de junho e 6 de julho, é um evento de nível 75 no circuito ATP Challenger, disputado no saibro da região de Emilia-Romagna. Com uma premiação de € 91 mil, o torneio atraiu nomes como o espanhol Carlos Taberner, cabeça de chave número 1, e o colombiano Daniel Elahi Galán, além de outros brasileiros, como Thiago Seyboth Wild.

Wild, aliás, teve um destino oposto ao de Monteiro. Cabeça de chave número 4, o paranaense estreou com vitória convincente sobre o espanhol Max Alcala por 6-1 e 6-2, avançando à segunda rodada. A presença de brasileiros no torneio reflete a estratégia de focar no saibro europeu após eliminações precoces no qualifying de Wimbledon.

O torneio também contou com a participação do paulista Marcelo Zormann na chave de duplas, ao lado do suíço Jakub Paul, reforçando a representatividade brasileira em Modena. A competição coincide com o início de Wimbledon, o que explica a ausência de jogadores do top 100, mas eleva a importância dos pontos em disputa para tenistas em busca de ascensão no ranking.

Pressão no ranking

A derrota em Modena agrava a situação de Thiago Monteiro no ranking da ATP. Após deixar o top 100 em 2024, o brasileiro enfrenta o risco de cair para fora do top 150, uma marca que não atinge desde 2016. Cada torneio no saibro europeu é uma oportunidade para acumular pontos, mas a inconsistência tem sido um obstáculo.

Monteiro, que já foi número 61 do mundo, tem um histórico sólido no saibro, com 422 vitórias em 696 jogos na superfície. No entanto, a temporada de 2025 mostra um desempenho irregular, com apenas 13 vitórias em 26 jogos no saibro. A comparação com anos anteriores, quando alcançou quartas de final em torneios ATP como Rio de Janeiro e Gstaad, evidencia a queda de rendimento.

O que vem pela frente

Após a eliminação em Modena, Thiago Monteiro deve seguir na Europa para disputar outros torneios no saibro, com o objetivo de recuperar pontos e confiança. A temporada de Challengers na região oferece oportunidades em eventos como os de Brasov, na Romênia, e Troyes, na França, onde outros brasileiros, como Felipe Meligeni e João Lucas Reis, também competem.

O calendário apertado exige ajustes rápidos. Monteiro, que se destacou em 2023 ao alcançar a segunda rodada do Challenger de Modena, precisa melhorar seu aproveitamento em jogos decisivos para evitar novas quedas no ranking. A experiência em torneios de nível Challenger, onde já conquistou cinco títulos na carreira, pode ser um diferencial nos próximos eventos.

Outros brasileiros em ação

Além de Monteiro e Wild, o Brasil teve outros representantes em torneios Challenger na mesma semana. Felipe Meligeni, principal cabeça de chave em Brasov, foi eliminado na estreia pelo italiano Francesco Maestrelli. João Lucas Reis, em Troyes, também caiu na primeira rodada, derrotado pelo francês Cosme De Ravel.

A presença de brasileiros em múltiplos torneios reflete a busca por pontos e experiência no circuito. Marcelo Zormann, competindo em duplas em Modena, é outro exemplo do esforço coletivo para manter o tênis brasileiro competitivo, mesmo em um momento de resultados irregulares.

Foco na recuperação

Thiago Monteiro, aos 31 anos, enfrenta um momento crucial na carreira. Com uma trajetória marcada por altos e baixos, o tenista já demonstrou capacidade de superar adversidades, como em 2023, quando alcançou finais em Challengers na América do Sul. A temporada europeia no saibro é uma chance de reverter a fase negativa, mas exige maior consistência em momentos decisivos.

O próximo torneio no calendário de Monteiro ainda não foi confirmado, mas a sequência de eventos no saibro deve incluir competições de nível semelhante a Modena. A preparação física e mental será fundamental para enfrentar adversários experientes como Cecchinato, que souberam explorar as fragilidades do brasileiro.

Cenário do tênis brasileiro

O desempenho de Monteiro em Modena reflete os desafios enfrentados pelo tênis masculino brasileiro em 2025. Com Thiago Seyboth Wild como principal esperança no top 100 e outros nomes, como Meligeni e Reis, ainda buscando consolidação, o país vive uma fase de transição. A ausência de representantes em Wimbledon, exceto na chave juvenil com João Fonseca, reforça a importância dos Challengers para o crescimento dos tenistas brasileiros.

A temporada de saibro na Europa, embora competitiva, oferece oportunidades para acumular pontos e experiência. Jogadores como Monteiro, com histórico sólido na superfície, têm condições de reverter o cenário com ajustes táticos e maior regularidade.

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